E aí, chegou até a mim a consciência exata de não querer,
É que não é mais possível violentar-me
Por mais que sofra se solidão!
Ainda não se verdade nenhum amor encontrado.
Ás vezes me venço pelo cansaço da busca, entregando-me,
Só que a busca não para no cansaço da entrega,
Não sossega o peito, transcende a todos os limites definidos, evapora-se por entre os dedos onde eu tento segurá-la.
E a paz momentânea bate asas, empreende novos vôos pelo noturno de mim,
E então há o encontro, o retorno à forma original.
Aí eu penso: Talvez passe a vida retornando, ou talvez quem sabe,
Um dia eu me vença pelo cansaço definitivo da busca,
A morte!
Casa-se e tudo parece rosa.
E de fato, é mesmo...
Uma união majestosa e cheirosa.
Casa-se e tudo parece pétala,
A sua fragrância ficará...
Até que a rosa murchará.
Com os anos sobram os espinhos e os caules,
Aos quais se tornam o embasamento.
Desta união se adquire o amadurecimento.
E muito, além disto, surge o verdadeiro respeito.
A partir desta etapa é que se aprende a amar.
Não apenas de corpo, mas de cabeça e alma.
Aprende-se o valor do nosso companheiro;
Aprende-se que temos o direito de errar e recomeçar.
E se necessário aprendemos a perdoar.
Eu não me canso de declarar meu amor pelas flores;
Te falei tantas vezes sobre isso;
que penso que você já deve estar cansado;
de me ouvir falar desse meu amor;
pelas orquídeas;
pelas flores silvestres;
pelas margaridas;
pelas açucenas;
pelos lírios do campo;
pelas gérberas;
pelas flores gregas;
pelas flores miudinhas (do campo) de todas as cores, de todas as formas... De tons os tons...
Isso realmente não é nenhuma novidade!
Ocorre que, ainda assim,
Penso que teria,
Para expressar esse sentimento com a magnitude necessária;
que fazer – como faço agora - uma declaração de amor, escrita, à primavera;
que tudo isso resume;
e que o assunto encerra em uma única frase:
Primavera, que é a estação de todas as flores, Eu te AMO!
Vivemos relacionamentos de muitos estilos, alguns que levam meses ou anos, outros que levam alguns minutos ou horas. Arriscamo-nos a viver relacionamentos por um momento, por migalhas de carinho, de um beijo, um abraço. E por que será que nos sujeitamos a esta situação?
Recentemente presenciei algo neste sentido e fiquei refletindo sobre as migalhas que nos sujeitamos a viver. Concluo que seja perda de tempo viver um amor por migalhas. Migalhas são restos, sobras, é um pedacinho. E será que merecemos viver um amor desta maneira? Creio que não! Ninguém merece viver um amor por falsas promessas, um amor que nos usa, um amor pela metade.
Sabemos que viver uma paixão até é sadio, mas depois sempre vamos querendo mais. E infelizmente tem gente que gosta de viver de ilusão. O pior mesmo é quando demora em acordar deste sonho. E assim, quando acordar para a realidade verá que jamais recebeu um sentimento recíproco.
Ninguém merece viver de migalhas. Temos a necessidade de amar e o direito de sermos amados e não apenas usados como refúgio emocional. E aí te pergunto, será que é o suficiente viver um amor pela metade? Minha resposta é não!
Quem se sujeita a viver pela metade, por migalhas é porque não esteja bem consigo mesmo. Ou talvez esteja procurando respostas no lugar errado. Se o outro não gosta de você não fique atrasando a sua vida. Porque viver por migalhas é estar adiando uma felicidade, um verdadeiro amor, uma vida recheada de emoções.
Aconselho apenas o seguinte, não viva pela metade. Não deixe que as oportunidades passem pela porta. Pare e pense. Veja o que existe ao seu redor. Você, eu, todos nós, somos insubstituíveis e muito especiais! Viva um amor que seja totalmente seu. Viva um amor que exista reciprocidade.
Nunca é tarde de recomeçar. Nunca é tarde para aprender amar. Nunca é tarde para correr atrás do tempo perdido. O importante é nos valorizar e saber que temos os nossos encantos... Pense nisso.
Com toda certeza, temos que sempre dar continuidade a nossa vida. Podemos talvez sentir saudades de algumas situações, mas não devemos nos manter preso no passado como se fosse o nosso presente. Concluo como sendo uma besteira e perda de tempo.
Se você for capaz, responde-me, quem nunca sofreu de amor? Somente quem não amou de verdade, você não acha? E mesmo sofrendo de amor, não podemos deixar de viver, de ir atrás dos nossos sonhos. Temos que seguir em frente e olhar para o passado somente para evitar os mesmos erros.
Então... Vamos! Mexa-se! Conheça novos lugares, novas pessoas. Respire novos ares. Ouça novos estilos de músicas. Divirta-se! Viva a sua juventude! Apaixone-se ou pelo menos aprenda a amar. A vida continua. Sacode a poeira e bola para frente! Vire esta página da sua vida, ou rasgue se achar que deve. Escreva uma nova história em sua nova e branquinha folha que aguarda por suas novas aventuras, conquistas, felicidades.
"O fantástico da vida não é seguir a vida em frente, mas sim, dar uma nova oportunidade para a felicidade". Como diz o meu autor favorito, Dr. Augusto Jorge Cury, "a felicidade é uma eterna construção".
”Homens razoáveis
Adaptam-se ao mundo.
Homens não razoáveis adaptam o mundo a eles.
Por isso é que todo progresso
Depende de homens não razoáveis”
O trecho, acima, é perfeito para te dizer tudo que, abaixo, preciso te dizer (mas não é de minha autoria, amor...);
Assim, vou ter que cometer um delito, um plágio!
Portanto, quero desde já, pedir desculpas ao autor ;
Tudo em nome do amor;
Espero ser perdoada, pois direi este lindo verso, em introdução aos meus, aos seus ouvidos, às vezes moucos...
Que eu gosto tanto de você...
Dizer que eu te gosto tanto,
Que te gosto tanto...
E que você é a pessoa
Menos razoável que eu conheço. Sabe por quê?
Você entra na floresta
Como quem entra na casa que habita a muitas décadas...
Da mesma maneira,
Sai da floresta e entra em casa
Como se ela, a casa, fosse a floresta,
Com todo o seu encanto... todo o seu mistério....
Gosto de você porque volta pra casa
Empoeirado, exausto, esfomeado...
Mas feliz...
Porque a floresta te faz feliz...
E quando está em casa,
Ela também te faz feliz
Ao te dar aconchego;
Ao te trazer pra mim,
Menino travesso;
Às vezes, com cara de choro,
Outras com cara de coro;
Mas tentando ser feliz...
Existem relacionamentos complicados de serem definidos. Às vezes parece nos enrolar numa teia de aranha sem ter como fugir. Tanta que quando observo o que acontece ao meu redor ou me coloco a refletir fico assustada com algumas situações.
A proteção da família sobre nós, muitas vezes nos impede de arriscar, de enfrentar algum percalço por conta própria. Muitos relacionamentos que não tomam a dianteira da situação acabam por se sufocar.
Recentemente presenciei uma situação lastimável, pais que tomavam decisões sobre o casal. Pode até parecer uma piada, mas isto gera um desinteresse por quem está envolvido. Entendo que desejamos que o nosso companheiro nos proteja, nos defenda, porém não queremos perder a liberdade de expressão. Queremos que seja o nosso abrigo, a nossa proteção, talvez um tipo "pai-amor", mas não um cárcere de emoção não declarada.
Não sei se você consegue compreender-me, mas a família que se mete nos relacionamentos dos seus filhos acaba por anular a sua autonomia; a sua responsabilidade por seus atos; invalidando a arte de pensar, de refletir, de se questionar.
E com o passar do tempo vamos à mercê, percebendo que deixamos de viver um amor por decisões tomadas por nossos pais e não por nós. Seria importante refletirmos a nossa conduta.
Só não se assuste com os términos repentinos, algo de errado estava acontecendo. E a pergunta que não quer calar: acabou o amor? Bem, acabou o encantamento, mas sobraram recordações. Só o tempo dirá o que de fato os separaram. Amor verdadeiro nunca acaba, pode acreditar.
Entretanto, é um ponto negativo quando a família opina na relação, isto só tira a liberdade de opinar, viver, errar e aprender. Na vida de um casal não podemos se meter. Só podemos aconselhar se assim for solicitado, mas a decisão final é sempre do casal e de mais ninguém. Agora quando a família se acha no direito de interferir pode ter certeza que tão longe o relacionamento não perdura.
Contudo, amores que se viveu; família que se intrometeu; aprendizado adquirido.
Ao tocar no ponto fraco, o espadachim
A arte de amar só para quem sabe
Despertar o amor é ser querubim
Sentir alvoroço realizar desejos carne
O instinto age assim e anseia amor
Correspondido! Ser amado como quem ama
Um belo dia foi uma vez conheceu flor
Alimentou o corpo e é constante a chama
Adentro-me pelo jardim e os sons soam-me
Como a reprimidos risinhos de ninfas em becos
Sem saída. Vou em frente volto à direita
Depois à esquerda e ouço o som da fonte ao lado
Nada melhor que águas cristalinas e árvores de porte
Sem cajado, nem pau lá vem meu Espadachim
E no jardim encantado surge um Achtim! Despertado...
Joaninhavoa,
(helenafarias)
22 de Setembro de 2008
2ª POESIA: TE ESPERO ESPADACHIM
Amórfica...
num quanto qualquer...
vejo epitélios infectos
de seres mortais...
Podridão, vermes no chão
espremidas em lágrimas de dor...
corroídos sem viço num coração
que goteja rastilhos do amor...
Na imagem mórbida que ficou
vejo amargura em teu semblante
sina lírica, diabólica e mortal
seguimos entre o bem e o mal...
No brilho da arma reluzente
vejo um olhar trepido e ausente.
em outras vidas foi meu algoz
corpo e alma o que será de nós?
Vácuo inexistente...
efêmero e persistente...
último suspiro fecha os meus
olhos e beijas minh'alma...
Sopras ao vento cinzas de ti
e de mim...
grifada em tua espada fica essa
frase:
Voltarei...
Amo-te, meu espadachim...
(LU LENA)
3ª Poesia: ESPADACHIM PROTETOR
Gostaria como teu cavalheiro protetor
Desembainhar meu cetro de espadachim
E descrever versos em teu corpo com ardor,
Em formato de soneto como faço assim:
Em doze estocadas silábicas com fervor,
Marco o ritmo inicial que seguirei até o fim.
Após sempre em forma suave, mas com destemor
Fecho os quartetos com você abraçada em mim.
Prossigo com o florete e em toque sedutor
Marco a tua pele com o aroma do jasmim
Que lanço em ti com as pétalas dessa flor
Viçosa e cheirosa que engalana meu jardim
E de onde tiro meu poder e todo o amor,
Que me permite possuí-la assim como Espadachim.