Dois

Foto de pttuii

O Homem Elefante apaixonou-se.....

- A calma de um poeta no momento em que se corta e transpira, dá estrofes pirómanas.
Será assim com todas as coisas do mundo que, criadas a partir de um reflexo condicionado, servem para acordar as pessoas e deixá-las menos stressantes que no segundo anterior.
- Gosto do que crias, porque é menos entediante que o que prometes criar.
E dois passos fluorescentes em cima do caminho que nunca se pensou trilhar ao passo que o mundo se decompõe? Ajudam?
- Talvez. Hoje escrever é precisamente o oposto de pensar. Primeiro inspiras toda a porcaria recalcitrante de que não precisas, e só depois traças caminhos com os grãozinhos de pó que sobram na tua apófise.
Acabaram as regurgitações de quem vai morrer santo. Agora é mesmo acabar com o que resta de vida idiota no topo do que pretendes alcançar.
- Já abracei o devir. Agora só suspiro, e não será por ti.....

Foto de DeusaII

Almas gémeas

Num outro tempo, num outro passado,
Fomos um só.
Nossos sonhos foram unos,
Nossos desejos inseparáveis.
Juntos éramos inquebráveis
E vivíamos num mesmo corpo.
Numa outra reencarnação,
Fomos almas gémeas
Que se perderam na correnteza da vida.
E seguiram caminhos diferentes.
Mas o destino chegou,
E uniu-nos de novo,
E no meio de um turbilhão de sonhos e pesadelos
Vivemos aos tombos,
Até que nossos pobres corações agonizados
Pelo decorrer dos dias,
Não encontraram mais paz um no outro e afastaram-se.
Nossos corpos, meros meios de transporte de nossas almas,
Perderam a magia e toda a razão de quererem permanecer unidos.
A força invisível que nos mantinha
Foi quebrada, e eles tornaram-se dois.
Nosso olhar perdeu também o brilho,
E começou a seguir direcções diferentes,
Até mais nada restar...
Apenas ficou um pó,
Escuro e opaco,
Que agora arde os meus olhos
E os faz chorar.
Neste tempo, nesta vida,
Não somos um só..
Mas ainda temos outras vidas para viver,
E talvez em alguma delas,
Nossas almas voltaram ao seu destino,
Percorreram o mesmo caminho,
E baterão de novo num mesmo corpo.

Foto de Sonia Delsin

TU E EU

TU E EU

Um dia te conheci.
Um dia alguém muito especial me conheceu.
Tu e eu.
Ah, que engraçado somos!
Dois palhacinhos a rir. A rir.
Quando juntos esquecemos o existir.
Esquecemos que sempre tenho que partir.
E tu ficas.
Te convido.
Vem.
Dizes.
Não posso ir, meu bem.
Um dia poderá nosso encanto acabar?
Tudo está destinado sempre a findar?
Tu e eu.
Eu e tu.
Penso que temos momentos que o mundo nos cede.
O amor é algo assim que ninguém mede.

Foto de Osmar Fernandes

Promessa é dívida (Sexta-feira treze no cemitério...)

Promessa é dívida
(Sexta-feira treze no cemitério...)

Era meia-noite, sexta-feira treze. A noite estava escura e sem estrelas. O portão do cemitério estava lacrado. E Wilson e Eliezer, com as velas nas mãos, pensavam que pecados haviam cometido para estarem ali, naquele lugar.
Medroso, desconfiado e já arrependido, Eliezer, gaguejando, disse ao amigo:
— Sinto-me pesando uma tonelada e meia. Esse negócio de pagar promessa é bobagem. Já passamos de ano mesmo! Vamos embora, cara?!
— Não! Nós fizemos uma promessa e vamos pagá-la, custe o custar! Prometemos acender três velas no cruzeiro da igrejinha do cemitério e vamos cumprir o nosso juramento à Nossa Senhora. Lembre-se de que estávamos praticamente reprovados.
— Ah, mano, pelo amor de Deus! Vamos para casa! Estou com muito medo de entrar lá dentro. Alguma coisa me diz que isso não vai dar certo. Nossa Senhora vai entender, afinal como vamos entrar se o portão está lacrado com cadeado?
— Vamos pular o muro!!
— Pular o muro?! Você endoideceu, está maluco!
— Maluco! Maluco eu vou ficar se você começar a me irritar com esse papo. Pegue aquele pau ali e coloque-o, em pé, encostado no muro.
Ao encostar o toco junto ao muro do cemitério, as luzes todas se apagaram. Eliezer deu um grito... e pulou, abraçando o amigo:
— Não falei? Não falei? Vamos sumir daqui!
Wilson, corajoso, do signo de Leão, teimoso feito uma mula, respondeu-lhe:
— Se você repetir essa conversa mais uma vez vou amarrá-lo aqui neste portão e vou deixá-lo aí sozinho a noite inteira.
— Se você fizer isso comigo pode encomendar meu caixão, porque só de pensar nisso já começo a morrer agora.
Depois de tanta lengalenga saltaram o muro... Do local onde estavam até o cruzeiro tinha mais ou menos trezentos metros.
Eliezer quis segurar na mão do amigo, mas Wilson não o deixou. Começaram então a andar a passos lentos. Os dois, uniformizados, vestidos de camisa branca e calça azul, pareciam fantasmas... A cada tumba que passavam, Eliezer tremia e enrijecia todo o corpo, batia o queixo, dando a impressão de estar com a febre malária.
Dentro da igrejinha do cemitério um velhinho cochilava tranqüilamente. Jamais concordara com os filhos em morar num asilo. Por esse motivo, e sem ter onde morar, abrigava-se ali.
De repente, Eliezer tropeçou num túmulo e gritou:
— Valha-me Deus!!!
Wilson, imediatamente, tapou-lhe a boca e disse:
— Cala-te, infeliz, aqui é um lugar sagrado!
— Então não me solta, não me solta! Deixa eu segurar na sua mão?
E continuaram em busca do lugar sacrossanto.
O velhinho, seu Mané, como era conhecido, levou um susto com o grito. Nunca ouvira nada igual antes. Ficou agonizado e começou a tremer de medo e a pensar: “Meu Deus, o que foi isso?!”. Levantou-se do chão, olhou pela fresta da janela, e viu um vulto vindo em sua direção.
Eliezer teve uma idéia fascinante e falou baixinho no ouvido do amigo:
— Mano, nós somos dois idiotas, mesmo!
— Por quê?
— Vamos acender as velas, rapaz!
Alegre com a idéia, pegou o fósforo... Mas Wilson, mesmo tenso, lembrou-se de que a promessa era acender as velas no cruzeiro, não no trajeto do cemitério, e retrucou:
— Não faça isso! Se acendê-las agora quebrará a promessa. Não acenda as velas de jeito nenhum. Se fizer isso vou amarrá-lo aqui neste túmulo.
Seu Mané pegou seu rosário e começou a rezar... Apavorado, pegou um lençol branco e se enrolou, tentando se proteger. Mas, de olho arregalado pela fresta, imaginou:
“Meu Deus! Hoje é sexta-feira treze. Dia das bruxas! Dia de fazer despacho, macumba... Estão vindo me pegar”.
Os dois amigos estavam a dez metros da igrejinha. Seu Mané, vendo a aproximação fantasmagórica em sua direção, sentiu o seu coração disparar e soltou um Pum... O desgraçado soltou barro por todo lado, tinha mesmo defecado; mas o medo do fantasma foi tão grande que nem sentiu o mau cheiro, nem se deu conta de sua obra-prima. Não pensou duas vezes, abriu a porta da capelinha e saiu em disparada...
Os dois amigos, vendo esse fantasma desabar na frente deles, gritaram:
— Meu Deus!!!
Eliezer desmaiou ali mesmo. Wilson se escondeu próximo a uma tumba. Seu Mané, coitado, caiu desfalecido sobre uma sepultura. Wilson começou a rezar:
— Minha Nossa Senhora, tende piedade de mim e do meu amigo. A senhora sabe o que viemos fazer aqui. Imploro-lhe, por todos os santos que não deixe meu maninho morrer, é muito medroso.
E em seguida começou a rezar o terço...
Nossa Senhora, ouvindo suas preces, fê-lo dormir.
No dia seguinte, o sol já acordado... Como de costume, o coveiro veio zelar o cemitério. Ao se deparar com um corpo estendido ao chão, levou um susto: “O que é isto, meu Deus?! Mesmo acostumado a lidar com defuntos, suas pernas tremeram, mas, como era corajoso, tocou no corpo, que se mexeu e resmungou estranhamente... O coveiro exclamou:
— Credo em Cruz, minha Nossa Senhora!
O corpo perguntou-lhe:
— Aqui é o céu? O senhor é São Pedro?
— Que São Pedro! O senhor está doido? Quem diabos é você, afinal?
— Virgem Maria! Acho que vim para o inferno. E o senhor, então, só pode ser o Capeta, o Cão!
— Não! Aqui não é o inferno, nem sou o Diabo! Aqui é o cemitério da cidade, você não está vendo, seu idiota?
Somente aí se deu conta de que estava realmente na terra e insistiu:
— Então, quem é o senhor?
— Sou o coveiro.
— Então eu morri mesmo! E o senhor vai me sepultar. Valha-me meu Padim Ciço!
— Não, seu imbecil! Você não está morto! Morto não fala, não respira. Quem é você, rapaz? Como é seu nome?
Eliezer respirou fundo, já se acalmando, respondeu:
— Eu sou Eliezer! Sou estudante! O senhor viu meu amigo?
— Que amigo?
— O senhor não conhece o Wilson, o fotógrafo?
— Todo mundo o conhece, e eu também.
— Então! Ele veio comigo. E quero saber dele!
Eliezer, já de pé, viu um corpo estendido mais adiante e, de supetão, gritou:
— Olha, olha lá, seu coveiro! Eu não lhe falei que ele veio comigo?
Correram até o corpo e, ao chegarem bem próximos, Eliezer, assustado e confuso, não entendeu nada e falou para o coveiro:
— Esta coisa gorda e “cagada” não é o Wilson.
O coveiro ficou de cabelos em pé. Desenrolou o lençol e viu que era um senhor idoso. Acordou-o e indagou:
— O que o senhor está fazendo aqui, todo podre desse jeito?
Ainda meio perturbado, este lhe respondeu:
— Sei lá, moço! Eu estava aqui, dormindo no meu cantinho, quando vi uma assombração querendo me pegar. Saí correndo e caí.. É tudo que me lembro.
O velhinho tomou banho numa torneira ao lado da capelinha... O coveiro, ainda nervoso, continuou interrogando-o:
— Em que cantinho você estava dormindo?
— Na capelinha.
— Ah! Então você é o fantasma do cemitério? Seu safado! Seu velho caduco!!!
— Não, senhor! Pode parar com isso! Respeite-me. Apenas não tenho para onde ir. Ninguém me aceita, nem mesmo meus filhos, que trabalhei tanto para criá-los. Agora não venha o senhor me dizer essas asneiras, não! Nunca assustei ninguém, nem tive essa intenção.
Eliezer procurava o seu amigo, e de repente gritou:
— Seu coveiro! Hei! Hei! Aqui está o Wilson, o meu amigo. Eu não lhe disse que ele tinha vindo comigo?! Venha ver, corre! Corre!
E de fato lá estava ele, ainda dormindo, estendido ao chão. Os dois chegaram bem próximos dele e o seu Mané gritou:
— Sangue de Cristo tem poder!!!
Wilson acordou agoniado e, assustado, falou:
— Eliezer, cadê as velas?
— Estão aqui.
— Vamos pagar logo nossa promessa!
Seu Mané e o coveiro fizeram as pazes e seguiram com os dois amigos até o cruzeiro. Acenderam as velas e fizeram orações agradecendo à Nossa Senhora por terem passado de ano. Depois, foram até a casa do coveiro, tomaram o café da manhã e contaram-lhe toda a história...
Seu Mané prometeu para o coveiro que iria procurar o asilo dos velhos naquele dia mesmo.
O coveiro conta esta história para todo mundo até hoje.
Os dois amigos ficaram felizes, e nunca mais brincaram com o estudo. Passaram a ser os alunos mais estudiosos do colégio. E para todo mundo Wilson alertava:
— Promessa é coisa séria. Só prometa uma que possa cumprir, por que promessa é dívida.

(Respeite o direito autoral...)

Foto de Armando Tomaz

THIAGO TOMAZ, MEU FILHO AMADO ... TE AMO ...

NASCEU THIAGO TOMAZ;
UM ANJO QUE DEUS MANDOU LA DO CEU;
ALEGRIA DO ARMANDO TOMAZ, O PAI;
E ADORAÇÃO DA MARIA REGINA, A MÃE;

SÓ ALEGRIA DESCEU DO CÉU;
COMO DESCEU O THIAGO TOMAZ;
O NARIZ PODE SER DA MÃE;
MAS O ROSTINHO É DO PAI;

VEJO MUITA ALEGRIA NO ROSTO;
DA MAMÃE DO THIAGO TOMAZ;
ESPERAVA UM FILHO MUITO LINDO;
MAS O THIAGO JÁ É DEMAIS;

FELICIDADE É O QUE DESEJAMOS;
PARA NOS DOIS FRESQUINHOS PAPAIS;
E QUE DEUS TRAGA ALEGRIA NA VIDA;
PARA O NOSSO FILHO THIAGO TOMAZ

MAS NÃO PODEMOS NOS ESQUECER;
QUE ESSE ANJO FOI DEUS QUE FEZ GERAR;
COM A BELEZA DA MAMÃE;
E O JEITÃO DO PAPAI;

MAS ISSO ... SÓ DEUS É CAPAZ...

A M É M .....

Foto de pttuii

Sala de pânico

havia calor. Suores exasperados, frutos do pecado, e resolutas paragens cardíacas. Colhões aos montes, de homens esparramados, derreados, e solucionados em banho-maria de tesão. Ai gajas boas. Sovadas gajas boas, que se arrastam nas paredes meladas de seiva dos desesperados que as cobrem, e lhes chamam amor do meu sentir. Fruto do meu tesão. Fim dos meus dias em afinada melodia de querer mais que o querer alguma vez dará em entardecer romântico e melodioso.
Sois vitrais. Limpezas da égide humana de querer ser ainda mais suja, do que quando se arrasta no lúpen dos desejos escancarados e espapassados. Homenageiam-se poetas que morreram aflitos. Desesperados. Pedem-se contas à dívida de sorrisos que só estar aqui consubstancia, para não dever dois réis à morte que escancara a esquina onde vamos esparramar frustrações e por fim sorrir.
Deleitemo-nos com poetas, porque poesia somos nós de rastos e por terra com o sono que não nos deixam medir e gozar.
havia calor. Desfizemo-nos desta sala, congelando-a até ao próximo devir da criação.

Foto de Rosinéri

AMIGO?

Aqui estou
Você também
Ainda que seja só imaginação
Desta vez
Quero ser
A lua cheia que te espera
E te ilumina
Como amiga tenho sido fiel
Agora te levo na pele
Sei que não vai acontecer
Mas posso sonhar

Digo a você
Somos dois
Como o ar que está
Flutuando livre na imensidade
Ouço sua voz, sonho contigo
Que você é meu anjo de paz
Me deixe voar
Ao teu lado eu quero sempre estar
Tuas asas enchem a minha alma

Teu selo de amor
Levo na pele
Ser só amigo não é fácil. Acordar é uma dor
Se não é verdade o que eu mais quero
E ainda espero
Quando isso vai terminar?
Quando se tornará realidade?

Tanto medo tenho de te perder
Tanto medo de não te ver mais
Ainda que seja só meu amigo
Para mim é algo mais
Este belo segredo
Meu coração guardará
Tudo o que tenho sonhado
E é contigo

Foto de Sonia Delsin

ONDE EXISTE AMOR

ONDE EXISTE AMOR

Nunca vou te esquecer.
Nem vais esquecer de mim.
Somos assim.
Lindos.
Lindos.
As mais puras flores do jardim.
Somos brancos.
Lírios.
Tem dias que eu penso.
Somos duas pombas tão brancas.
Somos dois anjos.
Somos.
Por que nos encontramos?
Pra sofrer?
Não. Pra entender o viver.
Sei que vives longe.
Sei que não me esqueces.
Não te esqueço.
O que somos afinal?
O bem?
O mal?
Nunca o mal.
Onde existe amor não existe maldade.
E nós dois nos amamos.
De verdade.

Foto de Shyko Ventura

" O SEU DESPERTAR !"

“O SEU DESPERTAR”

Espero as janelas se abrirem,
Encerradas pelo sono que se fez.
Aguardo surgirem e espero seu despertar
Como dois espelhos de água,
Duas pérolas negras que são descobertas
Quando essas janelas se abrem.
Janelas do tempo,
Que me transportam pra outros mundos;
Janelas do espaço profundo,
Escuro em si, mas decorado pelo brilho!
Das estrelas que intrinsecamente se
Hospedam nele;
Janelas do amor,
Que removem a dor, a solidão, os anseios,
Que insistem em devorar as esperanças
De se abrirem.
Fico ao lado delas,
Sinto seu pulsar,
Sei que vais despertar,
E agora o faz.
Deixo de mim,
Sinto-te assim, tão brilhantes e sem fim!
Num brilho intenso
Que pelo qual me rendo
E o que era esperar,
Agora simplesmente se torna em amar!
__________________________________by Shyko 091108.

Foto de Joaninhavoa

A canção de nós dois...

*
A canção de nós dois...
*

Solto as palavras ao vento e à chuva
Ao sol e a todas as forças da natureza
Grito bem alto para que oiçam

Simplesmente a canção de nós dois
Que cai leve levemente ainda
Levantando com as brisas do céu

Embalando a noite rainha
E o dia no vai vem também
Com um sopro de varinha

Mágica nos tempos d`alguém.

Joaninhavoa
(helenafarias)
08 de Novembro de 2008

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