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Foto de Dennyse Psico-Poeta

Embriagada

De madrugada
Em um quarto vazio.
Rua deserta
De uma cidade qualquer.
Embriagada por um dia cansativo
Por um sono interrompido
Uma música
Um hino
Por saudades de um menino.
Na madrugada a voz baixa
O sentimento numa caixa
Vai ficar?
vai passar?
O quê?
Só o tempo pra falar e acontecer.
As horas passam
E eu continuo aqui...
Como expressar o que acontece em mim?
Como saber se acontece com ele...
Se acontece algo dentro dele...
Ele investe
E eu insisto.
Ele fala
E eu grito.
Ele pergunta
E eu penso.
Eu respondo
E ele tá tenso.
Gosto dele assim,
Mas o quero mais perto de mim
Face a face para fazer um pedido
Quero olho no olho
Quero frases no ouvido.
Na madrugada
Embriagada
Penso em você.
Que tá distante
Que se esconde
Que pode me perder.
Na madrugada
Apaixonada
Faço uma canção.
Ouço um sino
Ouço o menino
Ele embala o meu coração...

Foto de Dennyse Psico-Poeta

A lua

Quando você não está
Quando a saudade perturbar
Lá estou eu na rua
Eu vou olhar a lua...
Em que fase ela está?
Também cresço
Cheia de minguas
Até me renovar...

Quando o vento soprar
Dá vontade de te abraçar
Acho que eu sou tua
Sou um presente da lua...
Como está seu coração?
O amo em silêncio
Atravesso a noite
Pra te dar essa canção...

A lua
É o astro inspirador
A lua
Faz do louco um sonhador
A lua
É um ser libertador
A lua está
No universo do nosso amor...

Foto de Dennyse Psico-Poeta

Eu amo a Poesia

Não sei o porquê
Só sei que me interesso
Vivo em um mundo
Em que tudo vira verso
A poesia não é um momento
Ela envolve o meu universo.
Talvez foi Bocage
Ao falar da eternidade
Talvez foi Drummond
Com a sua sensibilidade
Ou então Cecília
Numa profunda musicalidade...
Quem foi?
O que foi?
Eu não sei...
Sou poeta
De meia tigela
Daqueles que se inspiram
Na imagem de uma janela
Que relia e pintava
Cada trecho da Aquarela.
Falar desta arte
Causa muita alegria
Como estar com a pessoa amada
Ou estudar psicologia
E é por isso que declaro
Que eu amo a poesia.

Foto de killas

APRISIONADO SEM TI

Olho através da janela,
Vejo um jardim florido,
Dentro da minha cela,
Feita com amor ferido.

Vejo o amor andar no ar,
E crescer a minha tristeza,
Eu consigo sempre perdoar,
Para te ver, uma vez que seja.

Assim na vida só sei carpir,
A mágoa de não te poder ver,
Perdi todo o meu sorrir,
Deixei aquilo que queria ser.

Procuro com minha mão,
Apenas a tua miragem,
Que mesmo sendo ilusão,
Serve para não perder a coragem.

Meu amor sinto-me aprisionado,
No nosso simples e doce amor,
Não consigo andar magoado,
Por me trazeres tanta dor.

Não estou numa prisão dourada,
Por isso tento esquecer este amar,
Mas tudo não passa de fachada,
Para ver se consigo continuar.

Sei que nunca irei conseguir,
Nesta ou noutra vida te esquecer,
Desde o dia em que te vi partir,
Que me sinto a no chão esvaecer.

Foto de killas

CAI A NOITE

A noite vai caindo devagar,
E começa a entrar no coração,
Algo me está a aprisionar,
E a conduzir com sua mão.

Sinto-me vazio e a escurecer,
Sinto-me só e a vida a perder,
A vida e o amor quero entender,
Para tentar tudo de novo reviver.

O meu sol deixou de brilhar,
Perdi a vontade de sentir,
Não sei se quero tornar a amar,
Não sei se não quero desistir.

Não vejo uma nova madrugada,
Porque será que não torna a nascer,
Podia ser que com a sua chegada,
Valesse a pena tornar a viver.

Foto de syssy

Solidão

.
.
.

O ser está no demasiar só,

Dentro ou fora não importa,

Basta procurar o vazio a sua volta.

Encontra-se com você e apenas

Você, diálogos longos de sons abafados

Surdos e mudos.

Os olhos procuram sempre algo em
Tudo e nada...

Corre por todos os teus cantos profundos,

Acha lembranças marcadas, vividas, sonhadas.

Entende que ser ou está só faz parte de um

Sentimento algoz, o carrasco dos sonhos, que

Prende o futuro em tuas mãos fechadas,

Solidão (...)

Um sentimento inconsciente, mais consciente

Em mim.

Ele falta,

Separa,

Desconexa,

Desprendi tudo, do todo existente em si.

.
.
.

Foto de syssy

POSSO TALVEZ

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.

Eu posso te deixa partir,

Mais ainda sim ficas em mim,

Posso acordar e não querer ouvir

Tua voz, mais ainda sim ela é a minha

Sinfonia desejada.

Posso querer te esquecer e amar

De muitos amores, mais ainda sim

Meu coração te pertence.

É, talvez eu possa, mais ainda sim

Prefiro espera.

Porque este amor me prende a você

E querer te perder é das minhas à loucura

Jamais cometida, dos medos guardados

Da coerência abrupta de ser você meu amor

E único amor.

.
.
.

Foto de syssy

Saudade

Saudade

Uma necessidade que meus abraços

Sentem longe dos teus, nessa ausência

Fiquei sem você e sem olhar para traz

Partiste...

Nosso adeus ficou emudecido, fechado,

Longe das palavras e das conversas camaradas,

Hoje me resta apenas uma vivência de olhar-te

À distância.

Porque foste e sem dizer adeus, voaste e me

Deixaste aqui nos prantos calados, guardados,

Chorados no silencio da noite calma.

Se estou contigo magoada?

Sim...

É magoa passageira, basta apenas que regresses

E permita-me abraçar-te com mil abraços desse

Laço que gosto de sentir.

Mata essa saudade, que invade e tira à paz (...)

Ela desenha a tua imagem e me deixa as margens

Dessa saudade sem fim.

Foto de Ednaschneider

Soneto da Intimidade

Esse quarto às vezes me assusta é escuro
Mas é onde coloco minhas lágrimas
Vindas de um sentimento obscuro:
Uma luta. Um murmúrio.

Esse quarto que às vezes fujo
Mas que também é meu refúgio.
Onde me escondo do mundo
Por causa de um medo profundo.

Esse quarto que me deixa com angústia
Mas que me puxa nas horas de amor e sensualidade
(alguns chamam de luxúria) mas é amor de verdade.

Esse quarto que é nosso mundo meu e de meu amor
Sentimentos profundos: ninguém nos recrimina
Ninguém nos olha com rancor. Onde só a gente domina.

16/04/08
Joana Darc Brasil*
*Direitos autorais reservados

Foto de Lu Lena

TEU CORPO

Teu corpo é um barco
navego em ondas ondulantes
num mar aberto

Contemplo a rigídez do mastro
arde minhas entranhas
lembrando teu túrgido sexo

deixo embalar nos vaivéns
desse barco à deriva
num frenési desvairado

escalo o mastro
sinto minhas pernas mornas
escorregadias macias

mãos trêmulas e quentes
que deslizam nesse desvario
sinto gotas de suor

escorregam pelo meu
corpo como mel
instante esse que toco o céu

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