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Foto de Joaninhavoa

Quando há que partir...

*
... e a distância acontece!

*
«Agora tenho de partir
e a distância já começo a sentir
o coração não pára de jorrar
meu amor sempre vou te amar

A dor são gotas de sangue
que não consigo travar
picoteam um mapa grande
só para eu poder te encontrar

Vermelhas são meus rubis
eu os herdei sem querer
e agora que hei-de fazer

Retorno no tracejado em gotas
dos pingos do picotado desenhado
do mapa todo algemado.»

Joaninhavoa
(helenafarias)
2010/12/15

Foto de Diario de uma bruxa

Caixa postal

Estou na caixa postal
Não posso atender agora
Eu sei...
Isso não é normal
Só preciso de um tempo
Pra que me entenda

Preciso encontrar uma solução
Para nosso caso de amor
Aconselho que me espere
E não se desespere
Nem se zangue
Por eu não atender

Deixe um recado
Na caixa postal
Ouvirei e saberei
Que esta tudo bem

Compreenda minha situação
Antes de você
Minha vida não tinha rumo
Agora com você
Já tenho uma direção

Só preciso de um tempo
Pra acalmar meu coração
Colocar as idéias em ordem
E viver este nosso amor

É tudo novo pra mim
Você... A vida... O amor

Deixe um recado
Na caixa postal
Após o bip
Após o sinal

Poema as Bruxas "Pb"

Foto de KAUE DUARTE

forma do poeta...

se em tudo consisto seguro

porque a incapacidade na adversidade?

se sou mero reflexo da ação do criador

uma gota na chuva torrencial

argila nas mãos do oleiro

que em mim modela

com a melodia do céu

............kaue jessé 15.12.2010 //*

Foto de Melquizedeque

Quarto mundo

São seis horas! Deitado estou em minha cova
Micro vida, micro mundo... Esse é meu refúgio, habitado por mim, visitado por ninguém
Quarto meu! Reduto de morcegos, animais peçonhentos. Retratos de sons e imagens feitas pelos ventos
Meu mundo de idéias, lamúrias e nostálgicos inventos
Casulo meu! Aqui vejo minha transformação, meus pés saírem do chão voando com o pó
Não sou só... Vivo com meus “eus”. Tecendo desejos que recobrem as palavras, desatam perguntas e criam estradas
Anátemas palavras! Não as domino, nem as domestico... Por que arrancam de mim sentimentos e emoções, desmatando minha floresta? Oh floresta de insinuações!
Quarto meu! Dias de glória... Noites perdidas, roubadas pelo esquecimento. Aprisionadas pelo tempo. No inverno surge a angústia, cria-se o vício brota a astúcia
Mudanças! Mobilhas novas; Velhas lembranças. Arte em tudo... Quarto ouvinte, quarto mudo
Um velho sábio, um bom observador. Astuto nos sorrisos; com padecente, um vingador
Um suspiro ele dá, roubando o meu ar. Janelas se fecham e ninguém pode entrar
A porta não abre a porta não fecha... Existe entre os tijolos, e ao lado uma mesa
Mesa de livros, sabres, conhecimentos. Mesa de paz, guerra, cóleras e embotamentos
Esse é meu quarto! Na terceira dimensão... Profundo, largo, espaçoso e tenebroso
Não há teto, não há piso. O telhado é formado de sonhos, e esse chão um belo sorriso
Entre se for capaz! Prepare-se com a dor. Vista-se com a ignomínia
Abra a porta e veja as coleções. Anjos, diabos, vultos e intenções
Não se assuste! Observe, debata, mas nunca discuta
Esse é o meu assim. Meu grito, minha dor, meu meio, começo... Meu fim!
(Melquizedeque de M. Alemão, 15 de dezembro de 2010)

Foto de Melquizedeque

Senhora solidão

Ao olhar as montanhas, respirar a luz do sol... vêm à tona reflexões, multidões de indagações, uma tela de desilusões remanescentes das vãs privações.

Sem se preocupar com o universo a sua volta ela encontra dentro de si símbolos que lhe mostram como entrar cada vez mais em mundo que a ensina a arte do observar. Quem mostrará a ela sua própria imagem refletida nas pedras da lua?

Olhos frios que se deleitam em olhar o espelho da alma, que mudam de foco, mas nunca se desarmam. Cortando o tecido da realidade ela encontra mudanças, vasculha lembranças e sem querer observa aquilo não existe.

Essa vida pueril que se passa, ela analisa fora de sua própria existência. É como paginar um livro velho quase intocável onde re-aparecem os gritos do vazio, que vibram cada molécula de ar em sua volta. Mundo do nada! Mundo dos ensejos!

Ela existe em cada pensamento fértil... Ela é o adubo do seu próprio desprezo. Mastiga palavras e engole respostas. Pupilas que se dilatam no sofrimento e bramam gritos que implode seu ideal de ser. Loucos pensamentos existem em cada sílaba que ela não pronuncia! Seus dentes tornam-se cadeias e prendem uma loucura desesperadora.

Quem é normal? Quem pode ser a norma? Quem já foi o impossível? Tudo o que ela busca é seu próprio mundo, suas próprias leis, seu próprio tudo dentro desse imenso nada!

Sou seu amigo imaginário! Existo em seus símbolos mascarado com umas de suas personas mordazes. Não sou convidado! Entrei nesse “seu mundo” como um vírus... E estou à espera de ser destruído para que você cresça e se fortaleça.

Alguns conhecem seu eu, outros conhecem seu sim... Mas todo o resto admira o seu talvez. Sábio talvez! Tão certo com essa aristocrática incerteza. Continue assim, purificando o mundo dessa degenerescência intelectual. Conte-nos suas certezas brincando com todas essas falácias... Ascenda o fogo e veja essas verdades se transformarem em cinzas!

(Melquizedeque de M. Alemão, 09 de dezembro de 2010)

Foto de Melquizedeque

Existo

As correntes, os ventos, os anos... O tempo! Formado pela essência do crescimento, molda ações, instiga dimensões. Enquanto existir a memória ele subsistirá, correndo junto com esses pensamentos.
O agora não existe! Pois enquanto pensamos em mensurá-lo e estagná-lo, do passado ele nos saúda.
Ferozes memórias! Não sabemos do agora a não ser quando ele já se tornou passado. Não fujo do instante, apenas espero ele passar e entrar em meus arquivos.
Como posso estar aqui nesse momento, sem que meu corpo tenha que se lembrar de toda sua existência, e re-captar aquilo que já existiu se transformar no porvir?
Mundo de paradoxos! Olhos atentos, luzes e sombras... O senhor de si mesmo atraca sagazmente seu domínio. Essa paciência idiossincrática que me move à teleologia enigmática... Muda conceitos e transforma-me nesse próprio existir!
Eu não sou! Apenas existo no rastro do tempo. Os cheiros, os sabores, as ilusões de ser... Fabricam soberbos, muda a natureza de cada desejo e destila veneno em cada verme que habita nas vielas de sua mente, que ao morrer, dá lugar a existência do “eu sei”. Quanta hipocrisia do acaso!
Meu nome é não sei! Minha morada está no horizonte do existir. Meus sonhos são meras lembranças daquilo que nunca houve.
Boa existência para seus pensamentos! Verei você novamente no espelho do meu eu... Quem me verá em seu espelho? Não importa! O eu não é tudo, ele é apenas um grito do querer. Obrigado por não me ver... Nem tecer seu eu com essa teia de “tus”.
(Melquizedeque de M. Alemão, 08 de dezembro de 2010)

Foto de Eddy Firmino

ALGUMAS PALAVRAS

Foram só algumas palavras
Mas machucaram bastante
Senti-me humilhado, jogado
Naquele instante

Foram só algumas palavras
Mas estremeceram meu mundo
Senti-me ferido, traído
Naquele segundo

Foram só algumas palavras
Mas chorei em lamento
Senti-me triste e sozinho
Naquele momento

Foram só algumas palavras
Mas reprimiu o que eu sentia
Senti-me acuado, sem vida
Naquele dia

Foram só algumas palavras
Mas instilaram veneno
Senti uma tristeza profunda
Naquele sereno

Foram só algumas palavras
Mas me calou-me a alma
Chorei bem baixinho
Pra recobrar minha calma

Foram só algumas palavras
E você foi-se embora
Senti que nosso amor simplesmente morreu
Naquela hora

Foto de Eddy Firmino

POETA LOUCO

Será que sou louco?
Louco não sou
Assim me declaras
Por que louco sois?

Olhe pra mim
Julgas-me assim?
Um poeta louco
Que sabe tão pouco
Do que é ruim

Não sei fazer versos
Nem sei escrever
A insanidade
É meu viver...

Será que sou Deus
Ou Napoleão
Não sei com certeza
Vivo na tristeza
E na solidão

Meu auto-retrato
Mentira ou fato
Digo outra vez
Poeta louco
São todos vocês

Foto de Eddy Firmino

TREVAS

"Os seus olhos tão lindos não dizem
Que ela vive num mundo sem luz
E traz sempre um sorriso no rosto
E carrega sua cruz

Ela não vê o céu e o mar
As estrelas, o sol e o luar
Mas sente o perfume das flores
Quando estou pra chegar

Essa menina diz que os meus olhos
São os seus olhos
E vê o mundo quando está comigo
Sente a claridade no meu rosto amigo

Ela vê em mim a luz do amanhecer
Diz que sou do céu a estrela
Que nunca viu nascer

Ela não vê o meu rosto
Mas sente o meu calor
Seu rosto triste e tão puro
Me trouxe tanto amor

Ela sabe como eu fico triste
Ao vê-la na janela
Sorrindo pra vida
Nem vê que é tão Bela
Mas Deus quis assim
E assim, ela me faz sonhar

Até choro quando suas mãos
Procuram meu rosto
O meu carinho
É meu conforto
Ela vê em mim
A luz do seu olhar"

-Poema não de minha autoria
Foi o primeiro poema que decorei aos 09 anos
Me apaixonei por poesias
Não sei quem compôs

Foto de Eddy Firmino

PARADOXO

Você é meu céu
Você é meu chão
Minha companhia
Minha solidão

Você é meu tudo
Você é meu nada
O difícil caminho
A fácil jornada

A minha alegria
E minha tristeza
A Confirmação
Também a incerteza

Você é loucura
E a sanidade
A experiência
E a pouca idade

Amargo pensar
A doce lembrança
O meu romper
A minha aliança

Você é a ida
Você é a volta
É o que me prende
E o que me solta

Você é a mulher
E é a criança
A desilusão
Também a esperança

Viver ao teu lado
Ou longe pra sempre
Por alguns segundos
Ou eternamente...

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