Realidade

Foto de José Herménio Valério Gomes

UM TROPEÇO DE BOA SAUDADE

Hà dias ,sem dar por mim
Imaginei o tempo nas minhas māos
Que eu segurava como uma flor de Jasmin
Enquanto flutuava a minha imaginaçāo

Na procura daquele sabor de vida
Como nāo mais terei outro igual
Sou um comboio sem locomotiva
Imovél naquela estaçāo habitual

Esta nostalgia que se dissolve na minha alma
Abandonando a idade do meu corpo
Apregoando numa voz que estala
Quero tanto de volta, viver aquele moço

E foram breves e escassos momentos
Naquela travessia até ao porto da idade
Abri as māos deixei cair o tempo
E com ele a imaginaçāo na realidade.
zehervago

Foto de Minha_Historia

Paginas em Branco

Sempre que me olho no espelho
Vejo que é impossível não lembrar do seu sorriso
Refletido no brilho dos meus olhos
Ai vem aquela saudade louca
Dos seus beijos e abraços
Dos nossos momento de ternura e desejo
Mais sei que ainda é cedo
Por isso não tenho medo
Não perco a esperança
De um dia te la de volta em meus braços
Revivendo cada abraço, cada beijo.
Provar em seus lábios um delicioso brigadeiro.
Menina mulher dos cabelos de fogo
Que me enfeitiçou e me cativou com seu jeito de ser
Sinto falta do amor correspondido
Das juras de amor ao pé do ouvido
Sinto falta do nosso cobertor
Do calor do teu corpo que me aqueceu nas noites frias
Sinto saudade de você, saudade de curtir a vida ao seu lado
De ser seu amante, amigo e namorado.
Nossa historia possui paginas em branco
Que serão escritas em algum momento
Te amo muito
E te quero só pra mim
Se ter que dividir
Sem ter que dar adeus e partir
Quero acordar do seu lado por todos os dias
Quero dormir e pela manhã tomar um maravilhoso café.
Hoje tenho fé
Pois o sonho se tornou realidade
E sem vaidade posso dizer
Sou seu
Seu homem e você é minha eterna paixão.

Foto de Rosamares da Maia

POEMA DOS AMANTES

Poema dos Amantes

Insano é despertar
das horas nuas,
Apear dos lençóis,

Deixar teu aroma
com o raio da aurora,
Abdicar de tua pele,

Veludo profano,
Toque de absinto,
Favo de mel.

Fere-me a luz.
Nenhuma manhã
será o bastante.

Deixa-me voar
para as tuas noites
de puro pecado,

Perder em ti
o rumo abominável
desta realidade.

Quero consumir
teu fogo e consumar
desejos, derreter,

Para que recolhas
os mistérios do
meu ser em concha.

Num beijo úmido,
profundo, único,
sugando-me a vida.

Nenhuma manhã
será grandiosa.
O dia não vale a pena.

Eu vivo da noite,
da tua cama
onde a vida se esvai.

Ferida pela claridade.
escondo-me, espero,
para renascer contigo,

Emergir dos dias vazios,
das horas desertas,
da vida perdida,

Do desencontro de almas,
Queixume de bocas,
Do frio cortante.

Há pouca coragem
para mudar, buscar,
ralar-me em nova dor.

Se te deixo fugir,
toco a tua ausência.
É tarde demais.

És denso, ficaste no
perfume dos lençóis.
Grudado em mim.

Penetra-me o corpo,
Fertiliza-me a alma.
Espero na penumbra.

Nenhuma manhã
terá a beleza
das tuas noites.

Nenhum raio de sol
poderá traduzir-te como
o poente que te despe.

Teu enigma noturno é
livro da lua cheia
que a nova decodifica.

E se este amor de fases,
mais se multiplica,
sou tua lua crescente,

Lua de amor e fel.
Lua dos amantes.
Clara e nua lua de mel.

(Rosamares da Maia 26.06.2000)

Foto de Rosamares da Maia

CARTA A FERNANDO PESSOA

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2015.

Meu Caríssimo Fernando,

Nesta manhã como em tantas outras estou solitária e feliz por desfrutar da minha própria companhia. Sim, pois pretensiosamente ou não, estar acompanhada de mim mesma é o que hoje me faz feliz. Principalmente porque estar comigo, mesmo que transitoriamente, me conduz a você.
Nesta manhã, enquanto vejo a fumaça do café galopar o ar, aguço todos os meus sentidos e lembro-me de você, como se estivéssemos compartilhando a mesma mesa, as fatias do mesmo pão. Na realidade já não como, mas, continuo alimentando-me das tuas lembranças.
Fernando,
O que seria da minha vida sem conhecer-te, sem sorver das páginas cada gota dos teus escritos? Que seria de mim se não sentisse as tuas angustias, o teu amor para além dos lusitanos mares? Se não tivesse como tu compreendido os vaticínios de D. Sebastião.
Também tenho muitas personas aprisionadas dentro de mim e, ao contrário de ti, não consigo exteriorizá-los, derramá-los no tapete do quarto e depois abrir a janela, para que voem. Fecho os meus olhos e sou como Maria José – a feia, corcunda e doente. Coitada! Sempre presa à cama, diante da janela, colhendo no orvalho da manhã as pequenas gotas dos sonhos, de seu amor platônico por Antônio.
Escrevo a você cartas, como ela – As cartas que Ele jamais leu. Maria José motivo de riso ou invisível, desabrochando na exteriorização da tua solidão e tão acompanhada de tantos outros Fernandos igualmente solitários.
O que seria de mim sem refletir como Bernardo Soares:
-" Aprender a desligar as ideias de voluptuosidade e de prazer. Aprender a gozar em tudo, não o que ele é, mas as ideias e os sonhos que provoca.
Por que nada é o que é e os sonhos sempre são os sonhos.
Para isso precisa não tocar em nada. Se tocares o teu sonho morrerá, o objeto tocado ocupara tua sensação."
"Ver e ouvir são as únicas cousas nobres que a vida contém. Os outros sentidos são plebeus e carnais."
"A única aristocracia é nunca tocar. Não se aproximar – eis o que é fidalgo"
Bernardo Soares /Fernando Pessoa – 1888-1935 – in Livro do Desassossego.

Eu como Bernardo, sou fragmento do meu primeiro eu, que diariamente vem à tona para cumprir muitos papeis que a vida impõe e cobra, mas, aqui nesta pouca solidão com a qual a manhã me privilegia, consigo fechar os meus olhos e desfrutar da tua companhia, me aproprio de ti e te ouço soprar em meu ouvido esquerdo. Meu coração se contrai e expande dentro do meu peito e uma profunda saudade se apodera dele, me levando ao mergulho em um tempo que não vivi – o tempo de te encontrar.
Vamos a Livraria Lelo & Irmão, sentamo-nos a tua mesa preferida para tomar café, comer bolinhos e pensar no Mar Português – “Ó mar salgado, quanto do teu sal / são lágrimas de Portugal!” / Valeu a pena? Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena.”
Meu pensamento associa-se a fumaça da xícara fumegante, tomadas em dimensões de tempo e espaço tão distintas e, Maria José fecha os olhos para vida com a certeza do seu amor, porque ele foi tudo que fez valer a sua insólita passagem por este mundo; Bernardo olha e se vê em ti, a mesma imagem, mas o seu reflexo no espelho tem um olhar arguto, mais crítico e menos emocional. E é assim, cada um é o que é mesmo sendo somente a derivação de uma só “Pessoa”.
E eu te escrevo esta carta, esperando que nossa conexão de espírito não seja apenas um delírio matinal de quem ainda não acordou direito e, como tu mesmo disseste, - “ Acordaste-me, mas o sentido de ser humano é dormir.”. Mas o que escrevo-te neste momento, é para agradecer-te.
Obrigado Fernando. O que seria de mim se você não tivesse existido?
Obrigado Pessoa pelo café compartilhado aqui, na minha mesa da cozinha.

Rosamares da Maia.

Foto de pattyserudo

SONHO REAL

Um certo dia sonhei que te conheci
Pareceu coisa do destino, algo escrito
Uma empatia instantânea eu senti
Reencontrei o meu eu que havia perdido

Passei a contar com um porto seguro
Um apoio, um lugar para me desligar
Foi delicado, intenso e profundo
Tão real que eu nem parecia sonhar

Cada momento vivido foi eternizado
Por fotografia, canção ou registro mental
Tempestades também passei ao teu lado
Tatuastes em minha existência tua digital

Incluir-te em meus roteiros e planos
Fostes meu devaneio, meu mais terno segredo
Quando tu refletias em meus olhos castanhos
Emergia meu riso, aquele meio sem jeito

Mas chegou a hora de eu me despertar
Entrelaçamos com força as nossas mãos
O tempo necessário para eu gravar teu olhar
E pronunciar minha última declaração

Lágrimas de despedida escorriam em meu rosto
Enquanto eu admitia que foi de verdade, te amei
Levarei teu perfume envolto em meu corpo
Tu seguirás para ser realidade de um outro alguém.

Foto de Poetando

Viajo

Tento compreender a vida
Viajo nos meus pensamentos
Tentando compreender a vida
Descobrindo meus sentimentos
Vida de sonhos e realidades
Como parece tão complicada
É tão difícil de compreender
Esta vida que é tão danada
Vou viajando com alegria
E com alguma personalidade
Assim posso compreender a vida
Como ela é na realidade
Em cada viagem que realizo
Dentro do meu pensamento
Revejo alegrias e felicidade
E o que foi o meu sofrimento
O quanto pude ser amado
Como descobri a minha paixão
De como amo tanto a vida
Com alegria no coração
Porque a vida é uma viagem
Viajo nos meus pensamentos
Lembrando alegrias de felicidade
Assim é a vida na realidade

De: António Candeias

Foto de Wilson Numa

Insensível

Ao lhe ver sorrir acende no meu peito uma chama que me permite ver e preencher uma parte de mim
Perfeição não procuro porque também não ofereço
Cada um é imagem das suas crenças, das suas vivências e da sua atitude
Perdão ou arrependimento cada um o tem a sua maneira de pedir ou conceder
Só não quero que duvide daquilo que sinto cada um mostra de forma diferente ou cada um vive de forma diferente dia a realidade que lhe aparece a frente
Eu prefiro não levar a vida a pensar em problemas, a não pensar futuro distante, prefiro divertir-me, sem esquecer as minhas responsabilidades
Não me arrependo de nada, não creio ter ferido os teus sentimentos ou a ti
Daí que não passo tempo a me desculpar, a sensibilidade de cada um é para ser respeitada
Talvez seja eu o insensível, e não perceber aquilo que faça de errado
Então deixo a última palavra para si, seja o que você quiser

Foto de Jardim

suave, reluzente

suave, reluzente; era assim que guardava
tua imagem sob o mármore negro da noite.
dias e quilômetros nos separavam,
restaram inquietações no horizonte oblíquo
das interrogações, limites projetados
nas minhas mais arrogantes ambições.
muita coisa mudara, delicadas esperanças,
inexplicáveis emoções, minha paz desaparecia,
minha calma se dissolvia, calculava tempo,
distâncias, particularidades, horas a fio
te imaginava sob o céu sedoso cor de cobre.
a ansiedade tem nome de mulher
e preta é a tarja da caixa que guarda
o sono dos anestesiados.
sonhos se confundem com fragmentos
da realidade confusa e resquícios
de amnésia, reticências do inefável.
vestia-me, olhava o espelho, nas mãos
as chaves, o cotidiano, a procrastinação.

Poema do livro Diários do Desassossego
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Foto de Jardim

será que consegues

será que consegues entender que algo em mim passou a bater fora
de seu ritmo, que por onde passo já não tenho pressa, que as noites
deixaram de ser uma busca feroz, que as estrelas, agora as conheço
pelo nome, que naquilo que enxergo surgiram prioridades? será que
percebes que mesmo acordado meu mundo se enovela em sonhos e
que a trama da realidade coaduna com eles tornando mais leve o
tempo? será que escutas a música que eu ouço quando nosso olhar
se encontra no meio de uma conversa e de repente entre nós se faz o
silêncio? ansioso por tocar teus cabelos meus gestos denunciam
minhas intenções quando estou ao teu lado. será que desconfias que
chegar a ti foi o mais difícil dos caminhos, o mais improvável dos
acontecimentos, um lance de dados que não aboliu o acaso? será
que imaginas a extensão da minha fome a te devorar com os olhos, a
ânsia de tocar tuas pétalas e nelas colher o perfume que fabricas?
será que entendes, nas pistas que deixo, na cadência da minha
respiração, a inquietude a que me entrego, até nos menores atos,
nos momentos mais fugazes? mesmo que não enxergues o óbvio,
sigo assim, sem ruído, me aprendendo um pouco mais a cada
instante, me surpreendendo, me reciclando, me recriando, me
reinventando, sem querer apressar as horas, sem precisar de nada
além de que existas.

Poema do livro Crônicas do Amor Impossível
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Foto de Sonia Delsin

DOIS MUNDOS

no espelho refletido
um mundo sem sentido
você e eu
eu e você
mãos que não chegaram
que não se alcançaram
no abismo do tempo
você e eu
dois mundos
fantasia e realidade
dois mundos conflitantes
nada mais como antes

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