Dois

Foto de pttuii

Meio físico e social

Meninos rabinos,
talvez apenas isto,
línguas de terra com
ranho no nariz,
a ligar penínsulas a istmos
de futuros incertos,....

mas antes talvez,
descobertas as auréolas
do fundo que toca em aldebaran,
roeram a corda os que soltam
maneiras de fazer universos
alternativos,....

fazem do cais da vida,
a sede infinita de trazer à liça
novas maneiras de descoser
a vida,....

e abotoá-la em dois debiques
do mar frutuoso.....

Foto de Ayslan

O ultimo beijo

Lembro-me daquele beijo,
que demos um pro outro...
Beijo dado após um tímido abraço tremulo e inevitável. Nossos lábios
percorrerem nossos pescoços,
após termos passado um logo tempo sem senti o perfume um do outro, sem poder olhar nos olhos e ver que a saudade e a dor causada por um adeus nos machucaram muito. Beijo e abraço que vibravam em nossos corações,
mais do que a primeira vez que nos beijamos
Esse último beijo ainda me queima
e coloca fogo em meu coração!
Traz tremores ás minhas mãos, me faz chorar ao lembrar, ao tentar escrever o que sentimos...
Meu coração aperta, sinto arrepio em uma lembrança que me faz sentir o gosto de um ultimo beijo de amor.
Aquele beijo tão doce, beijo que me fez sentir o amargo de minhas lagrimas que percorriam minha face e descansava sua dor brevemente cessada em meus lábios junto ao seu...
Aquele beijo completamente cheio de carinho e paixão,
estava dando esperanças e sonhos, a meu coração...
hoje nem mesmo sonhos. Por que meu coração não me permite dormi.
A lembrança daquele beijo esta em minha alma,
que vê com tristeza a realidade de agora:
O amor não pode em sonhos curar as feridas nem tão pouco para a dor...
O amor só no amor pode contar! Fico agora com belas lembranças de nos dois, de nossos planos, de um amor que hoje tornou-se um lindo poema...
Por que deixamos nosso amor se acabar?

Para: Denyse

Foto de pttuii

Manhãs ensaguentadas

De mais manhãs como aquelas, obscurecidas, tristes de um só hausto, ninguém mais quis saber.
Quem ficou a ver o nascer do sol tinha pequenas raias de sangue em redor das pupilas, a que a penumbra dava esperanças de renascimento. Soava a México. A um México dissecado tão abruptamente, que libertava no ar dois estilos diferentes de odores a desesperos.
De qualquer vento se aguardava que acalmasse aquela angústia enlatada. Mas o dia ausentou-se pela imprevisibilidade do amor-próprio que nunca conheceu. Restaram dois sentidos de trânsito, no caminho para o Nirvana.

Foto de pttuii

Escarreta

O homem da barba que quase existiu acordou. De uma espreguiçadela abraçou as únicas quatro paredes pequenas que aguentavam levar com lamentos insuportáveis, incontrolavelmente tristes. Estavam pintadas de um azul ocre, desmaiado por rituais de querelas emocionais com riachos de tinto estragado.
A parcela de religião fundada em mini-obrigações morais tinha a forma habitual:
- o crucifixo que ganhou por piedade do dono da tasca da esquina pendia, prestes a uma queda fatal.
Uma camisa de xadrez difícil de definir, amargamente pousada em cima de calças de sarja rasgadas nos joelhos, concretizavam o guarda roupa necessário para o dia. A cadeira torta, a única herança de duas pessoas que fizeram o desfavor de cagar o mundo com uma bosta de duas pernas e dois braços, suportava um peso ridiculamente difícil de definir.
Quatro passos tortos, inevitáveis num rumo de auto-destruição anunciada, e um rio de substância amarelecida e odorenta a descer pelo cano abaixo.
Comichão na alma, socorre-se de três ou quatro experiências de humidificação de um rosto disforme.
Fica uma barba. Comichão no lóbulo direito. Puxar a escarreta que exige liberdade. O pregão da varina alimenta desejo de fuga. Esganiça tranquilidades. Mata bem fazeres de uma alma moribunda.
Dois segundos entre fechar último botão de camisa, e rodar maçaneta acobreada da porta para o universo. Um baque suave, e o violento estupro de raios de sol cada vez mais arroxeados. Num sentido de morte lenta e agoniante. Tonto e periclitante confronto com dois vãos de escadas, e novo contacto com uma maçaneta acobreada. Serão rios de luz assassina que banharão o homem da barba que quase existiu.
Quase que se afoga, para nunca mais voltar, mas não... Acode-o um suave roçar de pele de gato no tornozelo. Nova escarreta que se emancipa na calçada da viela. Antro de desgaste emocional, a taberna da esquina. Faz calor. Mas uma coisa suave, que aquece os pêlos da alma moribunda.
Dois arrastados da vida miram uma bola vermelha, que parece lutar para não ficar sem o que a agarra à gravidade. Contacto com uma folha de papel amarelecida. Coisa inútil, chamada calendário. Parece ser 25. Mês quatro. Ano mil, que já passou dos novecentos, e mais setenta e quatro.
Resume tudo o que escrevi. Para deixar em aberto o que ficou por dizer. Não é muito. Mas talvez possa ser. Depende dos olhos que estão por trás dos olhos de quem interpreta.

Foto de von buchman

Toca-me como nunca tocaste ninguém! Deusaii & Um sonhar, um desejar e um eterno amar ...Von

Toca-me como nunca tocaste ninguém! Deusaii & Um sonhar, um desejar e um eterno amar ...Von

Toca-me bem no fundo da minha alma,
E não me deixes saída.
Percorre todos os meus sentimentos,
Extasia-me com o teu doce amor.
Faz de mim, mulher da tua vida,
O ser mais perfeito para ti.
Funde-te em mim
E não me deixes voltar atrás,
Não me faças esquecer o eterno amor
Que sentes por mim.
Toca-me,
Penetra bem fundo o meu ser,
Faz-me tua mulher amada,
Teu ser mais precioso.
Arrebata-me a vida
E adormece-me em ti,
Leva tudo o que sou,
E não deixes nada de mim,
Faz-me entrar nas tuas fantasias,
Nos teus desejos mais profundos.
Entra no mais intimo do meu ser,
E esquece-te da tua existência.
Toca-me bem dentro do meu coração,
Remexe todos os meus pensamentos,
Deixa-me perdida em ti.
Toca-me bem dentro da minha vida,
Troca todo o seu sentido,
Para que eu possa viver em ti.
Faz-me perder-me nas tuas carícias loucas,
Nos teus mais recondidos desejos,
Nas tuas mais doces ilusões.
Toca bem dentro da minha existência,
Faz-me flutuar acima dos sonhos,
Transporta-me para o teu mundo,
Envolve meu corpo e tudo o que sou, em ti.
Transforma o meu sorriso no teu sorriso,
O meu olhar, no teu olhar.
Toca-me como se fosse o primeiro toque
E faz de mim, a fantasia dos teus sonhos.
Deusaii

Poema resposta , para você minha Deusa ,
meu eterno sonhar...
.
Ah! linda e tesuda mulher, que tanto desejo...
Que coisa gostosa é tocar teu corpo
E me atrever nas curvas e entranhas de tua carne...
Viajo em te ver arrepiar
Teus gemidos ecoam na minha mente...
É uma delícia passear minha língua em teus seios intumescidos de tanta tesão,
são dois morangos deliciosos que me tiram da razão..
Ah! Esta mulher. Que me enche de beijos,
e me faz flutuar de tesão...
Te ver delirar me leva à loucura....
Te abraço com fervor,
me rendo a teus pedidos sem pudor
e navego minha língua nos teus pequenos lábios,
me fixando e me deliciando no monte do vulcão...
Vejo-te contorcer-se de tanta tesão
e me satisfaço no teu néctar do amor...
Como um beija-flor toca sua língua na flor,
assim faço sem pudor, querendo saciar
tua sede inesgotável de prazer...
É um deleite te amar...
Estou vendo teu gozo chegar ,
sinto tuas unhas em minhas costas me fisgarem
e teu gemido dizendo amor estou a gozar...
Tu deixas marcas no meu corpo das tuas mordidas de desejos, taras e fantasias...
Meu amor, me atiço mais e mais,
quando vejo-te lançar-se no meu sexo ,
teso e ardente de tanto te desejar...
Nesta troca de carinhos com nossas línguas chegamos ao gozo ...
O vulcão do meu corpo
faz explodir e jorrar lavas ardentes de desejos em tua boca ...
Te curto ao ver saboreando gota a gota do néctar do amar , que me faz delirar...
Mui lento afasto minha boca, dos teus pequenos lábios bem molhados,
e ainda mui excitado,
me delicio com o gosto de teu manjar...
LINDA E TESUDA MULHER !
. . . Meus versos são para você viver
e viajar numa louca paixão...
Beijos e Mimos de paixão no teu lindo e puro core , , ,
ICH LIEBE DICH...
Von

Você anda inspirado meu querido....
Minha resposta...
Então vem me amar,
Saciar esta sede inesgotável,
Este prazer sem limites.
Vem, parar com o meu tormento,
Quando não estás comigo.
Vem, meu amor...
Serve-te do meu corpo,
Domina todos os meus sentidos,
Até por fim,
Eu ficar saciada na tua paixão.
Deusaii

Minha querida Deusa...
Obrigado por este privilégio de a teu lado poder fazer,
lindos versos de amor, paixão e muita tesão,
Você é maravilhosa....
Bjs neste lindo core...

Foto de Sonia Delsin

UM TEMPO PRA DOIS APAIXONADOS

UM TEMPO PRA DOIS APAIXONADOS

Pensei que seria fácil lidar com a distância.
Não é.
Pensei que seria fácil lidar com a impossibilidade.
Menos ainda.
Mas entre nós existe uma coisa linda.
Quando conseguimos nos encontrar é só felicidade.
Nos amamos de verdade.
O que peço ao Pai Eterno é que um dia eu possa ao lado de minha alma gêmea ficar.
Gostosamente namorar.
Sem pensar que vamos novamente nos distanciar.
Que o relógio vai nos cobrar.
Será que chegará um tempo novo pra nós?
Acredito que sim.
Que um dia terei você inteirinho pra mim.

Foto de Dennel

Apenas nós dois

Apenas nós dois
Sou mais um
Nada mais que um

Quem passa não vê
Não sente
Não ouve
O que se manifesta
No meu interior

O turbilhão de sentimentos
Que conflitam meu interior
Pode ser que meu semblante não revele
Que meus olhos não denunciem
Que minha postura não deixe claro
Estou alheio a tudo
Passantes, carros e lojas
Assim, também sou eu para eles

Talvez para um observador atento
Eu traia meus verdadeiros sentimentos
Por enquanto, ignoro a todos
É só eu e você

Meu coração se alegra
Meus pensamentos esvoaçam
Meu desejo se materializa
Com o passar das horas

Nós dois
Na busca do desejo
Nós dois
Apenas horas nos separam
De um abraço prolongado
Um suspiro apaixonado
Um beijo de reencontro

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Sonia Delsin

ETÉREO

ETÉREO

Penso.
Logo... existo.
Repenso.
Insisto.
Ó, eu sou um ser suspenso!
Entro dois céus.
Do lado de cá existe um rio.
Do lado de lá existe um barco.
Se me jogo me afogo.
Do lado de lá existe o que não existe cá.
Mas vou me jogar?
O medo é que pode matar.
Existe o voar.

Foto de pttuii

Monta-me

As letras eram bem desenhadas. Perfeitas de mais.
Um preto afirmador parecia realçar cada curva.
Sete letras, e um tracinho pelo meio, escritos ao fundo de umas costas que brilhavam ao sol do meio da tarde.
Monta-me
Assim se lia semelhante palavra. Chegou à terra a dona da referida incrustação, na única carreira rodoviária de que o povo dispunha. Nada tinha de cavalo, embora uns traços de mula até que assentavam bem no todo que galgou os dois degraus da coxia da viatura.
Ventava um pouco, coisa que até veio por bem em dia de semelhante calma. E a mulher a mostrar o umbigo. Na praça central, junto ao coreto onde o autocarro normalmente pára, estava sentado o homem mais velho da povoação. E o
Monta-me......,
saltou logo à vista.
Pouco instruído, Ti Gama de sua graça dominava as letras o suficiente para perceber coisas pouco habituais. E se aquilo era pouco habitual. Saltava à vista um pedacinho de tecido curto, pouco abaixo do peito da fêmea. Quarenta graus, e dois bicos tesos como as tetas de uma vaca a pedir ordenha.Chegou armada com uma mochila dos estrangeiros. Aquelas coisas enormes, que quase só se vêem na televisão às costas do ‘cámonis’ de pêlo louro. A bagagem era maior que aquela meia leca. Ti Gama não conseguiu ver os olhos à pequena. Mas o sol.
O raio do reflexo que aquilo fazia no fundo das costas da moça.A bengala do velhote cravou-se na poeira do alcatrão, o homem levantou-se....e andou. As botas cardadas pesavam em dia de torreira, mas Ti Gama não descravava os olhos do preto daquela coisa. A jovem entrou na cabine da Rodoviária da terra. Pareceu ter ido comprar o bilhete de regresso.A cena, em poucos segundos, transferiu-se para um tascozito rafeiro. Coisa sem classe, mas que ia aguentando por ser o único na aldeia.
- Indicava-me o WC?
Voz maviosa tem a rapariga. Ti Gama estava hipnotizado. Sentou-se ao balcão e esperou. Tirou do bolso das cerolas um estojo dourado. Lá dentro meia onça de tabaco. Uns restozitos assentaram nos dedos do velhote, e foram cair em cima da mortalha. Enrolou o cigarrito, e antes de o acender já a jovem tinha voltado.
- Uma cerveja sem álcool, por favor.
O dono do tasco, cujo nome não vem ao caso, disse que não tinha. Só ‘mines’. A rapariga pediu uma cola. Ti Gama esperou que o gargalo se encostasse aos lábios da cliente, e disparou, ....sem pudores.
- A jovem desculpe, mas é alguma égua?
Resumindo uma longa história, em poucas palavras, quem sofreu foi a bochecha direita do idoso. A menina saiu à pressa, Ti Gama deixou cair o cigarrito, e o dono do tasco brindou-o com um:
- Você não tem mulher em casa?
Ti Gama nem respondeu. A bengala cravada no soalho, as botas cardadas a arrastar, e uma dúvida a assombrar-lhe a moleira debaixo da boina...Terá Deus criado mulheres cavalos?

Foto de Sonia Delsin

ESTE NOSSO AMOR CRIANÇA

ESTE NOSSO AMOR CRIANÇA

Somos dois jovenzinhos.
Espiando estrelas.
Suspirando pela lua.
Caminhando de mãos dadas pela rua.
Somos...
Ah, nós somos lindos... com este nosso amor criança.
Somos esperança.
Ainda quando o mundo nos diz não,
deixamos falar o coração.
Nunca morre nossa ilusão.
Somos doçura.
Ternura.
Coisa pura.
Encantadores e encantados.
Somos dois apaixonados.
Eternos namorados.

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