Paixão

Foto de Noslen

Acordei..

Acordei cedo, fui fazer os meus kilometros de bicicleta.
O brilho da manha não é nada comparado com o brilho dos teus olhos.
O suave cantar dos pássaros chilreando á minha passagem torna-se ruído ao lembrar-me do doce som da tua voz.
O ar puro que respiro ao ritmo que pedalo torna-se asfixiante com a falta do teu cheiro.
Aquecem-me o rosto os raios de sol , que tenuemente espreitam por entre as nuvens que teimam em não se dissipar mas, tornam-se em gelo quando comparados com o calor do teu corpo junto do meu.
As gotas de agua que bebo para saciar a minha sede, tornam-se em lufadas de pó ao pensar na paixão e amor que recebo dos teus lábios.
Volto ao beijo de ontem, ao abraço de antes, as palavras que me disseste ao te despedires e assim encontro forças para pedalar mais um pouco e chegar a casa.
As coisas mais simples da vida só tem significado porque tu existes…
Obrigado,
obrigado por seres a minha principal razão de viver…
Amo-te…

Foto de Dirceu Marcelino

AÇÚCENA - PARABÉNS

Quero continuar a parabenitizar-te!
Sim! Desta forma poética – literária,
Pois, és digna representante desta arte
Que sempre cultuei de forma solitária.

Reconheço os erros aqui de minha parte
E nem posso querer que sejas solidária.
Ao que faço como fã e é apenas um aparte
Eis que reconhecidamente é a musa imaginária

De quem te venera como rosa em botão,
E te vê transformaste de rosa amarela,
Deixada sobre um piano, marcada por batom,

Num passe mágico das tintas de aquarela
Em uma linda rosa vermelha de paixão
E ouço o som de cada pétala que cai dela.

Foto de Sirlei Passolongo

Paixão

Paixão
Auge do desejo
Fogo que a tudo
Devora
Chega sem avisar
Chega sem marcar
Hora
Vulcão que o corpo
Explora
Prisão sem muros,
Sem grades.
É tempestade que a
Tudo invade

Paixão
É Misto de sonho
E loucura
Sabor de fel e
doçura
Anseio maior que
A razão
É Fuga sem direção
Devaneio sem sensatez
Ainda assim...
Nada melhor que
Uma paixão
Melhor morrer
Sem lucidez
E se apaixonar
Ao menos uma vez!

(Sirlei L. Passolongo)

Foto de Lede Poeta Paulista

In Versos

Versos dos meus versos
Que inversos ainda são versos
É como minha vida, vivida.
Vivo enrolado nas palavras
As letras me confundem a mente
Sou como o tecelão em seu tear
Tecendo o mais puro linho
As palavras surgem do nada
E transforma em versos e rimas
No esgrimir duma letra
Vem a emoção
Que envolve mente e coração
Amar o sexo oposto
É o mesmo que em versar
Uma poesia
Nascem letras, sílabas e palavras.
O amor e cultivado
Com pequenos gestos
Os versos são cultivados
Com pequenas rimas
Mas a vida é resumida
E transformada
No mais lindo verso
É fácil rimar as palavras
Difícil é rimar a vida
Quem encontra a rima
Da vida jamais esquece
A forma de rimar
Um pequeno versejo
Do grande lampejo
Verseje seus versos
Por inspiração
Ou por amor e paixão...

Ledemir Bertagnoli

Foto de Civana

Minha Canção do Exílio

Um exercício proposto na aula de Literatura Comparada, dos tempos da faculdade (1988).

Minha Canção do Exílio

No meu mundo não tem palmeiras,
Mas ouvimos o sabiá;
Todo amor do mundo,
Tenho certeza, está lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos olhos têm mais luzes,
Nossos corações têm mais esperanças,
Nossas vidas mais amores.

Em pensar, sozinha, à noite
Mais paixão me dá;
No meu mundo não tem palmeiras
Mas ouvimos o sabiá.

No meu mundo tem mais cor,
Coisas tal que não vejo aqui;
Em pensar, sozinha, à noite
Mais esperança me dá;
No meu mundo não tem palmeiras
Mas ouvimos o sabiá.

Não permita Deus que eu vá,
Sem que eu volte para meu lar.
Sem encontrar todo aquele brilho,
Toda aquela luz,
Toda a minha outra metade,
A qual se encontra lá.
No meu mundo não tem palmeiras,
Mas, tenham certeza, ouvimos o sabiá!

(Civana)

Foto de carlosmustang

"""FOLGADO NA MINHA TABÚA..""".

Eu nem ligo se é cassete ou CD!
Só ligo se é artimanha...
Porque se é engano...
Esse tu...tu...

Tem interpretações...
De emoções sentidas!
Nessas emoções vividas
Que deixam um ...

E a viagem é longa...
Para quem vai viajar
E te fala ao ouvido!

E aconchegou- se...ao sentido
E apanhou essa paixão!
E fixou um olhar...

Foto de Maria Goreti

A HISTÓRIA DE ANA E JOAQUIM – UM CONTO DE NATAL.

Chamavam-no “Lobo Mau”. Era sisudo, magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba desgrenhados, unhas grandes e sujas. Gostava da solidão e tinha como único companheiro um cão imundo a quem chamavam “o Pulguento”. Ninguém sabia, ao certo, onde morava. Sabia-se apenas que ele gostava de andar à noitinha, sob o clarão da lua.

Ana, uma pobre viúva, e sua filha Maria não o conheciam, mas tinham muito medo das estórias que contavam a respeito daquele homem.

Num belo dia de sol, estava Ana a lavar roupas à beira do riacho. Maria brincava com sua boneca. Eis que, de repente, ouviu-se um estrondo. O céu encobriu-se de nuvens escuras. O dia, antes claro, tornou-se negro como a noite. Raios cortavam o céu. Ana tomou Maria pela mão e correu em direção à sua casa. Maria, no entanto, fazia força para o lado oposto. Queria resgatar a boneca que ficara no chão. Tanto forçou que se soltou da mão de Ana e foi arrastada pela enxurrada para dentro do riacho. Desesperada, Ana lança-se nas águas na vã esperança de salvar a filha. Seu vestido ficara preso a um galho de árvore e ela escapara, milagrosamente, da fúria das águas. Desolada, decidiu voltar para casa, mas antes parou na igreja. Ajoelhou-se e implorou a Deus que lhe tirasse a vida, já que não teria coragem de fazê-lo, por si. Vencida pelo cansaço adormeceu e só acordou ao amanhecer. Ana olhou em derredor e viu a imagem do Cristo pregado na cruz. Logo abaixo, ao pé do altar, estava montado um presépio. Observou a representação da Sagrada Família: Maria, José e o Menino Jesus. Pensou na família que um dia tivera e que não mais existia. Olhou para o Menino no presépio e depois tornou a olhar para o Cristo crucificado. Pensou no sofrimento de Maria, Mãe de Jesus, ao ver seu filho na cruz. Ana pediu perdão a Deus e prometeu não mais chorar. Ela não estava triste, sentia-se morta. Sim, morta em vida.

Voltou à beira do riacho. Não encontrou a filha, mas a boneca estava lá, coberta de lama. Ana desenterrou-a, tomou-a em suas mãos e ali mesmo, no riacho, lavou-a. Depois seguiu para casa com a boneca na mão. Haveria de guardá-la para sempre como lembrança de sua pequena Maria.

Ao chegar em casa Ana encontrou a porta entreaberta. Na sala, deitado sobre o tapete, havia um cão. Sentado no sofá um homem magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba longos e lisos, unhas grandes. Ana assustou-se, afinal, quem era aquele homem sentado no sofá de sua sala? Como ele conseguira entrar ali?

Era um homem sério, porém simpático e falante. Foi logo se apresentando.

- Bom dia, dona Ana! Chamo-me Joaquim, mas as pessoas chamam-me “Lobo Mau”. Mas não tema. Sou apenas um homem solitário. Sou viúvo. Minha mulher, com quem tive dois filhos, Clara e Francisco, morreu há dez anos e os meninos... Seus olhos encheram-se de lágrimas. Este cão é o meu único amigo.

Ana, muito abatida, limitou-se a ouvir o que aquele homem dizia. Ele prosseguiu:

- Há muito tempo venho observando a senhora e o zelo com que cuida de sua menina.

Ao ouvir falar na filha, os olhos de Ana encheram-se de lágrimas. Lembrou-se da promessa que fizera antes de sair da igreja e não chorou; apenas abraçou a boneca com força. Joaquim continuou seu discurso:

- Ontem eu estava escondido observando-as perto do riacho, quando começou o temporal. Presenciei o ocorrido. Vi quando a senhora atirou-se na água, mas eu estava do outro lado, distante demais para detê-la. Também não sei se conseguiria. Pude sentir a presença divina naquele galho de árvore na beira do riacho. Quis segui-la, mas seria mais um a nadar contra a correnteza. Assim que cessou a tempestade vim para cá, porém não a encontrei. Queria lhe dizer o quanto estou orgulhoso da senhora e trazer-lhe o meu presente de Natal!

Ana ergueu os olhos e comentou:

- Prometi ao Senhor, meu Deus, não mais chorar. Mas o Natal... Não sei... Não gosto do Natal. Por duas vezes passei pela mesma situação. Por duas vezes perdi pessoas amadas, nesta mesma data.

Joaquim retrucou:

- Senhora, a menina está viva! Ela está lá dentro, no quarto. Estava muito assustada. Só há pouco consegui fazê-la dormir. Ela é o presente que lhe trago no dia de hoje.

Ana correu para o quarto, ajoelhou-se aos pés da cama de Maria, pôs-se em oração. Agradeceu a Deus aquele milagre de Natal. Colocou a boneca ao lado de sua filhinha e voltou para a sala. O homem não estava mais lá.

Um carro parou na porta da casa de Ana. Marta, sua irmã, chegou acompanhada de um jovem casal – Clara e Francisco, de quinze e treze anos, respectivamente. Alheios ao acontecido na véspera, traziam presentes e alguns pratos prontos para a ceia.

Ana saiu para recebê-los e viu o homem se afastando. Chamou-o pelo nome.

- Joaquim, espera. Venha cear conosco esta noite. Dá-nos mais esta alegria.

Joaquim não respondeu e se foi.

Quando veio a noite o céu estava estrelado, a lua brilhava como nunca!
Ana, Marta, Clara e Francisco foram à igreja. Ao retornarem a porta estava entreaberta. No sofá da sala um homem alto, magro, olhos negros e grandes, nariz adunco, sorridente, cabelos curtos e barba bem feita, unhas aparadas e limpas. Não gostava da solidão e trazia consigo um companheiro - um cão branquinho, limpo, chamado Noel.
Antes que Ana pudesse dizer alguma coisa ele disse:

- Aceitei o convite e vim participar da ceia e comemorar o Natal em família. Há muitos anos não sei o que é ter família.

Com os olhos marejados, Joaquim começou a contar a sua história.

- Eram 23 de dezembro. Minha mulher e eu saímos para comprar brinquedos para colocarmos aos pés da árvore de Natal. As crianças ficaram em casa. Ao voltarmos não as encontramos. Buscamos por todos os lugares. Passados dois dias meu cachorro encontrou suas roupinhas à beira do riacho. Minha mulher ficou doente. Morreu de paixão. A partir do acontecido, volto ao riacho diariamente para rezar por minhas crianças. Ontem, mais um 23 de dezembro, vi sua menina cair no riacho e, logo depois, a senhora. Fiquei desesperado. Mais uma vez meu “Pulguento” estava lá. E foi com sua ajuda que consegui tirar sua filhinha da água e trazê-la para cá.

Clara e Francisco se olharam, olharam para Marta e para Ana. Deram-se as mãos enquanto observavam o desconhecido.

- Joaquim, ouça, disse-lhe Ana. Há dez anos, meu marido e eu estávamos sentados à beira do riacho. Eu estava grávida de Maria. Eu estava com os pés dentro d’água e ele estava deitado com a cabeça em meu colo. De repente ouvimos um barulho, seguido de outro. Meu marido levantou-se e viu duas crianças sendo levadas pela correnteza. Ele conseguiu salvá-las, mas não conseguiu salvar a si. Entrei em estado de choque. Fiquei sabendo, mais tarde, do que havia acontecido por intermédio de minha irmã, que mora na cidade. Foi ela quem cuidou das crianças. Não sabíamos quem eram, nem quem eram os seus pais.

Aproximando-se, apresentou Marta e os dois jovens a Joaquim.

- Joaquim! Esta é Marta, minha irmã. Estes, Clara e Francisco.

Ana e Joaquim olharam-se profundamente. Não havia mais nada a ser dito. Seus olhos brilhavam de surpresa e contentamento.

Maria brincava com sua boneca e com seu novo amiguinho Noel. E todos cantaram a canção “Noite Feliz”, tendo como orquestra o som do riacho e o canto dos grilos e sapos.

Joaquim, Ana e Maria formaram uma nova família. Clara e Francisco voltaram com Marta para cidade por causa dos estudos, mas sempre que podiam vinham visitar o pai.
Joaquim reconquistara sua fama de homem de bem.

O povo da região nunca mais ouviu falar do “Lobo Mau” e do seu cachorro “Pulguento”.

Autor: Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 23/12/07

Foto de Francisca Lucas

Ledo Engano

Se pensas que fazendo ciúmes
A mim, irás me conquistar,
Com os arrebatados perfumes
Da tua louca paixão...

Será ledo engano teu
Pois, quando acordares dessa tramóia,
Eu em ritmo de poesia,
Estarei na visão do sétimo céu,
Entre nuvens de algodão,
Sonhando e apreciando estrelas!...

<*>

Foto de pauline

Meu amor

Meu amor…
Tantas lágrimas verti já
por causa desta paixão infinita
que importa,
se tudo o resto é tão belo,
quando te olho no rosto
e os teus braços me envolvem,
ao som dos meus soluços
e dos beijos molhados?

Foto de Izaura N. Soares

A espera do rouxinol

A espera do rouxinol
Izaura N. Soares

Amei..., te amei quando te vi
Desde os primeiros momentos
A saudade que de ti sentir...
Envolveu meus pensamentos!

Sem nem ao menos nos tocar,
Nós dois tão pertos e sozinhos
Sem podermos nos amar...,
A esperança saiu do ninho.

A chuva molhada me faz lembrar,
O orvalho que cai de gota em gota
Lágrimas juntas a acompanhar...
Faz-me lembrar da sua linda boca!

Por tanto querer, estava te amando,
Porque nada foi como um favor,
Louca de paixão e te abraçando
Que me entreguei a este amor.

Deixei-me levar pelas tuas carícias
Sentindo meu corpo tremer ao seu,
Amando-te sem malícias...
Repouso meu amor; que é todo teu!

Minha alma que descansa nua...
Vive a espera do rouxinol...
Que bateu asas e foi pra lua
Deixando-me com o calor do Sol!

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