Enviado por Sonia Delsin em Dom, 27/04/2008 - 18:21
MONTANHA
Ela não é feita de ventos e pensamentos.
É feita de audácia.
De pequenos grãos sobrepostos sobre outros grãos.
De areia.
De alma que se incendeia.
É feita do esforço e do merecimento.
É feita do nascimento.
De um desejo.
Montanha é acontecimento.
É paz pra alma.
Alento.
Montanha é galgar altura.
Ter alma pura.
E buscar o ideal.
Montanha é quando chegamos ao cume certos de que transportamos a carga real.
Nesta vida ninguém tem carga igual.
Enviado por Sonia Delsin em Dom, 27/04/2008 - 18:16
ENOJA-ME
Enoja-me conversa fiada.
Fico embrulhada.
Com tantas mentiras e promessas que jamais serão cumpridas.
Enoja-me pensar que tantas pessoas ficam iludidas.
Abraços e falsos tapinhas nos ombros.
Enoja-me pensar que alguém para ganhar precisa bajular.
Por quem não é se passar...
Enoja-me e me pergunto.
O que é preciso para melhorar?
Enviado por Sonia Delsin em Dom, 27/04/2008 - 14:10
NA POEIRA DO TEMPO
Um riso, uns olhos, umas palavras...
Estão guardados na poeira do tempo.
Umas mãos.
Uns nãos.
Estão guardados.
Se houve pecados?
Tantos.
Se foram perdoados?
O tempo tem este dom...
De se colocar tudo no lugar.
Existe o esquecer, o perdoar.
Existe o aprender.
Existe outra maneira de se viver.
Chega a hora do entender.
Enviado por Sonia Delsin em Dom, 27/04/2008 - 14:04
NEM MAR, NEM CÉU
Nuvens negras cobrem o sol que tu buscavas
Nem mar, nem céu...
Quebrado o cristal mais caro
O bem tão raro
Se explica um fato?
Se queima a casa por causa de um rato?
Nem mar, nem céu
Pensamento ao léu
Quem imaginava mel se estanca em fel
Embaixo da casca, lá no fundo do cerne um verme
A corroer os dias
Adeus a todas as alegrias
Se inventa, tenta
Fantasias
Enviado por Sonia Delsin em Dom, 27/04/2008 - 14:00
PASSAGEM
Medo do viver?
Viver é um rio a correr.
Ora plácido.
Descansando.
Suavemente caminhando.
Ora cachoeira.
A despencar inteira.
Tempo de chorar.
Noutra hora o rio vai embora.
A correr, a correr...
Encontra obstáculo à frente.
Segue valente.
Pode contornar.
Busca o mar.
O rio da vida.
Se existe lida?
Existe.
E tem uma razão de ser.
Então... medo pra quê?
A vida é isso...
Um rio a caminhar.
Coisas a vivenciar, a enfrentar.
Momentos felizes.
Hora de apaziguar.
Por que não enfrentar?
Se tudo vai passar...
Enviado por Raúl Gabriel em Dom, 27/04/2008 - 12:11
Doce é o teu sorriso nesses teus lábios
Feliz era eu se eu podese beijar os
É verdade eu estou apaixonado por ti
Feliz é aquele que consegio conquistar o teu coração
Infeliz so eu que vivo agora em solidão
É verdade eu estou entalado em ti
Minha bela flor
Como é que consegues
Por me a poetar frases de amor
Ilustraste a minha vida de novo com cor
Ou é tudo mentira?
Minha bela flor
Porqué que ainda negas
Feliz era eu se fosses meu amor
Feliz era eu sem ter que viver com esta dor
Minha bela flor
Minha bela flor
Eu estou a implorar-te
Rico ficava eu se tu fosses finalmente minha
E quem é que não ficava contente com aquela doce sinhá
É verdade eu estou apaixonado por ti
Eu tenho ciúmes de aquele que te pode tocar e beijar-te
Mas uma coisa que tu não me podes impedir é amar-te
È verdade eu estou entalado em ti
Minha bela flor
Minha bela flor
Eu estou a implorar-te
Era um vinho alemão...
Acho que não era não!
Era um vinho alemão...
Era o leite de gato
Que quebrara no chão!
A cigana e o tarado
Bem no dia de finados
Só ouviram Sade,
Uma bruxa a cigana
O Bel. tarado, um Zebu.
E o leite aglutinou...
Virou cola no chão
A bruxa e o zebu
Espertos pra Dedéu,
Colaram todas as taças
E beberam Jezebel.
Bira Melo "in" Há um Anjinho de CARvão.*
(*direitos autorais reservados)
Ouro, prataria, teus colares espalhados,
espelho partido, teu pulso ferido.
Teu corpo caido ao lado.
Um sentimento infantil
de que nada...
nada faz sentido!
Teu desespero foi, e ainda é,
ter que se agarrar a quem fingiu.
E como um fantasma, passou pela parede.
E tu... Tu quebraste a cara!
E se cantasses um prece, ah...
E se os anjos te alçassem alto, alto...
E se tocasse o telefone o que
dirias?
Pois quem semeia vento há que colher poeira.
Jogar-se do precipício não. Nunca vale a pena.
Nós somos frágeis mas ainda temos chance.
Você pediu uma canção, pois agora dance!
E se cantasses um prece, ah...
E se os anjos te alçassem alto, alto...
E se tocasse o telefone o que
dirias?
(eu te amo!)
Letras: Paulo Rocha
Música: Alex "Brasil"
Arranjo: Porque Neuma!
Disco: Sonora (pré-release) [independente]