medo de um amor alado...
que flutua no ar em
lágrimas que insistem em
derramar...
medo de um amor
que divaga e que
aflige...
mas que n'alma cria
raízes e persiste...
medo de uma paixão
que possa invadir
e dilacerar o coração...
medo de não saber controlar
esse sentimento que nos
faz levitar...e, que muitas
vezes nem conseguimos raciocinar...
medo de tudo e do nada...
medo de não ser correspondida
e tampouco amada...
medo de um ato impreciso
inevitável, temos que passar por isso...
pois está ali, impregnado dentro de nós
e não tem como fugir...
medo de não saber reagir...
nesse vazio de mim sem ti...
Oceano, teu grande amor
Mergulhas no azul das águas
Teu corpo balança ao movimento das ondas
És de novo criança, pulas sorrindo
Corres sobre a areia
Espalhando gotas salgadas
Numa tremenda brincadeira...
Lua, a tua paixão
Nas noites que não marca presença
Adormeces irrequieto
Sem a bênção da Deusa
Que contemplas perdido
E extasiado com o seu brilho e formato…
Sol, o teu coração
Raios que te aquecem e iluminam
Companheiro do contentamento
E da harmonia que te ajuda
A enfrentar as dificuldades do dia a dia…
Eu, a que faz parte da tua vida
Mas por vezes esquecida
Amor é sobre a minha pele que recai a tua
Nos momentos de paixão…
É na minha boca que deixas
O sabor adocicado da tua, fruto
Das nossas línguas que se amaram
Entrelaçaram, exploraram…
É meu corpo que invades com sofreguidão
E onde passeiam as tuas mãos
Acariciando, descobrindo
Arrebatando, ruidosos gemidos…
Do arraiá lá da rocinha
Num param de batê
Afim de anunciá
Que nhô Starcaca mais sinhá Nhãnha
Tão quereno si casá
A festança é pra valê
É só chegá lá e vê
A moçada emporgada
Se enfeitandu como quê
Está tudo encaiada
Querem só pegá o buquê
Cumadi Ceci, anfitriona
Tá atrás duma sanfona
E também dum sanfonero
Pra tocá o tempo intero
Pra mor da festa animá
E arrumano os parcero
Pra a quadria dançá.
"A cumadé CECI POETA,
Mandou anunciá
A formação dos casar:
1º - DRICA e CARAMELO;
2º - ANNY CAROLINA e VON BUNCHENN
3º - CARMEM CECIA e CARLOS MUTANG
4º - SALOMÉ e HIRDE BRANDÃO"
Vai tê padre casamentero
E até um sacristão
(Qui um Padri Arxiliar)
Mai o nuivo, na hora "H"
Quer fugi dela...
Tá meio na contramão
Mai o Pai da noiva se agarante
Com espingarda na mão
O noivo muito vibrante
Não brinca cum ele não
A noiva, toda sorriso,
Não sorta do noivo, a mão.
"E, oiém qui tem até madrinha
querendo mostra outra dança,
A dança dos pampas
Oiém como dança a “sapequica"
Puxa mostra o que as Gauchas têm?
Puxa isso num é “coxinha”, báahh..
São uns verdadeiros coxãos...
É vero isso que tem naqueles rincãos
Gauchos, o tchê..”
Sabe inté falá franceis
Balancê, tur , anarriê
I resorveu fazê
Uma apresentação
De corta a cabeça de São Jão
O resto é cum vanceis
Tá na hora da cobra matá,
E gritá que a ponte caiu
Os isperto mudaro o caminho
Osotro foro sem destino...
Óia os fogo!
Viva São João!
Cuidado com os rojão!
Xiiii!Nhô Dirceu se foi co balão!
Um casar de namorado
Só querem pulá foguera
Cum olhar de apaixonado
Pode inté morre queimado
Chegá no céu chamuscado
Pensá qui foro pru lugá errado!
Nhô Hirde Brandão só
Despois de toma uns mé
Da brandura da Salomé,
Se afastô
Pensa que o mundo parô
E procura ela atrás do buscapé
E nessas e outra eu mi vô
Pruque tô preocupada
Ninguém sabe, ninguém viu
Tudo efeito du quentão...
Parece qui si perdeu
O balão cum nhô Dirceu
Si ninguém sabe, nem eu!
"Por isso u casório foi adiado
De dia de Santo Antonho
Pro dia de São Jão...
Não julgue, meus sentimentos.
Minha dosagem de paixão.
Pensei que em teu peito,
Me fazia querida.
Porém hoje uma mulher esquecida.
Sofrida pelo desleixo de teu amor
Me culpas pelos momentos de insatisfação.
Quando na verdade, tu estavas assim:
Não me julgue, se não deu certo.
Pois fiz de tudo até o não correto
Somente para te ter por perto.
Mas a mim se julgou esperto.
Fez do meu amar, a forma mas insana
De me matar aos poucos.
Fez do meu viver a forma mas dura
Insegura desse amor desleixado.
Não me julgues, se vou seguir meu caminhar.
Vou atrás do meu “eu” que você levou
Junto com seu desleixo.
Para me refazer de um amor,
Que um dia, me fez sofrer.
Procurar meu caminho viver.
Ama-me com a tua alma,
Não com o teu coração.
Ama-me com os teus sentidos,
Deixa-te levar pela paixão,
Do que nunca foi.
Ama-me com tudo o que tens,
que dar-te-ei tudo o que sou.
Ama-me com a coragem
Que amar-te-ei com minhas forças.
Deixa-te levar pelo amor,
Por sentimentos que não entendes,
Não fujas do teu destino,
Não fujas do caminho que tens de seguir.
Não tenhas medo, de não entender
O medo faz parte do amor,
Faz parte da alma de quem sofre.
Ama-me amor,
Como nunca amas-te ninguém na tua vida.
Ama-me como se não houvesse amanhã,
Mas...
ama-me!
Estou postando este novamente, porque o outro se perdeu.
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 19/06/2008 - 14:53
A GAROTA DO BALANÇO
Eu a alcanço.
A garota do balanço.
Cabelos compridos...
Ao vento.
Ela no balanço toda cantoria, fantasia e pensamento.
Tão bonito seu voar.
Alturas alcançar.
No imaginar.
Esta menina travessa no meu coração para sempre vou guardar.
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 19/06/2008 - 14:48
GIRA-GIRA
É no gira-gira que a gente se encontra.
Ficas tonto.
Fico tonta.
Sorrimos.
Nos divertimos.
É tão bom dançar.
Ter amigos para conversar, dançar...
Meu amigo.
É no gira-gira que descobres meu jeito menina.
E meu jeito te contamina.
Roda, vira, gira-gira.
.
.
.
A vida é muito mais que traços predestinado
De um senhor do sim e do não, é a busca constante
De sua alta perfeição, lapidada para encontra-se
A felicidade, julgando todos os altos e baixos
De sua busca.
Horas sejam para a felicidade, horas para sua
Maior tristeza, todos buscam algo para si firma,
Como base sólida de uma construção, mais
Nos muitos caminhos em que são compelidos
A andar, traçam como que por encanto sua
Nórdica felicidade, feitas de raros momentos,
Raros instantes, que se eternizam nos minutos
Cândidos e clássicos de horas a fil.
O ser sublime de buscas a tão sonhada felicidade,
Que se faz de muito, no muito pouco que se encontra.