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Foto de DeusaII

somos um só

Teu corpo macio
Desliza por entre meus dedos
O toque da tua pele, tão suave
Faz-me vibrar de intenso prazer.
o gosto da tua boca
deixa-se a tremer por mais
E por momentos perco-me.
Não sei onde estou.
Tu dizes meu nome, mas já não te consigo ouvir.
Onde está o mundo, amor?
O mundo desapareceu,
Agora somos só nós dois,
Envoltos nesta magia,
Que teima em permanecer.
O mundo já não existe,
Agora somos só nós, nesta cama
Feita de sonhos e fantasia.
Só nós, neste turbilhão de sentimentos
Que mascaram um sentido de vida já perdido à muito.
Somos um só.
Nossas almas, separadas por fim uniram-se.
Nossos corpos em ebulição,
Reclamam um pelo outro,
Nada mais existe,
Porque agora,
Somos um só.
Envoltos pela neblina mágica
Que permanecerá dentro de nós para sempre!

Foto de Wilson Madrid

O SÁBIO DESCAMISADO

*
* CRÔNICA
*
*

19:00' de um dia do mes de maio de 2003.

Tróleibus - linha 4113 - Praça da República – Gentil de Moura, São Paulo.
No interior do tróleibus lotado, os passageiros que estão espremidos e em pé enfrentam dificuldades para andar em direção às portas de saída ou para ajeitarem-se no corredor do veículo para dar passagem aos demais.
Faz calor e as pessoas suam. Algumas que estão sentadas cochilam, cansadas por mais um dia de trabalho. Algumas poucas conversam; a maioria segue calada, cada uma refletindo sobre os seus próprios problemas, sonhos ou ilusões.
O trânsito fica congestionado e o tróleibus fica alguns minutos parado, sem poder continuar sua viagem; sem movimento e sem a ventilação natural das janelas, o calor e o desconforto aumentam.
De repente, na calçada, surge um homem maltrapilho, sem camisa e com barba mal cuidada; aproxima-se da lateral do tróleibus, olha para os passageiros, sorri um sorriso meio desdentado e irônico e começa a cantar, com uma melodia original, toda própria dele: “Ê vida de gado... povo marcado... povo feliz....”.
Como o tróleibus demora a partir, ele repete várias vêzes os mesmos sorriso e refrão: “Ê vida de gado... povo marcado... povo feliz...”.
Os passageiros começam a se entreolhar. A maioria continua séria. Duas moças ao meu lado não resistem e dão risada e eu, também não resistindo, comento contente: "é Zé Ramalho... ele conhece..."; elas não comentam nada, continuam felizes e continuam a sorrir. O tróleibus parte, o mendigo desaparece das nossas vistas e todos voltam para os seus pensamentos, alguns, talvez, refletindo sobre significado do ocorrido.
Eu, de minha parte, fiquei curioso em saber o que passou pelas cabeças daquelas pessoas, principalmente daquelas que riram... Será que elas riram do mendigo? Será que elas riram da situação? Ou será que riram para disfarçar a vergonha? Afinal de contas aquela linha serve apenas bairros de classe média e muitos passageiros trajavam terno e gravada e muitas passageiras também estavam elegantemente vestidas. Será que, apesar de muito conhecida na época em que foi tema da “novela das oito”, conheciam a canção “Admirável gado novo” do genial Zé Ramalho, poeta, profeta e cantador da Paraíba? E mesmo que tenham acompanhado a novela e conheçam a canção, será que elas já tem consciência de "que fazem parte dessa massa, que passa nos projetos do futuro"; e de que "é duro tanto ter que caminhar, e dar muito mais do que receber"?
Tive que me conformar em ficar sem respostas quanto à essas dúvidas, porém, apesar de saber que infelizmente eu provalvelmente nunca mais voltaria a vê-lo, fiquei com a certeza de que, ao contrário do que alguns cidadãos de terno e gravata e algumas cidadãs elegantes que viajavam naquele tróleibus, o homem maltrapilho, sem camisa e com barba mal cuidada, dormiria tranquilo e despreocupado, naquela noite fria que se anunciava, num canto qualquer de alguma praça de São Paulo, tendo por travesseiro a sua consciência e por cobertor a sua sabedoria...
O tróleibus continuou sua viagem e uma última dúvida me surgiu: será que, além de considerá-lo louco e engraçado, algum dos passageiros percebeu, na figura daquele homem, crucificado pela nossa injustiça social, uma das faces pelas quais Jesus Cristo se faz presente atualmente no meio de nós?
Chego ao meu destino, desço do tróleibus, caminho pela avenida Nazaré e sinto, finalmente, uma suave e refrescante brisa, que me faz usufruir de uma pequena amostra do maravilhoso efeito do desfraldar da bandeira branca da paz...

Foto de Wilson Madrid

AS FORMIGAS APRESSADAS

*
* CRÔNICA
*
*
18:30' de um dia do mes de abril de 2003.

Estação Sé do metrô de São Paulo, uma das cinco cidades mais habitadas do planeta, com cerca de quinze milhões de habitantes.
No saguão interno da estação, acontece uma exposição denominada “Êxodos – a humanidade em transição – 1993-99”, trabalho de Sebastião Salgado, fotógrafo brasileiro consagrado internacionalmente pela sua arte fotográfica, voltada para os problemas sociais da humanidade, expondo fotos das vítimas e refugiados das recentes guerras e conflitos sociais ocorridas em vários países do mundo.
Sucesso de crítica e de público em vários países, a apresentação do trabalho informa que “movido pelos milhões de refugiados, migrantes e destituídos do mundo, o fotógrafo Sebastião Salgado documentou a situação em 41 países durante quase sete anos. Por quê? "Espero que tanto como indivíduos, grupos ou uma sociedade, façamos uma pausa para pensar na condição humana na virada do milênio. Na sua forma mais brutal, o individualismo continua sendo uma fórmula para catástrofes. É preciso repensar a forma como coexistimos no mundo."
Mesmo sendo gratuita para os milhares de usuários que passavam pelo local, apenas cinco ou seis pessoas apreciavam a obra prima do excepcional artista, cidadão do mundo e profeta da injustiça social mundial.
Ao lado da exposição, uma multidão de pessoas passava apressadamente, ignorando completamente tão importante trabalho.
Naquele horário, aquele local parecia um “formigueiro” de pessoas preocupadas em chegar logo aos seus destinos, provavelmente, algumas indo para o trabalho, outras para a escola e a maioria, certamente, retornando do trabalho e indo para as suas residências, onde, após o jantar, costuma dedicar algumas horas da noite assistindo a nossa programação de tv, repleta de futilidades e tão carente de programas educativos e culturais.
Foi impossivel deixar de me lembrar do “maluco beleza” Raul Seixas, que algum dia deve ter sentido o que mesmo que senti naquele momento e denunciou ao compor S.O.S.: “Lá por detrás da triste e linda zona sul, vai tudo muito bem, formigas que trafegam sem por quê...”.
Quanto aos cinco ou seis "desocupados" que dedicaram parte do seu tempo apreciando a exposição, tenho a certeza de que sairam enriquecidos no conhecimento do quanto o individualismo e o egoísmo humano é capaz e do quanto é urgente e imprescindível conscientizar as pessoas para o combate à toda e qualquer injustiça pessoal ou social, cada um fazendo o que estiver ao seu alcance para o bem comum, porque a injustiça social é gerada pela somatória das injustiças pessoais, na esperança de um dia ver toda e qualquer injustiça varrida da face da terra, para a humanidade, finalmente, poder assumir o seu direito natural e divino de poder viver em paz.
Para os que ainda não conhecem ou não souberam da realização da exposição de tão importante trabalho naquela oportunidade, ainda existe a possibilidade de conhecê-lo através do site www.terra.com.br/sebastiaosalgado.
Quanto aos demais componentes do “formigueiro”, deduzi que ocorreu uma falha grave por parte dos organizadores, no que diz respeito ao despertar do interesse geral pela exposição: esqueceram-se de contratar algumas recepcionistas com peitos e bundas de silicone; alguns seguranças "sarados" e espalhar pelo chão, em torno dos painéis que continham aquelas impressionantes fotografias, algumas pitadas de açúcar, misturadas com um pouco de fama, dinheiro e poder...
Porque as “formigas apressadas” aprenderam que “tempo é dinheiro” e que “o importante é levar vantagem em tudo, certo?” e o que elas ganhariam perdendo seu "precioso tempo" ou que vantagem levariam para ver umas fotos em branco e preto, feitas por um tal de Salgado, de algumas pessoas amarguradas, desconhecidas, pobres e excluidas do direito à dignidade humana, que nem sequer participaram do Big Brother Brasil?

Foto de Wilson Madrid

ESTAÇÃO PAULO

*
* HOMENAGEM À
* MINHA CIDADE
*

São Paulo locomotiva de luz solar, do luar e da garoa,
formigueiro agitado de gente operosa e muito boa,
universo do nosso gigante adormecido e querido Brasil,
brilhante guerreiro, branco, verde, amarelo e azul anil,
colmeia de estrelas valentes, nascidas para enfrentar a labuta,
caminheiros perseverantes que não desistem e vão à luta ...

São Paulo de Anchietas, paulistas e paulistanos,
virgulinos, marias bonitas, baianos, cearenses e paraibanos,
jesuítas, portugueses, potiguares e pernambucanos,
salesianos, italianos, sergipanos e alagoanos,
brancos, negros, espanhóis, piauienses e franciscanos,
japoneses, maranhenses, índios tupis e latino-americanos ...

São Paulo dos irmãos da Praça da Fé e dos manos da periferia,
do admirável gado novo de todos os recantos brasileiros,
dos malucos belezas, católicos, evangélicos, espíritas, ateus,
pacatos cidadãos, carismáticos inconfidentes maneiros,
da fraternidade, das músicas e poesias do alto astral,
palco das lutas pela democracia, cidadania e justiça social ...

São Paulo do arco-íris sonoro do pagode, do forró e do axé,
do sertanejo, do funk, do rap e do clássico samba no pé,
bilheteria da estação dos passageiros do trem das onze
do maquinista Adoniran Barbosa que brilha lá no céu,
com os turistas Betinho, Helder, Gonzaguinha, Herzog, Fiel,
Vinícius, Drummond, Jobim e a perfumada Elis Noel ...

Foto de von buchman

LOUCA NOITE DE VERÃO

LOUCA NOITE DE VERÃO

Te vejo a caminhar pela areia da praia
Numa noite de verão, com uma
gostosa brisa do mar.
A lua ao horizonte, me dá o contorno
De teu corpo de Deusa...

Caminho a teu lado com palavras
Soltas e maliciosas de sedução,
e me delicio com teus seios
que teimam em ficar marcados nesta tua blusa sensual ...

Sentamos na areia macia e versos de amor te fiz ao luar
pouco a pouco, vi crescer meu carinho
e você como um anjo, indefesa, que se deixava levar ...

Deitei-me junto ao teu corpo molhado ,
e senti o pulsar de teu coração a me desejar,
uma imensa paixão e desejos mil tomaram conta de nossos corpos ...

Num momento sublime
Beijei tua boa macia e molhada
Pressionando os seios teus...
Com ardor, e te amei como nunca.
Senti que foi mutuo o realizar,
de um verdadeiro amor que veio para ficar !

Noite de verão igual a esta,
nunca vou poder esquecer...
. . . . . . . . . . . . . .
Tenhas meu Eterno Admirar!
Mil e Um beijos de Mel....
Mimos de Eterna Paixâo
neste Lindo Coração . .

Foto de von buchman

UMA HISTORIA DE AMOR...

Uma historia de amor não acaba assim .
Foram anos de amor,
anos de paixão,
de cumplicidade... Não acaba assim...

Talvez para você um simples adeus
seja o bastante para tudo acabar..
Mas para mim, jamais...
Pois foi uma vida de amor
dedicada a você.
E jamais um adeus vai acabar tudo assim !

Uma historia de amor recheada de lindos momentos
de muitas juras...
De muito se dar
de eternos momentos de prazer.
Jamais vai acabar assim...

Tantos momentos de amor e paixão nunca vou esquecer
Ah...tantas carícias, beijos e sedução,
Teu cheiro, teus lábios, teu corpo...
E teus desejos no amar, que sempre realizei...

Agora é só dizer adeus...
Que vais para teu cantinho...
Toda minha vida que dediquei a ti.
E esta eterna paixão por ti,
Que vou fazer ? ...

Te falo : - Esta historia de amor jamais vai acabar assim...

. . . . . . . . . . . . . .
Tenhas meu Eterno Admirar!
Mil e Um beijos de Mel....
Mimos de Eterna Paixâo
neste Lindo Coração . . .

Foto de Sandra Ferreira

Tic, Tac....

Tic tac, tic tac

Mergulhada no meu silêncio

Olho o relógio azul e branco

Chegou a mim, pelas tuas mãos

E tem zelado as noites

Em que adormeço a pensar em ti….

Tic tac, tic tac

Continua o com seu toque ritmado

Inconsciente do meu passado,

Revejo vezes sem conta

As vezes que nos beijamos

Tocamos, amamos…

Tantas loucuras, aventuras

Confidências inseguras…

Tic tac, tic tac

Na primeira vez que nos entregamos

Tremia como uma menina

Sem saber se iria errar

Com tanto medo de amar….

Tic tac, tic tac

Nossos corpos, formando um só ser

Nossas almas entrelaçadas por tanto querer

Perfume da tua pele e o calor, calor

Que formou a chuva miudinha

Gostas quentes que saíam do teu corpo

Banhando o meu em harmonia…

Tic tac, tic tac

Foto de DeusaII

Eu te amo

Eu te amo,
Antes e depois de tudo terminar.
Eu te amo,
Nos momentos de solidão,
Nas angústias incontidas,
Nas frases disfarçadas
Nos olhares tímidos.
Eu te amo,
Nos dias de tempestade,
Nas lembranças impossíveis,
Nos mundos trocados
Nas vidas perdidas.
Eu te amo,
Num futuro ausente,
Num sorriso incontrolável,
Na imensidão do desconhecido
Nas frases disfarçadas
Pelos ciúmes incontidos.
Eu te amo,
Não porque quero
Mas porque sim,
Porque meu coração esqueceu-se
De te esquecer!

Foto de DeusaII

Amor que é amor nunca acaba

Encontrei-te no meio do nada
Andava eu perdida em meus pensamentos
Estavas ali...
De onde surgiste?
Olhei em minha volta,
A praia ao entardecer parecia-me maravilhosa,
Estava sozinha, dentro da minha solidão
Criei barreiras dentro de mim,
Tentas-te de aproximar,
Dizer olá
Mas eu, absorvida em meus pensamentos,
Não te disse nada,
E continuei a vascular o meu mundo
À procura de uma explicação,
Tentavas falar comigo,
Mas eu não te ouvia.
Puseste-te à minha frente,
E eu de cabeça baixa,
Não olhei para ti,
Mas sabia que estavas lá!
Senti tua presença,
Meu coração batia mais forte,
De repente senti-me corar,
Olhei nos teus olhos,
Tu sorrias,
Tu sorrias para mim!
Teu sorriso eram maravilhoso!
"UM anjo", pensei eu!
Pegaste na minha mão,
Corei novamente
E sorri.
Nesse dia, passeamos pela praia
Juntos, de mãos dadas
O dia acabou então,
Olhaste-me e sorriste
e depois como apareceste, desapareceste,
Mas disseste-me algo antes de partires:
"Lembra-te minha querida: Amor que é amor nunca acaba!"
Estas palavras ficaram gravadas na minha mente,
Até hoje.
E sempre que estou triste, penso nessas palavras,
E de alguma forma, sei que estás comigo!

Foto de DeusaII

Prisioneira

Onde estás tu desconhecido,
que levaste minha alma.
Por onde andas, tu,
Que fizeste meu coração chorar
Juraste-me amor eterno,
E no entanto fugiste de mim.
Onde estás tu, desconhecido...
Procuro-te desesperadamente,
Mas em vão, tu não estás.
Procuro-te entre meus sonhos e meus pesadelos.
Não sei quem és,
Mas sei que preciso de ti.
Por onde andas amor eterno,
Que não apagas a chama que incendeia meu coração.
Sinto-me a morrer, de amor
A sofrer a tua ausência,
Onde estás tu, meu céu e meu inferno?
Luto contra mim própria,
Luto contra tudo o que sinto,
Mas onde te escondes,
Meu coração incendeia,
Minha alma sofre a tua ausência,
Onde estás tu amor eterno
Choro, sim, choro
Meu choro, chama teu nome,
Procuro-te em vão,
Não sei onde estás,
Então, morro, adormeço, para sempre
Escondo-me do mundo,
E chamo por ti,
Uma última vez, chamo por ti...
Tu não me respondes.
Diz-me onde estás!
Não me deixes neste desespero,
Acordo suada,
Meu corpo ainda dorido, chama teu nome
Meus lábios procuram-te, ´
Fecho os olhos novamente,
Foi um sonho...
Um sonho, que deixou-me a querer encontrar-te!
Volto a sonhar...
E desta vez, em desespero,
Digo-te adeus!
Tua imagem desvanecesse perante meus olhos!
Choro tua perda, tua ausência
Adeus desconhecido,
E com o coração dorido,
Digo baixinho,
Espero que sejas feliz!

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