Blogs

Foto de killas

CAMINHOS DA VIDA

Os caminhos da vida,
Da nossa sociedade,
É apurado com o tempo,
É apurado com a idade.

No inicio será,
Algo que vai durar,
Basta transportarmo-nos
Até um dia ela acabar.

Com o andar da carruagem,
Quando ao final estamos a chegar,
Só queremos da vida,

Uma boa perspectiva,
Que tenha sido bem vivida,
Para alguém de nós se lembrar.

Foto de Sonia Delsin

MÃOS QUE ME ACARICIAM

MÃOS QUE ME ACARICIAM

Quando a noite vem, vens também.
Vens em forma de luz.
Eu, embaixo da cruz...
Da cruz onde tem pregado um Jesus.
Penso.
Penso em ti.
Tu que partiu me abraçando. Me falando... me olhando...
Quando a noite vem, na hora mais calma.
Me chegas.
Não me assusta em nada.
Pode ser madrugada.
A hora mais calada.
Tuas mãos nodosas me chegam.
Me tocam a face suavemente.
Eu fico contente.
Sei que me visitaste, meu pai.
Sei que uma hora chegas.
Noutra hora vais.
Mas haverá sempre mais.
Tuas mãos me acariciam...

Foto de Sonia Delsin

É AQUI O CÉU?

É AQUI O CÉU?

Chego sem asas.
Andei pisando em brasas...
Chego sem braços.
Tantos abraços...
Chego sem dedos.
Meus segredos...
Chego sem medos.
É aqui o céu?
Chego mansa.
Falando baixo.
É que a voz me sumiu pelo caminho.
Se pisei em espinho?
Chego sem pés.
Mas chego.
Chego com mãos...
E chego com coração.
Ah, ele bateu tanto!
Nunca se cansou.
Como este coração amou!
É aqui o céu?
Acho que é.
Tem a calmaria que eu esperava.
Tem o que eu buscava.
Tem paz aqui.
E tem um riozinho cantando.
Parece-me que chega um anjinho voando.
Olho a carinha dele e reconheço.
Alguém que já conheço.
É aqui mesmo o céu.
Acabei de constatar.
Só aqui eu poderia um dia te reencontrar.

Foto de Sonia Delsin

OUTONO NO PARQUE

OUTONO NO PARQUE

Meu chapéu sobre o banco a descansar.
Os sons que ouço...
Como vou contar?
De uma água que ao meu ladinho está a cantar?
Das crianças a brincar, a gritar?
E maritacas,
papagaios,
bem-te-vis...
... nas flores quanto colibris.
Ergo o olhar.
Uma folha que está caindo chega quase a me tocar.
Abaixo os olhos.
O chão é um tapete de folhas velhas.
Fico a admirar.
As árvores estão se desnudando.
O horário de fechar o parque está chegando.
Meu chapéu eu vou pegando.
Sigo calmamente a caminhar.
Esta noite com o parque vou sonhar.
Com a paz deste lugar.

Foto de CarmenCecilia

VALSA DE AMOR VÍDEO POEMA

POESIA
CARMEN CECILIA

EDIÇÃO
CARMEN CECILIA

MÚSICAS
UNDER THE BRIDGES OF PARIS
THE BOOK OF LOVE

ACOMPANHADO DE CENAS DO FILME
SHALL WE DANCE?

VALSA DE AMOR

Sonhei
Que valsei
E dancei
Tanto que nem sei...
Estando acordada..
Fascinada...
Com a música
Inebriada
E meu par
Acompanhava-me
Conduzia-me
Seduzia-me
Segurando-me
A mão
Segredando segredos
Com sofreguidão
Ao pé do ouvido
Sem sentido
Com leveza
Sutileza..
Rodopiando-me
Pelo salão
Eu então
Dei meu coração
E com a emoção
Levitava
Palpitava
Em outra dimensão
Fluía magia
Daquela cantiga
Antiga
Num ritmo nosso
Em alvoroço...
De sensações...
Nos olhamos
Enquanto dançávamos...
E ali encontramos
Mescla de ilusões..
A canção de amor...
Enamorava...
Buscava...
Alinhavava
Amores de canção
Em noites de verão!

Carmen Cecilia

Foto de Anahí Raphael

Meu desejo por você

Meu desejo por você
É algo intenso e indiscritível
Que se rasga em meu peito
E fortalece minha alma
Te desejo a cada minuto
Como se o amanhã não existisse
E o ontem já não interessa-se mais
Te desejo com um amor sublime e profundo
Onde as labaredas da chama da paixão
Jamais se extingue
Peço-lhe, então,
Compaixão por esta pobre e pecadora alma
Que tenta sobreviver neste mar de angústia e distância
Onde meu alimento apenas se resume
Em um pequeno afeto loucamente me ofertado
Por esse corpo sublime e apaixonante

Foto de Sandra Ferreira

Melancolia..

Vento, forte

Árvores agitam-se

Para lá

Da vidraça, escuridão

Nuvens encobrem

As estrelas

A Lua

Sinto

As trevas

Encontro me, sozinha

Pergunto

Quem sou?

Que direcção

Seguir, trilhar

Para me encontrar,

Alvoroço,

Que escuto, sinto

Para lá das vidraças

Também mora

Dentro de mim

Preciso despir me

De tudo

Da saudade

Do amor

Da melancolia

Anjo

Sinto frio

O sono

Se perdeu

Pensamentos

Que não querem ir

Embora

Que teimam

Em permanecer, magoar

Cobre me

Com teu manto

Preciso

De calor

Nesta noite

Onde me

Sinto fria

Sem alma

Sem alegria.

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS
Obra registada na
SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES

Foto de Joaninhavoa

NAS DUNAS

Óh que terna doce e lânguida manhã
Com teu corpo de veludo colado ao meu
Fica amarrado! No outro meu
Corpo fino e delgado que na mente sã
Momentos antes ficou erecto
Imaginando nosso bailado! Imenso
É nosso mar de espuma por desbravar
E nas dunas as grutas se inundam
De brumas d`amores por reconquistar!...

JoaninhaVoa, “In Vidas”
(2008/03/30)

Foto de Carmen Vervloet

SONHOS NAVEGANTES

SONHOS NAVEGANTES

Quero sentir as ondas do mar
acariciando esta rígida pedra!
Ondas que se quebram
sem ferir, nem machucar...
Quero ver seu vai e vem
beijando a areia morena,
desta praia pequena...
Refúgio do meu coração
ansiando por você em vão!...
Quero observar sua louca persistência,
sua incontrolável demência,
sua misteriosa insistência
em modelar o imodificável...
Em transformar o intransmutável...
Arte da natureza!
Arroubos da emoção!
Esculturas vivas
em constante transformação...
Castelos de areia desfeitos...
Sonho perfeito a se esfarelar...
Micros-grãos de areia
que se unem em seca praia
onde semeio a ilusão!...
Delírios do meu coração
que anseia por paz!...
Efêmeros sonhos que você me trás
na melodia do vento!
Envolve-me em encantamento...
Aspiração de felicidade...
Antagônica realidade!...
Viajo junto à estrela matutina
seguindo minha sina...
Percorro longas distâncias...
Perco-me entre neblinas...
Na esperança de reencontrar
O sonho que deixei p’rá trás...
Quimera fugaz
desfeita nas ondas do mar...
Que se vão
Esvaziando o meu coração...
Mas retornam trazendo de volta
Minha ingênua ilusão...
Sonhos navegantes
em ondas de emoção!...

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados ao autor.

Foto de Mezac

POR ELA

alguem que passou e você não viu...A ilusão alimenta minha alma eu sinto como se não pudesse viver sem ela
Uma dependência que me leva a sentir coisas novas, talvez não tão novas, eu olho e não enxergo só enxergo o que quero, eu sou assim...
Sempre me vejo solitário, mas em ouvir sua voz tudo muda sinto a diferença é eu sou assim...
Fico eufórico, tudo muda, o céu muda, as cores mudam, só eu que não mudo. Permaneço o mesmo, patético...
Solitário, dependente de um amor que me ilude, me faz ter esperanças, me faz sonhar... E o que é um sonho? Não seu dizer, só sei que muitas vezes é o algo como a chama que te mantém vivo, o que dizer, o que fazer? Ainda ouço tua voz, não tenho respostas apenas perguntas, sou um louco em busca de respostas, mas só encontro mais e mais perguntas...Será que uma pergunta pode responder outra?
Não sei, será?

Eu vivo na sombra de meu passado, esperando um olhar, uma voz que me chamaria... Dizendo que lembra de mim, sente falta, é uma esperança que nunca vem, assim é um amor, será? Seria tão fácil, mas e se eu a tivesse? Será que morreria essa paixão, esqueceria que a amo.Porque ela seria minha? Não sei dizer, talvez sim, pois, os homens são assim, buscam tanto algo e quando conquistam, este algo vira apenas mais um desafio alcançado, mais um troféu pra estante, é assim minha natureza? Se for será melhor estar só? Ou tê-la? Será que seria assim?Não sei, sinceramente não sei... Mas há algo inegável, eu a amo, mais o que fazer? Quem tem a resposta? Humanos não sabem responder... Muitos já passaram por isso, quantos conseguiram vencer? E se venceram onde estão? Ouço vozes de derrotados que deixaram a vida os levar, eu não quero ser assim, quero vencer, quero estar com ela, eu a desejo eu quero ser um vencedor, mas também quero tão pouco que custa tão caro...Eu quero ser feliz...E desde quando felicidade é pouco?
Pode ser pra alguns, que a encontra em coisas banais, felicidades passageiras, temporárias... Inconsistentes... Isto eu não quero, não pra mim, quero a verdade, a felicidade eterna aquela que dura para sempre, é estar com quem nos amamos, uma busca sem fim, eternal, sem limites entre real e surreal, feita de suposições, indeterminações... É estou só... Sim estou só, meus sentidos, minhas convicções nada importa, só vejo lagrimas, mas elas não me deixam ver, me deixam ver, mais que você, vejo alem, lagrimas lavaram o que me impedia de enxergar aprendi, sim aprendi a vida tem dessas coisas...
O que fazer?Alguém me diz o que fazer, um grito, uma suplica e não há resposta, minha mente, sempre tão limitada, tão humana, procuro uma resposta...Quem poderia me dar?Quem?...Ainda estou vivo! sim ainda tenho forças pra levantar mais uma vez, mais uma vez...

O que me enfraquece é o mesmo que me fortalece, da forças pra sonhar, sim sonhar em algo melhor, pensar que tudo pode melhorar, eu poderia ser feliz, é sim poderia... Quem sabe um dia, quem sabe em algum momento no tempo eu possa...O tempo passa insensível por mim, ele não me nota sou somente mais um...Por que perdê-lo comigo...Desperdício...
...Por quê? Se eu pudesse falar, se pudésseis, me ouvir, tanto a te dizer e tanto que queria ouvir...Uma voz que me chama...Que me procura uma voz que se perde no tempo...Some aos poucos...Não consigo mais ouvir...Ouço sussurros no silencio, Alguém me chama ou seria o eco de mim mesmo?!Acho que é tudo que restou... Uma sombra... Que o tempo não pôde alcançar... Mezac

Páginas

Subscrever RSS - blogs

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma