Proveito

Foto de Rosamares da Maia

SAFARI

Safári

Neste seu olhar habita um tigre,
Sempre prestes a saltar da alma.
Assombram a minha vida incertezas,
O medo é o meu fascínio.

Com a índole pérfida do felino se diverte,
Até o limite da resistência da sua presa.
Não tem prazer em devorá-la rapidamente.
Em seu julgo, sutileza são força e cenário.

Ensaia clemência fingida, pantomima.
E este é o jogo – seu jogo.
Uma sedução elegante mistifica o predador,
Articulado até o ato final, quando salta,
Do olhar quase mortal sai o animal.

A fera livre ama, envolve e encanta.
Serve-se do farto banquete – eu banquete.
Saboreia a presa cativa que se entrega,
Calmamente usufrui de cada parte.

Neste único momento faz concessões,
Mutuas satisfações, em proveito próprio.
E cautelosa a alma recolhe o tigre aos olhos,
Frio, volta à jaula fria e se protege.
Até a próxima caçada.

Quando a fome e a sede atiçarão seus instintos?
A presa abatida suspira, respira, recompõe-se,
Dorme e sonha com os dias de espreita, caçada.
Ansiosa prepara escaramuças para outro safári.

Rosamares da Maia / 21.03.2011.

Foto de Rosamares da Maia

SAFARI

Safári

Em seu olhar habita um tigre,
Prestes a saltar da alma.
Assombra a minha vida com incertezas,
Medo e fascínio.

Com a índole pérfida dos felinos, se diverte,
Brinca até o limite da resistência das suas presas.
Não sente prazer em devorá-las rapidamente.
Em seu julgo sutileza é força e cenário.

Sua clemência fingida é pantomima.
E este é o jogo – seu jogo.
A sedução elegante que mistifica o predador,
Articulado até o ato final, quando salta do olhar.

- Quase mortal.
A fera solta ama, envolve e encanta.
Serve-se do farto banquete – meu banquete.
Saboreia a presa que lhe entrega cada parte.

- Com arte, saboreia parte por parte.
E neste único momento faz concessões,
Mutuas satisfações – em proveito próprio.

Mas logo, por cautela a alma, recolhe o tigre aos olhos,
Frio, volta à jaula fria e se protege até a próxima caçada.
Quando a fome e a sede atiçarem seus instintos.

Abatida a presa respira, recompõe-se,
Dorme e sonha com os dias de espreita e caçada.
Ansiosa prepara as escaramuças do próximo safári.

Foto de William Contraponto

Manhãs de Verão

Chegaram as tardes quentes...
As manhãs que atendem
Os pedidos de quem
Na noite pode se deliciar

Esses dias são frequentes
Quando vividos com prazer
São fontes inquietas e atuantes
Todos os instantes na vida
Daqueles que buscam o anoitecer

Horas que passam rápido
Significam os melhores momentos
Que aqui podemos ter
É melhor tirar todo proveito
O qual possa nos aparecer

Agora que a estação chegou
Trouxe com ela nova paixão
Por uma onda então perdida
Em outro verão

Mas será ali sentados na areia
O inicio da conversa
Ouvindo mãe sereia, pra quê ter pressa?
Deixa a noite chegar, a brisa conduzir
Aí veremos onde tudo vai parar

Louco, rápido... ou intenso
Isso já não faz diferença
A energia que você emana
Me sustenta até mágica manhã

Foto de William Contraponto

Manhãs de Verão

Chegaram as tardes quentes...
As manhãs que atendem
Os pedidos de quem
Na noite pode se deliciar

Esses dias são frequentes
Quando vividos com prazer
São fontes inquietas e atuantes
Todos os instantes na vida
Daqueles que buscam o anoitecer

Horas que passam rápido
Significam os melhores momentos
Que aqui podemos ter
É melhor tirar todo proveito
O qual possa nos aparecer

Agora que a estação chegou
Trouxe com ela nova paixão
Por uma onda então perdida
Em outro verão

Mas será ali sentados na areia
O inicio da conversa
Ouvindo mãe sereia, pra quê ter pressa?
Deixa a noite chegar, a brisa conduzir
Aí veremos onde tudo vai parar

Louco, rápido... ou intenso
Isso já não faz diferença
A energia que você emana
Me sustenta até mágica manhã

Foto de William Contraponto

Manhãs de Verão

Chegaram as tardes quentes...
As manhãs que atendem
Os pedidos de quem
Na noite pode se deliciar

Esses dias são frequentes
Quando vividos com prazer
São fontes inquietas e atuantes
Todos os instantes na vida
Daqueles que buscam o anoitecer

Horas que passam rápido
Significam os melhores momentos
Que aqui podemos ter
É melhor tirar todo proveito
O qual possa nos aparecer

Agora que a estação chegou
Trouxe com ela nova paixão
Por uma onda então perdida
Em outro verão

Mas será ali sentados na areia
O inicio da conversa
Ouvindo mãe sereia, pra quê ter pressa?
Deixa a noite chegar, a brisa conduzir
Aí veremos onde tudo vai parar

Louco, rápido... ou intenso
Isso já não faz diferença
A energia que você emana
Me sustenta até mágica manhã

Foto de nelson de paula

EVANGELHO CIRCULAR (de "Vozes do Aquém")

Repetir o que já foi feito,
não parece uma boa idéia.

De cada página virada,
melhor é tirar proveito,
trocando em miúdos
o valor recolhido.

Não vejo lógica em expor outros
ao mesmo sacrifício,
o que foi feito, está feito.

O preâmbulo não deve
circunscrever o ato,
é ele quem confere autoridade
ao poeta,
pela qual transcreve a vida
em mera linha reta . . .

E depois alcança, do outro lado,
o entroncamento, mas não a cruz.

Assim, a luz exerce o seu direito
e repõe no centro da pauta
a questão da abstinência,
que interrompe,
mas não oblitera
o direito a tentar.

Não há como não voar.

A força das asas vai levantar o planeta,
embora os elos ainda mantenham
coesos os pés
e alma,
possuídos pelo mau mentor
da escuridão.

Foto de Marilene Anacleto

Noite

Cansaço do dia,
O sono aí está.
Branquinha
Late, sozinha.
E agitadas,
As corujas a piar.

Será alguém?
Ou um cão
Estranho
Passa pela rua?

Outro silêncio
Só grilos cantam.
E o manto da noite
Prende pássaros
E seu canto,
Até o
Orvalho primeiro
Mostrar-se diamante.

Silêncio.
Memória de amores
Desfila sentimentos
Gosto bom
De amor
Bem feito
Noite de bom proveito.
Boa noite.

Foto de Rute Mesquita

Maldito relógio!

Maldito sejas relógio!
Não me dás tempo de descanso…
Só sabes traduzir a minha vida em números…
Lanças vidas iludidas ao remanso
dos teus inúmeros.

Porque te achas com esse direito?
És morfológico?
Porque me chamas para a tua dança?
Se de mim pensas ter proveito,
não, descansa,
sou um ser com mais que um ‘lógico’.

Fazes uma contagem decrescente
corres supérfluo
às 6h marcas o sol nascente
e nos teus ponteiros eu fluo…

Quero acordar,
sem tempos, sem datas,
porque me manténs prisioneira?

Vais perseguir-me a vida inteira,
com a tua cifra,
dízima infinita, periódica…
Na tua racionalidade matemática
marcas o tempo em que matas…
fazes do tempo, uma temática
na qual só te embaraças.

Se recuas e avanças horas,
consoante as estações,
deixa as minhas de fora,
dessas homologações.

Arre! Cronometro, arre!

Foto de odias pereira

" QUANDO SE AMA ".

Quando se ama, não existe obstáculos,
Para ir ao encontro desse amor.
Quando se ama, mesmo sem ser artista, fazemos espetáculos,
Para conquistar o carinho do nosso ídolo , atriz, ou do nosso ator.
Quando se ama ficamos cegos,
Não enchergamos nenhum defeito.
E muitas vêzes erramos não négo,
Para encobrir, os erros do nosso amor que muitas vêzes tira proveito.
Quando se ama , estamos sempre sorrindo,
E vivemos sempre sonhando com aquele amor.
Um amor que as vêzes vive pra nós sempre mentindo,
E não se importando com o sofrimento com a nossa dor.
Quando se ama, em nada encontramos defeito,
Tudo se torna lindo e mil maravilhas.
Tudo se se torna mais que perfeito,
E não tomamos cuidados com as armadilhas.
Quando se ama, ficamos frágil em tudo,
Não sabemos controlar o coração.
Só temos palavras para o amor e ficamos mudo,
Ficamos ipnotizados pelo amor e pela paixão...

São José dos Campos SP
Autor: Odias Pereira
22/04/2011

Foto de betimartins

Sinais dos tempos confusos.

Sinais dos tempos confusos.

Durante a minha caminhada eu já vi muito sofrimento, vi muita dor, vi amor e muito desamor também. Por vezes fico a pensar que levam um ser agüentar sofrimento, dor, punição e escravidão de outrem, complicado observar tudo isso, tentar entender mais ainda. Que levará um jovem que teve quase tudo e nada serviu para seu crescimento, tornando-se revoltado, confuso e sempre violento na sua forma incrível de amar.
Um jovem que viva sobre pressão, sobre violência do seu parceiro e sentindo-se ninguém, sem ele não vive apenas sobrevive., quase uma panela de pressão, explode
Certamente mais dia menos dia.
Será um jovem que se saiba amar? Que tipo de amor ele conhece? Será que no seu entendimento ele tem algo além de si, alguma espiritualidade, regras, limites?
Não tem qualquer um deles, nem amor a si mesmo, nem sabe o que é limites, muito menos as regras e pior ele não acredita em absolutamente nada apenas que vive e nada mais.
Hoje vemos mortes violentas, casais onde a violência é prato do dia, roubos, estupros, violências nas crianças de vários tipos e quem geraram tudo isto? Falar na velhice, melhor nem falar, pois me envergonho por isso...
A sociedade, onde os valores familiares caíram por terra, onde já não existe mais dialogo compreensão, não existe mais tempo de lazer juntos, país e filhos e por ai fora. A sociedade começou a dar valor aos bens materiais, as comunicações, seja pela via da televisão ou internet, apenas têm que viver de acordo com os padrões da moda impostos pela sociedade consumista.
No meio disso eu me pergunto quem somos que estamos fazendo aqui? Porque estamos compactuando com tudo isto e ficar de boca calada. Para muitos apenas pensam que podemos fazer nada, absolutamente nada, engano total, podemos fazer tudo e tudo mesmo.
Podemos começar a nos mudar, mudar dentro de nós, agindo certo, caminhando certo repondo valores, mudando visões e fazer uma vistoria dentro de nós onde estamos errando, consentindo-nos a ver algo errado e ficamos calados por medo de repressão, erramos quando um filho nos desrespeita e ficamos calados por vergonha e falta de pulso, erramos quando permitimos que nós desvalorizássemos e ficar calados, tristes, chorando pelos cantos.
Tenho um marido que hoje me ensinou melhor “é chorar ela, que tu daqui a uns anos por ela”, ele estava certo, certíssimo, pois se ela errar quem vai chorar é eu, por vários motivos.
Hoje acho que a educação é imposição de regras, limites e aprendizagem com outros irmãos, aprendendo, a saber, compreender e respeitar seus limites e suas opiniões.
Claro que muitos falam de amor, amor isto amor aquilo, que acham que é o amor? Amor é criar um ser inteligente, compreensível, humano e com verdadeiros sentimentos.
Amor é saber dizer não, não mesmo, amor é orientar e conduzir nos trilhos da vida, onde existem leis, existem os que tudo tem tudo e os que nada têm, mas todos eles têm que ser respeitados e compreendidos.
Talvez a minha linguagem seja simples, sem grandes palavras caras, eu sou uma filha de Deus que ama a vida e o que ela me oferta, gosto de escrever, gosto de observar, sentir e deixar as emoções falar comigo. Como eu acredito em Deus SEM QUALQUER SOMBRA DE DUVIDA, eu apenas pergunto o que é que serão os nossos filhos no amanhã, que eles esperam da vida?
Que será dos nossos netos, que perspectiva eles terão da vida e do que ela nos ensina e oferece?
Sinceramente eu não sei e sinceramente eu gostaria de acreditar que o mundo esta a mudar, mudar seus valores a começar pelos governantes, mas tu e eu sabemos que isso é impossível, sabemos que todos hoje em dia não gostam de suar a camisa, fazer sacrifícios, apenas tirar proveito de tudo. Alguns o fazem na mais descarada forma, por isso vemos mercados a inflacionar, poderosos e mexer com preços e fazer cair um país e por ai fora. Não sou economista apenas sou responsável pela gerência de minha casa e família, sabendo até onde posso ir ou não.
Hoje vemos e vamos ver coisas bem piores, que pais matarem filhos, filhos matarem pais, alunos bater nos professores, uns nos outros, outros matando tudo que esteja a sua frente e no final veremos coisas ainda piores.
Vemos Católicos, Evangélicos, Judaísmo, Hinduísmo, Islamismo, Budismo, Xintoísmo e por ai fora, acho que hoje já perdi a conta a tanta religião, mas o que mais me intriga neste momento é com tanta religiosidade ninguém tem Deus dentro de si. Apenas querem fazer valer quem está certo e quem não está eu diria que é uma corrida através do tempo e da vida.
Uma corrida direta ao precipício dos fins dos tempos, tempos cheios de dor, culpa e arrependimento e vamos fazer parte dele sim, pois foi nossa geração e geração anterior que permitiu que errássemos na forma de educar e amar. A nossa culpa e estamos a pagar muito caro mesmo basta ver os crimes hediondos na TV, no jornal e a corrupção que avança de forma incrível pelo mundo fora.
Poderia falar muito mais aqui, mas seria chata, terrivelmente chata, hoje ninguém gosta de literatura que nos “encha o saco” como se fala na linguagem de hoje.
Apenas lamento tanto sofrimento que semeamos e estamos a colher quando deveríamos viver no amor, na partilha e na igualdade da humanidade.
Pausa para reflexão!

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