Amor

Foto de Marilene Anacleto

Desvendar Mistérios 10 - O que vai acontecer comigo depois de morrer?

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Subir às estrelas douradas
Respirar o azul da noite,
Visitar as pessoas amadas
Sem precisar de pernoite.

Amar mais intensamente,
Provar a pura energia,
Agradecer o corpo amado
Que me permitiu alegrias.

Tentar acostumar a ver
Sem olhos que já não tenho.
Ouvir sem ouvidos ter,
Manter o tato atento.

Flutuar em ternas ondas,
Mergulhar no azul do céu,
Ser o que eternamente fui:
Luz desprovida de véus.

Ser a dança do universo
Em espirais radiantes.
Retornar ao pó de estrelas
No amor amado-amante.

Marilene Anacleto
Publicado em: http://rotadaalma.spaces.live.com/ , em 18/11/08
Publicado no site http://www.itajaionline.com.br/colunas/marilene/marilene.htm, em

Foto de betimartins

Apenas mulher!

Apenas mulher!

Eu sou apenas uma mulher
Simples, mas sempre sonhadora
Por vezes temia ainda ser uma criança
E brinco com elas deveras feliz...

Eu sou a contadora de historias
Aquela que viaja a terra do Nunca
Que ainda dorme nas nuvens e ainda sonha
Com reinos e belas histórias de amor...

Eu sou aquela que se desdobra
Entre lagrimas, entre lutas
Apenas sorri, trabalha dobrado
E segue na frente na vida...

Eu sou na noite, a filha do amor
Em nosso quarto te faço feliz e meu rei
Não tem outra no reino, que ame o meu senhor
Tu és o meu cavaleiro, dono e senhor...

Deixo-me dormir cansada em teus braços
Sentir teus afagos e teu belo respirar
Não existe coisa igual como o nosso amor...

E escrevo aqui, nas linhas do papel
Que carreguei em meu ventre a vida
Esperei, meses, gerando apenas amor...

Amor que hoje apenas mulher, pode sentir
Nas cicatrizes geradas, na dor infligida
Apenas, deixei o choro, sufocar...

Minha alma sofrida, nos turbilhões do passado
Soltando as amarras, uma a uma, desatando
Os laços que ainda me prendiam...

E chorei! Novamente como uma criança
Deixando-me levar no teu colo do amor
Respirando a vida, apenas escrevendo a poesia...

Que em cada manha ela ainda acorda feliz
Nos teus abraços, na tua presença querida
E sorrindo, feliz, pois eu,sou a tua mulher.

Foto de betimartins

A dor!

A dor!

Tem dor que não dói
Apenas é de despeito
Talvez com mistura
De um pouco
De raiva...

Tem dor que inflama
O peito e alma
É a dor da saudade
Da solidão
De cada um...

Tem dor que reclama
Os maus tratos do corpo
Os maus hábitos
A má nutrição
Até o descaso...

Tem dor que dilacera
Dor que mata e destrói
A dor da impunidade
Dor da inveja
Da maldade...

Tem dor que dói demais
A dor da opressão
A dor do abandono
A dor do vazio...

A dor, dor da perda
Do filho na guerra
E só a paz a acaba...

A dor da destruição
Dor da escuridão
E da falta de fé...

Dor é apenas dor
Apenas só a sente
Quem ainda...

Tem um coração
Pulsando vida
E amor...

Foto de Delton

VERBO VIVO

V enho em seus sonhos
E espero seu amor
R uínas são pouco para segurar minha paixão
B raços e mãos vivas é
O sonho do meu coração

V enho em seu espiro de beleza
I niciando um amor oculto
V enho em sua busca para saber
O que tanto errei ou que deixei de fazer.

Foto de giogomes

Amando no poetar

Há solução para o amor que sinto.
Sinto o amor na solução que há.
Há amor na solução que sinto.
Sinto a solução no amor que há.

Há saudade na relação que sinto.
Sinto a relação na saudade que há.
Há relação na saudade que sinto.
Sinto a saudade na relação que há.

Há felicidade na tristeza que sinto.
Sinto a tristeza na felicidade que há.
Há tristeza na felicidade que sinto.
Sinto a felicidade na tristeza que há.

Há futuro para o desejo que sinto.
Sinto o desejo no futuro que há.
Há desejo no futuro que sinto.
Sinto o futuro no desejo que há.

Há um único amor na vida que sinto.
Sinto a vida no único amor que há.
Há vida no único amor que sinto.
Sinto um único amor na vida que há.

Foto de Marilene Anacleto

Cercado de Anjos - Para meu Pai

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Cercado de Anjos,
Sorriso na face,
De flores, ornado,
Foi na vida coragem.

Suportou dores,
Com amor sem medida.
Venceu sobremaneira,
Condução da família.

Doente que estava,
Sentado na cama,
Rezava a Deus
E à Maria, que o ama.

Com a gaita de boca,
Ou seja, harmônica,
O som sertanejo
Despertava a dança.

O cavaquinho chorava
Com as quadras de cordel.
O violão recheava
As histórias do plantel.

Os causos antigos
Tornavam-se piadas,
Dos tempos da guerra
Sem armas, com enxadas.

Cirandas de pássaros
E o Anjo, de braços,
Elevem-no à dimensão do espírito.
Que se restabeleça a alma,
Expulse o medo e a tristeza
E volte a pulsar
Com o Coração Divino.

Que o amor dos filhos
Seja a coroa de bênçãos,
A dança das violetas
A exalar muitos mimos.
E o amor da esposa,
O broche relicário,
Preso ao coração amoroso,
Unido ao Coração Divino.

As preces da vizinhança
Dancem ao som do universo
E depois, em sagrados versos,
Toque a alma do meu pai,
E retornem aos amados amigos
Para socorrê-los nos seus ais.

Vai-se a tristeza,
Fica a saudade.
Ao redor da mesa
Histórias engraçadas.

As velas e as rezas
Perpetuam no espaço
Jamais, perderemos
Esse tão sagrado laço.

Marilene Anacleto
27/03/2011

Foto de Zoom onyx sthakklowsky kachelovsky kacetovisk

Braille

Gosto de frases curtas, assim como a vida. Mas se o amor é mesmo cego, então o escrevo em braille. Talvez por isso, minhas palavras roucas possam tocar e cortar a carne, assim como, serem sentidas pelo tato e fatiadas pelos olhos de quem as lê.

Foto de airamasor

O Beijo

A língua
O beijo
O cheiro
Do amor
A água
A lágrima
Que corre
Cai, e grita
E chora
O beijo.
A língua
A fala, e fala
Do amor
Faz
Constrói
Destrói
E briga
Chora
O beijo
Do amado
Lábios molhados
Do amante
Da água
Da língua
O beijo
Um beijo
É apenas
Beijo...
(Aira, 27 de março de 2011)

Foto de airamasor

Nós dois Apaixonados...

Num instante,
Como num passe de mágica,
Estamos frente à imensidão azul do mar,
Nadando juntos,
De mãos atadas,
Com intervalos de beijos selados,
Nos lábios e no coração...!
Como na magia de um belo sonho,
Torno-me inteira como tu és
E ainda continuo sendo eu
Oferecendo-lhe o meu coração...
Tu confundes o teu corpo com o meu
Num entrelace de vida e de paixão...!
Há o mar,
a areia,
os morros,
o sol...
E há nós dois.
Cerramos os olhos
E a chuva cai...
Pingos incessantes que nos fazem
Ser Água, ser Desejo, ser Amor...
Nos amamos com sofreguidão
E somos um só
Na alma, no corpo, no coração...
Quando eu me perco
Me encontro no teu olhar
Para logo me perder no teu tocar...!
Olhos nos olhos,
Boca com boca,
Pele com pele
Corpo no corpo!
A água do mar,
Os pingos dançando
E nós dois apaixonados a nos amar...!
(Aira, 27 de março de 2011)

Foto de Allan Sobral

Soneto a Bailarina

Como flor surgiste junto a primavera,
como uma estrela bailarina em meio ao celeste firmamento
Apaixono-me indevidamente, por uma beleza que me vitupera
tomaste-me noites de sono, presenteia-me com um ar que anda um tanto desatento

Pois atento-me somente a você, flor que nasce em espinheiro,
mal a conheço e já é a modelo do que vivo a rabiscar,
Seus olhos sedentos de amor verdadeiro,
me encaram como soubessem o melhor que tenho pra lhe dar

Sua beleza sega-me em meio a multidão
como se do meio de ardentes chamas, surgisse um anjo,
como se em minhas tristes partituras solitárias,
surgissem notas agudas e puras que formassem o mais belo arranjo

Suas palavras em som baixo e afinadamente aguda
remete-me a ser somente a base para o canto que cantas como sereia,
Seu corpo desenhado detalhadamente em traços finos,
Obriga-me a buscar-te como o um naufrago ao se afogar busca a areia.

Seu andar que diz que és mulher impossível,
desafia minha petulância, e meu instinto de malandro
faz-me querer parar com você em um conhecido lugar imprevisível,
e te fazer andar sempre comigo por onde ando,

Com seu leve dançar, que me faz levantar vôo ainda com os pés no chão,
me fez tirar novamente uma bela musica de meu violão,
escrever um soneto de coração,

Me fizeste crer novamente em uma paixão pura e fina,
daquelas que quebram a rotina,
reconstroem as ruínas,
toma-me novamente a inspiração que alucina,
Pois me obriga a compor o mais sincero soneto a bailarina.

Dedicarei a você minhas mais belas palavras escritas,
se jurar não machucar meu pobre e desiludido coração
tocarei todos os dias a canção que te fará dançar
e olharei seu bailar, onde te cercarei pela mais bela emoção

Sua beleza roubou-me a rima,
restou-me só esse duvidoso sentimento,
e olhar vazio, em busca de uma bailarina.

Allan Sobral.

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