Mal

Foto de Carmen Lúcia

Enfim, é Natal!

Há uma luz diferente no céu!
Tão intensa que transpassa todo véu,
que de azul-marinho se faz prata a brilhar,
entremeado com o prata-lunar
deixando o planeta mais bonito e feliz!

Anjos parecem surfar...
Na mansidão daquela imensidão
preparam-se para encantar a Terra
com suas harpas e cânticos de amor...

Fazem das nuvens, tobogã...
E escorregando vêm ao mundo
em doce missão de alegria e paz...
Expectativas de novos tempos,
embaladas por sonhos e sinos a tocar...

Esperanças renascem
em cada coração, a cada oração...
Parece que o Amor se espalha
como fragrância que exala
em cada canto o seu encanto...

Pensamentos se juntam: Paz!
Afastam o desencanto do mal...
A luz se intensifica mais e mais...
Enfim, é Natal!

Carmen Lúcia

20/12/2007

Foto de poetisando

Tristeza

Tanta noite que eu chorei
Por não ser como os demais
Ter carinhos e um lar
É triste não ter os pais
Quando temos pesadelos
A Precisar do amor
Dos nossos progenitores
Mas só sentirmos dor
É triste sermos criados
Sem carinho dos nossos pais
Sem nós os podermos ter
Como todas as crianças demais
Tanta lágrima chorei
Tanta noite mal dormida
A pensar onde estavam
O que faziam eles na vida
É uma dor que me acompanha
Que não sai do meu peito
Ainda hoje me pergunto
Que mal teria eu feito
Que triste o meu destino
Malfadada a minha sorte
Viver assim como vivo
Porque não me levou a morte
É triste não ter os pais
Mais ainda não os ter
Chamar por eles á noite
Nenhum deles aparecer
Os que foram criados com os pais
Não conhecem nem sabem não
A amargura que se trás no peito
A dor que se trás dentro do coração
Não quero que sintam pena
Pelo que o destino me reservou
Vou vivendo com amargura
Amando quem não me amou
Tanta noite que eu chorei
Por não ter sido como os demais
Ter carinhos e amor
É tristes não termos os carinhos
Dos nossos pais

De: António Candeias

Foto de poetisando

Não brinques

Não brinques com o coração
De alguém dizendo o amar
Com a brincadeira que tens
Podes-te também magoar

Com o coração não se brinca
Para não se lhe fazer mal
Causando dores tremendas
Como ele não vais ter outro igual

Quando brincas com o coração
De um outro ser que é teu igual
É porque não tens sentimentos
Ou não és uma pessoa normal

É uma brincadeira que pode matar
A alma e o coração de alguém
Nunca brinques com o coração
Podes acabar brinquedo também

O coração e muito sensível
Para com se poder brincar
Se não o amas diz-lhe logo
Para não o vir a magoar

De: António Candeias

Foto de Allan Dayvidson

O FIM DO MUNDO

"Cada minuto de vida é sempre um minuto a menos e não um minuto a mais. Mal nascemos e já começamos a morrer".

(Trecho do livro O que realmente importa?)
Anderson Cavalcante

O FIM DO MUNDO
=Allan Dayvidson=

Se fosse o fim do mundo, teria tanto a te dizer;
tantas coisas que ainda deixei por fazer;
eu me permitiria; nos perdoaria;
e respiraria cada segundo do último do dia.

Se fosse o fim do mundo, queria você por perto;
deixaria o orgulho de lado e o coração descoberto;
eu arriscaria; me desprenderia;
estaria de olhos fechados e braços abertos...
(Hum... isso pode dar certo...)

Hoje é o fim do mundo, espere por mim,
porque estou a caminho e muito ansioso
Hoje é o fim do mundo, espere por mim,
quero você comigo, imersos nesse caos caprichoso.

Se fosse o fim do mundo, te beijaria sem esperar permissão;
e nós seríamos como dois corpos celestes prestes a entrar em colisão;
eu me entregaria; nos libertaria;
faria do último, o melhor dos dias.

Hoje é o fim do mundo, pense nisso,
porque passamos a vida nos impondo estranhos compromissos.
Hoje é o fim do mundo, pense nisso,
veja os indícios, o fim está próximo e eu não vejo a hora de ver o novo início
para tudo que temos por legitimado princípio.

E se fosse o fim do mundo, eu gostaria estar jundo a você,
celebrando a sorte de ter alguém com quem sobreviver...

Hoje é o fim do mundo, abra a porta,
porque a gente costuma passar a vida sem dizer o que realmente importa.
Hoje é o fim do mundo, eis uma proposta,
é uma questão de tempo, mas não termina enquanto eu não souber sua resposta.

Foto de Carmen Lúcia

Todo tempo

Quando o planeta se tinge de vermelho
e meu coração rouba o azul do céu,
quando estrelas faíscam lascas de espelho
refletindo a emoção indo além do arranha-céu...

Quando as canções cadenciadas por sinos
e asas de anjos roçam minha face, num release,
anunciando, ao som de harpas, a reprise de um tempo
em que, antes de tudo, a solidariedade se priorize
e o verbo amar alcance a altura de um sacrário...

Quando a sensibilidade comanda os sentimentos
e todo pensamento se resume num só...
ao sentir Sua presença, perceber que não se está só,
quando todo amor apela para ser sentido
por aquele que não vive e inspira dó...

Ainda que os vazios se preencham de ausências
e pelos cantos soturnos teime em resistir o mal,
em castiçais as esperanças trepidam
velando o bem que nunca há de se apagar
porque todo tempo é tempo de Natal...

_Carmen Lúcia_

Foto de Carmen Lúcia

Tempo de Natal...

Os sinos bradam alegremente...
Anunciam um suposto novo tempo,
tentam arquivar no esquecimento
os contratempos que marcaram a vida,
agentes de todo o mal...

Querem incutir o bem
num esforço supremo de alegrar alguém,
como se a dor instalada no peito
pela saudade que nada dá jeito
se esvaísse com as badaladas,
ressuscitando pessoas amadas
ceifadas do âmago de nosso contexto.

Estrelas se põem à mostra
acendendo um céu
que de marinho se borda.
O mesmo céu onde a lua aporta
inundando os lugares de prata angelical
de um mundo manchado de vermelho,
molhado de lágrimas, desolado, aviltado
em contraste com a suavidade da noite
inocente, a ofertar a paz celestial.

Tempo de Natal...

Árvores são enfeitadas com aparato,
luzes coloridas faíscam com recato,
exterioridades expõem beleza e luminosidade
que não alcançam os interiores escuros,
não abrangem o significado da data
nem apontam o caminho da simplicidade
onde o amor transita com humildade.

_Carmen Lúcia_

Foto de Carmen Lúcia

Oração(conversa com Jesus)

Senhor, meu Senhor de todos os dias...
Senhor dos momentos que me angustiam,
pois estando feliz esqueço-me de Ti...
Apenas agradeço apressadamente,
palavras ditas automaticamente,
pelas alegrias que me dás como presente
sem me lembrar quão profundo é teu amor por mim...
E por muito me amar me queres feliz!
Ingrata que sou, largo Tua mão e ando por aí
e só quando caio, retorno a Ti...
E novamente Tua mão me estendes...
Dez, mil, um milhão de vezes,
e me amparas...me dá Teu colo,
me ouves serenamente, sopras meu pranto,
me envolves num grande abraço com Teu manto...

Hoje, Senhor, prostro-me a teus pés...
Deito-me ao chão em forma de cruz
e deixo meu pranto rolar...
Não vim pedir, mas implorar
a Tua luz, o Teu perdão, a Tua proteção...
Lavo tuas chagas com minhas lágrimas,
as mesmas que secaste quando caí,
as mesmas que derramei ao me aproximar de Ti,
ao me levantar e olhar em Teus olhos
que me olharam profundamente
e me falaram docemente
palavras que nunca escutei
sobre as dores que passei,
sobre o pranto que engoli...
ao relembrar que morreste por mim.

Perdoa-me, Senhor, por não ter merecido
as graças que me destes, confiando em mim...
Livrando-me do mal, levando-me a Ti...
Em gesto de humildade, deito-me ao chão
e diante de Ti deixo falar meu coração.

_Carmen Lúcia_

Foto de poetisando

Mais um ano de vida

Já vivi mais de meia-idade
De cabeça deitada na almofada
Em tudo o que planeei e não fiz
Nesta minha vida malfadada

Agora com mais de cinquenta
Com mais de meia-idade vivida
Penso nesta minha velha carcaça
Que fiz eu afinal nesta vida

Acabo por adormecer e sonhar
Que sou uma carcaça com sorte
Não conheci o amor enquanto novo
Só conheci quase na hora da morte

Sonho que nada fiz na vida
Mal não ninguém fiz também
Posso partir deste mundo
Que partirei feliz como ninguém

De tudo o que fiz nesta vida
De nada tenho que me a arrepender
Tentei a toda a gente ajudar se pudesse
Voltar atrás o mesmo voltava a fazer

Já a muito que sonho com a morte
Essa coisa que é tão atrevida
Parece que me quer levar já
Sem me deixar gozar mais a vida

Agora que passo da meia-idade
Tudo me vem em sonhos recordar
Até de quando era criança
Assim vou continuar a sonhar

Como os anos passaram tão rápidos
Penso agora que estou acordado
Que fiz eu nesta minha vida
Onde terei eu andado

De: António Candeias

Foto de poetisando

Mãe natureza

Vamos falar com a mãe natureza
Saber o mal e o mais o que ela tem
Tratar bem das suas mazelas
Porque é dela que a vida vem
Se a mãe natureza adoecer
A nossa vida não vai ser fácil
Ela nos purifica o ar e dá-nos vida
Não a deixemos então morrer
É no meio da mãe natureza
Que encontramos a paz e harmonia
Vamos falar com ela com a nossa alma
E o coração todo ele bem aberto
Lembrando tudo o que de ela vem
Tudo quanto ela nos dá
Desde a água limpa dos rios
Ao ar que todos respiramos
Da fauna selvagem às flores
Tudo ela nos oferece e dá
Sem nos pedir quaisquer favores
Pudemos agradecer á nossa mãe natureza
Que apesar de a tratarmos tão mal
Tem sido para nós bem generosa
Vamos tratar dela com toda a nossa nobreza

De: António Candeias

Foto de poetisando

Incerteza

É triste viver na incerteza
Mais triste ainda é eu estar a sorrir
Quando a minha vontade é chorar
Deixar de todo o mundo ouvir

A tristeza me está a dominar
É triste este meu sofrer
Que me está a fazer tanto mal
Com tanta incerteza antes morrer

É triste viver na incerteza
Não consigo entrar em real
Uma incerteza que me domina
Que me está a fazer tanto mal

De: António Candeias

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