Luz

Foto de Ary Bueno Principe dos poemas e do amor

MENTIROSO POETA....

Ary Bueno [ O Príncipe dos poemas e do amor ]

Poeta, és mesmo um eterno fingidor
Mostras nos versos tanta luz e amor
Que todos o julgam apenas sonhador
Sem desconfiar desta tua imensa dor

Tu carregas no peito sempre a saudade
No coração a tristeza faz morada eterna
Se por fora mostra uma grande felicidade
Dentro de ti o teu sofrer, jamais hiberna

É teu coração um relicário, bem fechado
Aonde este teu amor, conservas guardado
Com uma tênue esperança, já quase morta
Que ela ainda voltara a bater em tua porta

Teus sonhos, deixas muito bem escondido
De teu amor, não falas, nem da tua saudade
Assim todos, irão pensar que foi esquecido
Que teu amor era mentira, não era verdade

Pobre poeta, infeliz, mentiroso, enganador
Caminhas, com tua saudade, a sua solidão
Lembrando desta que foi seu grande amor
E que nunca você a afastou de seu coração

Finja sempre, que estas feliz, quando escrever
Em teus poemas, mintas sempre seu viver
Para que ela também, não venha por ti sofrer
Apenas fale de amor, nunca de teu padecer.....

Foto de jlp

Sinto saudades de ti

Sinto saudades de ti.
E isso bastou para que em mim
Fluíssem sentimentos
Que a escrita te recorda
Como pedaços de um só.
E de momento deixo que a frescura da brisa
Me traga teu sorriso,
Que a luz da lua o brilho de teus olhos,
A beleza que me envolve a doçura de teu rosto.
E meu coração estremece;
Sinto-te demais
Para continuar a adiar o que sou
Ou não sei ser sem ti.
E deixo que o silencio,
Como meus braços,
Te envolvam
Num acto de carinho sem fim.
E embale nosso sonho
Que acordou realidade...

Foto de sailing

Mulher de Outono, magia e encanto no teu caminhar

Outono que marcas a paisagem de castanho
Tons nostálgicos que acendem paixões,
Vento voraz que arremessa as folhas das árvores,
Acendes as madrugadas...
Iluminas corações,
Numa paisagem que se transforma por magia.
Caminhas na tua plenitude, numa rua despida,
Árvores sem tecto que mostram o céu,
Cores que se misturam nesta aguarela da vida...
Deixas o rasto de perfume na avenida...
Tornas-te rainha com o teu encanto.
Deusa e ninfa do poeta,
Luz na alma, um farol na noite,
Para quem te vê, de quem te segue...
Entregas-te nas manhas frias a quem te adora,
Em momentos de volúpia e amor,
Num território só teu,
Entre o linho e o algodão,
Aqueces a atmosfera num ardor louco,
Em momentos únicos,
Soltas-te e não tens dono.
Folha que se desprende da árvore e parte,
Cai a teus pés, marca a estação...
Natureza que se transforma,
És a Cinderela de uma história que fazes,
Transportas segredos das noites vividas,
Entre os beijos e abraços que te envolvem,
As loucuras sentidas que só tu sabes...
Cabelos que se desprendem ao vento,
Abençoados em cor de mel,
Olhos que penetram como magia,
Contagiam e enfeitiçam quem te olha.
Mulher do Outono, com teu manto...
Felina na noite, anjo de dia...
Segues o teu caminho...
Como a folha que se desprende do seu ramo.

Foto de Claudia Nunes Ribeiro

RAPTO

Minha alma tranquei no espelho
Percorro o dia
Automatizando meus passos
Sendo um espectro do que já fui.

Meus bens já não me pertencem
Meus quadros, da parede arrancados,
A mobília revirada,
Tudo coberto pelo pó do tédio
Que se tornou minha vida sem você.

Espio a vida pela fresta da janela.
A luz não deixo entrar
Natal, Carnaval, Páscoa,
Nada disso me interessa

Não sou mais companheira da aventura,
O ar da alegria não penetra mais
Em meus pulmões.

Sinto-me só,
Desamparada e triste
Seqüestrando minha própria vida
E trancando na gaveta
Junto a teu retrato.

Foto de Sirlei Passolongo

Malogro

Malogro
     
Era ainda uma semente
ninguém tocava,
ninguém via.

Desabrochava no ventre
feito botão de rosa
à luz do dia.

Dormia
de mãozinhas cruzadas
como quem faz uma oração.
De vez em quando sorria
quando alguém lhe punha a mão.

Desabrochava no ventre
feito botão de rosa
à luz do dia.

Em seus sonhos inocentes,
os anjos lhe desvendavam
o mundo fora do ventre:
se o sol brilhava de noite
e como a chuva caía.
Pensava enquanto crescia
no rosto de sua mãe. Como seria?
Desabrochava no ventre
feito botão de rosa
à luz do dia.

No aconchego da morada,
ouviu uma voz dizer
para a mãe: "Não vai doer".

Ainda sem entender
deu risinhos de alegria,
acreditou ser a hora
de ver o rosto da mãe
e descobrir se o sol brilha.

Desabrochava no ventre
feito botão de rosa
à luz do dia.

O botão foi aparado,
cortado com maestria.
Nunca chegou a saber
se o sol brilhava de noite
ou se brilhava de dia,
não viu o rosto da mãe
nem como a chuva caía.

Ele jamais se fez rosa...
Murchou de forma silenciosa,
não pôde gritar sua agonia.

(Sirlei L. Passolongo)

Foto de Carmen Vervloet

Ao Som Do Violino

Ao Som do Violino

O spalla com seu arco de madeira
Fricciona as cordas do violino
Amaciadas pelo breu da noite
Nas crinas do meu cavalo alazão.
Tira um som morno, aveludado,
Varrendo as cinzas do meu coração.
Misturam-se nossas almas...
Tudo é calma!
Seu timbre soprano
Retira-me o eu urbano
E incita-me a cavalgar pelos campos
Em delírios, voz, canto...
Desejos, arrepios, encantos...
Prantos evaporados...
Medos incinerados...
Sonhos perseguidos...
Na garupa do meu cavalo alazão
Ardendo em paixão...
Sem luneta, sem lupa,
Sonhos perseguidos a olhos nus
Em êxtase e luz!

Carmen Vervloet

Foto de Raiblue

Segredo...

Meus passos
não te alcançaram
paralelos caminhos
linhas que nunca se tocaram
além do verso
nosso ninho...
Mas a poesia
transbordou na realidade
com tal intensidade
que nos tornamos personagens
dos nossos próprios desvarios...
Inventamos um amor
com tanta veracidade
que quase acreditamos
ser mesmo verdade...
Mas quando veio a luz do dia
revelou que tudo
não passava de fantasia...
Mas a fantasia do poeta
é tão perfeita
tão concreta
quem poderá afirmar
que mente
o que sente....?
Demente?
Se o sonho for real
pode chamá-lo
certamente...
Antagonismo
Loucura...
Tentar explicar
o poema
ou o poeta
é tradução
incerta
Nem Freud explica
A alma que se esconde...
Nas entrelinhas de um verso...
É segredo...

(Raiblue)

Foto de angela lugo

Sonhadora

Sou sonhadora, pois é contigo que sonho
A cada manhã vejo-te ao meu lado
Contando tuas pelejas da vida
Teus olhos sem brilho faltando luz
Eu sonho de olhos abertos olhando-te
Que eu possa entrar nos teus olhos
Dar-te o brilho do meu amor
Correr minhas mãos pelo teu corpo
Acariciar teu peito desnudo dedo a dedo
Sentir o soar das batidas do seu coração
Sonho nele entrar aos pouquinhos
Não sabes que aos teus pés me tens
Olha para a sua volta sinta o amor a rondar
Sinta que não é sonho é somente alguém
Que vive sonhando de contigo estar
Sou sonhadora sim, pode perguntar, respondo
Não me calarei diante deste amor existido
Não curvarei minha cabeça seguirei ereta
Até o dia que veja nos meus olhos este amor
Que já não consegue estar guardado
Ele quer sair e penetrar no teu ser... Acorda!
Estou aqui como pode ser tão cego?
De não ver e  sentir tanto amor assim
Não quero passar a minha vida sonhando
Deixando minha passagem em vão
Vai acorda... Olha para o lado e enxergue
Quanto amor existe tão perto para ti

 

Foto de angela lugo

Uma vida renascida

Viajei por uma estrada que já conhecia
Encontrei os obstáculos que passei um dia
Derramei lágrimas de medo e de dor
Tentei escrever, mas minha alma sofria
Meu coração no peito comprimia
Passava por momentos que já esquecera
Um medo se apossava do meu ser diariamente
E lá naquela cama de hospital meu pai perecia
Em nenhum momento perdi a esperança
Rezava dia e noite pedindo a Deus que o curasse
Ele me atendeu e meu pai sobreviveu
Mais uma vida renascida
Continua no Hospital, mas em breve sairá
E trará novamente a alegria de volta a seu lar
Tem momentos em nossa vida que tudo parece perdido
Mas lá no fundo do poço vemos um raio de luz
Que nos trás sempre a esperança de sorrir de novo
O raio de luz da vida que nos faz tão feliz
Mesmo que a vida seja apenas um sopro
Este sopro faz ir tão longe as nossas caminhadas
Por este mundo que é tudo o que temos
Lutamos por um sopro que a cada momento
Pode findar e o oxigênio faltar
Por isso o melhor a fazer é nos amar
Para a vida continuar a nos dar este raio de luz
Para a cada dia nos iluminar

 


Foto de Francisco Goty

Á regra de três...

Foi aqui neste leito abençoado pelo sonho.

Em meu circulo do fogo.

.

Aqui...

neste lugar de exílio,

que por entre o delírio de nós,

poetizamos louvores aos nossos corpos.

.

.

E foi aqui que um dia te vi chegar,

como discípula de uma Deusa.

Fêmea imersa numa volúpia divina.

.

E sob a luz funérea da noite,

envolveste-me num encanto poeirento.

Bebi a “libertação da alma” do teu cálice sagrado.

.

E foste a vertigem que me correu nas veias.

A melodia insultuosa do meu silêncio.

.

Alada das madrugadas eufóricas.

.

Foste...

a blasfémia do meu desejo.

A evocação de Hécate.

Amante da Mágika prateada.

.

E foste o grito sinistro das minhas dores.

.

.

Foi aqui

que te vi partir.

Consumada num rito negro.

.

Levaste contigo os gemidos que te dei.

As cicatrizes que alastrei na tua pele.

.

O luar secreto das nossas palavras.

O veneno que saciava os nossos lábios.

.

E a vida...

A vida que havia em nós.

A vida...

que te pintei numa tela sem cor.

.

.

Levaste contigo a carne mordida.

Tatuada.

Fodida.

Deslumbrada.

Extasiada...

.

Penetrada.

.

Penetrada pela minha fome de ti.

.

.

.

Foi aqui,

que simplesmente te inventei.

Á regra de três.

.

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