Amor

Foto de Cabral Compositor

Bússola

No colo da paixão
No gostar do querer
Vou buscar a razão
Para o amor acender

No choro, na emoção
No Nordeste, na direção
No Sul, no Oeste
Norte, Noroeste

Em todo Sul do Oeste
E Centro Oeste
No salmo, no belo
Na margem do Nilo
Na coroa de Nero
Nas sandálias, no pescador
Nas embarcações, em Cabral
No Por do Sol
Em alto Mar
Num Atol

Foto de Carmen Vervloet

Segundo Ensejo da Criança

Segundo Ensejo da Criança

Mas se moram nas ruas
Dormindo em calçadas...
Sem teto...
Sem roupas...
Nuas...
Sozinhas... Abandonadas...
Em drogas viciadas...
Buscando o torpor
Para substituir o famigerado amor!...
Roubando o pão que lhe foi negado...
Direito seu, usurpado...
Por governantes inescrupulosos
Que se mostram bonzinhos
Mas tiram-lhes tudo...
Até o carinho!...
Tristes... Desesperançadas...
Almas revoltadas!...
Sem escolas, sem profissão...
Sem banho... Pés no chão...
Sem saúde... Doentes...
Como pretender que sejam decentes?
E assim vão se formando os marginais
Na escola da miséria...
Do abandono...
Onde quem deveria ser o patrono
É o ladrão
Que põe a culpa no mordomo
Dando como solução
Presídios em edificação!

Ah! Meu Brasil amado!...
Você precisa de políticos ponderados!...
De homens sensíveis... Iluminados!...
Berçando sonhos jamais realizados!...
Acendendo a treva em corações
Tão machucados!

Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

Primeiro Ensejo da Criança

Primeiro Ensejo da Criança

Luz...
Nascente...
Semente...
O amanhã...
Alma sã...
Porvir...
Aurora...
Esperança de futuras horas...
Outra história
Na vitória de valores reais...
Rosas imperiais
Exalando seu perfume
Outros costumes...
Renascimento do respeito
Outros conceitos...
Renascimento da honestidade...
Bondade...
Paz...
Porque só ela é capaz
De ressuscitar o amor
O eterno valor
Que pode mudar a vida
Num avizinhado alvorecer!

Carmen Vervloet

Foto de Sonia Delsin

NADA DE EXCEPCIONAL

NADA DE EXCEPCIONAL

Chego-te fresca.
Uma manhã invadindo tuas manhãs.
Chego-te como um buquê de flores do campo.
Tu que me olhas de soslaio pensa.
Pensa que sou um sonho.
Não uma presença.
Pensa que sou uma etérea criatura que habita teus sonhos.
Não é só isto que eu sou.
Apesar de tanto falar de dores e amores...
Apesar da leveza das flores...
Apesar de viver poetando eu estou um amor buscando.
E sou real.
Uma mulher em busca de um amor sensacional.
Nada de excepcional.

Foto de Sonia Delsin

TRISTE MEU POEMA

TRISTE MEU POEMA

Ele fala de um tempo perdido.
De um tempo que o eterno guarda.
Fala de algo tão longínquo.
Tão do passado que parece que foi um sonho.
Que não vivi.
Mas sei que vivi.
Eu te conheci.
Te reconheci.
Daquele tempo morto eu guardei algumas coisas.
Um par de sapatinhos de cristal.
Guardei o bem.
E quis apagar todo o mal.
O mal do adeus incompreendido.
Parece mesmo que aconteceu a outra pessoa.
Não eu.
Em outras horas parece que a vida me roubou e me devolveu.
Mas de repente o que parecia real se dissolveu.
Foi assim nosso amor.
Fragmentado, atormentado.
Um permitir, um não permitir.
Um ir... um ir...
Parece que somos feitos para o adeus.
Parece que são todos sonhos meus.
Mas não.
Tenho a convicção que tu dormes eternamente dentro do meu coração.

Foto de Sonia Delsin

DOIS LOUCOS?

DOIS LOUCOS?

Quem nos visse naqueles dias diria...
Lá vão dois loucos.
Sim, loucos de amor.
Tão apaixonados estávamos que o resto do mundo nós esquecíamos.
De mãos dadas corríamos.
Como ríamos!
Por tão pouco nos divertíamos.
O que a vida faz com tantos sonhos?
Mói? Transforma em pó?
Não sei.
Só sei que você se foi e eu fiquei me sentindo tão só.

Foto de Dirceu Marcelino

PÉROLA DE INSPIRAÇÃO

O que sentes é mais que pura paixão
É força de vida. Reflexo instintivo,
Erótico, aroma do coração,
Sublime energia d’ um vaso afetivo,

Cheio de amor, precisando vazão,
Puro reflexo de sua libido,
De mulher, fêmea cheia de excitação,
Aberta ao meu instinto criativo

De homem, de macho em evolução
É mulher, musa, ideal imaginativo
Fonte de amor e de muita inspiração.

Rosa liberta, sem impeditivos,
Livre, consciente, sem alienação,
Sem culpa ou trauma proibitivo.

Foto de TerrArMar

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

PAULO FREIRE

Mil novecentos vinte e um decorria,
Quando Paulo Freire Nasceu,
Em dezanove de Setembro seria,
E no recife, Pernambuco, aconteceu.

Aí, sua meninice viveu,
E, a ler, sua mãe o ensinou,
Um grande volte face se deu
Quando para Jaboatão se mudou.

Aqui conheceu a dor,
Quando seu pai faleceu,
Mas a solidariedade e amor
Também ele conheceu.

Conviveu, nas suas brincadeiras,
Com os meninos das favelas,
Conheceu a vida das lavadeiras
E também aprendeu com elas.

Podemos dizer que aquela dor,
Provocada pela paterna partida,
Fez de Paulo Freire o Educador
Que Aprendeu na escola da vida.

Foi aqui que se interessou
Pela problemática do Português.
Muitas dificuldades passou,
E, ainda novo, homem se fez.

O segundo ano do secundário,
Só aos dezassete anos o começou,
Foi um homem extraordinário,
Aluizio P. de Araújo que o apoiou.

Em quarenta e quatro casou
Com Elza, uma professora primária,
Cinco filhos é a prole que ficou
Dessa relação extraordinária.

Nesse meio tempo foi convidado,
Pelo colégio Oswaldo Cruz, a leccionar
Ali se vira, outrora, abrigado
E agora, ali podia servir a ensinar.

Director do sector da educação
E cultura do Sesi, órgão recém-criado,
É a sua futura ocupação,
Mas não é homem de ficar acomodado.

Nos anos cinquenta tem projecto novo,
É no campo da educação escolarizada,
Descobre-se o educador do povo,
Faceta, em si, cada vez mais vincada.

No recife, um instituto é criado,
Capibaribe, mas não está sozinho,
Tem muita gente a seu lado,
Que quer, prá educação, outro caminho.

Paulo Freire educou a educação,
Mas também a vida politica,
Mereceu a sua atenção e dedicação,
E em prol delas sua vida sacrifica.

Ao exílio se viu condenado,
Foi um homem incompreendido,
E escreveu, já no Chile exilado
A obra “Pedagogia do Oprimido”.

Esta “Pedagogia do oprimido”
Seria a sua obra maior
Mas Paulo Freire ficaria conhecido,
Por ser um grande educador.

Este exílio lhe deu alento novo
Para explanar um projecto pioneiro,
Mas preferia dar ao seu povo
O que ensinava ao mundo inteiro.

Trabalhou com afinco e confiança,
“Cultura popular, educação popular”
E também, “Pedagogia da esperança”
Outros livros que viria a publicar.

Livros, escreveu muitos mais,
Fez poesias de cariz educativo,
Colaborou com pedagogos mundiais,
O seu método mantém-se activo.

Foi homenageado por onde viveu,
América Latina, Estados Unidos,
E outros onde desenvolveu
Projectos ainda hoje reconhecidos.

Varias escolas o adoptaram,
A Europa rendeu-se ao seu valor,
As ex-colónias portuguesas despertaram
O seu espírito de educador.

Dois de Maio de Noventa e sete,
A morte o apanha à traição,
Um enfarte do miocárdio o acomete.
Morria um nome grande da educação.

O Brasil chora a sua morte,
Mas não esquece o seu contributo,
O mundo enaltece esta alma nobre,
Que fez da educação o seu culto.

Com Ivan Illich se cruzou,
E António Sérgio conheceu,
Com mais nomes trabalhou,
A todos ensinou e com todos aprendeu.

A dizer, muito mais havia,
Mas para não ficar complexo,
As fontes e a bibliografia,
Juntámos em páginas em anexo.

Terminamos a nossa reflexão
Com uma questão sempre nova
“De que servirá a educação
Se não for, permanentemente, colocada à prova?”

Foto de TerrArMar

A cor do Amor

A cor do amor

Quem Só Olha Na Cor
Não Consegue Ver O Amor
Porque O Amor Não Tem Cor
E A Cor Não Diferencia O Amor
Que Importa Preto, Branco, Amarelo
O Amor Não Tem Cor E É Tão Belo
A Cor E O Amor Andam Em Paralelo
Seja Preto, Branco Ou Amarelo
Uns Se Pensam Superiores
Olham Com Desdém Outras Cores
Mas Depois Morrem De Amores
Pelos Amores De Outras Cores
Toda A Pele Tem Cor
Como Todo Ser Tem Amor
Mas Quem Só Olha Na Cor
Nunca Consegue Ver Esse Amor.

TerrArMar

Foto de carlosmustang

SAUDAÇÕES A TODOS AMIGOS E AMIGAS POETAS

A todos desse site, feito com verdadeira dedicação e muito amor, como diz no nome do proprio, por esses IDEALIZADORES FANTÁSTICOS.
Quantas emoções tive aqui, eu que estava fora do mundo da net, mas sempre escrevendo meus poeminhas no caderninho, sem saber que um dia iria ser lidos por um punhado de gente , mas sempre empenhado em faze los, da melhor maneira possivel, e eu não imaginava poder mostrar a todos vocês, aqui no site.
Tres dias depois que adquiri a possibilidade de "viajar" na NET, eu encontrei vocês na minha nova maneira de navegar , hoje ao qual me considero seus amigo e vocês meus amigos; Poetas assim como eu sonhadores, que acreditam que o mundo é melhor do que vemos na chamada realidade.
Eu quero agradecer a cada um daqui, todos que me conheceram e sabe um poquinho mais de mim hoje, aliás eu quero pedir desculpa por não ter colocado ainda uma foto, é que eu ainda não tive a famosa "oportunidade", não tenho foto digitalizada, mas tô providenciando, para eu poder dar um susto em vocês(kkk)fica a espectátiva.
Muito obrigado mesmo de coração(mas eu não vou embora não, viu!, vou estar muito aqui. mas fiquei com vontade de dizer isso a vocês).
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS MEUS IRMÃOZINHOS E IRMÃZINHAS POETAS , QUE DEUS ABENÇÕE A CADA UM DE NÓS.

Antonio Carlos Soares.

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