Olhos

Foto de ek

segunda-feira

hoje eu acordei cedo,
nem tão cedo,
a preguiça de ontem me convenceu a acordar uma hora mais tarde.
acordei disposto a ir trabalhar,
sem o cansaço dos dias normais,
e a preguiça de ontem me abandonara.
era uma linda manhã de segunda
sim uma manhã de segunda-feira linda.
uma manha fresca. clara, traquila.
enquanto caminhava em direção ao ponto me invadiu um desejo de sair de bicicleta,
a lembrança dos passeios de domingo que ja há algum tempo que não faço.
sentado esperando o onibus e lembrando as cachoeiras, lagos e trilhas,
vou pra casa, pego a bike e passo na casa de meu amor,
não, pego a Raposo e desço para o clube la em Araçoiaba,
faço melhor, vou sem rumo,
pedalar por pedalar,
pelo amor à magrela, à vida e à liberdade que temos.
e quando eu vejo, ja são sete horas e o onibus não passou,
não veio, ou eu estava de olhos fechados quando ele se foi?
não importa, agora sou todo paz,
não vou trabalhar hoje,
não vou ligar pra avisar,
e só volto la no ano que vem.
uma linda manhã de segunda-feira,
veja só, uma segunda-feira.

a beleza esta nos olhos de quem ve,
liberdade em seu rosto, e não no vento,
a paz,
no coração
e não no meio que nos cerca.

Foto de helo Paulinha

dia perfeito

dia perfeito....
ah de manha acordar com a sua voz e saber que será seu o meu primeiro olhar. olhar em teus lindos olhos,e ver neles o desejo ardente que desejei ao acordar.

Dia perfeito..
caminhar tao juntos a ponto de escutar o meu pensamento
e eu conseguir concordar com a sua opniao antes mesmo de você falar.

Dia perfeito..
viver cada instante imaginando qual a melhor maneira para te fazer feliz, e saber que a melhor maneira é estarmos juntinhos um do outro, é saber que a felicidade para nos dois é apenas viver esse dia como fosse o ultimo,e imaginar que será o primeiro de muitos.

Dia perfeito..
é ter você em meus braços ,sentir teu perfume,beijar tua boca, e sentir a doçura do nosso amor, sentir tua mao em meu corpo e o desejo que me consumia a cada respiraçao .

Dia perfeito..
é ir dormir sonhando acordada, é nao conseguir pegar no sono pelo fato de teus olhos nao sairem da minha mente, virar de um lado para o outro e sentir falat do teu corpo junto ao meu.

Dia perfeito...
é ter você do meu lado e nao precisa de mais nada.o cenario do meu dia nao interessa, so me importa o personagem principal.
Você !

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"PERFECTUS CORPUS"

PERFECTUS CORPUS.

Oh vestimenta impecável
Que prima pela perfeição
Presente divino
Fruto da criação

Ostentas teu veiculo profano
Sem se importar com a dádiva
Corrompe teu habitáculo
Expondo toda tua vida

Oh ser insensível
Obra do criador
Deveria ser mais flexível
E ser dotado só de amor

E este corpo que perambula
Pelo universo errante
Sem morada distinta
E com andar tropeçante

Levanta teus olhos ao pai
E retorna ao teu caminho
Solta tuas amarras e vai
Cumprir o teu destino.

Foto de cathy correia

Desejo de Natal

O Natal devia ser:
A alegria na voz de uma criança
Um sorriso aberto num rosto cansado
Uma mão estendida para outra.

O Natal devia ser:
Uma lágrima enxuta com uma palavra de carinho
Uma felicidade que se vê numa palavra
um pranto que se dilui devagarinho.

O Natal devia ser:
A tristeza espantada da alma
O recolhimento que leva á razão
A paz que tudo cobre e acalma.

O Natal devia ser
Dos olhos a ausência da guerra
Nas mãos ferramentas de paz
As searas brotando e cobrindo a Terra.

O Natal devia ser:
A esperança de um manhã por vir
Uma chama que se acende
Um Menino que nasce e a todos faz sorrir!

Foto de CarmenCecilia

Videopoema Fantasia

Fantasia

O que é essa mera fantasia...
Será a magia...
De sonhar mágicos momentos...

Redimensionar emoções
Que nos aquecem os corações...
Estar em outra dimensão...

Longe da razão...
Fazer serão...
Deixar no sótão...
A tristeza que machuca...

E simplesmente vivenciar o hoje...
Somar devaneios sem receios
Sem medo de enchentes..
E continuar indo em frente?

É atravessar o amar...
Retomar
O leme das paixões...
Rebuscando seu bem querer...

É fascinar com o dia
Que já se anuncia...
Em matizes lilases...
Mesmo quando nuvens
Trazem o breu na paisagem?

É revolver a poeira...
Da estrada
Que nos envolve como capa...
E de que ninguém escapa?

É sorrir...
E brincar de colorir...
Um doce porvir...
Mesmo quando ouvimos um não...

É fechar os olhos...
Somar fragmentos
Filamentos de contentamentos

É estar com você
Festar com você
Mesmo que em pensamento...
Revivendo bons monentos...
Que sejam todas essas porções de felicidade...
Que povoam minha mente
E não mais matem.
O que me mantem a todo instante.

Essa doce ilusão
Que habita meu coração...
Em ritmo de fantasia

Carmen Cecília

Foto de Maria Goreti

A HISTÓRIA DE ANA E JOAQUIM – UM CONTO DE NATAL.

Chamavam-no “Lobo Mau”. Era sisudo, magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba desgrenhados, unhas grandes e sujas. Gostava da solidão e tinha como único companheiro um cão imundo a quem chamavam “o Pulguento”. Ninguém sabia, ao certo, onde morava. Sabia-se apenas que ele gostava de andar à noitinha, sob o clarão da lua.

Ana, uma pobre viúva, e sua filha Maria não o conheciam, mas tinham muito medo das estórias que contavam a respeito daquele homem.

Num belo dia de sol, estava Ana a lavar roupas à beira do riacho. Maria brincava com sua boneca. Eis que, de repente, ouviu-se um estrondo. O céu encobriu-se de nuvens escuras. O dia, antes claro, tornou-se negro como a noite. Raios cortavam o céu. Ana tomou Maria pela mão e correu em direção à sua casa. Maria, no entanto, fazia força para o lado oposto. Queria resgatar a boneca que ficara no chão. Tanto forçou que se soltou da mão de Ana e foi arrastada pela enxurrada para dentro do riacho. Desesperada, Ana lança-se nas águas na vã esperança de salvar a filha. Seu vestido ficara preso a um galho de árvore e ela escapara, milagrosamente, da fúria das águas. Desolada, decidiu voltar para casa, mas antes parou na igreja. Ajoelhou-se e implorou a Deus que lhe tirasse a vida, já que não teria coragem de fazê-lo, por si. Vencida pelo cansaço adormeceu e só acordou ao amanhecer. Ana olhou em derredor e viu a imagem do Cristo pregado na cruz. Logo abaixo, ao pé do altar, estava montado um presépio. Observou a representação da Sagrada Família: Maria, José e o Menino Jesus. Pensou na família que um dia tivera e que não mais existia. Olhou para o Menino no presépio e depois tornou a olhar para o Cristo crucificado. Pensou no sofrimento de Maria, Mãe de Jesus, ao ver seu filho na cruz. Ana pediu perdão a Deus e prometeu não mais chorar. Ela não estava triste, sentia-se morta. Sim, morta em vida.

Voltou à beira do riacho. Não encontrou a filha, mas a boneca estava lá, coberta de lama. Ana desenterrou-a, tomou-a em suas mãos e ali mesmo, no riacho, lavou-a. Depois seguiu para casa com a boneca na mão. Haveria de guardá-la para sempre como lembrança de sua pequena Maria.

Ao chegar em casa Ana encontrou a porta entreaberta. Na sala, deitado sobre o tapete, havia um cão. Sentado no sofá um homem magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba longos e lisos, unhas grandes. Ana assustou-se, afinal, quem era aquele homem sentado no sofá de sua sala? Como ele conseguira entrar ali?

Era um homem sério, porém simpático e falante. Foi logo se apresentando.

- Bom dia, dona Ana! Chamo-me Joaquim, mas as pessoas chamam-me “Lobo Mau”. Mas não tema. Sou apenas um homem solitário. Sou viúvo. Minha mulher, com quem tive dois filhos, Clara e Francisco, morreu há dez anos e os meninos... Seus olhos encheram-se de lágrimas. Este cão é o meu único amigo.

Ana, muito abatida, limitou-se a ouvir o que aquele homem dizia. Ele prosseguiu:

- Há muito tempo venho observando a senhora e o zelo com que cuida de sua menina.

Ao ouvir falar na filha, os olhos de Ana encheram-se de lágrimas. Lembrou-se da promessa que fizera antes de sair da igreja e não chorou; apenas abraçou a boneca com força. Joaquim continuou seu discurso:

- Ontem eu estava escondido observando-as perto do riacho, quando começou o temporal. Presenciei o ocorrido. Vi quando a senhora atirou-se na água, mas eu estava do outro lado, distante demais para detê-la. Também não sei se conseguiria. Pude sentir a presença divina naquele galho de árvore na beira do riacho. Quis segui-la, mas seria mais um a nadar contra a correnteza. Assim que cessou a tempestade vim para cá, porém não a encontrei. Queria lhe dizer o quanto estou orgulhoso da senhora e trazer-lhe o meu presente de Natal!

Ana ergueu os olhos e comentou:

- Prometi ao Senhor, meu Deus, não mais chorar. Mas o Natal... Não sei... Não gosto do Natal. Por duas vezes passei pela mesma situação. Por duas vezes perdi pessoas amadas, nesta mesma data.

Joaquim retrucou:

- Senhora, a menina está viva! Ela está lá dentro, no quarto. Estava muito assustada. Só há pouco consegui fazê-la dormir. Ela é o presente que lhe trago no dia de hoje.

Ana correu para o quarto, ajoelhou-se aos pés da cama de Maria, pôs-se em oração. Agradeceu a Deus aquele milagre de Natal. Colocou a boneca ao lado de sua filhinha e voltou para a sala. O homem não estava mais lá.

Um carro parou na porta da casa de Ana. Marta, sua irmã, chegou acompanhada de um jovem casal – Clara e Francisco, de quinze e treze anos, respectivamente. Alheios ao acontecido na véspera, traziam presentes e alguns pratos prontos para a ceia.

Ana saiu para recebê-los e viu o homem se afastando. Chamou-o pelo nome.

- Joaquim, espera. Venha cear conosco esta noite. Dá-nos mais esta alegria.

Joaquim não respondeu e se foi.

Quando veio a noite o céu estava estrelado, a lua brilhava como nunca!
Ana, Marta, Clara e Francisco foram à igreja. Ao retornarem a porta estava entreaberta. No sofá da sala um homem alto, magro, olhos negros e grandes, nariz adunco, sorridente, cabelos curtos e barba bem feita, unhas aparadas e limpas. Não gostava da solidão e trazia consigo um companheiro - um cão branquinho, limpo, chamado Noel.
Antes que Ana pudesse dizer alguma coisa ele disse:

- Aceitei o convite e vim participar da ceia e comemorar o Natal em família. Há muitos anos não sei o que é ter família.

Com os olhos marejados, Joaquim começou a contar a sua história.

- Eram 23 de dezembro. Minha mulher e eu saímos para comprar brinquedos para colocarmos aos pés da árvore de Natal. As crianças ficaram em casa. Ao voltarmos não as encontramos. Buscamos por todos os lugares. Passados dois dias meu cachorro encontrou suas roupinhas à beira do riacho. Minha mulher ficou doente. Morreu de paixão. A partir do acontecido, volto ao riacho diariamente para rezar por minhas crianças. Ontem, mais um 23 de dezembro, vi sua menina cair no riacho e, logo depois, a senhora. Fiquei desesperado. Mais uma vez meu “Pulguento” estava lá. E foi com sua ajuda que consegui tirar sua filhinha da água e trazê-la para cá.

Clara e Francisco se olharam, olharam para Marta e para Ana. Deram-se as mãos enquanto observavam o desconhecido.

- Joaquim, ouça, disse-lhe Ana. Há dez anos, meu marido e eu estávamos sentados à beira do riacho. Eu estava grávida de Maria. Eu estava com os pés dentro d’água e ele estava deitado com a cabeça em meu colo. De repente ouvimos um barulho, seguido de outro. Meu marido levantou-se e viu duas crianças sendo levadas pela correnteza. Ele conseguiu salvá-las, mas não conseguiu salvar a si. Entrei em estado de choque. Fiquei sabendo, mais tarde, do que havia acontecido por intermédio de minha irmã, que mora na cidade. Foi ela quem cuidou das crianças. Não sabíamos quem eram, nem quem eram os seus pais.

Aproximando-se, apresentou Marta e os dois jovens a Joaquim.

- Joaquim! Esta é Marta, minha irmã. Estes, Clara e Francisco.

Ana e Joaquim olharam-se profundamente. Não havia mais nada a ser dito. Seus olhos brilhavam de surpresa e contentamento.

Maria brincava com sua boneca e com seu novo amiguinho Noel. E todos cantaram a canção “Noite Feliz”, tendo como orquestra o som do riacho e o canto dos grilos e sapos.

Joaquim, Ana e Maria formaram uma nova família. Clara e Francisco voltaram com Marta para cidade por causa dos estudos, mas sempre que podiam vinham visitar o pai.
Joaquim reconquistara sua fama de homem de bem.

O povo da região nunca mais ouviu falar do “Lobo Mau” e do seu cachorro “Pulguento”.

Autor: Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 23/12/07

Foto de Sirlei Passolongo

Por saber que você existe

Por saber que você existe.

Todas as manhãs,
Tenho um motivo para abrir os olhos
e enfrentar mais um dia...
Saber que você existe me faz existir
Saber que você caminha
sobre o mesmo chão que eu,
me faz desejar continuar.
A esperança de ter você
é a razão que encontro para sorrir
mas também para chorar.
Te sinto tão perto...
Por onde quer que eu vá,
no ar que me rodeia...
Fico feliz por saber
que o sol que aquece minha pele
tem a mesma chama dos raios
que aquecem a tua ...
A chuva que molha meus cabelos,
molha os teus...
O vento que toca meus cabelos
traz o perfume dos teus cabelos.
E agonizante...
Vivo a esperar por você...
Ironicamente,
meu peito grita em silêncio
repleto da sua presença...
E tudo me leva a você.
Me perco sem chão
quando vez por outra me vêm a razão.
E não há como descrever
essas sensações que me tomam...
Não há poesia
que possa definir essa vontade de você,
Não há canção
que posso narrar esse querer,
Não há nada que possa explicar
a força desse amor não correspondido,
a dor que rasga o peito... A loucura de sorrir
por saber que você existe,
e de chorar por não te encontrar.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados Autora

Foto de Raiblue

Deixe estar...

Nova era
O futuro é agora
Fogos de artifícios no céu
Sobre a cidade artificial...
Mundo digital
Feita de sonhos de papel...
Num poema
Numa música
Nossa vida
Desliza....
Nos olhos
Uma esperança pousa
Num vôo lento
Que insiste na viagem...

Deixe estar....

Hoje tudo pode mudar
Em um segundo de delírio
Pode-se ainda acreditar...
Faça um pedido a uma estrela
Siga rituais mágicos
Queime o passado na fogueira
Brinde o ano que chega
Jogue flores no mar
E peça à Iemanjá
Um amor e muitas luas cheias
Faça uma simpatia em segredo
Abrace os amigos
Dê muitos beijos...

Deixe estar....

O sonho não acabou
Sequer começou
Risque na eternidade seus desejos
O universo há de conspirar...
Acredite
Mude
E tudo mudará
Enquanto houver noites para sonhar...
Oxalá !!

Deixe estar...

O fim é sempre um começo
A roleta recomeça a girar....

Deixe-se sonhar!!

(Raiblue)

Foto de Sonia Delsin

CAMPOS FLORIDOS

CAMPOS FLORIDOS

Campos floridos a perder de vista.
Ali eu era turista.
Estava de passagem.
Deus, que viagem!
Nunca que vou esquecer minha face sendo acariciada pelo vento.
Nunca que vou me perder destas lembranças.
São relíquias.
Pra bem viver precisamos aprender.
Precisamos as lembranças boas reter.
As ruins dissolver.
Ou esconder.
No fundo do baú das recordações.
Delas fazermos lições e não deixar que amarguem nossos corações.
Campos floridos.
Mortos jamais estarão.
Fecho os olhos e eles voltam.
Volta o vento.
Delicio-me com o pensamento...

Foto de Carmen Vervloet

Adote A Felicidade

Adote a Felicidade

Quer um lindo Ano Novo?
Rico de alegrias, prazeroso?
Simples e gostoso
Como pão com ovo?
Brilhante como o sol...
Suave como o luar...
Sementes a germinar
Em terra fértil
Coberta por céu anil
Que chora a chuva
Que cai em gotas borbulhantes
De vinho espumante de uva?

Abra a janela
Deixe o sol entrar...
Abra seus olhos
Deixe-os enxergar o essencial...
O invisível...
No espaço sideral...
No seu corpo astral...
Respire fundo...
Abra seus braços...
Abrace o mais que puder
Do mundo...
Sorria para a vida...
Cante sem pudor
Pela avenida...
Doe-se sem medida...
E depois se aquiete... Faça silêncio...
Para que a felicidade
Que está sonolenta
Em seu coração
Ouça a sua oração
E se dê em adoção
A você
Neste Ano Novo
De luz, energia e ação...

Carmen Vervloet

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