`` como pode duas almas que vagueiam
por caminhos difusos e opostos, mesclarem
à própria essência, tentando sustentar algo
que é efêmero ...fico pensando se tudo isso
não é uma grande loucura, e grande perda
de energia...
Não importa, só sei que isso me faz sonhar
e viver um sonho distante mas que é o
sustento dessa minha divagação
que faz eu viver sonhar e mesmo em
sonho viver nessa alada paixão...
a resposta para essas perguntas sem
respostas é: - voce !
mesmo sabendo de minha insensatez
e a certeza que nunca o terei...
sim...por que tanto eu quanto voce,
sabemos...
que esse sonho irá aos poucos desvanecer...
como um dia após o outro...
como uma nuvem passageira...
algo ilusório sem limite e sem fronteira...
e, quando acordarmos veremos
que tudo não passou apenas
de um sonho...´´
Azul, cor da minha felicidade;
Tom que transmite tranquilidade.
Olhos que me contemplam,
Olhar que revela serenidade.
Azul, cor da minha perdição.
Coloração para a minha calmaria.
Meu fascínio da maravilha tentação!
Seu olhar atencioso, me devorando...
Azul que brilha como diamante,
Num brilho constante me deslumbrando.
Olhos azuis do meu sonho íntimo,
Sua existência é um impulso de essência.
Estou estremecida com esta sensação,
Você é a agitação no meu coração.
Amor, meu amor azul!
Mais uma vez nos afastamos
E o nosso amor não sobreviveu.
Tornando-se um conto de magia,
Com estilo de muita simbologia.
Azul, minha perdição eterna!
Olhos que um dia me contemplaram
Hoje, não me apreciam...
As suas lágrimas têm a cor da paz!
Amor azul que tivera gotas em seu semblante.
A sua intensidade refletiu em desabafo,
Lágrimas que nasceram direto da fonte.
Olhos azuis, cor nítida da pureza.
Sua inocência apenas em seu olhar,
Ingenuidade apenas em sua atuação
Sem intenção de amar, sem afeição.
Esse rio grande que corre sem limites
Música viva! Arcos da viola e do violino
Movendo-se para cima e para baixo
Em movimentos concordes! Dançantes
E eu sinto-me como que perdida
Procurando-te num labirinto sem saída
Queria sentir a tua oscilação em paralelo
Com a minha e chegar a ser o arco tocado
Sentir a energia vital de um canto perfeito
Uma pauta sem notas mas cheia de melodias
Eternas!
Estranha sensação de pólos opostos
Em que a verdade é disfarçada pela mentira
Mas em que a atração prevalece à repulsão
JoaninhaVoa, In “ O Meu Amor” ( Costa da Caparica, Portugal )
(08 de Junho de 2008)
2ª Poesia: BRINCAR DE VERSEJAR
Tua sensibilidade me sensibiliza
Também, ela me reanima e me da mais força,
Coragem ao ver que tu me parabenizas
Com a pureza de alguém que não se esforça,
Não quer ser mais do que é e se às vezes ironiza
O faz por seu grande humor e como corça,
Ou bela gazela sempre nos energiza
E nos eleva ao alto alegre e lá nos coça
E depois nos solta lá do alto e em nosso aterrizar,
Com o bico dum pássaro sobre a palhoça
Nos apanha em pleno ar e não se atemoriza
Com brincadeiras, pois mesmo a mais jocosa
São expressões de poesias de quem memoriza
E reflete em nuances das formas gostosas. (Dirceu Marcelino 9 / 7 / 2008 )
3ª Poesia: À FLOR DA PELE
À FLOR DA PELE
Sensível eu sei que sou. O bastante
para sentir
O que toca e encanta minha alma e meu coração
Sejam palavras à solta ou em
prosas versos saírão
Do interior das profundezas de meu subtil devir
Gosto de rir e sorrir num riso aberto e franco
Adoro transmitir alegria e acabar com o pranto
Tristezas não pagam dívidas, diz o povo e com razão
Haverá alguém que não concorde comigo eis a questão
Sou Joaninha voa, agora gazela
ora corça
Vivo em mundos paralelos e minha
anima
É uma só!
Flui em ondas invisíveis e em tudo penetra
Deliciosa flutuante torrente das doces fragâncias
Inflamada nas tuas ressonâncias
perco-me
Para me encontrar... em ti.
JoaninhaVoa, In "O Meu Amor"
(08 de Julho de 2008)
4ª Poesia: A VIOLA, O VIOLINO E O VIOLÃO
Eu já tinha lido esta linda poesia
E guardei a essência da inspiração
E com ela compus a melodia
Dum vídeo com viola, violão
E o violino que é a força que extasia
Com seus acordes o coração
Atinge a alma com as freqüências
Agudas que faz eclodir a emoção.
Nos leva ao cume da alegria
E após nos faz por os pés no chão
Eis que no conjunto a sinfonia
Faz – nos ouvir a voz da razão
E assim prepara-nos p’rá mais um dia
Após essa grande reflexão. (Dirceu Marcelino, 6 / 7 / 2008 )
5ª Poesia: A VIOLA SUAVIZA O SOM DO VIOLINO
Às vezes sinto minha inspiração
Assim, como tu falas sem limites
Busco-a ao fundo d’alma e do coração
No recôndito profundo acredite
Onde os sons podem fazer a junção
Entre a escrita da poesia que emite
Através da melodia da canção
A mensagem que em acordes transmite
Para todos sem qualquer distinção
Com a sonoridade intermitente
Entre a viola que em suave evolução
Acaricia a mente resistente
Preparando para a aceitação
Do toque do violino estridente
Que atinge o coração...
(Dirceu Marcelino em 9 de julho de 2008 – Sorocaba-SP, Brasil )
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Andas vindo a se atrever,quer sempre a mim aparecer.
Não me deixa respirar, fico louca com o teu olhar.
É um grande galanteador, seduzindo uma flor.
Fazendo convites inesperados, ousados e atenta dor.
Esta sempre a me desejar, querendo a mim se entregar,
Sabe que é atraente, vive em minha mente.
Entende que atiça minha imaginação.
Entrego meu corpo a ti, então.
Lanço-me em teu chamar,para um lugar a dois ficar.
Sabes que meu desejo, começa pelo beijo.
Arranca-me com voracidade o molhar dessa maldade.
Não tenhas medo de mim, apenas sedo aos teus caprichos.
Arranca-me um beijo,com toda chama da paixão.
Arranca-me a roupa, e me deixa mas desejada.
Notoriamente um fogo que nos une, sinto-me entregue.
Sou possuída pelo seu atrever, sabes me dar prazer.
E me dou a ti, como toda mulher se da ao homem amado.
Meu corpo estremece de desejo, vou sendo vencida em tuas carícias.
O coração bate forte a adrenalina, chega ao seu final.
Nosso aflorar chega a espalhar, chegamos ao ápice do amar.
Entre os lençóis existe a essência do nosso amor.
Seu atrevimento,veio enfeitar-me a existência.
Demorou, mas você me conquistou.
Esse amor, onde o acesso estava escondido.
Agora por você, descoberto e bem atrevido.
“Adorei o seu atrever,e ter sido amada por você!”
Enviado por Carmen Lúcia em Sex, 11/07/2008 - 02:06
Te quero...És a overdose desse amor viciado,
que sacia o sangue e deixa mal acostumado.
Te quero...És o alimento de que mais preciso,
que me mata a fome e me revigora.
Te quero...Como amante, mais que antes! Como agora...
Te quero...És da fonte a água pura
que me mata a sede, me lava a alma e me mostra nua.
Te quero...Com a mesma ânsia louca
de quem anseia loucamente o paraíso...
Te quero...Por esse teu sorriso...
Te quero...E por te querer existo.
Bem conheces minha transparência,
provaste e aprovaste a minha essência...
E ainda me vês com ar de inocência...
Ar que me abrasa e me arrebata com eloqüência.
Te quero...Pra poder continuar sendo...
Te tendo...eis a razão de estar vivendo.
Amante...meu serás pra todo o sempre...
Amante...Serei tua eternamente!
Amantes...Inevitavelmente!
Enviado por Carmen Lúcia em Qui, 10/07/2008 - 00:06
"Poetando..."
A noite estrelava em minha janela aberta...
Chamava-me até ela para que eu visse o quanto estava bela.
Num impulso “Bilacquiano”, comecei a vê-las...
Como é lindo entendê-las!Amar é ouvir estrelas...
Meu sonhar levou-me até elas...
Sonho é essência da vida...
E, segundo Neruda, em versos,
passa incólume por ela
quem não ousa o incerto,
sucumbindo no que julga certo
e desiste de seus sonhos...
Aprendi com Shakespeare,
que os acontecimentos do dia
é que tecem a fantasia...
E que nos fazem sonhar...
E tornam a vida espetacular...
Que o tempo não cura ferida nem dor.
Somente o Amor!
De Clarice, um pensamento Lispectoriano:
Não devemos passar o tempo enganando,
mentindo pra si mesmo, quando não se ama mais...
“Ainda te quero como sempre quis”,
inverdade que com o coração não condiz...
Mas, de tudo, aprende-se lição.
Nada é em vão...
Sabemos do começo, nunca do fim...
A vida pode ser curta ou longa demais...
Cora Coralina, semi-analfabeta, ensina:
ninguém sabe de nada, de antemão...
Por isso, para que o viver tenha sentido,
pra que nada tenha sido inútil,
toquemos as pessoas com o coração...
E no tarde da vida, decorridos os anos,
quando a carência de afeto humano
bate tão forte... Desmedida e sem norte...
“Saudade de quem quero abraçar e não vejo”,
“Acabo de receber pelo correio, um beijo.”
Adélia Prado, em seu verso alado,
“Não quero faca nem queijo.Quero a fome.”
Todo o resto, agora, me consome.
Enviado por carlosmustang em Qua, 09/07/2008 - 05:16
Me instruíram a recolher algumas flores de manhã
Pois elas estariam no "auge" e daria tempo, em tolhe-las
Não levaram em consideração, se eu estaria preparado, à tamanha gratidão.
Em ser nesse mundo, agraciado com tanta paparicarão!
Me desimanaram a colher num lindo jardim
Mas quero apenas uma essência de vida!
Agradeço então, a todas minhas feridas!
Que me doem, e me deixavas (as vezes!) cego de dor.
Ainda que nada aprendo
Esperar, me lasca a alma!
Mas com meus olhos, me surpreendo!
Não poderia seguir o caminho de todos!
Pois meu sangue, passam por minhas veias!
E minha dor é menor, seguindo meu caminho.
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Dominar- te é da a ti sentido,
Compreender e ouvir o instinto
Do teu saber.
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Ler-te em cada linha esquecida
De ausências entre nós, pincelando
E eternizando tua essência, fundando
Fundamentos, ensinando teu ser
Inanimado de construção ínfima.
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Calar minha voz na tua presunção,
Deixa que leves embora a minha dor
De ser o que sou para você um
Nardo sem flor.
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Espalhar nas nuvens brancas do
Anil estrela, a mágica que consome
Cada nome, cada “a”.
As flores conversavam no jardim
Falavam dos beija-flores
Que lhes visitavam todas as manhãs
De certo modo,
Eles eram-lhes um toque de carinho...
E a margarida disse a violeta,
Não podemos esquecer as borboletas
Elas pousam, delicadamente,
Sobre nossas pétalas no entardecer...
E a rosa falou baixinho:
Não há como não falarmos
Do afago dos passarinhos
Levam nossas sementes além dos rios,
E trazem aos nossos pés um raminho.
Devemos pensar como as flores,
Valorizar todas as pessoas que nos cercam
Cada uma, em sua essência,
Nos doam um pouco de si.