Alma

Foto de Cecília Santos

LÍRIO DO CAMPO

LÍRIO DO CAMPO
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Queria entender
seu silêncio.
Mas ele é indecifrável.
É como uma folha
de papel em branco.
Níveo como o lírio do campo.
Queria entender
o que houve.
Mas não encontro respostas.
Ocultas dentro
do peito.
É um sentimento Inviolável.
Queria ler em
seus olhos.
O que esconde na alma.
Mas o véu que cobre
seu rosto.
Não deixa ele ser transparente.
Queria entender
seu silêncio.
Que magoa, apunhala e machuca.
Deixando em meu
coração.
Ferida exposta, sem cura.

Direitos reservados*
Cecília-SP/10/2007*

Foto de Sonia Delsin

FERIDA EXPOSTA

FERIDA EXPOSTA

Esta noite eu visitei umas ruínas.

Andei descalça entre elas, descalça e seminua.

Eu vi um porta-retrato quebrado.

Quanta lembrança do passado!

Vi um terço, um pedaço de papel...

Vi entre as ruínas um menino.

Lindo, frágil...doce. Um destes anjos do céu.

Um garotinho que sempre tocou muito fundo meu coração.

Um menino que se fez tão forte pela vida afora que se tornou um campeão.

Meu filho tão bom.

Entre as ruínas encontrei flores.

Meu peito se fez em dores...

A ferida ficou maior. Sangrou...

A casca que se formava descolou.

Ficou exposta a ferida.

E eu ali.

Entre as ruínas do que foi minha vida.

Chorei.

Claro.

Chorar lava a alma.

Não podemos represar as emoções.

Deixei que as lágrimas lavassem...escorressem.

Eram tantas as sensações.

Esta noite eu andei onde não se anda mais.

Onde não se volta jamais.

Andei no que já se foi... no que o tempo guardou.

Mas se fez chorar também foi bom lembrar.

Porque entre as lágrimas encontrei um sorriso teu.

Então pensei.

Tu me amaste, eu muito te amei.

Se nos perdemos um do outro.

Muita coisa guardaste.

Muita coisa guardei.

Sonia Maria Delsin

Foto de Carmen Lúcia

Amanhã...talvez!

Acordei estática, sem vida...
Nem disse bom-dia ao dia,
Nem mesmo agradeci a Deus...
Não quis falar de poesia,
Nem relembrar os sonhos meus...
Senti a alma vazia,
Não quis chorar outra vez...
Com a dor que em meu peito havia
Eu nem relutei e ela se refez...
Sequer abri a janela,
Não deixei o sol entrar...
A luz transpassada por ela
Fez meu olhar se fechar...
Perto dali só ouvia
Um alegre bem-te-vi...
Fazendo homenagem ao dia...
Tapei os ouvidos, fingi
Que não o ouvi ... Mal-te-vi!
Deixei que as horas passassem,
Malditos minutos incontáveis,
Por que existem manhãs?
E todo frescor matinal?
Por que a poesia lá fora
Quer me falar logo agora?
Por que existe tristeza
Em contraste com tanta beleza?
Por que não consigo chorar
Para minh’alma aliviar?
Hoje não estou pra nada,
Sinto-me inanimada...
Dormirei outra vez...
Amanhã, quem sabe?
.....talvez....

Foto de Carmen Lúcia

Ainda há tempo...

Ainda há tempo...

De realizar o que ainda não fiz...
Atitudes certas ou erradas
Que para sempre fiquem marcadas
No livro da vida, que hoje refiz...

Afinal, o que é o certo e o errado?
Em qual livro estará registrado
Que errei quando quis ser feliz,
Se acertei no que ainda não fiz?

Ainda há tempo...
De andar na contra-mão do tempo
De sorrir vendo a vida passar
E suavemente deixar-me levar
Sem correntes, sem querer relutar...
De morder a maçã proibida
E sentir sensação esquisita
Aguardar no que irá resultar...

Ainda há tempo...

De olhar violetas na janela,
Ver o raio de sol bater nelas
E num “insight”suas cores enxergar...
E quando me decepcionar,
Numa rede deitar, balançar
Ver no céu estrelas a piscar
Onde a lua me pede, atrevida
Que me apaixone de novo pela vida.

Ainda há tempo...

De me olhar ao espelho de frente
Desnudar minh’alma que a ele não mente,
Dilacerar a dor, livrar-me de um dilema
Ser poeta, escrever aquele poema
Onde os versos são todos de amor
Que mantive guardado em meu peito
E que não consigo mais segurar...

Ainda há tempo...
De querer ter um tempo de paz,
Amanhã poderá ser tarde demais...

Foto de Maria Goreti

O SHOW

Armado o palco,
Testes de som,
Tudo pronto...
O show vai começar.
Ei-lo que surge
Entre cortinas de fumaça,
Sob o foco dos néons
E gritos histéricos dos fãs.
Guitarra em punho,
Solta a voz... Maravilhoso!

As letras das canções,
Os burburinhos,
Os aplausos.
As luzes coloridas dos refletores...
Que espetáculo!
A poesia está no ar!

Sou movida por sons.
Minh’alma dança
A dança das cores
E canta
A melodia do vento.
Integro-me ao espetáculo,
Numa simbiose perfeita...

O grande Astro, agora, sou eu!

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 20/10/07
(Durante Show de Lulu Santos em V. Velha)

Foto de Angelo Carniello

Nada Tenho

Não tenho nada
Mas tudo que quero
Se faz presente
Aquecendo minha alma
Alimentando meu dia
Mesmo que meus bolsos
Continuem vazios...

Meus amores se perdem
Em meio há multidão
Alguns dividem sonhos
Outros apenas deixam
O amargo sabor da desilusão
Sempre me entrego inteiro
Sem mirar o abandono.

Sofro... com o coração mudo
Espero o tempo amenizar a dor
Se perdôo ou não...
Não paro para analisar
Só não me deixo despencar
No precipício, que a mente
Cria, para suicidar a alma.

E assim passo os dias
No calendário do meu viver
Uns são desérticos, silenciosos
Outros, imperam ruídos de espectros
Alguns explodem em luz e cores
Mas, todos tem momentos de paz
Pra renovar a alma!

Apenas me deixo viajar
Neste comboio pela vida
Onde episódios correm soltos
Por corredores, ora sombrios
Ora iluminados...
Deixando rastros invisíveis
Aos olhos de meros mortais!

Autor desconhecido

Foto de Cesaltina

Perdi-te,mas ficarás sempre marcado na minha alma

Deus te levou...
Mas a tua presença ficará para sempre até Deus me levar também...
Tudo farei...
Para que me lembre sempre de ti...
Seja um único simbolo teu,não importa...
alguém que me faça lembrar de ti...
Nunca te abandonarei...em espírito não!!!
Olha que eu tenho-te todos os dias no meu pensamento...
As vezes me pergunto se estou meia louca?!
Mas sei que não estou,a questão é apenas que na minha alma não partiste....Esteja a tua alma em paz....
Beijos na tua alma

Foto de Cecília Santos

VÍDEO POEMA (BRILHO FALSO)

BRILHO FALSO

Houve um tempo em minha vida.
Em que os sonhos eram dourados.
Onde minha voz chegava até você.
Onde nossos braços se encontravam.
Houve um tempo em que seu calor
me aquecia a alma.
Seus lábios me beijavam.
Sua alegria era minha felicidade.
Mas hoje somos vidas separadas.
Caminho longo sem volta.
Hoje somos sonhos vagueando
no tempo da saudade.
Somos vozes sem eco algum.
Somos um tempo de dor e vazio.
Somos distâncias infindáveis.
Onde o caminhar se torna lento.
Onde as quimeras se escondem.
Onde me perco num labirinto de ausência.
Entre nós há uma historia de amor eterno.
Entre nós existe a soma do tempo.
Que eu fui juntando dia após dia.
De saudade em saudade.
De lembrança em lembrança.
Desse pranto de dor só restou
O brilho falso de uma lágrima
Que derramo de saudade.

Direitos reservados*
Cecília-10/2007*
Vídeo de Vanessa Brandão

Foto de Sonia Delsin

UM LEVE PASSAR DE DEDOS

UM LEVE PASSAR DE DEDOS

Foi um olhar tão breve.
Um passar de dedos tão leve.
Foi tudo que tivemos naquele dia tão distante.
Mas marcou a minha vida.
Nunca antes me senti tão querida.
Momentos como este são únicos em nosso viver.
Guardamos até morrer.
Foi um leve acariciar...
Foi um tempo que Deus veio me proporcionar.
Será que um dia da mesma forma conseguirei amar?
No meu caminho vieste para retirar um espinho.
Vieste marcar tua presença com uma carícia que em minha alma tocou muito fundo.
Tu foste a resposta que sempre busquei no mundo.

Foto de Jhessyca Lima

Sonho

Saudades:
De estar com você
do teu cheiro ainda em minha roupa
e nos lençóis que dividimos
naquele sono profundo
que dormíamos...

Lembranças:
Da tua respiração
e do afago no meu pesçoco,
Do calor do teu corpo sobre o meu
e dos beijos em meus ombros
numa tentativa vã de me acordar...

Momentos de um inocente amor
onde se escondem os desejos
de uma intensa paixão
que a vida nos impediu de viver...

E você se vai,
na certeza que vai retornar
e novamente encontrar em meus braços
o abraço que em outros não encontrou...

Não é mais só eu.
Não é mais só você.

Somos nós dois: corpo e alma,
envolvidos em um sonho
do qual jamais desejamos acordar...

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