Olhos

Foto de NuzzyII

AINDA...

Ao olhar para ti percebir em teus olhos o brilho da saudade,
lembranças da nossa história ainda guardas na memória...
Ao falar contigo percebir em teu silêncio o desejo de me amar,
agora tenho certeza que o livro da nossa vida ainda não foi escrito o fim...

Nuzzy

Foto de elcio josé de moraes

QUANDO

Quando penso em você.
Quase morro de saudade.
Fico louco pra te ver,
Mas aonde? ninguém sabe!

Desde que você partiu,
Tenho os olhos razos d'água.
De mim nem se despediu,
Me deixando só a mágoa.

E assim, não posso viver.
Sem você e o seu amor.
Por favor! venha me ver,
Pra curar a minha dor!...

Foto de angela lugo

Ah! Saudade

Hoje uma terna e doce saudade
Vem falar-me de você
Com carinho... E amor

De dias passados
Onde vivenciamos
Um grande amor

De encontros de outrora
Onde o fogo da paixão
Inebriava-nos...

De noites mal dormidas
Para termos mais tempo
Só para nos amarmos

De viagens ao desconhecido
Buscando a beleza da vida
Em uma noite enluarada

Da falta de seus beijos
Dos seus braços fortes
Enlaçando-me em proteção

Da suavidade de suas mãos
Acariciando o meu corpo nu
Em uma noite de amor

Do cheiro do seu corpo
Sempre perfumado
Mesmo estando molhado

Do seu jeito de olhar-me
Com olhos ainda famintos
Com jeito de quem quer mais...

E, é com saudade...
Que sinto saudade de você
Envolvendo todo um passado

E nesta hora de recordação
Sinto o quanto nos amamos
O quanto fomos um só no passado

Foto de Sirlei Passolongo

Menina do Brasil

Era uma menina linda
Olhos cheios de esperança
Queria pouco da vida
Apenas uma criança

Era uma menina sapeca
Revestida de alegria
Só desejava uma boneca
Pra lhe fazer companhia

Era uma menina pura
Sonhava os contos de fadas
Alma cheia de ternura
Ainda brincava de mãos dadas

Era menina faceira
Coração doce e apaixonado
Só pensava em brincadeira
Vivia num mundo encantado

Era menina tão bela
Sorriso cheio de amor
Sonhava ser cinderela
Desabrochava em flor

Era menina da favela
Pés no chão, sonhos na lua
Triste sorte da bela
Só queria sair da rua

Era menina de tantos brasis
Filha do sertão e da cidade
Só queria ser feliz
Num lar sem frio e maldade

Era menina brasileira
Filha da desigualdade
Sonhava pra vida inteira
Apenas a felicidade

Era menina inocente
Acreditava nos homens
E tudo que tinha na mente
Era matar sua fome

Era menina esperança
Continuava a sonhar
Só queria ser criança
Sem fome poder brincar

Era menina do noticiário
Vendida por algum dinheiro
Por mais um salafrário
A um gringo estrangeiro

É, agora, uma menina triste...

Sirlei L. Passolongo

Foto de Janaina Miranda

ANJO ALUCINADO

Fico com a pureza
Deixo a tua sutil delícia
me envolver em um único ritual
Vejo tua boca em minhas pernas
Respirando o teu calor, vejo de fato que sinto o que sinto
porque você me deseja
se deixa ao meu dispor
Fico com a pureza
me jogo nos teus seios doces
Deixando a minha língua
correr nos teus lábios pequenos
Me torno estrela em teus braços, e nos cabelos
deslizo a minha mão adorada
Você me enxerga com olhos
de anjo alucinado
Deixa as tuas asas abertas
só para me acalentar
A batida de teu coração
me nina num sonho espetacular
Me torna um explorador de teu amor
Fico com a pureza
e derreter o meu tesão eu irei deixar sempre que pros
teus olhos eu mirar
o meu lado sóbrio
O meu enorme desejo
de um dia com você
sempre gozar

Janaina Miranda
RJ/2001

Foto de Zedio Alvarez

É a Vida...

Um dia dos teus versos, fui protagonista.
Hoje você nem liga, pois não sou mais artista.
Só prestei para ser um subserviente da tua nova vida.

Não aborte teu sonho, por favor.
Não altere o caminho dos teus olhos.
Siga, o que eles te orientar.
Eles precisam de algo te falar.

Minhas canções ficaram mais tristes.
Mesmo perdendo você,
Jamais pensei em morrer...

As ondas que vem não querem mais voltar.
Elas tem temor de serem represadas.
Agradeço minha querida, o teu ser,
Por ter me dado a chance de renascer.

Foto de ingridj

Destino

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta «Florece!»
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai!, não mo disse ninguém.
Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino .
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

Foto de Mitchell Pinheiro

Sinceridade no olhar

Ao dirigir o olhar para um amigo
Não enxergue cor, região de origem, beleza, nem condição financeira
Enxergue apenas um ser humano digno de confiança

Ao fitar alguém que errou
Não observe amizade, parentesco, nem status social
Enxergue apenas uma pessoa que deve corrigir seus atos

E quando observar alguém com quem deseja compartilhar carinho
Não enxergue nada
Deixe apenas o coração lhe guiar
Deixe-o avaliar todos os valores sentimentais
Depois abra os olhos
E tome a decisão certa.

Foto de Deibby Petzinger

Considerações Finais

O que posso dizer sobre a morte?
Se nada sei sobre minha vida...
O que guardo, são apenas algumas lembranças,
E o que penso, só vale à mim, a minha grandiosa alegria.
O que posso dizer sobre a morte?
Se eu ainda nada sei sobre a vida...
Por que as vezes eu tenho a impressão de que ela (a vida), me testa
A cada dia que amanheço...
Em cada recomeço.
Sabe, as vezes eu também sinto medo,
Quando vejo, os meus sonhos escorrerem pelas paredes
Parece que tudo foge o sentido
E que os instantes, vão se perdendo
Nesse minuto, em que o mundo vai passando diante dos olhos,
E que eu, sem querer, sigo apenas vivendo.
Eu estava indo tão bem,
Até você aparecer.
Você e suas dúvidas estúpidas
Que me roubam o sono,
Você e suas dúvidas... De novo.
As coisas já mudaram tanto,
Teus sentimentos e meu discernimento,
Então, não fique aí parado me olhando
Esperando... Que eu dê as coordenadas
Use ao meu favor, as tuas palavras
Ao invés de ficar assim implorando,
Por uma remissão inútil, pobre e sem graça.
Eu sou agora aquela lembrança desesperada,
Que se perdeu na imensidão dos teus olhos
E que graças a tua distância e ao teu descuido
Aprendeu sutilmente a fazer amor, com as palavras...

Foto de Marco Magalhães

O nosso amor.

Reflectindo na pele, teu rio sua,
Teus olhos gritam, boca crua,
Teu corpo em pedaços, toda nua,
Fragrâncias de luz fogem da lua.

De luz adornando tua silhueta,
Líquida história te desenha,
Louca te percorre como uma seta,
Cobrindo-te de forma estranha.

Luz traquina de espelho partido,
Nas águas reflectem esse teu rio,
Meu corpo vibrante, enlouquecido,
Salta sobre o teu escorregadio.

E por um momento o mundo pára.

A lua cega pelo brilho solar,
Nem os passarinhos a chilrar,
Nem o vento feroz a assobiar,
Apenas tu sobre meu abraçar.

A Lua testemunha cega no alvor,
Ouve a exuberância da existência,
De dois corpos dançando no calor,
Da mais bela tórrida noite d'amor.

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