Paixão

Foto de angela lugo

Te amo!

Somente tu meu amor,
Para me tirar desta solidão.
Que já está a sufocar-me,
Desde que se foi nada sei...
Nem de ti nem de mim...
Todas as manhãs tu entras,
Sem perguntar no pensamento.
Tento lutar de todas as formas.
Mas, é impossível te esquecer.
Te amo... Não sei viver sem ti.
Minh'alma chora quando lembra,
De tuas carícias de tua ternura.
Quero te amar... Estar junto a ti.
Viver tuas horas... Teus sonhos.
Recomeçar e esquecer que se foi.
Fazer de conta que estas aqui.
Quero te amar! Te amo...
Com todo meu coração.
Com a paixão que flui deste amor.
Não posso mais viver assim,
Com a solidão a sufocar-me,
A paixão a queimar-me,
Sem te tocar, sem te amar.
Quero te amar! Te amo...
Sacia-me com teus beijos
Alegre minh'alma com tua presença.
Vem para a minha vida.
Enfeitiça-me com teus olhos
Demarca teu território... Espero-te
Com a ânsia de quem jamais...
Deixará de te amar... Te amo!

Ângela lugo

(Direitos Reservados)

Foto de M.Veríssimo

Escrevo Poemas

Escrevo poemas
de dor, amarga,
palpitante, profunda,
para permanecer
alerta, atento e avisado,
de que a paixão confunde
e o amor baralha, de que
o que temos hoje
são consequências do passado.

Escrevo poemas
de paixão, violentos,
duros, intransigentes
para que te sintam
como eu te sinto...
para que te lembrem
como eu te lembro,
dor, sorrisos e lágrimas
que não quero esquecer.

Escrevo poemas
de amor, caducos,
velhos e bolorentos,
para que fiques
gravada na memória
das palavras, que escrevi...
para que fiques
eterna, enquanto durar
o verbo.

Escrevo poemas
de felicidade e contentamento,
para que no fim,
a verdade transpareça
e que apesar de tudo,
aquilo que para mim
faz sentido, sejas
sempre
tu...!

Foto de Mel Santos

TENHO FOME DO TEU AMOR

Seu corpo adormecido
Fico a te olhar,
Corpo tão belo
Costas largas.
Coxas grossas
Tudo me provoca
Me pego a imaginar,como será?
Quando você acordar
Estarei do teu lado
Vou te acariciar
Sentir seu calor,
Já imagino seu sabor
Tenho sede de você
Tenho fome do seu amor
Quero sentir meu corpo
Se misturando ao teu
Com muito amor, sem pudor.
Delirar de paixão
De emoção, sentir pulsar seu coração.
E entre beijos e carinhos
Sentir bem coladinho
Coração com coração

Foto de Ana Cris

Delírios da Alcova

A solidão me assusta...
Como um fantasma a espreitar-me através das cortinas.
No silêncio característico das madrugadas, em que sinto sua falta.
No breu das noites onde insone,
Tento olvidar-me do seu suave semblante.
Nas cinzas do cigarro apagado no cinzeiro...
Nas espirais de fumaça que me desenham seu olhar...
Impregnando meu aposento com sua presença.
Onde o único som audível,
É o som do meu próprio pranto.
A rolar pela face tentando sanar as feridas,
Do meu malogrado coração.
A correr pelo rosto amaldiçoando a vida,
Por ter lhe trazido essa paixão.
A perder-se, sem encontrar uma saída,
Perecendo, na sua própria desilusão...

Foto de Sacana Honesta

O Beijo

No encontro dos olhares
Um beijo carinhoso
Bocas que se estudam
Línguas que se buscam
Mãos entre os cabelos
Olhos voltados um para o outro
Você como que encantada
E eu provando teu batom
Nossos corpos ainda leves...
Frisson.

E da troca dos fluidos
Um beijo alucinado
Bocas se engolindo
Línguas que se enroscam
Quatro mãos a deslizar
Pálpebras semicerradas
Você pulsando arrepiada
E eu explodindo em ereção
Nossos corpos comprimidos...
Paixão.

E na força dos abraços
Passou-se ao beijo ardente
Bocas que se comem
Línguas que se lambem
Mãos analisando coxas
Olhos fechados pro mundo
Você já descontrolada
E eu sem dominar a situação
Nossos corpos se unificam...
Tesão.

E da fúria da libido
Um beijo mais ousado
Bocas se mordendo
Línguas que se colam
Carícias mais profundas
Os olhos revirados
Você já toda molhada
E eu querendo te invadir, com dor
Nossos corpos preparados...
Pro amor.

Por Bruno Henrique Lima Horst, meu namorado

Foto de DANIEL TIGRE

" ARDENTE PAIXÃO "

Queria sentir só, mas uma vez o gosto de sua boca,
Fazer amor com você, aliviar minha febre, minha
Vontade de você.
Agora estou só tarde da noite pensando em você.
Pensando será o fim de tudo ou o começo de meu
Sofrimento.
A dor de perder-te e tão intensa, e tão imensa que
Consome-me.
Essa paixão por você e insuportável,ela esta cravada
Em meu coração.
Essa desilusão me tortura alma,seria melhor a morte
A ter que passar por isso.
Fui lhe de forma tão intensa que agora pago o preço.
Não consigo dormir,porque me falta algo,nessa
Escuridão sinto medo,fico perdido.
Essa paixão me sufoca,meu coração acelerado,
Sinto o gosto amargo da perda,só a um sentimento
Em mim,ela seria a dor.
Me encontro aturdido,fico pensando porque desse fim.
Essa paixão fez com que minha alma se torna-se solitária,
Me deixou amargo.
Vou vencer esses sentimentos, vou me levanta,mesmo que
Tenha que suar muito para isso.
Dentro de mim irei achar um sentido para minha vida.
Voltarei a ser amado,pois sou importante para mim mesmo.
Pois e o amor por mim mesmo que me manterá e farra
Me sentir melhor.
Pois o amor,a paixão estão e sempre estarão ao meu lado.
Basta eu acreditar em mim mesmo.

Foto de pilhasoul

“Apenas” Mais uma Noite – Com/ Sem ( vc )

Mais uma madrugada sem ela
Mais uma noite pensando nela
Mais uma beijando ela
Mais uma madrugada fazendo amor com ela
Mais uma madrugada dormindo com ela

Eu trocaria a eternidade por essa noite
Querendo que essa madrugada não tivesse fim
Ao lado dela, como se fosse um sonho
Tocando aquela pele macia
Tocando seus cabelos
Sentindo seu cheiro suave
Dois corpos se tornam um só
Dois amantes, numa madrugada gelada
Apenas iluminados por um abajur barato
Sussurros e beijos são a única trilha sonora

Mais uma madrugada que se foi
Deixando aquela pequena cama vazia
O abajur barato apagado
Mais sempre aguardando por mais noites
Mais madrugadas
Mais Amor e mais Paixão

Foto de Jorgejb

Por Ela

Olhei-a de soslaio, sem deixar entender meus olhos fitados nela. A sua beleza descrevia o entardecer magnífico de um qualquer campo de trigo amarelo, amadurecido no pincel de um qualquer Van Gogh. Derramava dela a brutal incompreensão do absoluto, um mar de solstício de Setembro, forte e rude, belo e vital.
A presença dela, inundava a luz das coisas em que tocava, inventando áureas mágicas, texturas forradas a prazer, entregando-se nos gestos que compunha – banais – como se fossem momentos únicos, actos solenes, deíficos, imaginando (eu) que seus beijos fossem obras de autor, ternos consolos de quem se sentia um Cesário perdido nos braços da sua amada.
Foi então, sim foi então que a desejei. Desejei-a como se deseja no íntimo de cada alma, ansiando a plenitude, resgatando gestos, olhares, pedindo os cabelos, as pernas, as mãos, os seus seios. E fui então o maior dos poetas, compus oitavas de génio, falando de amor e solidão, incontornável veste de poeta, da muita solidão – e falei de todas as ruas onde a queria levar. Pintei o seu nu com a arte que se arroja e a decência inocente dos anjos. Cantei o madrigal mais terno e leve que se deseja cantar, quando o seu rosto por fim repousar no meu ombro.
Parei. E o meu peito arfava. Havia tecnicamente, como que a impossibilidade de respirar. Num esgar, o meu rosto contraiu-se, os olhos humedecidos pedindo – como qualquer pedinte que se verga a pedir do desespero de nada ter. Decidido, ergui-me. Ergui-me, como qualquer homem se ergue no meio da noite do leito da sua amante, arrefecendo no caminho os pés que o levarão de volta à cama conjugal, sempre quente.
Olhei-a uma última vez, na doçura de um quadro pintado pelo melhor dos artistas, lembrou-me uma bailarina de Degas.
A história chegava assustadoramente a um eminente fim, quase possível, evidentemente clássico. Os meus passos transportavam o sorriso dos conformados, ébria virtude de quem sofre da mais profunda imaginação, e se perdoa diante dos santos, que riem de todas as preces com a mesma terna e impassível candura.
É agora que se inventa um final feliz. Logo ela virá correndo, quem sabe, perguntando as horas, um endereço. Depois, porque não, conversaremos, marcaremos o encontro no café, que será o de todas as vésperas, e o amor, o que move e desenha palavras, nascerá perene e doce, até ao fim deste conto. Ela, será forçosamente a razão do sonho de um homem, a razão, de sempre se perder a razão – por uma paixão.

Foto de M.Veríssimo

Desejo

Alimento-me na luxúria de teu prazer...
meu sexo erecto de fogo lascivo,
navega em sonho no teu ventre activo,
para em miríades de cor se desfazer.

Com calma ardente, teu mundo penetro...
e em mãos enlaçadas a gente se aperta
esta noite amando-nos em intensa descoberta
teu corpo fremente vezes sem conta adentro.

Tu, sorrindo meu nome chamas,
quando te repito a palavra amor,
em doces gritos tua paixão derramas...

embevecido fico com teu longo tremor,
nessa alegria em que nos apanhas
e juntos nos unimos em rios de suor...!

Foto de Hirlana

Se...

Se eu pudesse em teus olhos,
refletir essa minha inspiração...
Se eu pudesse em teu corpo,
mostrar minha paixão...
Se eu pudesse te fazer sonhar,
acalentar teu coração...
Se eu sentisse em ti mais amor...
Se ficasse comigo até o amanhecer...
Se eu sentisse o calor das tuas mãos...
Se eu pudesse em teus braços chorar minhas lágrimas...
... rir meu riso..
...comemorar minhas vitórias...
...pedir aos deuses proteção...
...sentir o pulsar do teu coração...
Se eu pudesse em tua vida...
ser algo mais pra você...

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