Coração

Foto de Margusta

E, porque me amas...

Sob esta infinita abóbada celestial
No azul perfeito, pressinto o teu olhar
Aquele , que, com o amor me despe
Quando é chegada a hora de te amar

O verde dos teus olhos, meu doce amor
Nos ramos dos pinheiros está gravado
Libidez de corpos, entrelaçados sem pudor
Quando se entregam em desejo compassado

A natureza alberga a tua imensidão
Nela respiro o teu perfume. A minha vida!...
Nesse teu cheiro de aromas celestiais

Alimentando-me a alma e o coração
Fazendo-me sentir a Musa mais querida
Deusa Rainha, habitando entre mortais...

@Margusta
Pinhal da Lagoa de Albufeira
14/09/2008

* Reservados os direitos de autor*

Foto de Sonia Delsin

CHAMA QUE NÃO SE APAGA

CHAMA QUE NÃO SE APAGA

Nosso amor é chama.
Existe um mistério quando a gente ama.
O fogo quer sempre arder.
Nunca vou te esquecer.
O mundo pode dar muitas voltas.
Pode outra realidade chegar.
A vida pode nos afastar.
Mas esta chama não há de se apagar.
No coração um do outro vamos sempre morar.

Foto de Carmen Lúcia

A acompanhante

(texto inspirado no conto “O enfermeiro”, de Machado de Assis, em homenagem ao centenário de sua morte.)

Lembranças me vêm à mente. Ano de 1968. Meus pais já haviam falecido e me restara apenas uma irmã, Ana.
Foi preciso parar com meus estudos, 3º ano do Magistério, para prestar serviços de babá, a fim de sobrevivência.
Morava em Queluz, cidade pequena, no estado de São Paulo, quando, ao chegar do trabalho, bastante cansada, recebi a carta de uma amiga, Beth, que morava em Caçapava, para ser acompanhante de uma senhora idosa, muito doente. A viúva Cândida. O salário era bom.
Ficaria lá por uns bons tempos, guardaria o dinheiro, só gastando no que fosse extremamente necessário.Depois, voltaria para minha cidade e poderia viver tranqüilamente, com minha irmã.
Não pensei duas vezes. Arrumei a mala, colocando nela o pouco de roupa que possuía e me despedi de Ana.
Peguei o trem de aço na estação e cheguei ao meu destino no prazo de uma hora, mais ou menos.
Lá chegando, fui ter com minha amiga Beth, que morava perto da Praça da Bandeira e estudava numa escola grande, próxima de sua casa. Ela me relatou dados mais detalhados sobre a viúva, que, não fosse pela grande dificuldade financeira que atravessava, eu teria desistido na mesma hora.
Soube que dezenas de pessoas trabalharam para ela, mas não conseguiram ficar nem uma semana, devido aos maus tratos e péssimo gênio da Sra Cândida.
Procurei refletir e atribuir tudo isso a sua saúde debilitada, devido às várias moléstias que a acometiam.
Os médicos previram-lhe pouco tempo de vida. Seu coração batia muito fraco e além disso, tinha esclerose, artrite, bicos-de-papagaio que a impossibilitavam de andar e outras afecções mais leves.
Depois de várias recomendações de paciência, espírito de caridade, solidariedade por parte de minha amiga e seus familiares, chamei um táxi e fui para a fazenda, onde morava a viúva, na estrada de Caçapava Velha.
A casa era de estilo colonial e lembrava o passado, de coronéis e escravos.
Ela me esperava, numa cadeira de rodas, na varanda enorme e mal cuidada, onde vasos de plantas sucumbiam por falta de água.
Percebi a solidão em que vivia, pois apenas uma empregada doméstica, já velha e com aspecto de cansada, a acompanhava.
Apresentei-me:-Alice de Moura, às suas ordens!Gostou de mim.Pareceu-me!
Por alguns dias vivemos um mar de rosas.Contou-me de outras acompanhantes que dormiam, não lhe davam seus remédios e que a roubavam.
Procurei tratá-la com muito carinho e ouvia atentamente suas histórias.
Porém, pouco durou essa amistosa convivência. Na segunda semana de minha estadia lá, passei a pertencer à lista de minhas precursoras.
Maltratava-me, injuriava-me, não me deixava dormir, comparando-me às outras serviçais.Procurei não me exaltar, devido a sua idade e doença.Ficaria ali por mais algum tempo. Sujeitei-me a isso pela necessidade de conseguir algum dinheiro.
Mas, a Sra Cândida, mesmo sendo totalmente dependente, não se compadecia de ninguém.Era má, sádica, comprazia-se com a humilhação e sofrimento alheios.
Já me havia atirado objetos, bengala, talheres, enfeites da casa.Alguns me feriram, mas a dor maior estava em minh’alma.Chorava, às escondidas, para não ver a satisfação esboçada em seu rosto e amargurava o dia em que pusera os pés naquela casa.
Passaram-se quatro meses.Eu estava exausta, tanto fisicamente, quanto emocionalmente.Resolvi que voltaria à Queluz.Só esperaria a próxima rabugisse dela.Foi quando, de sua cadeira de rodas, ela atirou-me fortemente a bengala, sem razão alguma, pelo simples prazer de satisfazer seu sadismo.
Então eu explodi. Revidei, com mais força ainda.Mantive-me estática, por alguns minutos, procurando equilibrar minhas fortes emoções e recuperar a razão.
Foi quando levei o maior susto de minha vida. Deparei-me com a viúva, debruçada sobre suas pernas e uma secreção leitosa escorrendo de sua boca.Estava imóvel.
Já havia visto essa cena, quando meu pai morrera de ataque cardíaco.
Aos poucos, fui chegando mais perto, até que com um esforço sobre-humano, consegui colocá-la sentada na cadeira e com o xale que havia caído ao chão, esconder o hematoma no pescoço, causado pela minha bengalada.
Pronto!Tornara-me uma assassina!Como fui capaz de tal ato?
Bem, fora uma reação repentina, em minha legítima defesa.Ou quem sabe, a morte tenha sido uma coincidência, justamente no momento em que revidei ao golpe da bengala.
Comecei a gritar e a velha empregada apareceu. Ajudou-me a levar o corpo até o quarto.Chamei Dr. Guedinho, médico da Sra Cândida e padre Monteiro, que lhe deu extrema unção.
Pelo que percebi, o médico achou que ela fora vítima de seu coração, um ataque fulminante.E eu tentei acreditar que teria sido mesmo, para aliviar a minha culpa.
Após os funerais, missa de corpo presente na igreja Matriz de São João Batista, recebi os abraços de algumas poucas pessoas que lá estavam, ouvindo os comentários:
-Agora você está livre!Cândida era uma serpente!Nem sei como agüentou tanto tempo!Você foi a única!
E, para disfarçar minha culpa, eu retrucava:
-Era por causa da doença!Que Deus a tenha!Que ela descanse em paz!
Esperei o mesmo trem que me trouxera à Caçapava e embarquei para minha cidade.Aquelas últimas cenas não saíam de minha mente. Perseguiam-me dia e noite.
Os dias foram se passando e o sentimento de culpa aumentando.
-Uma carta para você!gritara minha irmã.-E é de Caçapava!
Senti um calafrio dos pés à cabeça. Peguei a carta e fui lê-la trancada em meu quarto.
Que ironia do destino!Eu era a herdeira universal da fortuna da viúva Cândida!Logo eu, que lhe antecipara a morte.Ou teria sido coincidência?
Pensei em recusar, mas esse fato poderia levantar suspeita.
Voltei para Caçapava e fui ter com o tabelião, que leu para mim o testamento, longo e cansativo.
Realmente, era eu, Alice de Moura, a única herdeira.Após cumprir algumas obrigações do inventário, tomei posse da herança, à qual já havia traçado um destino.
Doaria a instituições de caridade, às igrejas, aos pobres e assim iria me livrando, aos poucos, do fardo que pesava em minha consciência.
Cheguei a doar um pouco do dinheiro, mas, comecei a não me achar tão culpada assim e passei a usá-lo em meu benefício próprio. Enfim, coincidência ou não, a velha iria morrer logo mesmo e quem sabe se era naquele momento.
Ainda tive um último gesto de compaixão à morta:Mandei fazer-lhe uma sepultura de mármore, digna de uma pessoa do bem.
Peço a quem ler essa história, que após a minha morte, que é inevitável para todos, deixem incrustada em meu epitáfio, essa emenda que fiz, no sermão da montanha:
_”Bem aventurados os herdeiros universais, pois eles serão respeitados e consolados!”

(Carmen Lúcia)

Foto de EDU O ESPIÃO.

O ENCONTRO

Como esperei por esse momento, ver você na minha frente.
Achei que iria pirar de tanta vontade te abraçar.
Respeito seu jeito de mulher, inocente, não quis por o carro na frente e te assustar com meu jeito apaixonado.
Senti as mãos suando, coração batendo e a vontade grande
De querer te abraçar querer te tocar, sentir sua pele macia.
Foi como um sonho, imagina daqui pra frente você não mas
Escapará de um forte abraço um beijo prolongado
Desse louco apaixonado.
Quando me aproximei senti teu perfume seu olhar sedutor
Seu sorriso instigante que me fez sentir tremendo de amor a todo o momento, queria te tratar bem, para não assustá-la.
Menina, menina, ainda vai ser minha, depois dessa ultima troca de
Olhares nada mas tenho dúvida, não quero me gabar como um machão vaidoso, mas sinto que já é minha.
Seu olhar já mostrou que esta começando me amar,
Como quero de novo te encontrar== sentir esse cheiro que ganhei
Quando dei um abraço de chegada e despedida seu cheiro ficou em mim.
==não consigo tirar seus olhos dos meus pensamentos.
Ainda terei você em meus braços.
Menina, menina como eu gosto de você. Deixa de se prender e deixa eu mostrar meu amor a você.
Quero novamente te encontrar, será diferente==irei ser mas ousado,posso de você roubar um beijo==
Sou um apaixonado.

===========e.espião edu.com

Foto de DeusaII

vamos ficar assim...

Deixa-me dormir
Envolver-me no teu abraço,
Ficar no teu regaço,
Colar minha alma à tua.

Como dois loucos enamorados
Nesta vida destemida,
Ficar apenas assim....
Neste estado de torpor
Que não termina, quando o dia acaba.

Deixa-me dormir...
Sentir teu corpo perto de mim,
Tuas mãos que fazem as minhas tremer
Quando percorres meu corpo
Nesta ilusão de sonhos já sonhados.

Deixa-me dormir
Ouvir o bater do teu coração
O sentimento da emoção
Quando chamas meu nome....

Deixa-me neste estado,
Tira-me da vida e põe-me nos teus sonhos
Faz de mim mulher,
Sentida, amada, sonhada.
Faz de mim estrela cadente,
Desejo em teu corpo.

Deixa-me dormir...
Num sono profundo,
Perfeito, refeito, satisfeito.

E vamos ficar assim,
Para toda a eternidade....

Foto de TaTa_WEbAs

Brincar de amor!

Te entreguei meu coração
E você nem quis saber se era de verdade
O meu amor é frágil
doce, sincero
Simples e determinado
E nem seu carinho tive em troca
Você é tudo pra mim
E eu, só mais uma no seu jogo
Uma peça do seu tabuleiro de ilusões
Não brinque assim de amor
Você me machuca
Mas quem perde no final e´ você
A sua felicidade dura poucos minutos
E a minha dor, uma eternidade
Ainda há tempo de desistir
A felicidade joga com você
E nesse jogo quero estar contigo
Pra te ensinar a jogar
O jogo da verdadeira paixão
Pra nunca mais
Brincar de amor...

Foto de Mago_Merlin

Dos Amores e Paixões ...

Baseado nas minhas paixões de adolescente,
assim como nos amores que vivi e que tenho
vivido desde que amadureci até os dias atuais

Oh! minha primeira paixão doeu, e como ela doeu
Era um aborrescente, deveria estar com 11 anos,
me apaixonei pela vizinha, bem mais velha do que eu,
chorei muito, que sentimento brutal, quantos danos...

Mas, eu ainda não tinha aprendido essa tão dura lição!
Passaram-se meses e olhando umas meninas na praia,
belas coxas e outros atributos, e lá se foi meu coração!
Afinal, essa época as meninas começaram a usar mini saia

Até os meus 21, ainda dei muita cabeçada no mundo,
Muito sofri e muito fiz sofrer, ah... quanta desilusão,
dores que senti e fiz mulheres sentirem bem no fundo
quantas vezes machucamos ao nosso pobre coração

Depois disso tudo passado acho q eu aprendi a lição,
a partir dos 22 resolvi muddar e passar sómente a amar,
daí então decidi q nunca mais queria viver uma paixão,
pois amar é muito melhor, já que implica em compartilhar

Das poucas/inúmeras mulheres, q eu tive em minha vida,
algumas possuem um cantinho especial em meu coração,
Uma mais que todas as outras, é voce minha querida
com quem divido hoje em dia o meu e o seu coração

Mago Merlin

Foto de NiKKo

Quero voar

Coração deixa-me voar, quero sair daqui.
preciso buscar novos horizontes.. preciso partir.
Quero correr o risco de entregar-me sem medo,
estou segura de mim, preciso ressurgir.

Vou correr o risco de abrir de novo minhas asas,
elas estão prontas para um vôo alçar.
Mesmo que eu atravesse o oceano das incertezas
quero de novo voltar a amar.

Sabe meu coração, eu jamais vou aprender,
a me isolar por medo de sofrer.
Preciso sentir dentro de mim a vida pulsando
sem amor, você e eu sabemos, não é viver.

Sei que podemos voar sem rumo por muito tempo
buscando em novos horizontes, alguém especial.
Sei que poderemos sofrer tudo de novo,
sei que poderemos sonhar com um mundo irreal.

Mas me diz coração se eu estou errada,
afinal você comigo de tudo já viveu.
Nós amamos muitas vezes e por isso já choramos,
mas quem não ama, com certeza já morreu.

Fugir do amor nunca foi a melhor solução,
e medo de sofrer ou chorar, eu não vou ter.
Prefiro morrer amando, sentindo você triste,
do que ter você vazio e esse sentimento não viver.

Assim não importa se iremos chorar de novo,
nada nos impedirá de um novo amor ir buscar.
É preferível ter decepções e sentir se viva
do que passar a vida em branco a lamentar.

Foto de NiKKo

Quero voar

Coração deixa-me voar, quero sair daqui.
preciso buscar novos horizontes.. preciso partir.
Quero correr o risco de entregar-me sem medo,
estou segura de mim, preciso ressurgir.

Vou correr o risco de abrir de novo minhas asas,
elas estão prontas para um vôo alçar.
Mesmo que eu atravesse o oceano das incertezas
quero de novo voltar a amar.

Sabe meu coração, eu jamais vou aprender,
a me isolar por medo de sofrer.
Preciso sentir dentro de mim a vida pulsando
sem amor, você e eu sabemos, não é viver.

Sei que podemos voar sem rumo por muito tempo
buscando em novos horizontes, alguém especial.
Sei que poderemos sofrer tudo de novo,
sei que poderemos sonhar com um mundo irreal.

Mas me diz coração se eu estou errada,
afinal você comigo de tudo já viveu.
Nós amamos muitas vezes e por isso já choramos,
mas quem não ama, com certeza já morreu.

Fugir do amor nunca foi a melhor solução,
e medo de sofrer ou chorar, eu não vou ter.
Prefiro morrer amando, sentindo você triste,
do que ter você vazio e esse sentimento não viver.

Assim não importa se iremos chorar de novo,
nada nos impedirá de um novo amor ir buscar.
É preferível ter decepções e sentir se viva
do que passar a vida em branco a lamentar.

Foto de NiKKo

Quero voar

Coração deixa-me voar, quero sair daqui.
preciso buscar novos horizontes.. preciso partir.
Quero correr o risco de entregar-me sem medo,
estou segura de mim, preciso ressurgir.

Vou correr o risco de abrir de novo minhas asas,
elas estão prontas para um vôo alçar.
Mesmo que eu atravesse o oceano das incertezas
quero de novo voltar a amar.

Sabe meu coração, eu jamais vou aprender,
a me isolar por medo de sofrer.
Preciso sentir dentro de mim a vida pulsando
sem amor, você e eu sabemos, não é viver.

Sei que podemos voar sem rumo por muito tempo
buscando em novos horizontes, alguém especial.
Sei que poderemos sofrer tudo de novo,
sei que poderemos sonhar com um mundo irreal.

Mas me diz coração se eu estou errada,
afinal você comigo de tudo já viveu.
Nós amamos muitas vezes e por isso já choramos,
mas quem não ama, com certeza já morreu.

Fugir do amor nunca foi a melhor solução,
e medo de sofrer ou chorar, eu não vou ter.
Prefiro morrer amando, sentindo você triste,
do que ter você vazio e esse sentimento não viver.

Assim não importa se iremos chorar de novo,
nada nos impedirá de um novo amor ir buscar.
É preferível ter decepções e sentir se viva
do que passar a vida em branco a lamentar.

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