Fuga

Foto de MIRZA

Amor de Perdição

Amor inconsequente! amor,infelizmente
A mais obstinada fuga torna-se vã
Delírios, insultos, lágrimas e embriaguez
A mágoa aterradora do amado ausente
O fim sem explicação, o medo do amanhã
A revolta confessa no pranto convulso
Ontem loucos amantes, hoje seres distantes
Juras de amor sepultadas no passado presente
Promessas feitas no calor do momento
Castelos de areia desfeitos ao vento
As músicas que ainda ecoam na mente
Como fantasmas que bailam na solidão
Tantos segredos esquecidos, amor maldito
Anjo infame, olhos azuis de maldição
Traindo o amor que sempre lhe pertenceu
Banalize o sonho que outrora já foi meu
Entregue à outra sua falsa perfeição
Mas lembre-se da lei do retorno
Tudo que faz lhe voltará em dobro
Não se brinca jamais com um coração
Você me trouxe a luz agora entrega-me ao breu
Sua ausência fere e tortura meu ser
A certeza de que não mais voltarás
A espera sem sentido, o definhar da alma
Recordações que assombram meu pensamento
"Ne me quite pas, ne me quite pas"
Insano amor que clama por seu retorno
Meu desespero em te arrancar de mim
Apagar sua passagem em meu destino
Tentativas frustradas de te esquecer
O abandono aliado a dor leva ao desatino
É chegada a hora da libertação
No silêncio da noite um único disparo
Entrego-lhe minha vida, amor de perdição

Foto de joão jacinto

Cicatrizes

Vejo a face marcada e dura da tua dor,
ouço os uivos repetitivos da tua raiva,
sinto o desespero amargo dos teus sentidos
e dói-me o negro acutilante das verdades,
que carregas como culpas,
dos valores calcinados,
corrompidos de eternos ódios e rancores.
Presa fácil de ingenuidade,
das desconfianças e credos,
fechada no labirinto das paredes,
cobertas de antigo e de medos,
numa teia emaranhada de incompreensão,
cimentada de fraquezas e vícios,
na recusa de rasgar uma fresta
e de contemplar-se em admiração,
desnudada de complexos e mitos,
na corrente de mãos dadas com o mundo.
Destruído pelo conflito de ser vencido,
apaixonado, sem amor,
temendo receber o que não sabe oferendar.
Moribundo no vazio do sossego,
em prolongados silêncios,
exercitando o conformismo da solidão,
em sofrimento preocupado.
Mensageiro na riqueza
alucinada dos vocábulos,
do desentendimento confuso e perplexo
dos indecifráveis códigos,
da simbologia da existência.
Dói-me o paradoxo do belo e da tristeza,
do propotente e da vítima,
de ter de sofrer contigo, ser-me cruel.
A minha superficialidade é fuga
ao pesadelo do realismo ofensivo,
que me circunda e me hostiliza.
A consciência do tempo
e da verdade dos instintos,
é a grande cruz que nos pesa na alma,
o pecado da sobrevivência.
Arquitectamos esquemas defensivos
às nossas inseguranças
e retroactivos à criatividade frustrada dos sonhos.

Se pretendo magoar-te,
sou eu que fico ferido.

Dói-me ver-te com tantas cicatrizes.

Foto de maianamota

Amar, amar..não amar

Numa etapa solitária,
encontrei você.
Coração ocupado, não batendo mais
como devia bater.

O começo foi ruim,
tentativas de fuga,
mentiras desmedidas,
indecisão no ar.

Comecei a amar você.

Agora,
coração duas vezes ocupado,
coração desnorteado,
dúvidas frequentes,
razão inconsequente.

Não quero amar você!
Não quero amar você!
Quero amar você!!!

Foto de Maria Mariah

Solidão Barata

Por onde escapas?
Se lhe fecho o cerco,
Se lhe envolvo os braços,
Se lhe beijo a boca e lhe roubo o fôlego.

Por que se engana?
Reinventando a vida,
Distorcendo os fatos... se iludindo a toa.

Vá! Saia por minhas entradas... já não há hora marcada!
Divirta-se com minhas normas de conduta.
E se assim lhe aprouver...
...esqueça que minhas mágoas também são suas!

Se os sapatos já não lhe servem... fuja!
E brinde sua solidão, seus medos... desatinos!
Em meio a falsos pudores, beba das palavras soltas,
perdidas no céu da boca... tênue instante sonhado
entrelaçado em teus medos castos.

Vá! Já não lhe prendo em meu bolso... calabouço.

Brinque diante ninfas...
...iludindo-se entre seus “terços”.
Momento... rente à perfeição!
Mentira! Doce loucura que lhe afaga a alma...
...em meio falsas gentilezas.

Fuga... precipício... sensações!
E quando não mais suportar o mundo nas mãos...
...quando seu deus não mais lhe bastar...
...nada! Não haverá nada além de uma solidão barata.

Não!
Não se cale diante minhas interrogações... interjeições... vírgulas e reticências.
Não se perca em “meias pontuações”!
Não é essa sua oração principal. Não!
Não se curve ao meu monólogo... pois,
Seu silêncio já não diz nada.

Foto de MIRLES

AMOR PLATÔNICO

AMOR PLATÔNICO

(AUTORIA DA MILLY)

SE TE ENCONTRAR EM ALGUM LUGAR

NÃO SEI SE CONSIGO RESISTIR AO TEU OLHAR

TENHO VONTADE DE SORRIR COM TEU SORRISO

SINTO QUERER BEM MAIS, QUE SE PODE QUERER DE UM AMIGO

PARO MUITAS VEZES PARA OBSERVAR A TUA BOCA SENSUAL

O QUE ME ENVOLVE, PARECE SER UMA MAGIA, UM RITUAL

É UMA ENERGIA FÍSICA, CHEIA DE EMOÇÃO

É UMA CARGA EMOTIVA, QUE VEM DO MEU CORAÇÃO

NÃO DEIXA DE SER AMOR, NÃO DEIXA DE SER AMIZADE

NÃO ME FAZ MAL ALGUM, CONTRÁRIO, ME DÁ FELICIDADE

SÓ É MEIO COMPLICADO, INCOMPREENSÍVEL

PORQUE SEI QUE PRA MIM É INACESSÍVEL

NÃO É DE NINGUÉM, E A NADA SE NEGA

MAS SE FICAR PRA MIM, MUITA COISA SE QUEBRA

ESSE É O PLATÔNICO, O UTÓPICO SENTIMENTO

QUE NOS RETIRA DA ROTINA, QUE NOS SERVE DE ALENTO

ESTE É O MEU AMANTE, IMAGINÁRIO, VIRÍL

QUE SEMPRE VEM APAGAR O MEU FOGO, O MEU ESTADO FEBRIL

QUE ME LEVA A CONHECER NOVOS CAMINHOS

QUE ME COBRE DE ATENÇÃO, DE BEIJOS E CARINHOS

É A FUGA DA REALIDADE !

É A BUSCA DA SAUDADE !

É A LOUCURA DA FANTASIA !

SERÁ QUE É LOUCURA, EU TE QUERER POR UM DIA ?

Foto de Paulo Gondim

Fuga

Paulo Gondim
15/07/2006

Por onde andas, minha doce menina,
Que saiu assim, sem rumo
Sem deixar pista
Apagando o rastro
Nesse holocausto
Que é tua fuga?

O que busca tanto
Nesse teu andar
No teu procurar
Que nunca tem fim?

Por que foges tanto
De tudo e de todos
Se a marca no rosto
De todo desgosto
Não te deixa ir?

Por que tanto pranto
Por que tanto espanto
No teu caminhar
Se os calos da vida
Já fazem ferida
No teu calcanhar?

Onde queres chegar
Nessa disparada
Nessa longa estrada
Que nunca tem fim?

Pára um pouco e vê
Que teu padecer
É luta inglória
Muda tua história
Aborta essa dor
Cobra tua hora
Seja como for
Volta para a vida
Volta para o amor!

Foto de Anna Camarra

Toma-me em teus braços

Toma-me em teus braços de viajante
aperta-me, ansioso, contra ti
como se temesses uma fuga.
Desenha o contorno do meu corpo
com o lápis da ponta dos teus dedos.
Despenteia-me o cabelo demasiado composto
como se tu fosses vento e eu uma nuvem.
Passa lentamente um dedo quente, nervoso
sobre o morango pálido da minha boca.
Não me beijes, porém, é ainda cedo
ou já demasiado tarde para beijos.
Mergulha agora os teus olhos
na liquidez deserta do meu olhar.
Fundo, sempre mais fundo até encontrares
o santuário onde guardo as palavras que não digo.
Entende, amor, entende apenas!

Foto de Zami

Procura-se

Procura-se

Um par de olhos que enxerguem a minha essência
A fuga encantadora nas cores do pôr-do sol
Um sorriso masculino
Sem machismo
A paz de um colo fixo
Sem egoísmo
Sem saciar
Sem cobranças
Se dar totalmente
Procuro um homem
Sem simetria
Mas cheiroso
Cheio de alegria
Sem preconceito
Mas sem orgias
Com muito tesão
Mas com os pés no châo
Que sinta a temperatura da terra molhada
Que goze dando risadas
Um homem com histórias
Mas que sejam verdadeiras
Para sermos um ser humano

Zamy Pesci
zamypesci@hotmail.com Brasília-DF BRASIL

Foto de Sirlei Passolongo

Paixão

Auge do desejo
Fogo que a tudo
Devora
Chega sem avisar
Chega sem marcar
Hora
Vulcão que o corpo
Explora
Prisão sem muros,
Sem grades.
É tempestade que a
Tudo invade

Paixão
É Misto de sonho
E loucura
Sabor de fel e
doçura
Anseio maior que
A razão
É Fuga sem direção
Devaneio sem sensatez
Ainda assim...
Nada melhor que
Uma paixão
Melhor morrer
Sem lucidez
E se apaixonar
nem que seja
apenas uma vez!
(Sirlei L. Passolongo)

Foto de tizapoe

SONS, IMAGENS, TEMAS DE NÓS 2

Tudo em nossas vidas ecoa e escoa
E sempre soa como uma pessoa
Que de si sempre caçoa;
Mas eu sei que nossa voz nada entoa
Quando o tempo está verdadeiramente à toa.

Tudo em nosso mundo em todo o mundo se reflete,
Mesmo sobre aqueles a quem nada compete,
Mesmo sob baitas tempestades de confete
Sobre os tantos topetes – de generais,
De garis, de playboys e de pivetes.

Tudo em nossa história é uma eterna fuga do tédio,
Uma epidemia de amor para a qual não há remédio.
Todo o choro é hilário, todo inferno é etéreo,
Os pecados são todos vãos, então deixemos-nos como estão:
Sem nomes, sem telefones; sem juízo, sem perdão...

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