Fim

Foto de Junior A.

Em uma poça

Em uma poça feita de lágrimas...
Vejo-me como em frente ao mar
Jogo então as minhas pedras "mágoas"
E ao correrem sobre as águas
Aguardo apenas o afundar.

Em um poça feita de lágrimas...
Vejo-me como a contemplar a dor
Passo os dedos com medo do molhar
Ainda assim não contenho o chorar
E não a toco esperando que vire amor

Em um poça feita de lágrimas...
Vejo-te com a profundidade de um abismo sem fim
Do meu sofrer faço um pequeno barco a partir
Na esperança de que um dia tal barco retorne a mim
Com o sonhada vida que partiu sem se despedir

Foto de Senhora Morrison

Coração Tranquilo

Mais um gole
Enquanto observo lá fora
Do alto,
Desta janela...
Sentindo o ar frio em meu rosto
Encolhendo-me como a querer proteger...
Proteger do que?
Se minha vontade...
É saber voar
Ir pra onde nada pese...

Meu corpo frio,
Meu cérebro a mil...
Somos pensantes
Ha, Ha, Ha...
Nunca somos um todo
Inteiro, de verdade.
O que me falta, já não sei.
E essa melancolia
Essa gana de não sei o que
Essa precisão...
Essa lucidez saudosa
De tempos, atitudes, horizontes...
Que se foram? Existiram?

Se tem alma
Este corpo a aprisiona...
Este corpo que padece
As ações do tempo
Das irresponsabilidades
De noites mal dormidas
Sabe-se lá com quem...
Sabe-se lá por que...
Dos tragos e tragos a mais...
Das risadas por diplomacia...
Dos choros por conveniência...
...desde o berço...
Dos amores por necessidade...
...de um colo no fim da noite de gemidos e fingimentos...
É tudo irreal, superficial...

Sou sozinha,
Sou uma peça,
Sou o desfecho...
...fundamental
Essa subserviência desnecessária
Esse interesse proposital
Essas décimas quintas intenções...
Não quero mais isso
Isso tudo me acaba
Isso tudo me sufoca

Mas não mata
Nunca mata
Nunca morre
Nunca mata...
O dia seguinte sempre segue
E ainda abro meus olhos
E ainda respiro este ar fétido
De gananciosa poluição
Não vale mais
Nunca valeu
Não tenho mais credibilidade
As fichas acabaram

Os sorrisos sinceros são milimetrados
Esporádicos, anulados
Por bombas caseiras e de efeito moral
Não dá pra ser inteiro,
Sou parte disso
Meus fragmentos sofrem
Como sorrir
Sinto meu sangue pulsar
Do outro lado dos continentes...
Com os mesmos olhos...
Que vêem o que não querem

Calo-me
Mas ainda vejo meu reflexo
Neste maldito espelho
Que não refleti o que o mundo determina
Mas...
Transparece a límpida alma
Que pouco importa
Sempre consigo me anular
Vou à busca dos meus
Este mundo não me pertence
Mas continua a flagelar
Pobres mortais
Dignos da esperança...
De etnias impostas por outrem
A condenar sem motivos
Desencorajando sonhos
Cortando as garras
E começando tudo de novo
Sem um fim plausivo

Agora recosto minha cabeça ao travesseiro
Sem alardes e acontecimentos
Deixo a inércia tomar conta
Do corpo
Da mente
Permitindo...
Querendo mais uma vez
Acalmar minha fúria
Atravessando uma senhora no farol...
Contribuindo pra cola com uma moeda...

Quem irá mudar o prisma do mundo...

Senhora Morrison
28/05/2006

Foto de Chinezzinha

Selvagens

Selvagens

Na magia da noite
Percorro teu corpo
Quente e ardente…
Com beijos e mordidas
E com minhas garras de felina
P´lo peito te prendo
Tu… olhando-me…
….uivando-me…
Me penetras
Com tesão e amor
Levando-me à loucura sem fim
Somos dois felinos
Em plena selva
Gemendo e gritando…
Assim…

26-05-2006
Chinezzinha

Todos os Direitos Reservados

Foto de tizapoe

Sob a chuva de verão

Sob a chuva de inverno
No inferno da Solidão
Minha alma não congelará
E nada mais me atormentará
Ao fim da chuva de verão...
Pois sob a chuva de verão
Meus olhos só a ti verão
E nada mais úmido e quente
Haverá de queimar meu corpo
Como esta recordação...

Foto de MARTE

FIM DE TARDE

Em frente ao meu computador,
Perto da janela a olhar o horizonte,
A ver chegar o entardecer,
Vou sentido o nosso amor,
Nestes versos em que és a fonte,
A vontade do meu querer...
O tempo um pouco nublado,
Com uma temperatura amena,
Vou sentido-te ao meu lado,
Neste fim de tarde serena...
Vejo gaivotas voando,
Sinto o cheiro de uma flor,
Em redor um beija-flor dançando,
Melodias do nosso amor...
Tudo num só compasso,
Numa só sintonia,
Neste tempo e no espaço,
Na liberdade de uma melodia!

Foto de Mitchell Pinheiro

Timidez

Encontrando-se em meio a uma multidão
Sentindo-se num deserto
Preso numa teia
Como um inseto
Exposto ao sol
Sentindo frio
Morto de sede
Em meio a um rio
Estando perto e longe
No princípio e no fim
Consumido pela insegurança
Dizer não querendo dizer sim.

Foto de MARTE

A MAIS BELA SINFONIA

Tu serás a única,
O meu brilho em mim,
O meu desatino,
Quando tudo fica,
Mais perto do fim,
Na sinfonia de um hino!
És a minha primavera ansiada,
O meu arco-íris no horizonte,
Todo o meu querer,
A minha sonhada amada,
O meu momento presente,
O meu perfume de mulher!
O meu sonho na imaginação,
Toda a minha realidade,
A minha eterna constelação,
O meu olhar na verdade!
Todo o meu sonho,
A mais bela sinfonia,
O meu fluxo de amor,
Na paixão que por ti tenho,
Nesse olhar de pura magia,
O meu eco no clamor!
O meu destino,
O momento em ti,
O meu eternamente,
Neste espaço pequenino
Em que eu me perdi,
No teu olhar perdidamente!

Foto de MARTE

RECORDANDO...

Senti um certo dia,
A voz do coração,
Ao ouvir esta canção,
Era doce a melodia!
Era algo tão profundo,
Que invadia a imaginação,
O meu ego ecoava no mundo,
Num momento de sedução!
Lento e silencioso,
Que me puseram a compor,
Versos e poesias,
Como um rio caudoloso,
Na essência do amor,
No portal das magias!
Nu de preconceitos,
Nu das amarras,
Entrelaçei os mais belos versos,
Estandarte de conceitos,
Senti as garras,
No calor dos beijos!
Dentro do meu coração,
Empunhei a minha razão,
E não parou de crescer,
A vontade do meu querer!
Tu serás a única,
O meu brilho em mim,
Todo o meu sentimento,
O luar que fica,
No portal do meu fim,
O meu grande momento!

Foto de Lorenzo

Jogo Fatal

Quem me dera que de repente
Pudesse te apagar da mente
E esquecer, de uma vez, tua imagem
Ah, se eu tivesse esse poder
Ou ao menos conseguisse entender
Porquê não crio essa coragem

Para cumprir minhas promessas
De não mais te procurar, ver ou sentir
E ficar em paz com minhas lágrimas
Que desobedecem e acabam por cair

Maldito coração esse meu
Que teima em ficar com o que é teu
E nas lembranças não quer dar fim
Fazendo escrever versos como esses
Me perdendo nesse jogo de interesses
Que já levou o que podia de mim

Foto de Paulo Gondim

Tuas mãos

Tuas Mãos
(Paulo Gondim)
04.06.2004

Tuas mãos andaram pelo meu corpo
Feito carruagem
Como viajante ou cometa errante
Sem querer chegar ao fim dessa viagem

Tuas mãos me tomaram por inteiro
Num afago puro e verdadeiro
Num toque sutil
Num desejo febril
Como flecha, num tiro certeiro

Tuas mãos já percorreram tanto o meu ser
Com a suavidade do toque
Me enchendo a alma de prazer

Tuas mãos já me fizeram tanto bem
Como o amanhecer que sempre vem
Renovar a alma
Nos trazer a calma
E a certeza de um “querer-bem”

Tuas mãos já me levaram ao infinito
Quando me tocavam, e acariciavam
Fazendo o nosso amor tão mais bonito

Tuas mãos já se tornaram parte de mim
Como a saudade de ti que não tem fim
E preenchem todos os espaços
Como se ainda tivesse teus abraços
Se te esquecer fosse possível assim

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