Olhos

Foto de Lu Lena

MEU ESPADACHIM

*
*
*

Amórfica...
num quanto qualquer...
vejo epitélios infectos
de seres mortais...

podridão, vermes no chão
espremidas em lágrimas de dor...
corroídos sem viço num coração
que goteja rastilhos do amor...

na imagem mórbida que ficou
vejo amargura em teu semblante
sina lírica, diabólica e mortal
seguimos entre o bem e o mal...

no brilho da arma reluzente
vejo um olhar trepido e ausente.
em outras vidas foi meu algoz
corpo e alma o que será de nós?

vácuo inexistente...
efêmero e persistente...
último suspiro fecha os meus
olhos e beijas minh'alma...

sopras ao vento cinzas de ti
e de mim...
grifada em tua espada fica essa
frase:

Voltarei...

Amo-te, meu espadachim...

Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

AQUELA VISAO

AQUELA VISAO
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Ao chegar a festa animada
Eu cumprimentei o anfitriao
Corri os olhos pela sala lotada
E la eu tive aquela visao

Sentada do outro lado da sala
Voce mais parecia uma atriz
Confesso que perdi a fala
Que olhos!,que boca!, que labios! ,que nariz!

Meus olhos entraram nos seus, brilhantes
E o tempo me saudou , pela primeira vez
Parando por uns breves instantes
Para eu sentir o bem que teu olhar me fez

Tao Linda
Que voce ofuscava as outras convidadas
Mas o que me interessava mais ainda
Era ser o alvo de suas atencoes e risadas

Que festa divina
Mas divina pelo sorriso que em voce encontrei
Ate o perfume que dominava a cena?
Era o perfume que em voce eu cheirei

Ao chegar a festa animada
Pensei em dancar, beber e sair
Mas encontrei em voce minha adorada
O motivo pro meu coracao ficar e sorrir

© 2008 Islo Nantes Music/Globrazil(ASCAP)
Globrazil@verizon.net or Globrazil@hotmail.com
Brazil - (021) 2463-7999 - Claudio
USA (1) 914-699-0186 - Luiz
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Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

AQUELAS AMIGAS VERDES

AQUELAS AMIGAS VERDES
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Sentiremos saudades daquelas amigas
De raizes tao produndas
Que as tempestades nao podem arrancar
Aquelas altas e bonitas
Que escondem as lagoas fundas
Onde as cachoeiras vao mergulhar

Sentiremos saudades daqueles frutos
Que tanto os honestos como os corruptos
Podem vir e saborear
Sentiremos saudades daqueles verdes
Que cobrem a terra com seus tapetes
Ate onde os olhos nao podem alcancar

Preservar e viver com mais paixao
Ter ar mais puro para nossos pulmoes
Respeitar diversidade da criacao
Ver o amor crescer em nossos coracoes
Sentiremos saudades das amigas verdes
Onde amarravamos nossas redes
Admirando o Negro e o Solimoes

Sentiremos saudades do fruto maduro
Quando um dia no distante futuro
Ja nao termos nenhuma beleza para admirar
Quando o solo for seco e bem duro
Derramaremos muitas lagrimas no escuro
Por destruirmos nosso mundo , nosso lar

Sentiremos saudades daquelas amigas
Que como torres erguidas
Abrigam os animais em algum lugar
Aquelas mesmas altas e verdejantes
Onde as serras e cegueira dos ignorantes
So querem desmatar.

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Foto de LUCAS OLIVEIRA PASSOS

AS ESTRELAS

As estrelas Lucas Oliveira Passos

As estrelas estavam lá, no pedaço de céu que me cabia apreciar pela janela, naquele leito de hospital em que eu me encontrava, arrasado e sem entender nada...mais uma vez minha vida mudava completamente, numa guinada imprevizível...a necessidade da cirurgia, a gravidade da doença, e por fim a notícia que tentaram me passar e que me recusava a entender, sabia que era algo terrível, algo que teria que me lembrar e aceitar para o resto da vida, mas naquele momento o bloqueio não permitia, eu não conseguia pensar, apenas aquela imensa tristeza, e um gigantesco desejo de morte que nunca havia sentido antes em toda minha vida.

A enfermeira se aproximou sem fazer qualquer barulho, e cuidadosamente fechou a pequena janela, próxima ao meu leito, minha única referência para o mundo exterior, minha única fuga para os pensamentos terríveis que invadiam minha mente.

- Tenho que fechar a janela, os outros pacientes estão reclamando do frio, me desculpe, sei que é a única coisa que parece lhe interessar...

Assim, todas noites, meu céu quadrado e pequeno, contido nas dimensões daquela janela, se apagava irremediavelmente, as estrelas, que eu tanto estudara e pesquisara, por puro deleite, em certa etapa da vida, eram agora meu único consolo, me faziam pensar no tão pequeno que eu era, naquela imensidão tamanha do universo.

Não sabia quanto tempo já se passara desde o dia em que me internei com câncer e uma hérnia abandonada por muito tempo, calculava algo em torno de uns seis meses, tudo fora um sucesso segundo os médicos, mas meu corpo não era mais o mesmo, meus 75 anos pesavam bastante no processo, o restabelecimento era lento, a angústia era grande, havia algo medonho a ser encarado, assimilado e entendido...um amargo na garganta, um peso imenso no peito...por que meu cérebro se recusava a processar a notícia que foram me dar? Minha filha Aninha, por que não aparecia mais no hospital para me visitar?

As lágrimas brotavam abundantemente nos meus olhos, não devia ser assim...tão acostumados com o sofrimento devido aos anos de trabalho voluntário na ajuda desvalidos...comecei a lembrar palavras que foram ditas...concluí que havia acontecido com Aninha algo terrível, agora ela era apenas uma pequena estrela no céu e ao mesmo tempo uma chaga aberta para sempre no meu peito, para o resto do resto de minha vida, pois minha vida agora só seria um resto, que talvez nem merecesse ser vivido...chorei a noite inteira...nunca fora de chorar, nunca chorava, mas era impossível evitar...comecei a recordar o passado e parei exatamente quando Aninha havia entrado em minha vida...antes de nascer...ainda quando era nada mais que uma promessa de vida no corpo de uma mulher, quinze anos atrás...em um ponto de ônibus em Copacabana...

- Tu podes me ajudar? Estou com fome, estou grávida, meu namorado me abandonou, minha família não quer me ver, cheguei de Curitiba ontem e não como nada a dois dias, preciso que alguém me ajude...

Olhei a mulher nos olhos atentamente, estimei não mais que 30 anos para sua idade, observei todo seu corpo, era bonita, estava maltratada, entretanto vestia roupas de qualidade...seus olhos mostravam que estava em situação de carência e mêdo, o corpo, uma gravidez de no mínimo dois meses, senti muita pena dela, eu nunca abandonaria uma mulher à própria sorte, mesmo sendo desconhecida, e assim me senti envolvido e pronto para ajudar...

- Qual é o seu nome, moça?

- Sonia, mas tu podes me chamar como tu quizeres, se puder me ajudar te agradeço muito...Tu és casado, posso ajudar no serviço da tua casa?

Aquela pergunta me fez lembrar que já fora dezenas de vezes, não no papel, mas a muito tempo este conceito de ser ou estar havia perdido o significado em minha vida, deixava o amor fluir da forma que viesse, amava as mulheres incondicionalmente, deixando-as livres para entrar e sair de minha vida como bem entendessem, aprendi a recomeçar sempre que fosse possível, sem olhar para trás e sem me importar com nada, estivera diversas vezes no topo e na base, e sabia que após tempestades a terra se torna fértil e pronta para a fecundação, e que o importante eram os dias de sol que viriam, trazendo lampejos de felicidade...pequenos momentos que tinham que ser aproveitados antes que se acabassem...não fechava nunca qualquer porta que pudesse permanecer aberta em minha vida, essa era minha filosofia de vida, era como eu me sentia...

- No momento estou morando sozinho, se você quizer, eu te levo para minha casa, lá você pode se alimentar, tomar um banho, trocar de roupa e ficar quanto tempo quizer...até ter um lugar melhor para ir...quando quizer ir...

E assim, desde o primeiro dia morando em minha casa, Sonia se posicionava como minha mulher, sem reservas, na cama inclusive, sem nada perguntar, sem nada pedir, com seu olhar meio ausente e distante, por vezes inquieto.

Comecei a perceber que Sonia seria um pássaro passageiro em minha vida e não demoraria a se lançar em novo vôo, e isto me incomodava, havia me apaixonado mais uma vez e agora amava Sonia e a pequena semente que crescia no seu útero, fecundada por outro homem, mas já adotada totalmente por mim. Passei a visitar minhas tias levando Sonia e a promessa de Aninha, cada vez maior em sua barriga, apresentando-a como minha nova companheira, na extrema tentativa de faze-la gostar daquela opção de vida, mas sentia que o olhar de Sonia estava cada dia mais longe.

Tinha percebido desde o início que Sonia, assim como meu falecido filho Lalo, apresentava sintomas típicos de viciados em drogas, a abstinência estava lhe pesando cada vez mais e chegaria a um ponto em que ela não suportaria ultrapassar...isso me aterrorizava e me fazia passar noites em claro procurando uma alternativa, abri o jogo com ela, mas ela negou tudo e inverteu a situação, dizendo que se eu queria um motivo para me livrar dela e de Aninha. Talvez Sonia nunca tenha sabido o quanto me feriam essas afirmações...o quanto era grande o meu amor por ela.

O tempo foi passando, dias, semanas, meses e finalmente Aninha nasceu, pequenininha, indefesa, totalmente dependente de tudo e de todos, sem saber em que mundo fora lançada e por quanto tempo...eu tentava esconder as lágrimas que brotavam de meus olhos quando observava a total indiferença de Sonia em relação a Aninha, e comecei quase por adivinhação do que viria, a ler tudo sobre crianças.

Quando Aninha completou duas semanas de vida, cheguei de uma entrevista para um novo emprego e não encontrei mais Sonia, ela havia partido, deixando apenas um pequeno bilhete junto ao berço. Sonia levou quase todo dinheiro de nossas reservas, Aninha passou nesse momento a ser responsabilidade e problema apenas meu. Eu me recusei a acreditar, andava pelas ruas olhando em todas as direções, procurando por Sonia, levando fotos, falando com drogados, mas nenhum sinal de Sonia, devia estar longe...talvez em Curitiba...talvez em qualquer lugar do mundo, bem longe dos meus olhos mas ainda dentro do meu coração, ocupando um espaço imenso e significando talvez a maior derrota de toda minha vida.

Sentia uma imensa agonia e abraçava Aninha toda vez que precisava sair para conseguir algum trabalho, agora eram apenas eu e ela, apenas nos dois para enfrentar o mundo e lutar pela vida. Como conseguiria trabalhar e ao mesmo tempo cuidar do bebe, teria que conseguir uma atividade que pudesse ser feita em casa, que não tomasse todo meu dia...tinha que conseguir voltar ao topo, com bastante dinheiro seria mais fácil resolver as coisas... nunca me importava com o dinheiro, mas agora ele era a coisa mais importante para que eu pudesse cumprir meu juramento, daria o máximo do resto de minha vida para que o futuro de Aninha fosse o melhor possívcel...eu sempre recomeçava...já não me assustava com isso... e assim fui vivendo aqueles dias de angústia e amargura, tendo como único prazer observar a vida e o tempo fazendo de Aninha uma menininha cada vez mais linda.

O tempo foi passando e meu trabalho em casa, com desenho, arte final e fotografia, conseguia manter Aninha na escola, ela estava cada dia mais linda, com seus dois aninhos completos, me chamava sempre de paizinho, o que me deixava orgulhoso, eu já aceitava que iria viver apenas para que aquela criança pudesse ser alguém neste mundo hostíl, e assim evitava agora me envolver com outras mulheres, vivia só para Aninha.

Quando Aninha completou quatro anos, escrevi para minha tia que morava em Porto Alegre, que não via já a uns vinte anos. Informei sobre minha vida e minhas preocupações em relação a minha filha, a incerteza das coisas e a necessidade de ter alguém que pudesse ajudar caso eu ficasse doente ou morresse. A resposta de minha tia veio rápida, “venha para Porto Alegre, só aqui poderemos te ajudar, precisamos de alguém de confiança para a fábrica de tecidos, minha filha Tânia separou do marido e já não consegue tocar tudo sozinha, ele participa do conselho de administração, mas não do dia a dia da fábrica, entre em contato, poderemos nos ajudar, sei que você é competente quando está motivado, te esperamos aqui ”.

O convite me deixou orgulhoso e me fez sonhar com a possibilidade de estar perto de Curitiba e conseguir encontrar Sonia, ainda moradora em meu coração apesar de tudo o que acontecera, e assim, em poucos dias eu e Aninha já estávamos reduzidos a apenas duas grandes malas, que continham tudo que tinhamos na vida, também cheias de esperanças e sonhos de melhores dias em nossas vidas.

Quando os momentos são felizes, passam muito rápido, e assim, Aninha já estava fazendo dez anos de vida. A ida para Porto Alegre fora muito boa para mim, Tânia estava muito abatida com a separação e se dedicou totalmente a mim e a filha, embora tivesse suas duas filhas adolescentes para cuidar. Aninha vez por outra me abraçava e lamentava por mais uma vez não poder ter a oportunidade de conhecer sua mãe. Eu procurava a todo custo esconder as lágrimas que teimavam em rolar de meus olhos cerrados enquanto a apertava fortemente contra o peito, dizendo que um dia isso seria possível, que ela voltaria e seríamos felizes. Estava muito bem posicionado na empresa, como diretor de produção, mantinha dois detetives mobilizados na busca por Sonia que parecia ter se transformado em pó. Não sei até hoje, se foi por me observar sofrendo e sem ninguém para compartilhar, ou se foi para causar ciúmes em Silvio, que a largara para viver com outra mulher, que Tânia começou uma aproximação maior, me fazendo seu acompanhante a festas e jantares e fatalmente acabamos nos gostando e começando um relacionamento amoroso escondido.

Era um sábado de manhã, acordei bem cedo pois havia combinado com Tânia um passeio nas regiões serranas, recebi um recado de Tia Albertina, me chamando no seu escritório, não imaginava o que poderia ser, lembro que eu estava muito orgulhoso com as novas máquinas que haviam dobrado a produção, embora a contragosto dela, que achava que as empresas tinham que operar sem dívidas, e que votara contra a compra do novo maquinário financiado. Tânia ficara pela primeira vez em posição contrária a dela e a de Silvio, durante a votação do conselho de administração. Silvio visitara tia Albertina na véspera e falara em reparar um erro e voltar a viver com Tânia. Até hoje não sei se eu estava certo ou não, mas nunca imaginei ouvir de minha própria tia o que ouví alí;

- Canalha, acabou para você, eu confiei em você e você me traiu, não adimito, não posso acreditar que você se envolveu com Tânia, ela é muito mais nova que você, isso é um desrespeito, quero que você volte para o Rio de Janeiro, não quero você mais aqui, já fiz as contas e este cheque é tudo que você tem direito, pegue sua filha e suma daqui, hoje mesmo...

Rasguei o cheque na frente de minha tia e fui buscar Aninha, preparamos as malas, apenas duas grandes malas, largando todo o resto para trás, novamente cheias de esperanças e sonhos de melhores dias em nossas vidas...

Hoje, um ano após sair do hospital, começo a procurar pelos parentes que me restam e pelos vizinhos, só agora consigo falar em Aninha sem que a voz me escape e um pranto enorme me sufoque, foi muito duro tentar recomeçar a vida e tentar entender como tudo se passou, eu e ela fomos vivendo nosso amor fraternal, que aumentava a cada dia, e nos bastávamos, o mundo não tinha mais sentido, até que a necessidade da cirurgia nos separou pela primeira vez na vida, aquela profunda tristeza e o medo da minha morte foi capaz de matar Aninha, de uma forma tão violenta que o coraçãozinho dela, de apenas quinze aninhos, não aguentou a solidão, se recusou a bater e parou para sempre. Eu e meu velho coração, ficamos em coma várias semanas, porém já tantas vezes vacinado pelas angústias da vida, aguentei firme até hoje, embora não consiga aceitar o que se passou e sinto, cada vez que olho as estrelas, que Aninha está lá, linda como sempre foi em sua curta vida, sempre ao alcance dos meus velhos e cansados olhos, minha amada estrelinha...Minha filha Aninha!

Sigo a jornada da vida, cumprindo minha missão, voltei ao trabalho voluntário com os desvalidos, tentando dar um pouco de utilidade a este resto de vida, sei que é questão de pouco tempo, breve estarei com ela para sempre...junto as estrelas...

Foto de PCoelho

CONVITE A RECONCILIAÇÃO

CONVITE A RECONCILIAÇÃO!

Deixe lá fora, todas as tuas mágoas
E por favor, enxugue as lágrimas!
Coloque em saco plástico bem fechado
Todas tuas angustias, tristezas...
Deposite tudo na lixeira.
Deixe um sorriso nos lábios e entre desarmada!
Na tua mão direita
Traz uma bandeira branca
Não se assuste entre
A penumbra é só pra dar um clima
Continue siga em frente
A rosa sobre a mesa
Com a tua mão esquerda, pegue
É tua!
Sinta o perfume da sala
Passe pelo corredor do apartamento
Corra...Penetre quarto adentro
Olhe e sinta toda atmosfera...
Repare na mesinha arrumada
Nas taças de vinho postadas
E olhe pra mim!
Observe a flor na lapela
Você sabe o significado dela
Escute a nossa musica tocando
Não fale nada, fique assim...
Apenas te peço, feche os olhos
Sorria, inspire minha alegria.
Abra a porta e as janelas do teu coração
Deixe entrar, a minha felicidade nelas
Mas por favor, nem tente lembrar porque brigamos
Faça de conta que não existiu, que não aconteceu
Que a dor que ontem sentimos, sumiu!
Deita a tua felicidade ao lado da minha
Abrace, olhe, acaricie, sorria...
Sinta nas explosões dos nossos corações
Como ainda nos amamos tanto!

Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

A MULHER E AS PULGAS

A MULHER E AS PULGAS
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Sinto-te tocando o meu corpo, cobrindo-o de beijos
Descendo pelos meus cabelos ,meus olhos e boca
Te procuro delirante, me contorcendo, quase louca
No rocar de teu corpo, estou bem lucida de teus desejos

Vou despindo o meu corpo tremula e ansiosamente
Os olhos meus buscando os teus nesta louca aventura
E me mordes a carne, e me tocas um pouco mais dura
No oceano de minha cama quero achar-te imediatamente

Tens sido implacavel todo o tempo, mas me sinto possuida
E ate me sinto um pouco cansada, fraca dos joelhos
Mas eu vibro, grito , porque afinal te encontrei no fim da corrida!

E o meu coracao que tu nao sentes , nao conheces e nao julgas
Ordena-me a cantar que te expulse dos meus pentelhos
E que te esmague com todas que estao contigo, malditas pulgas!

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Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

ADORO OS DECOTES

ADORO OS DECOTES
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Adoro os decotes onde os meus olhos despertam
E nao me envergonho em admitir que desejo o escondido
Deixar que meu olhar devasse aqueles seios, embevecido
Onde esta a esplendida morada dos meus desejos febris

Adoro os decotes ,mas nao sou um homem atrevido
Por amar a perfeicao da criacao divina, as mulheres!
No seio de uma mulher ha tantos desejos e prazeres
Mas estes so serao plenos se ela se entrega por estar feliz

Como um jorro de emocoes que nascem dos coracoes
Rompendo as ultimas barreiras de nossos velhos tabus
Um simples olhar num decote pode nos colocar nus

E entao o desejo torna os beijos mais quentes nos teus seios
E os bicos de teus seios somem nos meus labios cheios
E o teu decote desaparece na noite de infindaveis paixoes

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Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

RESPIRAR

RESPIRAR
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Tua presenca cora o meu rosto
E meus olhos nao ousam olhar os teus
Converso com os amigos
Olhos pro quadros antigos
E escondo os olhos meus

Procuro fugir de tua presenca
Buscando lugares onde eu desapareca
Bebo um copo de vinho
Fujo para a varanda sozinho
E comeco a contar as estrelas

Mas eis que de repente sinto um respirar
Bem perto de meu pescoco
E sinto o cheiro de teu perfume
Olho a Lua escondendo-se de ciume
E olho teu lindo rosto

Fico ali hipnotizado por uns segundos
Pisando,mas nao sentindo este mundo
Procurando as palavras mais corretas
Mas sem que eu perceba os meus atos
Me entrego aos teus beijos molhados
Sendo observado pelas pessoas indiscretas

Tua presenca incendeia meu coracao
E me vejo com desejo de beijar teus labios
Que alguns sabios juraram que nao eram para mim
E te seguro com as maos tremulas ainda
Te levando comigo para o meu abrigo, linda
Onde podemos ficar a sos, enfim!

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Luiz Islo Nantes Teixeira

Foto de Luiz Islo Nantes Teixeira

BEIJO TEU UMBIGO

BEIJO TEU UMBIGO
(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Sonho com uma cama coberta de petalas vermelhas
E o teu corpo rocando no meu sinto o peito pulsar
Duas tacas de vinhos refletindo as estrelas
E um raio de desejo me atraindo para dentro do teu olhar

Beijo os teus labios quentes desabotoando teu vestido
E este deslizando por tuas curvas cai aos nossos pes
Beijo teus ouvidos, teus olhos, nariz louco e embevecido
Acariciando tuas nadegas que ja se descontrolou de vez

Mordo os bicos de teus seios nus e arrepediados
Desejando a floresta entre as tuas coxas morenas
Onde moram os carinhos e os suspiros extasiados

Beijo teu umbigo onde eu desejo beber vinho
E chego a tua grutinha do amor para caricias plenas
Mas eis que acordo do sonho e me vejo sozinho

© 2008 Islo Nantes Music/Globrazil(ASCAP)
Globrazil@verizon.net or Globrazil@hotmail.com
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Foto de von buchman

O que queres saber?

Tu me perguntas quem sou eu ?
Sou o mar cheio de mistérios...
Sou o vento que gosta de te tocar ...
Sou o luar que resplandesce ao teu chamar...
Sou a brisa da manhã que vem pra te amar...
Sou o orvalho da madrugada...
Sou a primavera cheia de amor...
Sou o verão cheio de paixão...
Sou o inverno gostoso para se amar...
Sou um camaleão, me transformo
só para realizar e amar quem me quer ...
Sou aquele que ama e gosta do sonhar...
Sou um pensador, que sentado a uma pedra, fica a fantasiar
e realisar sonhos e desejos me deixando amar...
Sou amante do mar, de suas águas seus mistérios ...
Sou um admirador das coisas puras e delicadas,
de anjos como você, de uma linda
e bela mulher de preferencia, dengosa, romantica
e sensual igual a você ...
Sou um poeta apaixonado, que escrevo do meu coração ,
dos meus sonhos, das minhas fantasias
e desejos que um dia contigo quero realizar...
Sou o que você sonha e o que você quer que eu seja...
Sou aquele que gosta de música romantica ,
dançar de rosto colado, fazendo convites
tentadores ao teu ouvido...
Sou aquele que gosta de namorar,
olhando nos olhos te fazendo juras de amor e paixão..
Sou aquele que gosta de dar flores a quem eu amo,
fazer poemas de amor para alcançar o teu coração...
Sou homem, menino, sapeca, galanteador,amante, um caso,
um anjo que adora contigo pecar...

Quer saber mais de mim?
Então leia meus poemas e due,
Pois em cada versejar me conhecerás....
Em cada verso de amor sentirás do meu amar...
Em cada poema erótico o meu desejar e o meu sonhar...
Quanto as minhas fantasias você sabe realizar...
Meu carinho te dou...
Beijocas e miminhos de paixão vão para o teu realizar....
Mas meu coração você terá que conquistar...

. . . . . . . . . . . . . .
Tenhas meu eterno amar e meu mais ousado desejar...
Beijos e mimos de paixão
de quem nunca poderá esquecer-te
ou deixar de amar-te..
ICH LIEBE DICH ...
do Von Buchman

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