Derrota

Foto de luiz antonio

"Derrotas da vida"

Na vida perdi muitas coisas das quais poderia ter lutado mais para não perder.
Mais após cada perca sempre vem uma grande conquista que nos faz esquecer a dor de uma perda que era muito mais especial do que a nova conquista.
Perder e saber aceitar a derrota momentânea que faz parte do grande aprendizado que se chama amadurecer.

Por mais que a gente se prepare para a dor que causa a perda de algo ou alguém que amamos nunca aceitamos totalmente nem renunciamos a isto
De todas as derrotas e perdas da vida, a que faz sofrer lamentar amadurecer e morrer aos poucos a cada dia que passa e a dor da perda do seu grande e verdadeiro amor.

Mais mesmo longe sozinho e desesperado, o coração nos diz:

O verdadeiro amor levamos conosco para sempre porque o amor de verdade supera a vida e vai alem da morte. Porque no fim quando pensamos que tudo foi em vão percebemos que e todo o esforço que fizemos não foi desperdiçado por mero capricho do destino que conspira pra nos fazer desistir dos nossos sonhos e planos traçados em outra vida para serem idealizados num futuro muito próximo que do qual fugimos por ter medo de encararmos a maior realidade da vida que e aceitar todo que nos e imposto e anexado as nossas vidas simples e monótonas das quais estamos longe de converter de uma mera rotina para uma gloriosa restauração total dos valores e princípios que nos foi implantado ao nascermos e chegarmos ate este plano que nos traz tantas surpresas das quais não mais nos surpreendem por estarmos conectados a um propósito do qual não temos escolha e nem escapatória que se chama viver da maneira que nos e adequada e saber que não a nada a fazer enquanto a isto, a não ser conformar-se e esperar que amanhe esteja o mais lindo e ensolarado dia de nossas vidas.

Foto de Rosinéri

A VIDA É UM DOM

Quantas vezes me desejei a morte
Por uma simples derrota
Quantas vezes magoei pessoas,
Por terem conquistado um pouco mais do que eu
Quantas vezes invejei os belos olhos azuis de uma pessoa
Esquecendo-me que talvez por traz daquele azul
A cegueira deles seria total
Quantas vezes fui egoísta e não aceitei criticas
Quantas vezes odiei viver por falta de vontade de lutar
Hoje com o passar dos anos, me odiei por ter sido
O que eu realmente não era.
Pela mentalidade podre dos meus anos passados
Sempre amei a vida, mas me fechei para ela
O mundo não é ruim, como tantas vezes pensei
Hoje mais do que nunca acredito que a vida é
Um dos dons mais belos e interessantes que existe
Mas só para aqueles que se aceitam como realmente são.

Foto de Concursos Literários

Encerramento do 5º Concurso Literário

Sem dúvida alguma, este foi o mais longo Concurso do Site de poemas de Amor.

Muitos e muitos poemas e poetas de mãos dadas em uma missão, fazer poesia, transportar magia, fazer soar alegria em nosso dia a dia

Não é a primeira vez que faço este manifesto no site, mas certamente não se faz algo grandioso apenas em uma tentativa, tudo nesta vida depende de esforço, dedicação, responsabilidade e ação, o importante é não deixar que vitórias não alcançadas nos impeçam de lançar novos vôos.

Hoje com mais experiência e organização, voltamos à pauta da "Edição dos Livros".

Cônscios que este evento acontecerá pelo esforço em cumprimento das obrigações que exige tua legalidade, e que esta é uma tarefa de todos os componentes do mesmo, e não apenas uma tarefa isolada minha e de Miguel.

Miguel, um jovem Portugues que acredita em um mundo melhor, que tem como meta contribuir por onde passa para que isto venha a acontecer.

Que se honrado por ser solo desta junção de raças Português e Brasileiros, já unidos e descritos em nossa história.

Conversando com Miguel dias atrás, o assunto da Edição voltou à baila.
Marcamos uma reunião hoje, e esta resultou neste planejamento.

Planejamos editar duas coletâneas, sem fins lucrativos, toda renda seria voltada para entidades beneficentes, no Brasil e em Portugal, que seriam selecionadas em três ou quatro, para que fosse escolhida por votação pelos poetas, tornando assim uma doação de todos os participantes.

É necessário frisar, que o sucesso deste evento se dará exatamente a seriedade em que for tratado pelos componentes, não podemos nos responsabilizar por omissão, ou cumprimentos em partes, serão anunciados prazos e protocolos a serem respeitados na íntegra, pelos convidados que desejarem participar, o não cumprimento, acarretará a exclusão da participação do mesmo.

Como temos um arsenal de bons poetas e poemas, ficou estabelecido que a 1ª Coletânea se dará com as postagens que reunirá todos os concursos até o momento, até mesmo o 5º encerrado aqui.

PS Já encontra-se aberto o 6º Concurso, aguardem Edital, podemos adiantar que este será direcionado também para o estímulo e criação de novos poetas, para futuras Coletãneas

Para continuação de nossa busca e incentivo, será aberto o Concurso Coletânea, o qual só receberá poemas inéditos, ou seja, ainda não postados, aguardem o Edital.

Será aberta uma loja On Line no site, pós a elaboração das coletâneas, nesta será possível adquirir os livros, onde abriremos um espaço também para poetas que já editam, para que possam divulgar teu trabalho.

PS: Esta seleção de divulgação se dará somente a poetas participativos na integração do Site, ficando a cargo de Fernanda Queiroz, contato e aprovação.

A seleção dos Poetas e dos Poemas se da exclusivamente pela comissão de moderadores do Site, representado na liderança de Fernanda Queiroz.

Descrevendo um passo a passo.

1 - Os Poetas selecionados receberão um e-mail de Fernanda Queiroz

2.- Solicitando a participação, com a expressa concordância dos termos exigidos para publicação.

3 - As respostas devem ser enviadas para fernandaqueiroz23@gmail.com

4- O Poeta participante receberá a retorno da mesma em seu e-mail, com a especificação dos poemas selecionados, os quais devem ser encaminhados para Portugal para Miguel Duarte, em endereço também especificado.

Despeço-me colando um comentário de um poeta deste Site ( Demom), em resposta a primeira postagem, sobre a Edição de Livros.

"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota"

.(By:Cesar)

Miguel Duarte e Fernanda Queiroz

Foto de Osmar Fernandes

À espera da sorte

À espera da sorte

Tem gente que fica em casa esperando a sorte chegar. Achando que num belo dia ela vai bater à sua porta e adentrar... Puro engano! Expectativa perigosa! Esperança inútil! Como pode da terra do seu quintal nascer uma árvore se ninguém lhe plantou uma semente?
Essa é a síndrome do que não tem coragem de ir à luta. Engana a si mesmo, numa espera em vão. Em tudo é necessário ação. Nada acontece do nada. Só tem sorte quem aposta nela... Só ganha na loteria quem joga. A vida não é um jogo? Quem tem medo de arriscar na própria sorte vai passar a vida toda assistindo a comemoração dos outros.Vai ser um eterno coadjuvante de outras histórias.
A vida é como um jogo de xadrez... Quem não tiver coragem de dar o primeiro passo, nunca vai sair do lugar. Vai passar a vida inteira à mercê do jogo da vida. Não vai encontrar saída. Não vai notar o sonho, portanto, não vai haver esperança, tudo será pura monotonia. Derrota!
Logo, quem der o primeiro passo com força de vontade, persistência, teimosia e intuição, vai entender a metamorfose de tudo, a CRISÁLIDA – a auto-estima da vida... Vai perceber que a sorte de fato não existe, o que existe é a luta pelo desejo da vida. Por isso, enquanto houver iniciativa e atitude, haverá sempre esperança.
Ninguém sente prazer em emprestar os ouvidos para ouvir histórias de pessoas derrotadas, afundadas no próprio abismo da preguiça e da ignorância. Ninguém quer tirar fotografia com um perdedor.
O exemplo triunfal é o que realmente conta e fica eternizado no registro da memória da família, amigos e gerações... Em livros, quadros, fitas, cd rom, etc.
Assim sendo, não fique aí parado, estressado, azucrinado, murcho como um coelho assustado e sem abrigo. “Levanta a cabeça, sacode a poeira e dê a volta por cima...” .
Se você quer ser uma pessoa de sorte, você pode, porque o poder do seu destino está em suas mãos. Só vence quem tem determinação e acredita em si mesmo. O importante é iniciar alguma coisa, então, o que está esperando? Tome atitude e comece.

Foto de LUCAS OLIVEIRA PASSOS

AS ESTRELAS

As estrelas Lucas Oliveira Passos

As estrelas estavam lá, no pedaço de céu que me cabia apreciar pela janela, naquele leito de hospital em que eu me encontrava, arrasado e sem entender nada...mais uma vez minha vida mudava completamente, numa guinada imprevizível...a necessidade da cirurgia, a gravidade da doença, e por fim a notícia que tentaram me passar e que me recusava a entender, sabia que era algo terrível, algo que teria que me lembrar e aceitar para o resto da vida, mas naquele momento o bloqueio não permitia, eu não conseguia pensar, apenas aquela imensa tristeza, e um gigantesco desejo de morte que nunca havia sentido antes em toda minha vida.

A enfermeira se aproximou sem fazer qualquer barulho, e cuidadosamente fechou a pequena janela, próxima ao meu leito, minha única referência para o mundo exterior, minha única fuga para os pensamentos terríveis que invadiam minha mente.

- Tenho que fechar a janela, os outros pacientes estão reclamando do frio, me desculpe, sei que é a única coisa que parece lhe interessar...

Assim, todas noites, meu céu quadrado e pequeno, contido nas dimensões daquela janela, se apagava irremediavelmente, as estrelas, que eu tanto estudara e pesquisara, por puro deleite, em certa etapa da vida, eram agora meu único consolo, me faziam pensar no tão pequeno que eu era, naquela imensidão tamanha do universo.

Não sabia quanto tempo já se passara desde o dia em que me internei com câncer e uma hérnia abandonada por muito tempo, calculava algo em torno de uns seis meses, tudo fora um sucesso segundo os médicos, mas meu corpo não era mais o mesmo, meus 75 anos pesavam bastante no processo, o restabelecimento era lento, a angústia era grande, havia algo medonho a ser encarado, assimilado e entendido...um amargo na garganta, um peso imenso no peito...por que meu cérebro se recusava a processar a notícia que foram me dar? Minha filha Aninha, por que não aparecia mais no hospital para me visitar?

As lágrimas brotavam abundantemente nos meus olhos, não devia ser assim...tão acostumados com o sofrimento devido aos anos de trabalho voluntário na ajuda desvalidos...comecei a lembrar palavras que foram ditas...concluí que havia acontecido com Aninha algo terrível, agora ela era apenas uma pequena estrela no céu e ao mesmo tempo uma chaga aberta para sempre no meu peito, para o resto do resto de minha vida, pois minha vida agora só seria um resto, que talvez nem merecesse ser vivido...chorei a noite inteira...nunca fora de chorar, nunca chorava, mas era impossível evitar...comecei a recordar o passado e parei exatamente quando Aninha havia entrado em minha vida...antes de nascer...ainda quando era nada mais que uma promessa de vida no corpo de uma mulher, quinze anos atrás...em um ponto de ônibus em Copacabana...

- Tu podes me ajudar? Estou com fome, estou grávida, meu namorado me abandonou, minha família não quer me ver, cheguei de Curitiba ontem e não como nada a dois dias, preciso que alguém me ajude...

Olhei a mulher nos olhos atentamente, estimei não mais que 30 anos para sua idade, observei todo seu corpo, era bonita, estava maltratada, entretanto vestia roupas de qualidade...seus olhos mostravam que estava em situação de carência e mêdo, o corpo, uma gravidez de no mínimo dois meses, senti muita pena dela, eu nunca abandonaria uma mulher à própria sorte, mesmo sendo desconhecida, e assim me senti envolvido e pronto para ajudar...

- Qual é o seu nome, moça?

- Sonia, mas tu podes me chamar como tu quizeres, se puder me ajudar te agradeço muito...Tu és casado, posso ajudar no serviço da tua casa?

Aquela pergunta me fez lembrar que já fora dezenas de vezes, não no papel, mas a muito tempo este conceito de ser ou estar havia perdido o significado em minha vida, deixava o amor fluir da forma que viesse, amava as mulheres incondicionalmente, deixando-as livres para entrar e sair de minha vida como bem entendessem, aprendi a recomeçar sempre que fosse possível, sem olhar para trás e sem me importar com nada, estivera diversas vezes no topo e na base, e sabia que após tempestades a terra se torna fértil e pronta para a fecundação, e que o importante eram os dias de sol que viriam, trazendo lampejos de felicidade...pequenos momentos que tinham que ser aproveitados antes que se acabassem...não fechava nunca qualquer porta que pudesse permanecer aberta em minha vida, essa era minha filosofia de vida, era como eu me sentia...

- No momento estou morando sozinho, se você quizer, eu te levo para minha casa, lá você pode se alimentar, tomar um banho, trocar de roupa e ficar quanto tempo quizer...até ter um lugar melhor para ir...quando quizer ir...

E assim, desde o primeiro dia morando em minha casa, Sonia se posicionava como minha mulher, sem reservas, na cama inclusive, sem nada perguntar, sem nada pedir, com seu olhar meio ausente e distante, por vezes inquieto.

Comecei a perceber que Sonia seria um pássaro passageiro em minha vida e não demoraria a se lançar em novo vôo, e isto me incomodava, havia me apaixonado mais uma vez e agora amava Sonia e a pequena semente que crescia no seu útero, fecundada por outro homem, mas já adotada totalmente por mim. Passei a visitar minhas tias levando Sonia e a promessa de Aninha, cada vez maior em sua barriga, apresentando-a como minha nova companheira, na extrema tentativa de faze-la gostar daquela opção de vida, mas sentia que o olhar de Sonia estava cada dia mais longe.

Tinha percebido desde o início que Sonia, assim como meu falecido filho Lalo, apresentava sintomas típicos de viciados em drogas, a abstinência estava lhe pesando cada vez mais e chegaria a um ponto em que ela não suportaria ultrapassar...isso me aterrorizava e me fazia passar noites em claro procurando uma alternativa, abri o jogo com ela, mas ela negou tudo e inverteu a situação, dizendo que se eu queria um motivo para me livrar dela e de Aninha. Talvez Sonia nunca tenha sabido o quanto me feriam essas afirmações...o quanto era grande o meu amor por ela.

O tempo foi passando, dias, semanas, meses e finalmente Aninha nasceu, pequenininha, indefesa, totalmente dependente de tudo e de todos, sem saber em que mundo fora lançada e por quanto tempo...eu tentava esconder as lágrimas que brotavam de meus olhos quando observava a total indiferença de Sonia em relação a Aninha, e comecei quase por adivinhação do que viria, a ler tudo sobre crianças.

Quando Aninha completou duas semanas de vida, cheguei de uma entrevista para um novo emprego e não encontrei mais Sonia, ela havia partido, deixando apenas um pequeno bilhete junto ao berço. Sonia levou quase todo dinheiro de nossas reservas, Aninha passou nesse momento a ser responsabilidade e problema apenas meu. Eu me recusei a acreditar, andava pelas ruas olhando em todas as direções, procurando por Sonia, levando fotos, falando com drogados, mas nenhum sinal de Sonia, devia estar longe...talvez em Curitiba...talvez em qualquer lugar do mundo, bem longe dos meus olhos mas ainda dentro do meu coração, ocupando um espaço imenso e significando talvez a maior derrota de toda minha vida.

Sentia uma imensa agonia e abraçava Aninha toda vez que precisava sair para conseguir algum trabalho, agora eram apenas eu e ela, apenas nos dois para enfrentar o mundo e lutar pela vida. Como conseguiria trabalhar e ao mesmo tempo cuidar do bebe, teria que conseguir uma atividade que pudesse ser feita em casa, que não tomasse todo meu dia...tinha que conseguir voltar ao topo, com bastante dinheiro seria mais fácil resolver as coisas... nunca me importava com o dinheiro, mas agora ele era a coisa mais importante para que eu pudesse cumprir meu juramento, daria o máximo do resto de minha vida para que o futuro de Aninha fosse o melhor possívcel...eu sempre recomeçava...já não me assustava com isso... e assim fui vivendo aqueles dias de angústia e amargura, tendo como único prazer observar a vida e o tempo fazendo de Aninha uma menininha cada vez mais linda.

O tempo foi passando e meu trabalho em casa, com desenho, arte final e fotografia, conseguia manter Aninha na escola, ela estava cada dia mais linda, com seus dois aninhos completos, me chamava sempre de paizinho, o que me deixava orgulhoso, eu já aceitava que iria viver apenas para que aquela criança pudesse ser alguém neste mundo hostíl, e assim evitava agora me envolver com outras mulheres, vivia só para Aninha.

Quando Aninha completou quatro anos, escrevi para minha tia que morava em Porto Alegre, que não via já a uns vinte anos. Informei sobre minha vida e minhas preocupações em relação a minha filha, a incerteza das coisas e a necessidade de ter alguém que pudesse ajudar caso eu ficasse doente ou morresse. A resposta de minha tia veio rápida, “venha para Porto Alegre, só aqui poderemos te ajudar, precisamos de alguém de confiança para a fábrica de tecidos, minha filha Tânia separou do marido e já não consegue tocar tudo sozinha, ele participa do conselho de administração, mas não do dia a dia da fábrica, entre em contato, poderemos nos ajudar, sei que você é competente quando está motivado, te esperamos aqui ”.

O convite me deixou orgulhoso e me fez sonhar com a possibilidade de estar perto de Curitiba e conseguir encontrar Sonia, ainda moradora em meu coração apesar de tudo o que acontecera, e assim, em poucos dias eu e Aninha já estávamos reduzidos a apenas duas grandes malas, que continham tudo que tinhamos na vida, também cheias de esperanças e sonhos de melhores dias em nossas vidas.

Quando os momentos são felizes, passam muito rápido, e assim, Aninha já estava fazendo dez anos de vida. A ida para Porto Alegre fora muito boa para mim, Tânia estava muito abatida com a separação e se dedicou totalmente a mim e a filha, embora tivesse suas duas filhas adolescentes para cuidar. Aninha vez por outra me abraçava e lamentava por mais uma vez não poder ter a oportunidade de conhecer sua mãe. Eu procurava a todo custo esconder as lágrimas que teimavam em rolar de meus olhos cerrados enquanto a apertava fortemente contra o peito, dizendo que um dia isso seria possível, que ela voltaria e seríamos felizes. Estava muito bem posicionado na empresa, como diretor de produção, mantinha dois detetives mobilizados na busca por Sonia que parecia ter se transformado em pó. Não sei até hoje, se foi por me observar sofrendo e sem ninguém para compartilhar, ou se foi para causar ciúmes em Silvio, que a largara para viver com outra mulher, que Tânia começou uma aproximação maior, me fazendo seu acompanhante a festas e jantares e fatalmente acabamos nos gostando e começando um relacionamento amoroso escondido.

Era um sábado de manhã, acordei bem cedo pois havia combinado com Tânia um passeio nas regiões serranas, recebi um recado de Tia Albertina, me chamando no seu escritório, não imaginava o que poderia ser, lembro que eu estava muito orgulhoso com as novas máquinas que haviam dobrado a produção, embora a contragosto dela, que achava que as empresas tinham que operar sem dívidas, e que votara contra a compra do novo maquinário financiado. Tânia ficara pela primeira vez em posição contrária a dela e a de Silvio, durante a votação do conselho de administração. Silvio visitara tia Albertina na véspera e falara em reparar um erro e voltar a viver com Tânia. Até hoje não sei se eu estava certo ou não, mas nunca imaginei ouvir de minha própria tia o que ouví alí;

- Canalha, acabou para você, eu confiei em você e você me traiu, não adimito, não posso acreditar que você se envolveu com Tânia, ela é muito mais nova que você, isso é um desrespeito, quero que você volte para o Rio de Janeiro, não quero você mais aqui, já fiz as contas e este cheque é tudo que você tem direito, pegue sua filha e suma daqui, hoje mesmo...

Rasguei o cheque na frente de minha tia e fui buscar Aninha, preparamos as malas, apenas duas grandes malas, largando todo o resto para trás, novamente cheias de esperanças e sonhos de melhores dias em nossas vidas...

Hoje, um ano após sair do hospital, começo a procurar pelos parentes que me restam e pelos vizinhos, só agora consigo falar em Aninha sem que a voz me escape e um pranto enorme me sufoque, foi muito duro tentar recomeçar a vida e tentar entender como tudo se passou, eu e ela fomos vivendo nosso amor fraternal, que aumentava a cada dia, e nos bastávamos, o mundo não tinha mais sentido, até que a necessidade da cirurgia nos separou pela primeira vez na vida, aquela profunda tristeza e o medo da minha morte foi capaz de matar Aninha, de uma forma tão violenta que o coraçãozinho dela, de apenas quinze aninhos, não aguentou a solidão, se recusou a bater e parou para sempre. Eu e meu velho coração, ficamos em coma várias semanas, porém já tantas vezes vacinado pelas angústias da vida, aguentei firme até hoje, embora não consiga aceitar o que se passou e sinto, cada vez que olho as estrelas, que Aninha está lá, linda como sempre foi em sua curta vida, sempre ao alcance dos meus velhos e cansados olhos, minha amada estrelinha...Minha filha Aninha!

Sigo a jornada da vida, cumprindo minha missão, voltei ao trabalho voluntário com os desvalidos, tentando dar um pouco de utilidade a este resto de vida, sei que é questão de pouco tempo, breve estarei com ela para sempre...junto as estrelas...

Foto de salandriska

o meu coração

No meu corpo está a alma
No meu coração está o amor
Eis o coração que te ama
Eis o coração que por ti sente a dor

Por não te conquistar
Fica preso na solidão
Por não te resgatar
Ai que sofre o meu coração....

Ele por ti sofre
Ele por ti luta
Mas ao fim desta estrofe
Sente uma enorme derrota!

Foto de Anny-anjel

Pensamentos

Quantas vezes nós pensamos em desistir,
deixar de lado, o ideal e os sonhos;
Quantas vezes batemos em retirada,
com o coração amargurado pela injustiça;
Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade,
sem ter com quem dividir;
Quantas vezes sentimos solidão,
mesmo cercado de pessoas;

Quantas vezes falamos, sem sermos notados;
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;
Quantas vezes voltamos para casa com
a sensação de derrota;

Quanta vezes aquela lágrima, teima em cair,
justamente na hora em que precisamos
parecer fortes;

Quantas vezes pedimos a Deus
um pouco de força,
um pouco de luz;

E a resposta vem, seja lá como for,
um sorriso, um olhar cúmplice,
Um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor;

E a gente insiste;
Insisti em prosseguir, em acreditar,
em transformar, em dividir,
em estar, em ser;

E Deus insiste em nos abençoar,
em nos mostrar o caminho

Foto de Miqueias Costa

A vida, o viver e o seu querer

A vida, o viver e o seu querer

Muitas vezes em nossa vida uma simples palavra nos perturba. Perturba de forma, a qual não nos deixa entender muitas coisas, e essas se tornam em saudades ou dúvidas.
A saudade é sempre boa, acolhedora e de uma importância nítida, onde nos traz força e perseverança para continuar a viver.
A dúvida é conseqüência de atos e passagens aonde à resposta sempre vem à tona, mas nunca é revelada da forma que desejamos. As revelações de atos e passagens que procuramos, algumas com certeza transformariam a vida tanto para melhor quanto para pior. Então para quê ter as respostas fora do seu tempo ideal?
Não podemos buscar algumas respostas e sim antes de buscar devemos entendê-las de uma forma natural, onde não haja importância nem preocupações, ou seja, intenções significativas para tal resposta.
A vida num viver infinito busca e nos leva sempre a lugares novos sem que percebamos. Nos concede conhecer pessoas novas e nessas pessoas cada uma com sua história a contar, a nos fazer ouvir... Enfim a conhecer.
Conhecer não é reconhecer. Avisar o que já foi avisado é um atraso e não devemos nos atrasar. A vida marca um tempo desconhecido. O esperar muitas vezes dói e em outros sufoca, então não podemos viver pensando em quanto tempo levará para cada coisa. Devemos sim pensar em realizar e depois analisar o tempo que foi gasto. O tempo gasto se transforma em vida, depois em saudade e logo virá a dúvida.
Viver é como seguir o mar buscando entre as águas repostas para os nossos problemas. É como olhar para o céu tentando enxergar o que seria de fundamental para voltar a sorrir e ter nos olhos o brilho de uma estrela.
Viver se transforma em tudo. Muitas vezes a própria vida passa a ser ruim, mas devemos lembrar que o ausente se torna naquilo que buscamos, mesmo sem entendê-lo, simplesmente interpretando-o. Talvez não tenha interpretação, uma realidade que pode ser dividida, entre o amor e o ódio.
Com os nossos pensamentos envolvidos com os sentimentos, inevitavelmente haverá reminiscências, as quais por sua vez, uma de cada vez, trará alegrias e tristezas. Receberemos forças e com a mesma intensidade virão as fraquezas. É preciso ser forte e sábio para controlar o passado, seja ela qual for.
A vida é feita de momentos, em cada momento um sonho, um sentimento, um amor... Não podemos afirmar que todo sentimento é ou será sempre ruim. Que um sonho jamais se realizará. Ou quem sabe que o surgimento de um grande amor não virá ocorrer.
Infelizmente os momentos passam e por muitas vezes não voltam. Devemos aproveitar cada um deles e tê-los como uma oportunidade única.
A vida passa sem vivermos. Então por que não viver? Por que se abater por muito tempo com uma derrota, ao invés de aprendermos com ela? Por que ser frágil ao perder um amor, o qual se pensou que seria eterno?
Sabe o porquê? Por sermos seres humanos. Muitos de nós não aceitamos a derrota como lição e sempre temos a certeza: “Isso nunca vai acontecer comigo!” Bobagem! Estamos expostos a viver qualquer situação.
A vida se tornará mais fácil quando entendermos que viver é somar derrotas, vitórias, conquistas, perdas, sonhos, amores, amigos...
A vida é alimentada pelos sonhos, e a maioria deseja ser feliz, mas muitos não sabem o que precisam para ter essa felicidade. Então busque a felicidade sabendo o que lhe fará feliz. Busque viver sem temer suas decisões. Siga firme com sua atitude, não demonstre a todos ser tão frágil. Amplie o que for fundamental aos seus objetivos e não se envergonhe de chorar.
Tenha fé no amor. Acredite que ser amado não é simplesmente um sonho, e sim uma realidade a qual pode ser encontrada e vivida com maturidade, inteligência, perseverança, coragem, e o principal: com a sabedoria de sentir o que é ter alguém que realmente o ame verdadeiramente.
A vida é um manifesto evidente, uma dádiva, e muitos ainda conseguem não serem gratos por ter tido claramente o fado em recebê-la.
Certamente, por possuímos estruturas complexas, por termos a capacidade de renovar, por imaginarmos que somos o que somos, porque pensamos em tudo poder mudar. Com essa idéia metábole, viveremos impacientes, desejando sempre o melhor, sem perceber que às vezes o melhor seria ficar com a simplicidade do que conquistar a magnitude.
A vida é excessivamente misteriosa, e a cada momento vivido ela nos deixa uma recordação. Essa recordação, simplória ou notável, deverá ser adquirida e transformada em aprendizado. Esse aprendizado, conseqüentemente, se transformará em crescimento, onde receberemos o conhecimento, no qual deveremos amar a nós mesmo para quem sabe sermos capazes de amar o próximo.
A vida é como deve ser: única e totalmente incomparável a tudo pré-existente. Compaixão talvez salvará aqueles que pensam que decifraram-na... Infelizmente terão a prévia certeza que ela irá esvaecer. O seu fim é indeterminado, dependerá da construção de cada passo. Esses passos poderão ser controlados... Jamais evitados, serão igualmente ao passado, o qual não volta, mas deixa-se ser lembrado.
Aconteça o que tiver de acontecer em nossas vidas, o mundo jamais parará. Então viva enquanto o ar deste mundo respirar. Faça, não espere. Deseje, corra atrás. Viva, cada momento, e não estranhe se num deles chorar.
Viver é conseguir enfrentar tudo que a vida nos propõe, temer o que ela nos propõe é desistir de viver.
A vida na verdade é uma enorme beatitude, porque para seu criador, mesmo que exista a dor ela nunca, nunca acabará.

Miqueias Costa

Foto de Graciele Gessner

Enfrente os Seus Medos. (Graciele_Gessner)

Quantas vezes deixamos de ser felizes por medo de tentar? Muitas vezes, eu penso. O medo de arriscar nos faz refém da própria mentalidade negativa que criamos. Eu mesma me arrependo daquilo que deixei de viver por medo de ter enfrentado. Seja o que for, precisamos arriscar para não ficar com a sensação de perda ou derrota.

Podemos até pedir conselhos, mas jamais devemos nos intimidar com as opiniões dos outros, jamais devemos deixar de ouvir o nosso coração.

Enfrentando você aprende com os erros. Caso contrário, você jamais terá saído dos bastidores da vida por medo de ter arriscado. Enfrente os obstáculos! Os obstáculos se tornam pequenos e você o ator principal no palco da vida.

15.04.2008

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Rose Felliciano

SANGRANDO

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"Sangro minha voz

Num ato mudo,

desnudo de mim

Palavras mancham o papel

Cruel imagem que vive

Edite ... edite toda essa cena

Contemple apenas...

Sofrimento? Não mesmo!

É a dor do momento... a luta...

Vitoriosa derrota!

A aposta no novo...

E de novo, em contrações de parto,

Renasço...

Eis a Vida!" (Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do Poema* - Direitos autorais registrados

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