Dois

Foto de filipa felizardo

desabafo

podes segredar
podemos falar
podemos gritar
por mais coisas que se faça
nunca exprimimos o que sentimos

apenas com três letrinhas
se escreve o nome mãe
e a melhor do mundo
e o melhor que a vida tem

vida
vivida
sofrida
complicada
mas depois quando perdemos alguém
e que percebemos que nada vale nada

um beijinho para o josé
um abraço para o baptista
com eterna saudade e muita dor
este verso e para ti
para o meu avô josé baptista

a vida são dois dias
nem todos pensam nela
quando ela acaba
e que dao valor a ela

a palavra amizade
tem muito sentimento
quando temos amigos de verdade
ja nao tao ficamos preocupados

passamos a vida a lutar
mas quando alguém parte
a vida da nos
em que pensar

com duas se escreve
o teu nome a vista
este poema e para o meu querido avo
josé baptista

Foto de Dantas_Maycon

Que sentimento é esse?

Que sentimento é esse?

Que não, amor nem amizade.

Uma ponte entre esses.

Um meio termo

Onde dois corpos se atraem,

mesmo sabendo que no fim,

não poderão ficar juntos,

Onde a simples troca de carícias

vale mais que tudo

Onde a febre invade o corpo

causando o transpirar

de pés e mãos.

Onde a cada momento

os dois corpos

estão mais próximos

e ao mesmo tempo tão longe

Onde o medo da rejeição

causa nele a dúvida

do que ela quer

É esse sentimento...

o meio termo...

Onde a cada vez

que esses dois corpos

se encontram

trocam carícias

que quase os levam

ao intímo...

Mas a cada vez

que se torna irresistível

Os dois se esquivam...

para evitarem

o algo mais...

desse sentimento

louco, simples...

o não amor

o não amizade

o meio termo...

Mas é esse

o verdadeiro propósito

desse sentimento...

o não chegar

ao algo mais...

Fazer sentir

o desejo de ver

os lábios se encostando

e não o ver

É o sentimento

do quase...

que não tem nome...

nem começo...

nem fim...

Simplesmente

acontece...

E ao fim...

não tem despedida...

para ficar a vontade

de se verem de novo

e fazer de novo...

a mesma coisa...

sem avançar...

sem se comprometerem...

simplesmente sentirem...

a satisfação...

de estarem ali...

juntos...

E é assim

que vão vivendo...

nos encontros...

e desencontros...

esse sentimento....

é equilibrado...

não passa disso...

porque se passar...

talvez se perca...

e acabe...

Sentimento...

Que é esse?

O não amor...

o não amizade...

O quase...

o meio termo...

A ponte...

Bom...

Satisfatório...

Sem fim...

sem começo...

Lindo...

Foto de Carmen Lúcia

"Passado que não passa"

A nossa história acabou
Não sei pra onde você foi...
Mas o sentimento ficou
Cada vez mais sentido, mais doído...
(Por que não o levou?)
Tão forte que não quer se acabar
Tão presente que me faz relembrar
O passado que volta a cada instante,
Que nem passou. Ainda é hoje. Tão marcante!
Nele vivem os momentos de nós dois,
Sorvidos num só tempo,
Nada restou para o depois...
A não ser o grande amor
Só meu.(Um dia também foi seu...)
Que me faz sentir saudade
E notar que agora é tarde...
Que apesar de doer tanto,
De me sufocar o pranto,
De roubar-me a realidade...
É o que me faz sentir viva
E por ele sou movida.
E por ele dou a vida.

Foto de Logan Apaixonado

4 Estações

Quando o verão passar...
Ficaremos nós dois, sentados na varanda...
Olhando o céu azul e vendo as folhas das árvores ao chão...
Quando o outono chegar...
Seremos artistas dançando uma coreografia melancólica...
Teremos a certeza que o amor é maior...
Saberemos que a vida é bela e serena...
Quando o inverno chegar...
Quero pensar em deixar...
Todas as torturas da vida...
E somente estar ao teu lado...
Sentindo teu toque macio...
No aconchego do nosso lar...
Quando a primavera chegar...
Flores irão te enfeitar...
Perfumes irão exalar...
Teu pranto não irá rolar...
Nuvens irão passar...
E meu amor irá eternizar...
Quando o verão novamente chegar...
Teremos a certeza...
Que nossas vidas entrelaçadas...
Tendem a nos aproximar...
E iremos nos encantar...
Com a beleza da vida...
Com a doçura do amor...
E seremos felizes...
Por estarmos lado a lado nesta existência....

Foto de Carmen Lúcia

Margarida e margaridas

Uma figura sinistra, simbólica,
Que ainda trago na memória
Que fez parte de minha história...

Metódico e irreverente, despojado e carente
Um sábio, um indolente, um infeliz, um demente...
Lembrava Cristo, fisicamente,
Vestes rasgadas, cabelos longos, barba mal aparada
Ou quem sabe, um anti-Cristo,
Oscilando entre o normal e o descomunal
Às margens do convívio social.

Andava pelas ruas e calçadas,
Fazendo gestos, sempre balbuciando
Palavras distorcidas, sem nexo,
Aproximando-se das pessoas
Que corriam assustadas.

Sempre um buquê de margaridas
Alvas, brancas, cultivadas,
A todos ele ofertava (e se orgulhava)
Pois, por ele eram plantadas
Em terras baldias, abandonadas...
Flores por todos ignoradas.

Havia momentos de agitações...
Delírios, alucinações, comoções...
Então ele era rei, poeta e compositor,
Erguia o cabo da vassoura e era imperador!
-Camisa de força para o louco, o agitador!
Ao som da sirene era levado a um abatedor ...

E num desses manicômios,
Tratamento de choque, reativar neurônios,
Encontrou sua Margarida, sua amada, sua vida
E como lúcidos, amaram-se loucamente...
Amor que surpreendeu a muita gente
Pela doçura, pela brandura de dois doentes.

Porém um dia, não mais a encontrou,
Levaram-na dali, outro rumo tomou,
E transtornado pela dor, o louco chorou.
Não mais quis ser rei, nem imperador.
Somente poeta pra cantar a sua dor...

Até que um dia pra sempre se calou.
E numa cova fria, em pó se transformou,
Ou foi ao encontro de seu amor...
Ao passar o tempo, viram lá nascer
Fazendo a cova triste resplandecer
Risonhas e brancas margaridas,
Vida, paixão e morte restabelecidas.

Foto de Sonia Delsin

SEM PRECONCEITO

SEM PRECONCEITO

De que cor é o amor?
De que cor?
Tanta gente diz que ama o seu “irmão”.
Mas não estende a mão.
Tanta gente diz que não tem preconceito.
Não tem de que jeito?
Tantos não aceitam as diferenças.
Tem gente que fala que não se importa com raça.
Eu não acho nenhuma graça.
Eles taxam o seu semelhante.
Se no dedo brilha um diamante...
O outro é ralé.
Será que alguma coisa muda quando se juntam bem os dois pés?

Foto de Ednaschneider

Lágrimas

Estas lágrimas que de meu rosto escorrem
São misturas de sentimentos que se esvaem
Alguns sentimentos que nascem outros que morrem
E lembranças que se eternizam.
Em palavras
Que foram inspiradas
Em lágrimas.

Lágrimas estas que nasceram
De um coração emocionado
De olhos que já sofreram
De sorrisos evitados.
De emoções que surgiram;
Em um corpo já surrado.

Mas corpo que também sentiu
Os prazeres do “pecado”
E um sorriso que se abriu
de um momento inesperado
Quando de longe surgiu
Um amor eternizado.

Eternizado por dois corações
Para sempre apaixonados.

Joana Darc Brasil *
19/11/07
*Direitos autorais reservados

Foto de CarmenCecilia

DESTINO

Destino

O que será o destino?
Já nasce traçado?
Ou seremos nós que
Fazemos cada passo dado?

Eis aqui dois extremos
Em que nos questionamos
E se tivesse feito isso e não aquilo?
Teria acontecido o inverso?

Amanheci meio cética
Se seguir por ali...
como dois e dois
Meu caminho será idêntico
Ao dessa matemática?

Nada de ser romântica
Apenas norteando
E me certificando
Do que tem fundamento

Mas o entardecer...
Brincando de bordar o céu
Mexeu com meu eu
E me enrubesceu...

Será que não se nasce
Com tudo que acontece
Que por mais que tentemos modificar
Nada poderá mudar?

Entre idas e vindas
Fiquei agora eu na berlinda
Mas como sou moderada, quiçá centrista
Fico com as duas versões

O macktub de minha mãe
Que para quem não sabe direito
Significa estava escrito
Tinha que acontecer

E a outra versão
Em que o caminho é por nós feito
Assim como desfeito
À nossa vontade

Pra mim fica aquela verdade
Deus ajuda a quem cedo madruga
Ou seja você pode até ter seu caminho
Mas procura abrigar-te dos espinhos

Não dê chance para o azar
Mas também muito menos deixe se escravizar
E de serenizar...
E seus sonhos não buscar!

Carmen Cecília

Foto de Civana

O Jornal

Coisas estranhas acontecem e não sabemos explicar o porquê. Como pode um jornal no lugar errado trazer algo de positivo na vida de alguém? Ainda estou tentando entender...

"_ Quem colocou esse jornal ali?”

Estranho, em cima do armário de parede da cozinha. Quem poderia ter essa brilhante idéia? Será que era pra ler depois? Mas poxa, em lugar assim tão alto, só pode ser doido, vou ter que pegar a escada pra tirar.

"_ Ah, fica pra depois...saco!"

Anoiteceu e quando entrei na cozinha, o jornal ainda incomodava, mas sempre vou até lá pra fazer algo e deixo pra depois, não quero ter que pegar escada e parar o que estou fazendo.
Amanheceu e fui pegar água, ao beber, automaticamente levanto o copo e olho pra cima...o jornal de novo...ainda lá, no mesmo lugar, apenas com uma ponta pra fora. Só que dessa vez pude ler o título da reportagem: "À espera de uma grande paixão". Que estranho, o que será isso? Ri e deixei pra lá, estava com pressa mais uma vez, depois eu pego pra ler.
No dia seguinte, ao beber água, mais uma vez li o título da reportagem na ponta do jornal, ainda pra fora, na mesma posição. Só que dessa vez não me irritou, ri e fui embora. E assim tem sido por vários dias, ler aquilo a cada vez que bebo água me faz bem, me dá vontade de rir, de beber mais água e sair pra caminhar.
Já perguntei aos que poderiam ter colocado aquilo ali, meu irmão, quando vem me visitar, ou meu filho. Nada, nenhum dos dois lembra de ter colocado o jornal lá. Será que estou doida e fui eu? Sei lá... Agora também nem me interessa quem colocou, só sei que quem tirar vai ter que se entender comigo, rs.
Se estou doida? Não! Mas parece relaxamento deixar aquilo ali, não? Sim, pode parecer, mas quem não gosta de rir sem motivo, de sentir ânimo pra fazer as coisas, assim, do nada? Pois é, o jornal está lá, agora não me incomoda mais, pelo contrário, ler várias vezes por dia "À espera de uma grande paixão", me faz bem...muito bem!

(Civana)

Foto de Ricardo Barnabé

O escritor que sou

Não sou um poeta
não sou um escritor
de lindos versos de amor
mas, também não escrevo,
sem nada saber,
dias longos, noites
frias, em apenas dois dias
comecei a escrever, faz hoje
3 meses, que parte de mim
á escrita se entregou, nao sou
poeta, nem escritor, de lindos versos
de amor, escrevo a realidade, sendo as
minhas palavras, o espelho da verdade,
interpretando cada sentimento que vive
por muitas vezes á sombra da humanidade

Sou o intérprete de cada sentimento
que muitos, não admitem ter, seja por
amor, ou arrependimento, são muitos
aqueles, que vivem à sombra do eu proprio
sentimento.

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