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Foto de giogomes

A Rosa e o Tigre XVIII - Eu morri

A alegria que sentia,
durou apenas alguns dias.

Algo estranho aconteceu,
e a fantasia logo desapareceu.

Quando o Tigre retornou,
a Rosa percebeu que algo mudou.

Seus olhos estavam em chamas,
diferente das que se tem quando se ama.

Despejando uma acusação,
sem que pudesse ter alguma reação.

Não acreditava no que estava ocorrendo.
Como tudo isso podia estar acontecendo ?

Não conhecia este seu lado,
tão cruel, sombrio e amargurado.

Palavras de baixo calão,
saltando de sua boca como fogo e alcatrão.

Onde antes só saia ternura.
Palavras doces que deram lugar a tortura.

Chorou ao ouvir falsas palavras.
Nunca o usou, pois o amava.

Como poderia acreditar em alguém,
que não sabia quem era, nem de onde vem.

Pensou então que na realidade,
era o Tigre que não dizia a verdade.

Nunca contou a ninguém nada,
sobre o amor que suspirava.

Com toda aquela dor no coração,
esboçou uma grande reação.

Rosa: “- Nunca mais volte aqui !”
“- Finja que eu não existo, finja que eu morri !”

Foto de giogomes

O Tigre e a Rosa XVIII - Semnome

Existem antigos rumores,
sobre um ser coletor de dores.

Foi condenado a eternidade em fome,
conhecido por muitos como o “Semnome”.

Ele se alimenta da desgraça alheia.
A discórdia é a única coisa que semeia.

Ao ver o amor improvável e incondicional,
entre uma linda flor e um belo animal.

Decidiu se aproveitar da situação
e apaziguar sua maldição.

A noite enquanto o Tigre dormia,
o atormentava em grande agonia.

Inserindo em seus sonhos,
seus artifícios mais medonhos.

Aproveitando-se de feridas abertas,
mágoas profundas descobertas.

Dominou um fraco intermediário,
que fez chegar ao Tigre um comentário.

Cheio de mentiras e suposições decerto,
perfeito para responder questões em aberto.

O Tigre que estava se adaptando,
a vida sem sua Rosa e seus encantos.

Aceitou as informações soturnas,
que preenchiam todas as lacunas.

Despejou sobre a Rosa sua fúria colossal,
acompanhada de ofensas e uma acusação imoral.

"- Fui um coadjuvante, um peão de tabuleiro,
para provocar ciúmes no maldito Jardineiro !"

“- Vocês se merecem ! Não valem absolutamente nada !”
“- Faço votos que os dois morram por esta cilada !”

Foto de Leidiane de Jesus Santos

Dor

Revirando-me nas magoas
Eu choro um choro muito antigo
De um amor perdido
Abandonado no ermo do meu peito
Nesse vazio da desilusão
Me tornei prisioneira dessa dor
Você roubou
Meu coração
Hoje vivo vagando
Sem ter amor pra dar
A quem resolve preencher
O que você levou.
Sou um fantasma
Sou uma sombra
Que restou
desse anti amor.

Foto de Leidiane de Jesus Santos

Querer Ser

Você não vê que eu te amo
Não vê que o amor é tudo pra mim
É o que me move
É o que me faz viver
Então deixa eu te mar
Deixa eu estar
De qualquer jeito e maneira
Só deixa acontecer
Eu e você
E para de me cobrar
Perfeição
Para de querer que eu seja outra
Tenta desvendar os meu s segredos
Os meus dilemas
E me ajude a enfrentar os meus medos
Para de perder tempo
Querendo me concertar
Me leve simplesmente em teus braços
Me encha de carinho
Faz sorrir esse coração remendado
De tantas vezes magoado
Por falta de amor
Me coloque em teu colo
Me faz uma canção de ninar
Até que eu adormeça
E possa descansar
Eu só quero ser cuidada,
Amada e desejada
Sem presa pra acabar.

Foto de Leidiane de Jesus Santos

Despreza

Eu esperava
Um consolo
Eu esperava
Que você me desse um abraço
Eu esperava
Que estivesse com saudades
Mas vi o desprezo estampado em seu rosto
Seu olhar de desfeita
Queimou-me por dentro
Destruindo tudo o que existia
Tirou meu chão
Faltou respiração
Faltou palavras
E me fez tomar
Atitudes sem pensar
Me fez sentir uma tristeza
Como é estar com alguém
E se sentir sozinha
Eu esperava mais
Eu esperava muito mais
Esperava atitude
Esperava que me amasse
Mas hoje
Já não espero mais nada.

Foto de Leidiane de Jesus Santos

Te Odeio

Eu te odeio
Por cada lágrima
Que cai do meu rosto
Eu te odeio
Por cada aperto no meu peito
Eu te odeio
Por não saber amar
Por só fazer sangrar
O meu peito
Eu te odeio
por não estar nem ai
Eu te odeio
Por fingir gostar de mim
Eu te odeio
E sempre vou odiar
Por ter me entregado
Por ter acreditado
Que um dia você
Pudesse me amar
E a dor não me deixa esquecer
Só me faz lembrar
O quanto eu
Te odeio.

Foto de odias pereira

" QUER TECLAR COMIGO"

Menina meiga bonita,
Que visitou o meu perfil.
Clicou no ícone amor,e deixou uma mensagem escrita,
Revirou as minhas fotos, desconectou e sumiu.
Adorei sua mensagem,
Vou responder e reenviar.
Gostei muito da sua abordagem,
E do teu jeito de querer me adcionar.
Vou te mandar um email amanhã,
Anexar uma mensagem um cartão.
Dizendo sim pra você, virei o seu fã,
E dentro do anexo vai de presente o meu coração.
Não fiques com mêdo de abrir a mensagem,
Pois virús nela não contém.
Só através de emails e tenho coragem,
De querer conhecer alguem.
Quero muito te encontrar,
E na Web Cam, poder te ver.
E muitas vêzes nos iremos teclar,
Antes de pessoalmente te conhecer
Quer teclar comigo ? ...

São José dos Campos SP
Autor : Odias Pereira.
25/02/2011
nota:

Foto de Marilene Anacleto

Curriculum

Resisto ao currículo
De cursos descritos,
De cargos esquisitos.

Sou gente que vale
Por coisas que faz,
Pela forma que age.

Não sou meros papéis:
Quanto mais dados,
Maior validez.

Sou mesmo é funâmbulo.
Sem currículo descrito
Minha vida é só preâmbulo:
O melhor não está escrito.

Marilene Anacleto
Publicado na Folha do Povo Ano 1 n. 44 - Itajaí - SC – 05-02-00

Foto de Marilene Anacleto

Poemas de Amor - Amor aos Filhos

Poemas de Amor – Amor aos Filhos

Das noites de luar perolado,
De romances sustentados pelo amor,
Espargem sementes encantadas
Que desejam ver a luz do sol.

Afeto e carinho cultivados,
Emanados de laudares de esperança,
Dedicação intensa ao delicado
Ser flordelisado de bonança.

Cresce o rebento e o perigo
Da vida rodeada de cuidado.
Grinaldas de ave-marias ao querido,
Cirandas de palavras ao ouvido.

Do jardim de infância à mocidade,
O terror nas horas do crepúsculo,
O anoitecer que não devolve o amado,
Para os pais, aquele ser minúsculo.

Os olhos úmidos no luar de cera,
Emurchecendo a cada nascer do sol,
Lacrimeja rezas de proteção àquele
Que o mundo retirou do seu regaço.

Então, do bando negro de saudades,
Ástreos clarões de luminosos círios
Surgem, com cores dos céus clareados
Pelas grinaldas de preces e de lírios.

No aconchego do lar, o ser supremo,
Entre festões de flores e abraços,
É acolhido na mandala de amores,
Dos pais, na fé, feito rosas violáceas.

Marilene Anacleto

Foto de Amy Cris

O vampiro

Os passos o conduzia rapidamente, seu desejo por sangue o fazia enlouquecer.
Suas vítimas agora são lembranças esquecidas para procurar novas pessoas desesperadas que tentam lutar por suas vidas, mesmo sabendo que é em vão.
Seus olhos vermelhos são o que lhe dirigem.
Gritos, lágrimas e sofrimento; sua alma foi construída pelo ódio, nada pode detê-lo agora.
Tudo está perdido para o último que tem esperança.
A morte de alguém se aproxima...

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