Sempre que estou sozinho
em casa ou na rua, longe de você,
sinto o tempo se arrastar, maltratando,
me lembrando sua saudade.
E não me alegro com o que sinto no meu ego
e me prego sem graça na cama
ou num banco de praça tendo na angústia parceria
E quando fecho os olhos, já é um outro dia...
Sempre que estou sozinho
em casa ou na rua e você aparece
seja cedo, seja tarde uma coisa boa me aquece
uma coisa louca me arde.
E não me nego um momento gostoso
e lhe delego num olhar ansioso
minha alegria guardada por dias
num peito que se entristecia.
E como numa novela na qual em minutos
se passa um ano eu nem pude dizer que lhe amo.
08/11/01