Noite

Foto de raziasantos

Anjos caídos.

Oh! Que amarga tristeza!
No olhar ansioso e aflito.
Dos que caminha na noite escura.

Perambulam sem destino em busca da própria destruição.
Sem âncoras nem refugio nem um lugar para chamar de lar.
Como almas penada trêmulos caminham sem direção.
São os filhos das drogas, que os consome sem compaixão.
É uma desumana desventura.

Elas não têm preconceito, ou descriminação.
Adotam crianças, adolescentes, jovens, sem distinção.
Corroem a mente mata a alma, destrói e leva maldição.

Quando cansa de suas vitimas entregam aos frios véus da sepultura
Ou da prisão.
E dos olhos do que assistem surgi lagrimas de compaixão.
Fecham os olhos serenos morrem em silencio na solidão.

Os que penetram nesta noite escura deixam rastro de lagrimas.
Corações despedaçados, mais família que levam flores no dia de finado.
Mães que se agacha humilhadas e revistadas no dia de visita nas penitenciárias.
Aos ecos dos soluços, esperam a vitoria,
No fundo as gargalhadas do diabo como vendaval inimigo fatal!
Como anjos caídos vagam na intensa escuridão.

Foto de Carmen Lúcia

7º Concurso Literário: "Flor"

Nascera Flor.
Flor-de-maio, Flor-da-noite, Maria Flor...
Em meio aos encantos de oferendas matinais,
batizada com fragrâncias de essências florais,
banhada em gotículas orvalhadas de cristal,
predestinada a conduzir o bem e extirpar o mal.

Crescera Flor.
Livre, entre flores tantas de verdejantes prados
fora desde a rósea tulipa à camélia descorada,
seduzida por suspiros de fogosos jasmins, de jardins.
Abandonada!
Perdeu-se pelo campo sangrando o seu pranto.
Conhecera a dor! O primeiro amor...

Vivera Flor.
Rosa se tornara. Vermelha! Rubra estrela!
Brilhante e bela! Insinuante donzela!
Amara mais que a vez primeira! Estremecera!
Rosa rainha, no cais aportou...Desabrochou.
E com soberania, mudou seu destino. Desatino.

Quis aquecer o inverno, o frio da estação.
Florear noitadas, enlouquecer paixão...
Como dama-da-noite, na noite se fartou,
na dança se encontrou, o tango coroou!
Pelos caminhos se despiu...Despetalou.

Morrera Flor.
Hoje suas pétalas derramadas inundam...
Seus espinhos cravados causam dor,
seu néctar desejado não mais libera.
O perfume desimpregnou a Flor!
Quem sabe ainda renasça n’outra Primavera...
Plena de amor!

(Carmen Lúcia)

Foto de Anderson Maciel

MEU DIAMANTE

Você Chegou cativando meu coração
singindo meu peito de alegria e felicidade
quando eu ja não tinha razão
você me mostrou a mais pura realidade

Preciso de você noite e dia
já não consigo ficar longe de te ver
a vontade é louca é cativante
de poder estar com você

pois você é a joia rara
é a lua brilhante
é o amor da minha história
o meu mais puro diamante. Anderson Poeta

Foto de Vágner Dias

Quero te envolver em meus abraços

Quero poder te abraçar
Quero poder me perder em teus braços
Quero te envolver em meus abraços
Uma enorme vontade
De me fundir em você
Tenho um imenso desejo
De te amar, De me soltar
Me perder e me achar em você....
Quero teu calor
Quero me entregar ao cansaço
De uma noite de amor
Quero ver teu rosto
Sentir o suor em nossos corpos
Esgotado de amar
Quero dizer...
Preciso dizer..

Foto de airamasor

Devaneios....

Não sei porque
repentinamente meu coração ficou mergulhado na sombra da tristeza...
É talvez efeito da solidão,
respondeu-me a voz da razão .

Eu já estive solitária,
mas jamais triste como agora.

Olho a noite embalsamada de perfumes primaveris
e fico sem compreender a razão do ser dessa melancolia.

Tudo é belo,
o por do sol,
depois o luar cor de prata,
a noite transparente e azul...

Você está presente em tudo,
no luar cintilante que hoje me parece tão triste...

No sussurro da brisa que toca levemente os meus cabelos com suas mãos de sonhos...
Nas estrelas que piscam silenciosamente no céu...

Agora compreendo porque estou triste...
Você está em toda parte,
mas não está ao meu lado,
apesar de estar dentro de mim...

Minha alma tem frio e meu coração pulsa fortemente inquieto...
como se estivesse desfalecendo...
apagando aos poucos,
como todos os sóis de minhas tardes sem você...

Morrendo de mansinho...
como o riacho que se vai...
Ficando mudo...
como a música que termina....

Mas, o sonho retorna como o som que recomeça...
Como o novo sol,
de um novo dia...
A esperança volta...
E com ela o desejo doido...
de ver....
de sentir você!!!
(Aira, 15 de janeiro de 2011)

Foto de Arnault L. D.

7º Concurso literário (Faces do amor) Lado escuro da Lua

Quando ela pensa em amor,
se apega em olhar a Lua.
A vê brilhando, iluminada.
O espetáculo em cena que atua.

Nenhum astro há de destoar,
Colaborando a ornar o infinito.
Tendo ao fundo um azul-ultramar,
tanto ponto de luz, tão bonito...

Quando ela pensa no amor,
suspira, a olhar para o céu...
Colorindo em lápis de cor,
lambuzando, o querer, de mel...

E o luar flui exuberante.
Brilhante, no céu faz-se impor.
Um adorno de diamante,
nos dedos da noite, a se expor...

E entre astros estou consumido.
Quando pensa em amor, eu não sou...
Estou lá, mas, como se escondido,
no lado oposto da Lua estou.

Por seus olhos, cegos pelo brilho,
eu opaco tornei-me invisível.
No lado escuro da Lua me exílio.
Ela pensa o amor, e eu (a amo), no impossível.

Foto de Cassy

Aurora boreal

Olho o firmamento...
Nele imagens obtusas de mais um dia que acaba
Onde vislumbro toda a minha agonia
Pintada num céu negro raiado da mais pura amargura
Mais uma noite iniciada na minha
longa estrada em busca de paz
Que me traga um novo amanhecer...
Com cores da mais pura esperança
Na aurora boreal da minha existência...

Cassy

Foto de Ariano

7º Concurso Literário - Intensidade

Pulsões rígidas queimaram ponteiros
Após faíscas de olhares certeiros.
Sorrisos doces, malícias meladas,
E em um tornamos os cheiros de cada.

Nos nossos olhos, cores e carinho
Encontram-se em prelúdio desejoso.
As bocas trocam gostos até o gozo
Dos corpos que na cama fazem ninho.

Eu toco e beijo e sugo o que era teu
Em busca do melhor pra minha mulher.
Prepara-te: vais tremer toda até
Molhar tua carne em mágico apogeu.

Nessa nossa noite, sem tarde ou cedo,
Tua alvura macia – rosados segredos,
Achou-me em carícias de torpe afinco
Perdeu-se de si: escorreu por cinco.

Foto de Carmen Vervloet

MELINDRES DA POESIA

Pensas que a poesia se abre lentamente,
como flor que se espreguiça ao sol,
a poesia sempre está latente
mas nem sempre se acende ao arrebol.

Deixe que a poesia te provoque
na calma da noite silenciosa...
Não grite por ela, nem a evoque,
a poesia é como moça misteriosa!

Ela tem faces secretas,
dependendo da inspiração, é afoita ou discreta.
Entorna-se qual água de nascente
se o coração que a acolhe é indulgente.

Deixe a poesia descansar em sua alma...
Não a force a se levantar precocemente do berço!
Deixe-a amadurecer com calma,
depois desfie a poesia como quem desfia um terço.

Carmen Vervloet

Foto de Eddy Firmino

FAZ FRIO

Faz frio
E desde que você partiu
Ficou um sentimento, um vazio

Faz frio
E já é madrugada
A cama está vazia e molhada

Faz frio
Meu cobertor é o sofrimento
O aquecedor o lamento

Faz frio
Saudades da noite cálida
A realidade é sombria e pálida

Faz frio
O dia amanhecendo
E a tristeza que vai me entorpecendo

Faz frio
Lembranças do amor e do flerte
Estou te esperando inerte

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