Olhar

Foto de Tancredo A. P. Filho

A CHUVA

Naquela época,
Eu ainda me lembro bem,
Ficava na janela pra olhar
A enxurrada da chuva, escorrendo ao longo do passeio...
Trazendo em suas águas, galhos, papeis, flores...
E, eu saia da janela quando a chuva diminua,
Era o momento esperado...
O barquinho de papel já estava pronto,
Abria a porta e indo até o meio fio,
Colocava-o na enxurrada para navegar...
Sem parar um só instante o barquinho deslizava
Nas águas amareladas... O seu rumo parecia ser incerto.
Ia para um lado... ia para o outro...
Aquela brincadeira era uma alegria só...

Chega aos meus ouvidos,
Um barulho de um choro,
E ouço também uma antiga canção de ninar...
É minha mãe,
Cantando para meu irmão caçula...
E eu estava na chuva e bem molhado...
Não queria deixar aquela brincadeira...
Sem saber o que fazer...
Entrei em minha casa
Comecei a beijar minha mãe...

Meu irmão não chorava mais,
Dormia a sono solto...
Eu bem depressa me aninhei na cama...
Lembro-me bem, que chovia muito,
Chovia sem parar, mas logo anoiteceu...
... e a chuva intermitente foi até ao amanhecer...

Foto de Tancredo A. P. Filho

EU SOU AQUELE

Eu sou aquele ser que se apaixonou
Pela luz do teu olhar...
Eu sou aquele que passei momentos
Maravilhosos por te amar...
Eu sou aquele que está sempre presente
Em teus pensamentos...
E tu és aquela que me amou,
Tu és aquela que também se apaixonou por mim.
Por isso, eu quero morar
No fundo do teu coração
Para nunca mais de lá mudar...
É amando desse jeito,
Com muito carinho,
Desfrutando dessa ternura
E com essa cumplicidade,
Que guardamos no peito,
Alcançaremos a felicidade.

Foto de SATURNNO

Saudades da Carne

Teus Frios pensamentos se revelam
Em gélido olhar perdido ao infinito.
Mãos úmidas e desconcertadas ao espaço
Demonstram anseios,
Que por força tentas afastar,
De saudosos momentos,
Nos quais nossos corpos chocavam-se
Promovendo uma ardente sismicidade
Em nossas almas tomadas
Pelo sisifismo do nosso desejo.
Talvez seja hora de esquecer contendas
E voltar o olhar para quem está ao teu lado,
Da mesma maneira,
Sufocando a vontade de te tomar em meus braços,
Atritar nossos corpos,
E te possuir com a energia de mil raios.
Para assim gozar e fazer gozar
Numa explosão que reproduz
O choque de duas locomotivas a todo vapor.

João F..R. 17/10/2006

Foto de vthgga

Diabo angelical.

Na casa dos anjos ouvi falar de ti
Entre batidas de asas, maldições e curas;
Comentando a fina graça de teus passos
Teus pés a distrair à eternidade
Um após o outro, rebolado, chamado de loucuras
E o céu não é mais céu, é inferno
Anjos loucos, ridículos, apaixonados
Trocando Deus por poesias bobas
Rezando na esperança de teus braços.

Na casa dos demônios ouvi falar de ti
Entre fogo, enxofre e lágrimas
Comentando tua formosura renascentista
Teus seios fartos, (mais fogo, mais enxofre [dor])
Um ao lado do outro,
Teu olhar para frente; Desprezo pelo mundo.
E o inferno não é mais inferno, é céu
Demônios doces, amáveis ... Amando
Trocando satanás por fotos tuas
Queimando na esperança de teus olhares.

Na casa dos homens ouvi falar de ti
Entre tristezas, alegrias, inocências e pecados
Comentando o diabo angelical que é teu corpo
Beleza que faz parar a própria física da vida,
Você passa, olhamos, desejamos e tudo recomeça
E o mundo não é mais mundo, é céu e inferno
Homens verdadeiros, tolos, meninos
Trocando antigas crenças por palavras românticas
Sofrendo na esperança de teus beijos

Na casa da inexistência não ouvi o teu nome
Mas também não há mundo, céu ou inferno
Homens, anjos ou demônios
Sem você diabo angelical
Não se sofre por beijos, nem se queima por olhares
E onde estão as rezas por teus braços?
Enfim... Não há esperança!

Foto de Anjinhainlove

Doce sonhar

A olhar o teu rosto
Adormeci.
Entre lençóis brancos nos deitámos,
Abraçados pelas almas
E embalados pelo amor.
No calor do teu sonhar,
Nos entregámos à noite,
Fechamos os olhos à escuridão
E combatemos o gelo da cortina negra
Que a Lua nos enviou.
Demos a mão e pulámos
De estrela em estrela,
Apanhando os rasgos de luz.
Invadimos reinos desconhecidos,
Em que és meu rei
E eu tua rainha.
Mergulhámos nas nuvens
E caímos através do infinito.
Vimos passar
Planetas e violetas,
Anjos e beijos,
Sentimentos e aborrecimentos,
Até que caímos.
Acordei num pulo,
Mas segura nos teus braços.
Tanto adormeci no teu olhar,
Que acordei no teu abraçar.

Foto de pedacinhos de mim poemas

Em Mim

Olhar perdido
Pensamentos distantes
Serenidade na face
Estou em transe
Saboreio a saudade
De um amor distante
Que ainda queima
As minhas entranhas
É muito bom ter você
Nas minhas lembranças
És a companhia
Das minhas insônias
Se apossou de mim
- Eu gosto assim
Não me sinto sozinha
Guardo você em mim.

Célia Torres

Foto de sonhos1803

Amo-te

Todos os dias acordo,
Olho ao meu redor e vejo que tudo continua do mesmo jeito,
Meu corpo suado,
Coração apertado,
Porque aceitar?
Pra que respirar?
Meus braços desejam apenas alcançar,
Amor traidor,
Não sei, mas como esconder,
Torcer minha vida certinha,
Uso o velho escudo,
A CDF, ou a A.S.,
Boas notas e velho emprego, uma família como espelho,
Como aceitar,
Como viver com tão pouco?
Aos pouco grito,
Sufoco,
Tento fugir dessa prisão,
Mas as grades ferem minha pele,
Pra que tanto sonhar,
Esperar o amor?
De todos os livros adocicados,
E beijos trocados,
O único que desejei me deixa aqui,
De todos os sonhos e de todas as desilusões você é quem eu sempre espero,
O ultimo pensamento e o primeiro ao acordar,
Não sei como mudar,
Apagar,
Apenas te amar,
Como um diário usado do ano passado,
Por mais que eu lute,
Que chute o mundo,
Ainda lá bem no fundo te amo,
Tentei de tudo,
Te agredir,
Me ferir,
Embebedar-me,
Apaixonar-me,
Mas sempre que mergulhava em um prazer vulgar,
Fechava os olhos,
Traindo meu coração e despencando no inferno,
É lá que moro,
Entre as camuflagens,
Quilos de maquiagem,
Um sorriso estéril,
Débil a ruir,
Não tenho remédio, e nem mais sei o que é não viver nesse inverno,
Choro e não acordo,
Foi apenas sonhos, meus desejos, suaves arpejos,
Não tem mais jeito,
Estou aqui presa,
Gritando e você sumiu,
Como a lua que encoberto pala noite ,
Desaparece e reaparece,
Ignorando o olhar opaco,
De um tolo apaixonado.

Foto de MARTE

EM NOITES DE CLARO LUAR

Sei que isto é amor,
Procuro em ti um abrigo,
Quando procuro o teu olhar,
E na madrugada fico contigo!
Vou escrevendo versos românticos,
Enquanto sinto o teu sorriso,
Escuto alguns cânticos cânticos,
Enquanto em mim te idealizo!
Passo contigo a tarde
Uma parte da madrugada,
Vou sentindo a verdade,
Fazendo-te minha amada!
Sentindo este triste mundo,
Sonhando que é um paraíso,
Tornando-te no meu tudo,
Pois de ti preciso!
Pensamentos cerrados,
Na volúpia doce dos teus olhos,
Momentos por mim criados,
Vividos nos meus sonhos!
Em noites de claro luar,
Fico intranqüilo, no desejo
De sentir o teu olhar,
O teu doce beijo!
Passa o tempo...não cuido,
No tanto te desejar,
O coração fica num descuido
Com vontade de te amar!!!
(15/10/2006)

Foto de sonhos1803

Mania

A noite rapidamente esfria,
Espreita-me,
Em seu manto suave,
Segredos e saudades,
Pequenos gemidos,
Como folhas que caem no outono,
Meus olhos dilatam,
Repassando a dor,
Meus cabelos caem como um emaranhado,
Arfo,
Sufoco,
Uma saudade que grita,
Presa,
Estendo meu corpo,
Perco aos poucos,
O tempo escoa,
A cada hora,
Morro um pouco,
Entre um riso rouco,
Em um doce sarcasmo,
Escondo,
Refaço,
Caminho com os velhos passos,
Finjo ser adulta,
Mas escolho as palavras imaturas,
Se um dia sonhei, Hoje acordo,
Muda,
Confusa por desejar,
Apenas ter um minuto do teu olhar,
Olhar impuro,
De quem escolher colher os mesmos frutos,
De uma boca ferina,
Que em silencia toda a mágica e rima,
Queria crescer,
Mas só sei sofrer,
Afogando e nadando em minha própria dor,
Será que isso foi amor?

Foto de Ricky Bar

Grande Mulher!

Andando mexe as cadeiras
Safada que não dá moleza
Vivendo sem eira nem beira

Sua boca é desbocada
Gosta de falar besteira
Maliciosa e debochada
Se amarra numa bebedeira

Seu negócio é fazer barraco
Dá na cara de quem ela quer
Só senta de pernas abertas
Podendo olhar quem quiser

Vai vivendo nesse desvio
Na vida é mulher malandra
Grita em alto e bom som
Que também é boa de cama

Na dança ela se assanha
Atiça, rebola e se esfrega
Deixando qualquer parceiro
Naquele compasso de espera

Essa mulher faz bandalha
Com tudo aquilo que vê
Nunca foi fogo de palha
Tem tesão pra dar e vender

Ela vai avisando de cara
Cuidado quem ficar comigo
Sou de todos, sou da vida
Incendeio sem nenhum aviso

Mas uma coisa eu digo
E escute se você quiser
Ela que dizem ser louca
Cara, que grande mulher!

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