Divino

Foto de Carmen Vervloet

No Dorso do Tempo

Como apagar o brilho que emana da minh’alma
se é luz que vem de Deus, me abranda, me acalma?!

Sou uma partícula do divino e com ele tenho compromisso,
faço menos do que posso, mas aos seus ensinamentos,
até posso, (tenho livre arbítrio) mas não quero ser omisso.

Mas a vida nem sempre é generosa e me desvia do caminho,
oferece-me vitrines vistosas e me põe em desalinho.

Busco então reservas guardadas no gene e no coração
e a luz que vem da alma me aponta a direção.

Recomeço a caminhada fortalecida por meus erros,
caminho no passo que posso, sem afobação, nem exageros.

A idade tem sido minha maior aliada,
sobre o dorso do velho tempo faço minha melhor cavalgada.

Peregrino do universo, numa caminhada sem fim,
vou adubando as sementes que caem no meu jardim.

Foto de raziasantos

A ROSA AMARELA.

Traspondo as brancas nuvens do céu azul.
Contemplo o esplendor do firmamento.
As estrelas formam um tapete de luz e esplendor.
Iluminando o mais profundo abismo.
A lua imponente com teu brilho prateado.
Refletem sob o lago azul, em meio ao jardim florido.
Na sala onde estou aprecio ao lado do meu amado,
O mais belo espetáculo de imensurável beleza.

Nossa casa na colina onde vivemos a mais bela historia de amor:
Amor este tão forte, e mágico que nem um conto de fadas foi possível.
Descrevê-lo.
Tomada pela magia do amor e esplendor da natureza
Que nos convida.
Em um pulso tomo as mãos de Jorge e sem nem uma palavra,
Corremos para o jardim as gramas molhadas pela relva da noite.
O fresco, e o perfume das flores nos embriagam de amor.

Estonteados corremos como corças, nos abraçamos.
Jorge toma-me em teus fortes braços:
Suas mãos aveludadas acariciam-me.
Neste delírio nossos olhares se cruzam.
Eu me pergunto…
Que amor é este!
Que me faz flutuar, que nos leva as nuvens…

Juntos contemplaram as constelações, o brilho da lua,
Que parece brilhar somente para nós.
Foram dez anos de amor intenso…
Dez anos, Jorge me presenteia todas as manhãs com uma rosa amarela.
No rio de d/águas vivas nos banharam por esta, fonte inesgotável de amor.

A lua e as estrelas se despedem dando lugar ao rei sol.
Que num espetáculo divino começa a surgir à força de sua luz.
Jorge me toma por inteira, sussurra em meus ouvidos suas juras de amor.
E em meio a lagrimas de emoção por tanto amor eu adormeço.

Desperto com a voz da governa ta que traz em suas mãos uma manta.
Carinhosamente me cobre, ajudando-me a levantar-me seus olhar de piedade.
E com voz suave diz "senhora venham para casa sua cama nem foi desfeita"
Ele se foi senhora já se passou dez anos.
Ao me levanta encontro uma rosa amarela ao meu lado.
Tão viva e linda como fora nossa noite de amor.

Foto de Paulo Master

Aurora

Em sápido gozo, o júbilo transe matutino reluta em esvair-se, dominante desde minha alma. A bruma evanescente acaricia suavemente meu corpo, penetrando em meus poros com prazerosa sensação de alívio emocional. Em utopia, o volátil por do sol cria obra fantasiosa sob o tom matiz vermelho e laranja em lirismo erótico e inebriante incitando maliciosa conjunção paradoxal. Ah! Aurora, hemisfério meu, se me toma assim com gana é porque sou teu. Sou matéria, tu és deidade matinal, tu te renovas, és imortal, no entanto, sou de carne, sou mísero carnal. O voyeurismo estreita a ilusão do contato, a visão do subconsciente te faz insinuante e tão bela, o anseio ao toque concebe-me teu corpo em deliciosa concupiscência. O majestoso fenômeno matinal eleva-me às nuvens todos os dias em arrebatamento divino, clichê dos deuses em déjà vu. Dádiva oferecida pela própria natureza concebendo-nos ainda ao limiar do dia a magia da felicidade. Anunciando tua chegada. Aurora, a deusa romana do amanhecer.

Foto de Marilene Anacleto

Ilumina-me!

Vive o homem em um abismo,
Em consumismo e estresse.
Mudanças, inseguranças,
Variadas perdas. Tragédias.

Chega, então, o Natal!
Grinaldas de preces, em igrejas,
Novenas para nossas almas,
Corações de velas acesas.

Corais nos trazem os anjos.
Com eles, nosso Eu Divino
E a emoção de renascer
Em luzes com o Deus Menino.

Ressuscitam em nós o Cristo,
As harpas e os violinos.
Encontro tempo para amar
Entre flautas e pianinhos.

Meu presente, amados, quer dizer:
Te aceito, te amo, te reconheço
Como um lindo Filho de Deus
Desde o início dos tempos.

Mundo de incertezas e esperanças.
Feito aves que perderam o ninho,
Rogam os homens, feito crianças,
Àquele pequeno Menino :
- Preciso seguir novo caminho.
Toma meu coração! Ilumina-me!

Foto de Elias Akhenaton

Soneto de Natal

Que no natal, a melodia do amor
Seja cantada nos quatro cantos
Do mundo, com notas de louvor,
Regidas com ternura e encanto.

Que o eco desta sublime canção
E mais a luz de Jesus menino,
Deitado em seu berço divino,
Tragam momentos de reflexão.

Reflexão de um acontecimento
Singular que marcou com magia
A chegada do seu nascimento.

Levando o homem a acreditar
Na paz, na esperança e alegria,
Contagiando-o com o ato de amar.

-**-Elias Akhenaton-**-
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/
Embaixador da Paz pelo "Circle Universel
Des Ambassadeurs de La Paix"
Suisse/France nº 1019

Poema ganhador do Concurso de Poesia sobre o tema "Natal",
realizado pela Comunidade Poesia com Amor na rede social Orkut,
escolhido por votação pelo público.

Link;
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=56819832

A todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de Paz,
Conquistas e Grandes Realizações.

O meu carinho especial aos meus amigos poetas, leitores,
admiradores e administradores do "Poemas de Amor".

O meu muito obrigado!

Luz & Paz!!!

Foto de JORMAR

Hoje ...

Faz hoje dois anos
Que separados por uma janela digital
Estando frente a frente
Nos conhecemos num clique
Nossos dedos percorreram o teclado
Pronunciando palavras em silêncio
E fomos nos revelando um ao outro
Tentando, quem sabe, mostrar os nossos valores
Talvez dizendo o que nos animava e nos aproximava
Nesse universo inanimado, porém não estático
Depois, passados dias, vejo-te e sou visto por ti, mas nunca nos tocamos
Tu estavas aí e eu aqui
E fizemos companhia um ao outro
Noites inteiras trocamos palavras, ideias, elogios, atracções e gostos
Depois trocamos carinhos, fantasias e prazer
E decidimos num clique
Que queríamos conhecer-nos
Depois de nos conhecermos
Trocámos beijos, beijos intensos,
Como aqueles que as imagens recordam,
Beijos desejado,
Beijos que nos completou aos dois,
Os beijos da forma adequada,
Os beijos com o sabor do desejo na flor da nossa pele,
Os beijos da nossa vontade,
Os beijos que fazem o nosso pensamento,
Os beijos que fizeram as nossas bocas e o nosso corpo querer um novo beijo outra vez.
O melhor beijo foi o beijo sem tempo, que hoje ainda perdura,
O tempo não conta, enquanto se beija o tempo para,
E nesta inércia do tempo só sinto a louca vontade de mais um beijo.
Sinto a tua língua que de encontro com a minha,
Faz um passeio suave e excitante, humedecendo a minha libido.
Posso sentir a língua que viaja na minha boca.
Sinto a língua que acarinha os meus lábios.
A língua, que me percorre, que me navega e que me lambe...
O melhor beijo é o beijo em que a língua faz o beijo.
E o beijo faz o sexo
E o sexo a paixão
E a paixão o amor
E o amor para sempre
E para sempre nesse amor a amizade perene
Hoje festejo esse divino amor, recordando os beijos……

Foto de wenderson amaral

Quem sou eu?!

Um homem em construção, vítima de um novo teorema, um objeto fraco e extraordinariamente incompativel com as novas linhas escritas pelos dedos do tempo, no livro da vida apenas mais uma exclamação entre parenteses. Infindavel oração que se constitui pelos esquadros clínicos do arquiteto divino e não tão obstante, uma lembrança efemera de paixões corriqueiras e incendiantes. Uma poesia concreta lamentando por lágrimas risonhas que se proliferam nas casas alheias. Um grito de lamentação em salmos romanticos e mundos epicentrais. Uma interrogação onisciente e virginalmente competente. Um sobro de alivio de ectoplasma penalmente indiciado e não culpado. Uma dor nos inimigos da HP por desilusão precoce de infelicidade constante e programada. Eu não sei quem sou, estou me descobrindo, estou me escrevendo, estou reconstruindo os pilares em Roma destruido e em mascaras escondido. Sou apenas mais um louco sem ideia concreta, mas apaixonadamente abatido e contemplado para um tempo onde as dores da alma geram poesias abstratas e paradoxalmente felizes!

Disponível em: http://poemaescuro.blogspot.com

Foto de carlosmustang

REFLEXO..

E sentindo tão pequenino
Numa folha, sem querer afogar
Em sufoco nos lençóis imaginar
Que mundo receptivo, divino

Danço e procuro o deliro
A devagar o prazer aflorar
O gosto amargo, de recompensar
Vindo sempre nobre suspiro

Se é que tem obstáculos(amarras)
Cegam meu plural de ser
Descalço consigo ir, sem adulações

Fazendo o meu amor me curtir
Sentir o sonho real, me entregar
Um tesouro de alma gémea sentir.

Foto de Marilene Anacleto

Cataratas do Iguaçu

Contemplo a natureza ao caminhar pelas passarelas.
Meu pulmão fica tão limpo com tantas árvores no entorno,
Que me sinto parte delas.

Avanço para mais perto onde caem mais fortes, as águas.
Um banho de água fria, emoções entrelaçadas.

Uma respiração profunda. O choque da água na pele
Liberta variadas tensões, vão-se inúmeras mazelas.

Coloco asas nos pés, por trás das quedas eu voo.
Procuro as andorinhas e seus ninhos de amor.

Deslizo no arco-íris, procuro meu pote de ouro,
E o encontro no final: meu amado, meu tesouro.

O céu azul deste dia traz-me o sol nesta água.
Borbulham os diamantes, belezas que não se paga.

É um partilhar divino: águas, matas, energia.
Em cada olhar a paixão que externa nossa magia.

Sensibilidade à flor da pele, face emoldurada de paixão,
Lugar propício para encontrar um amor para o nosso coração.

De onde vem esta água? Do seio de um Ser Maior,
Inunda-nos de ouro e prata, arco-íris, vasta mata,
São versos do Seu amor.

Não deixe de visitar, e votar nas cataratas.
Acesse: votecataratas.com
É um voto para Deus e Seu amor em cantata.

Foto de carlosmustang

ESCOLHA MARCADA

Olho do buraco, o que sinto
Ouço gritos espasmos, estéricos
Dois pedidos para viver, tétricos
Um tentar ser, nesse labirinto

Sem nunca imaginar, donde outros
Que afogam e assustam, num dia
Amanhã te conheço, foi-se ousadia
E o horror de outrora, exposto

Andando a esmo, fundamentando...
Vivendo esse sonho, irregular
Ofghlu...ofgythul...

Lindo seu ventre, divino
Bebendo água, na sua estrada
Se acostumar contigo ao encontra-la!

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