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Foto de nowmoon

meus dias

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Corro na noite
Afasto-me de tudo
Neste desespero que me persegue
Percorro as horas
Os dias que lentos me afasto
Da minha cama não me separo
O desespero que me chama
O choro que enfrento de frente
Sem perceber o porque
Sigo o meu rumo
Sem as espadas da tua insignificância
Mas por vezes
Finjo que te esqueço
Esqueço quem sou
Quem mereço ser e fico
Quieta sem sequer me virar
Com os segundos desabitados

Foto de Oliveira Santos

2º Soneto de Amor

Meu bem maior, todo descontentamento some
quando os meus olhos tocam os teus, tão sorridentes,
e tal alegria conforta todo o corpo e mente,
tanto é o desejo que apenas ver-te nutre a fome.

Ah! Bela graça, se tu pudesses ter mensura
de tudo aquilo que trago aqui dentro do peito
quão bom seria, tu estando certa do perfeito
amor que tenho, juvenil e sem censura.

Vem, linda flor, de nome simples e possante,
tanto te espero na minha tola timidez.
Cada segundo se torna um infindável instante.

E corre o tempo e cresce mais a insensatez
a ambicionar o toque, o beijo, o riso radiante
e ter contigo a hora mais linda que se fez.

28/08/98

Foto de Oliveira Santos

Tercetos Confessos

Solto um pensamento ao vento
Moribundo em atroz desalento
Na tristeza de mais um momento

Corro os meus olhos vazios
Pelos cantos tão sólidos, frios
Explorando os casebres sombrios

Movo minhas mãos castigadas
Escrevo palavras cansadas
Que soam por horas malvadas

Mas sinto com serenidade
O porvir de uma felicidade
Num peito onde só há tempestade

E abafo com força o meu grito
Em face de um ser tão bonito
E me explode por dentro o conflito

E me escorre o desejo na face
E na boca me vem todo o impasse
Do medo do que me desgrace

E o meu eu a mim mesmo convida
A sentir todo o frescor da vida
E esquecer toda dor já sentida

Caminhar sem mais olhar pra trás
Me entregar a essa coisa voraz:
Te querer cada vez muito mais

31/08/00

Foto de Oliveira Santos

Antes do Amanhecer

Quero sorver e desfrutar
do seu humor angelical,
ficar pra lá de Bagdad
na noite tropical austral.

Quero correr e discorrer
sobre o seu corpo em que, pousados,
dedos tocam, olhos vêem
cada vez mais maravilhados.

Quero mais do fazer jus
às suas carícias, fantasias
de meia-noite, à meia-luz
sua sombra de encontro à minha.

Quero um momento reluzente
antes do sol resplandescer,
e enquanto dorme toda a gente
que só existamos eu e você.

23/01/97

Foto de KAUE DUARTE

o vento

Aconchegante vem de leve
Brisa da manha esplendorosa
Devagar desarruma meus cabelos
Com leveza vai ao longe
E torna a arrepiar a pele
Concentrada de grandes massas
Balança a poeira e leva a semente
Em busca da terra fecunda
Vai, volta torna a rodear
chacoalhando os pomares
derrubando as folhas secas
balbuciando em assovios
pondo a reinar em meio a todas as coisas
com certeza é ela que traz as chuvas
que de longe se vem derramar
derruba os frutos a quem os deseja
retira o calor da alma cansada
e Põe-se a desejar
com fagulhas faz fogueiras
alastra as chamas por onde sopras
vem poderoso, impetuoso
o mesmo que refresca o corpo
derruba casas e barreiras
te peço, vem como brisa e acalenta o tempo
vem formoso vento...............(kauê Jessé)

Foto de Ana Rita Viegas

Anelante

Acordo cedo
Sinto-te
beijando o meu rosto.
Sinto-te
junto de mim Suado.
Não existe
cumplicidade maior
de que estarmos juntos.
Sinto, pressinto,
tua respiração anelante (ofegante).
Ardentemente absorves
o meu amor.
És forma.
És gramática erótica.
Tu anulas meu escuro.
Dás forma ao meu ser.
Dás conceito à minha vida.
És um exagero, exagerado.
És meu pecado incontrolado.

http://drafts-of-my-life.blogspot.com

Foto de ushihaxandre

UM POEMA E UM NOME DE MULHER 9

UM POEMA E UM NOME DE MULHER 9 VALERIA
PARA SABER É SÓ LER A PRIMEIRA LETRA DE CADA LINHA E DESCOBRIRA!
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Vestes cor da noite
Apaixonante como a flor
Lembras com carinho
Enquanto esquece a sua dor
Revigora nossa alma
Iluminando-a com
Amor"!!!

ALEXANDRE FERNANDES

Foto de CARLOS RIBEIRO

DELICIA DE MULHER

DELICIOSA MULHER

Quero ti abaraçar toda ti desejar
Deliociosa volumosa mulher
Estou com vontade de você
Loucura insanos momento o fazer

E meu sonhos você sempre esta
Quero toda ti deliciar
Em um desejo amar
Quero com dsesejo interiramente

Você por inteira tocar
EstE teu corpo todo o saciar
Insanos momentos com você eu passar
Nossos dresejos se enaltecer
com muito amor e prazer

AUTOR
CARLOS RIBEIRO
24/10/2010 21:42 horas

Foto de Carmen Vervloet

POEMA ALADO

POESIA ALADA

Mesmo quando a vida
colocar em mim seu ponto final,
mesmo quando a morte meu corpo levar afinal
qual andorinha que fez seu ninho no beiral
e partiu cruzando o espaço abissal
minha alma voará pelo desconhecido
e misterioso caminho astral, mas
imortalizada no poema deixarei minha emoção
com asas de pássaro, com cheiro de alfazema
que por certo num velho livro amarelado
pousado numa página esquecida
tocará algum sensível coração
e nele florescerá qual miosótis orvalhado
fazendo renascer o momento
que ficou tão longe, no passado.

Carmen Vervloet

Foto de Melquizedeque

Deserto dos poetas

O tempo mastiga cada imagem que entra na alma desses viajantes solitários que se arriscam no árido deserto da mente. Olhando para o horizonte, eles correm, sabendo que um dia encontrarão as respostas das perguntas que os guiam como uma bússola sem norte nem sul, apenas com uma agulha que gira em seu próprio eixo.

Embriagados com o rum da discórdia são levados pelo vento a um oásis que se forma nesse deserto... Ali matam a sede e se aliviam bebendo grandes dozes de loucura e genialidade. Vejo como eles crescem a cada passo que dão na direção do fim que os aguarda pacientemente. Do lado de cada um deles a morte caminha como um cão-guia companheiro e fiel... Ela se mantém aposta, esperando o dia em que se alimentará das sombras de cada um deles.

Meu futuro se encontra com o desses viajantes e, percebo que o que eles buscam é aquilo que estou a desejar. Caminho até a porta da razão e, sem medo entro naquele inóspito deserto. Respiro esse novo ar e meu corpo sente que o calor sol do saber é tão refrescante quanto às águas dos Alpes suíços. Cada idéia que tenho, ganha vida, torna-se real e extasiante.

Não tenho nada de eterno a não ser meus pensamentos. Não quero aprisioná-los e jogá-los no buraco da preguiça, onde serão consumidos lentamente até serem destruídos. Preciso viver, preciso respirar... Não me impeça de voar ao invés de correr. Não quero atolar no caminho, e sim, ver tudo o que tenho a enfrentar pela frente e, não fugir de nada. Aquilo que vejo hoje já não é mais o que outros viram antes de mim... Quero ver tudo o que existe nesse caminho como se ninguém antes tivesse imaginado.

Alguns se desfalecem no caminho e, já exaustos, começam a escrever sobre seus próprios túmulos um legado de medo e decepção. O cemitério onde se encontram esses túmulos fica no fundo das areias movediças que se estendem por todo o trajeto dos viajantes.

Cemitério que engole os fracos e traz desespero aos seguidores dos normais. A senhora morte já cavou minha cova nesse repouso, e todos os olhos me vêem como se eu fosse cair ali a qualquer momento. Mas percebo que esse magnetismo não é mais forte que meu sarcasmo... Esses olhos me observam e, o que consigo ver neles são medos e lástimas. Meus passos não marcarão aquele solo tenebroso. Esconder-se ali é se deixar levar pela inexistência. O que mais desejo é pisar naquelas terras que ficam depois da linha do horizonte.

Meus olhos brilham ao ver a luz do sorriso daquele maravilhoso sol que por detrás das últimas dunas do deserto, iluminam meus sonhos e me encantam como uma sereia no mar que anuncia seu canto irreverente. Assim percebo que para cada passo que dou uma idéia é preciso se criar dentro de mim e, isso me fascina como os suaves dedilhados de uma donzela ao tocar seu majestoso violino.

Isso me faz Mudar como os ventos do norte em busca das brisas do sul... E agora não canso de buscar eu mesmo em outros ventos. Se por acaso você me encontrar, diga-me como estou; quem eu sou e quem eu nunca fui. Se sentir minha falta, não tenha medo de me entregar suas lágrimas, e também não fuja delas. Mas as guarde naquele precioso frasco que lhe dei chamado saudade, e ali será meu eterno aposento.
(Melquizedeque de M. Alemão)

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