Reprovação

Foto de Ivone Boechat

A Escola de Cristo e a escola dos homens

Hoje, fala-se na educação moderna, discutem-se leis e métodos que poderiam socorrer os "cansados e oprimidos" da escola dos homens, todavia, os especialistas da educação se esqueceram de estudar e analisar a estrutura e o funcionamento da escola que Jesus propõe à humanidade.
O Serviço de Orientação Educacional tem funcionado, na maioria das escolas, como delegacia de polícia, para onde são encaminhadas crianças com problema; depois, por falta de pedagogia, são transferidas, expulsas, discriminadas, reprovadas e registradas no rol da evasão.
Cristo fez tudo diferente.
Certa vez, o Mestre estava na Galiléia e as crianças, como sempre o rodearam, porém, os discípulos (agentes de disciplina) ficaram preocupados e começaram e levá-las para longe. Só que foram severamente advertidos: "Deixai vir a mim as crianças" (Lc. 18:16).
O conselho de classe geralmente consiste no encontro periódico do corpo docente para "avaliar" o desempenho dos alunos na aprendizagem. É um julgamento apressado. O aluno é culpado por todo tipo de fracasso. Só ele falhou, só ele mora longe, ele é mal educado, não se interessou e não aprendeu. Sob a batuta de "especialistas", vem o resultado, ano após ano: reprovação em massa. O réu é condenado e, se algum professor "bonzinho" erguer sua voz em defesa, quase é massacrado:
- Assim a educação não vai pra frente!
- Você vai aprovar todo mundo?
Cristo fez diferente.
Um dia, Ele estava no templo, ensinando, quando "professores, escribas e fariseus" lhe trouxeram uma aluna que havia cometido uma falta grave. Já haviam realizado o conselho de classe entre eles e resolveram reprová-la. Uns citavam artigos da Lei de Moisés (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), outros alegavam seu comportamento, porém queriam ouvir a palavra final do Mestre. Perplexos, viram quando Ele se dirigiu não a eles, mas a ela: "Vai e não peques mais" (Jo. 8:11).
Jesus criou o conselho de classe para avaliar o processo educacional, onde destaca, sobretudo, o professor. Isto ficou muito claro, principalmente, no dia em que se colocou no meio de seus discípulos e perguntou: "E vós quem dizeis que eu sou?" Estava criada a auto avaliação.
Nem seria preciso dizer, mas a gente diz que o sistema de recuperação que se implanta por aí não recupera. Na Escola de Cristo é diferente. O aluno Pedro estava em recuperação e o Mestre preparou um teste oral, com apenas três perguntas:
- Pedro, amas-me?
- Senhor, tu sabes que te amo.
- Pedro, amas-me?
- Senhor, tu sabes que te amo.
- Pedro, amas-me?
- Sim, Senhor, tu sabes que te amo.
Foi uma prova duríssima, mas Pedro foi aprovado e ainda levou o dever de casa: "Apascenta minhas ovelhas" (Jo. 21:16). Jesus criou a recuperação para recuperar o aluno e não a nota. O aluno recuperado recupera a nota!
Os estudantes da Escola Profissionalizante de Cristo saem habilitados como "pescadores de homens". Líderes para atuar em todas as Eras.
O problema da evasão é tratado com muita firmeza: "Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, perdendo uma delas, não deixa noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida, até que a encontre?" (Lc.15:4). Jesus orava preocupado com a estatística de um aluno perdido na turma de 100. E nós? De cada 100 alunos matriculados na 1ª série do Ensino Fundamental, somente oito chegam ao Ensino Médio.
Jesus se mostrou preocupado não só com alunos perdidos, que abandonam a escola, ao contar a parábola dos que se perdem dentro da escola: "varrer a casa, buscando-o até encontrá-lo" (Lc. 19:5).
Quem fundou a obra educacional de recuperação dos meninos de rua foi Jesus (Mc. 9:42). Ele criou também o Centro de Estudos Supletivos. Havia aulas durante todos os dias da semana: manhã, tarde e à noite. Zaqueu, chefe dos publicanos, cobrador desonesto de impostos, fez sua matrícula de cima da árvore e começou a estudar, naquele mesmo dia, em casa (Lc. 19:5). Nicodemos, príncipe dos judeus, preferiu estudar à noite, levando no caderno de anotações as suas dúvidas. Após a primeira aula, levou a resposta de tudo e uma advertência: "Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?"
Na Escola de Cristo, estudavam ricos e pobres. Quando fundou a Educação Especial, após a aula, curou a todos. Não temos esse poder, todavia, temos o dever de respeitar os deficientes físicos e também a obrigação constitucional de fazê-los parte integrada do sistema educacional (Mt. 15:31-32). Estava criada a educação inclusiva.
E a merenda escolar? Basta ler a narração bíblica da multiplicação dos pães para responder a pergunta. Todas as vezes que o Mestre ministrava suas aulas, ele mesmo providenciava a merenda (Mt. 14:17; Mt. 15:36; Lc. 15:32).
Jesus sempre trabalhou em equipe, não fazia o que os discípulos podiam fazer. Em Betânia, choravam pela morte de Lázaro e ele mesmo chorou, quando chegou à cidade. Seguido por grande multidão (suas turmas eram enormes), foi visitar o túmulo, mas uma pedra o impedia de ver o aluno-defunto. Com seu poder, bastava ordenar e a pedra se tornaria pó. Não. Preferiu trabalhar em equipe: "Tirai a pedra" (Jo 11:39).Jesus sempre fazia a chamada. Dentro do cemitério, se não fosse feita a chamada nominal do aluno Lázaro, seria uma ressurreição em massa: Quem deveria “sair para fora?” Sairiam todos!
Na prova final de Pedro, Jesus lhe deu "cola" ao aluno. Ele errou a última questão: cortou a orelha do centurião romano. Não foi reprovado nem ficou em recuperação. Continuou na Escola, porque o Mestre sabe que o erro é pedagógico.
Quem foi que criou módulos para o ensino à distância? E os módulos foram escritos pelos próprios alunos, Mateus, Marcos, Lucas e João, observando o universo vocabular...
O alunos da Escola de Cristo são tratados com justiça e igualdade. Judas que tanto lhe perturbou o magistério não foi expulso nem transferido: estudou na sua escola até o fim.
Cristo implantou a inclusão digital: "Pedro, tudo o que ligares na Terra será ligado no céu." Providenciou a globalização do ensino: "Ide por todo o mundo"... para que os homens se religassem na Internet divina e navegassem na mídia celestial: fé@graça.comJesus
A palavra rede (web) “hoje” é ultra moderna, todavia, Jesus a usou como palavra chave na Sua Escola e deu aula aos discípulos de web: “Lança a rede para o lado de lá”. Ou seja, para o lado do Bem.
Ao criar seu twiter, olhou para Pedro e disse-lhe: segue-me. Hoje, o Mestre tem milhões de seguidores ao redor do mundo.

Ivone Boechat
Extraído do livro Escola Comunitária-4a.edição-Reproarte-Rio 2004

Foto de Amada Amante

Lembranças

Saudade
Essa palavra me aflige,
Me abate e prontamente me arremata.
Juntamente com a saudade, as lembranças vêm por osmose!
Levando-me à borda de um caleidoscópio de sensações e emoções.
Desaguando em mim: verdades e vontades...

De uma Mulher Intensa...
Que se entrega a uma paixão desenfreada,
Com um desejo excessivamente pungente,
Uma mente demente, Um corpo ardente.
Isso é bom ou ruim?
Definitivamente... Isso é quente!

E trago Você para o presente,
Com lembranças que me deixam fervente.
Meu corpo clama pelo seu...
Minha boca procura pela sua,
Sua língua me invade sem piedade,
Mostrando-me o que é Saudade!

Partimos para o combate,
Da luxúria que nos deixa no empate.
Suas mãos experientes e exigentes,
Exploram veemente meu corpo dormente,
Entorpecido pelo homem quente.

Um desejo latente de pura excitação,
Eu e você uma deliciosa explosão.
Numa cama, num sofá ou até mesmo numa banheira,
O lugar realmente não importa,
Desde que percamos as estribeiras...

De frente, De quatro, de lado, ou em qualquer posição.
Meu sexo pulsa de pura expectativa,
Por uma MARAVILHOSA invasão...
Seu membro me invade,
Sanando minha necessidade que se desprende da realidade.

A velha dança começa,
Um vai e vem interminável,
Um desejo palpável,
Um fogo incomensurável...
Sinto-me uma devassa enquanto você me amassa...
No momento dominante e submissa,
E é Isso que me atiça!

Seus toques lascivos domam meu corpo,
Com a maestria de um homem mordaz,
Que sabe do que é capaz!
Da minha boca escapam gemidos,
Que deposito ao pé do ouvido
Do meu homem sagaz.

E você “ME INVADE” com tamanha satisfação,
Enquanto eu cravo minhas unhas em sua pele exposta,
Ganhando de imediato um rosnado de Tesão.
Olho para seu rosto e não vejo reprovação,
Talvez as marcas sirvam para uma recordação.

Ah! Meu demônio de pele negra,
Chega de dominação!
Agora é minha vez, de demonstrar minha altivez,
Para nossa libertação.

Cavalgo em ti, feito uma “AMAZONAS”,
Com seu membro escorregando pela minha gruta,
Que te recebe na plenitude da consumação.
Sinto suas mãos espalmadas,
Na minha bunda arredondada,
Conduzindo-me nesta dança desvairada.

Olhando no Ônix profundo dos seus olhos,
Vejo ali a sua confissão:
Oh sim, isso é Paixão!
Promessas mudas,
Vontade reprimida,
Uma aceitação!

Estamos perto de extravasar toda essa agonia,
Agarrando meus cabelos, me puxas pra baixo,
Tocando-me com seu membro tão fundo,
Que arqueio as costas em sinal de regalo.

Meu corpo convulsiona minha mente não funciona,
De sua boca saem três palavras: “GOZE PRA MIM”
Em puro deleite você me assiste a gozar...
Sem aviso, sinto meu ápice te arrebatar.
Trazendo-te comigo para se derramar,
Dentro do corpo da mulher que você está a segurar.

Prazer único e incontestável, que só você pode me dar.
Fazendo de mim a “Mulher mais Desejável”,
Que ninguém pode se comparar!
Você é meu delicioso Pecado,
Que insiste em me acompanhar,
E pra dizer a verdade,
Pecado melhor não há!

Eu não disse que era quente?
E por falar em quente,
Por onde anda minha mente,
Que teima em ser inconseqüente
Te trazendo para o presente...

Foto de Amada Amante

Lembranças

Lembranças que muito me marcaram... Deixo o pensamento voar livre ao seu encontro.

Saudade
Essa palavra me aflige,
Me abate e prontamente me arremata.
Juntamente com a saudade, as lembranças vêm por osmose!
Levando-me à borda de um caleidoscópio de sensações e emoções.
Desaguando em mim: verdades e vontades...

De uma Mulher Intensa...
Que se entrega a uma paixão desenfreada,
Com um desejo excessivamente pungente,
Uma mente demente, Um corpo ardente.
Isso é bom ou ruim?
Definitivamente... Isso é quente!

E trago Você para o presente,
Com lembranças que me deixam fervente.
Meu corpo clama pelo seu...
Minha boca procura pela sua,
Sua língua me invade sem piedade,
Mostrando-me o que é Saudade!

Partimos para o combate,
Da luxúria que nos deixa no empate.
Suas mãos experientes e exigentes,
Exploram veemente meu corpo dormente,
Entorpecido pelo homem quente.

Um desejo latente de pura excitação,
Eu e você uma deliciosa explosão.
Numa cama, num sofá ou até mesmo numa banheira,
O lugar realmente não importa,
Desde que percamos as estribeiras...

De frente, De quatro, de lado, ou em qualquer posição.
Meu sexo pulsa de pura expectativa,
Por uma MARAVILHOSA invasão...
Seu membro me invade,
Sanando minha necessidade que se desprende da realidade.

A velha dança começa,
Um vai e vem interminável,
Um desejo palpável,
Um fogo incomensurável...
Sinto-me uma devassa enquanto você me amassa...
No momento dominante e submissa,
E é Isso que me atiça!

Seus toques lascivos domam meu corpo,
Com a maestria de um homem mordaz,
Que sabe do que é capaz!
Da minha boca escapam gemidos,
Que deposito ao pé do ouvido
Do meu homem sagaz.

E você “ME INVADE” com tamanha satisfação,
Enquanto eu cravo minhas unhas em sua pele exposta,
Ganhando de imediato um rosnado de Tesão.
Olho para seu rosto e não vejo reprovação,
Talvez as marcas sirvam para uma recordação.

Ah! Meu demônio de pele negra,
Chega de dominação!
Agora é minha vez, de demonstrar minha altivez,
Para nossa libertação.

Cavalgo em ti, feito uma “AMAZONAS”,
Com seu membro escorregando pela minha gruta,
Que te recebe na plenitude da consumação.
Sinto suas mãos espalmadas,
Na minha bunda arredondada,
Conduzindo-me nesta dança desvairada.

Olhando no Ônix profundo dos seus olhos,
Vejo ali a sua confissão:
Oh sim, isso é Paixão!
Promessas mudas,
Vontade reprimida,
Uma aceitação!

Estamos perto de extravasar toda essa agonia,
Agarrando meus cabelos, me puxas pra baixo,
Tocando-me com seu membro tão fundo,
Que arqueio as costas em sinal de regalo.

Meu corpo convulsiona minha mente não funciona,
De sua boca saem três palavras: “GOZE PRA MIM”
Em puro deleite você me assiste a gozar...
Sem aviso, sinto meu ápice te arrebatar.
Trazendo-te comigo para se derramar,
Dentro do corpo da mulher que você está a segurar.

Prazer único e incontestável, que só você pode me dar.
Fazendo de mim a “Mulher mais Desejável”,
Que ninguém pode se comparar!
Você é meu delicioso Pecado,
Que insiste em me acompanhar,
E pra dizer a verdade,
Pecado melhor não há!

Eu não disse que era quente?
E por falar em quente,
Por onde anda minha mente,
Que teima em ser inconseqüente
Te trazendo para o presente...

Foto de Eveline Andrade

Como dizia o poeta.

Dias vazios, dias sem graça, dias sem nome.
Como dizia o poeta (Vinicius de Moraes) estou no meu “ócio criativo”, me refugio na escrita de algo como isso. Pessoas, árvores, casas e carros passam por mim todos com suas cores, tento enxergar mai a fundo e não encontro a tua. Tua ausência é a única certeza tua que tenho agora. As pessoas em volta me olham a escrever freneticamente, como se fosse a única coisa que me restasse fazer, observam e em seus rostos a expressão de reprovação é a mesma, me sinto como se estivesse fazendo uma coisa muito errada.
Será que meu grande erro é te amar demais?
O cotidiano segue seu curso, e teu olhar não está aqui. Acorde meu amor, o sol espera ansioso pela sua presença para iluminar meu dia! Você me consome de saudade e eu sigo assim, sem motivos para seguir.

Evelyne Andrade
17/02/2011

Foto de pttuii

Interior I

Um crime poderá estar prestes a acontecer. Em princípio, não será uma coisa mediática. As coisas acontecerão porque, simplesmente, o epílogo terá de ser esse. O autor não deve ainda fazer prognósticos sobre o modus operandi do alegado homicídio, porque na prática ainda não estão reunidas as condições para descrever uma situação que constitui sempre o último recurso da demonstração da animalidade humana.

A sala onde se adivinha semelhante desfecho é esparsa. Pintada de um branco reflector, com uma génese criadora de epilepsia, não terá mais que 10 metros quadrados. Trata-se de uma repartição de atendimento público, situada numa localidade do interior do país.

São três e 15 da tarde, e lá fora venta como se esperava de um dia de início de ano. Chuva adivinha-se, mas por enquanto está contida por entre o negrume das nuvens agrupadas em posição ofensiva.
Uma senhora, dos seus 40 e poucos anos, impõe a si própria um regime de calma auto-inflingida. Poderá ter a ver com a fila de cidadãos que se acotovelam no parco e sufocante espaço.

Mas não é de descartar que a senhora esteja a braços com uma situação de violência psicológica de índole doméstica, já que segundo as pesquisas prévias a esta dissertação, a localidade em causa ocupa um lugar de destaque nas queixas policiais apresentadas por mulheres de meia idade.
Faltam menos de 48 horas para terminar o prazo burocrático de entrega dos impressos de cobrança do imposto sobre o rendimento do trabalho, e a ansiedade colectiva forma uma nuvem espessa, difícil de contentar, e ainda mais complicada de controlar. A uma supremacia de idosos, respondem dois jovens, aparentando uma vida com duas dezenas de anos.
O ar taciturno e irritado que demonstram, revela que estarão ali para fazer o 'português' recado a uma pessoa de família. Uma jovem contenta-se a tilintar o piercing que pende de duas narinas aquilinas, e com uns laivos judaicos. Uma gabardine preta, tão densamente negra que contrasta com o politicamente correcto ambiente, oculta um corpo que se auto-esconde de olhares reprovadores. A jovem mulher terá tentado fazer uma demonstração recente de independência perante os progenitores, uma vez que tem o cabelo quase rapado. Os olhares de reprovação que a cercam num ataque quase 'Juliocesariano', aparentemente não a incomodam. (continua)

Foto de Dirceu Marcelino

ALGUNS ASPECTOS DO PRECONCEITO VELADO NO BRASIL

No movimento literário de 1922 levantou-se a questão proposta por Mário de Andrade, autor da obra “Macunaíma, o herói sem caráter”, sobre duas facetas características da personalidade de muitos brasileiros.
Uma relacionada à questão da mania de procurar “levar vantagem em tudo” e outra do “paternalismo”, dando-se uma idéia de comiseração, desrespeitando-se todos os valores morais, éticos e sociais.
Com base na primeira idéia verificou-se inúmeras infrações de pequena importância, que não são criminalizadas, por serem de pequeno poder ofensivo, que mereceriam a reprovação social, mas que acabam sendo aceitas como normais, tais como, por exemplo, as seguintes: a pessoa que passa à frente na fila do cinema, do teatro, em estádios esportivos (vejam hoje no jogo Brasil x Uruguai), muitas vezes dando pequenas gorjetas ao porteiro; o cobrador do ônibus, da lotação que fica com o troco do passageiro etc.
Mais graves aquelas infrações em períodos eleitorais, quando vimos muitos candidatos a vereador, por exemplo, comprando alguns materiais de construção (areia, tijolos, cimento etc ); fazem perfurações de poços; retirada de terra; soterramentos de terrenos rebaixados; pedidos de empregos. Outros pedidos são coletivos, tais como, por exemplos: compra de camisas para times de futebol; abertura de campos de futebol em terrenos desocupados, muitas vezes feitos sem autorização do verdadeiro dono. Infelizmente, os que atendem tais pedidos em maior número muitas vezes são eleitos. Em várias cidades é possível apontar vereadores eleitos mediante esse sistema, até prefeitos, deputados e senadores, conforme noticiais atuais de revista de grande projeção.
Enfim, formou-se a política “do é dando que se recebe”.
Alguns políticos como se confirma pelas mesmas publicações e recentes investigações das CPIs das casas legislativas, se esquematizam sim, com objetivo de ressarcir-se daquelas despesas feitas com os pequenos atendimentos paternalistas que fizeram. Os exemplos citados são pequenos, pois dizem que é apenas a ponta do “iceberg” e que casos mais graves, permanecem na surdina.
Tais atos aumentam de gravidade á medida que servem de modelos de comportamento e se difunde às grandes massas da população por um mecanismo social denominado “contágio hierárquico”.
O mecanismo de transmissão do PRECONCEITO, também, se difunde a grande massa da população, de forma semelhante e nosso amigo e professor JOSÉ CARLOS GOMES, nos ensinava a respeito há mais de vinte anos.
Destacava o professor, alguns aspectos desse preconceito que existem de fato, embora alguns autores renomados insistam em dizer que o “preconceito no Brasil é velado”.
No aspecto que nos propomos a expor, como se fosse um complemento a homenagem que fizemos a ele com a poesia “PARADOXO DA VIDA”, lembro-me a destacar que ele definia Preconceito como sendo “uma idéia pré-concebida e de forma errônea que fazemos de alguma coisa”.
Salientava que podia ser observada sob três aspectos:
Racial – contra determinada raça ou grupo étnico.
Social – contra uma classe social ou grupo de pessoas.
Religioso – contra uma denominação religiosa.
Mas salientava que no Brasil, o preconceito racial, não se delineava da mesma forma que ocorria em outros países ou regiões do mundo e que visando evitar esse tipo de comportamento anti-social a nossa Constituição Federal criminalizou o preconceito racial, inserindo-o no Artigo 5º, inciso XLII, no capítulo dos “Direitos e Garantias Fundamentais”.
Houve época que tais ranços de racismo se vislumbraram em nossa sociedade, de forma mais grave, citando como exemplo a época da 2ª Guerra Mundial , quando alguns times de futebol tiveram que mudar suas denominações para evitar que suas torcidas se identificassem com os países do eixo – principalmente, os italianos e alemães.
Citava ainda que o preconceito racial às vezes se explicite pelo próprio vocabulário, tal como ocorre quando alguém diz:
“Pelé é um negro de alma branca”.
Com referência ao “preconceito social”, demonstrava que se observam de três formas:
Contra uma classe social, quando de forma preconceituosa é com a finalidade de denegrir pessoas oriundas de determinadas regiões do Brasil, tal como o do Nordeste e alguns se referem a ele como “O nordestino”; outros se referiam a “Erondinos”, fazendo menção à ex-prefeita de São Paulo, de origem nordestina, mas que sabemos e consideramos uma mulher respeitabilíssima; do paulista em relação ao catarinense, com a expressão “barriga verde”;
O preconceito religioso observa-se em manifestações tais como quando o Católico chama o protestante ou componente de denominações evangélicas de “crente”. Ou então, quando estes, Protestantes ou evangélicos chamam os católicos de “beatos” e de ambos (católico e protestante) contra o espírita, chamando-o de “macumbeiro”.
Mencionava ainda que a religião muitas vezes, na história da humanidade foi utilizada de forma preconceituosa, como na época da inquisição, várias pessoas foram mortas em fogueira como hereges.
Embora reconheçamos não apresentar o preconceito existente no Brasil, aspectos tão graves como outras manifestações que ocorrem em outros países, na verdade em honra de pessoas como ele JOSÉ CARLOS GOMES e de outros amigos e amigas, companheiros de trabalho, de alguns de nossos próprios parentes, e, principalmente, de nós cidadãos que nos propomos a serem poetas e poetisas, temos de ter consciência de nossas convicções e estamos incluídos no rol das pessoas responsáveis pela transmissão de conhecimento, mesmo que seja por obras simples e singelas, pois essa arte deve atingir em primeiro lugar os pequeninos, os excluídos, os mais necessitados.

Foto de paulobocaslobito

Sinopeses da alma

Acabei de ler um livro e terminar com uma etapa de vida.
Sofri mais no consciente para não magoar o "outro", do que o alivio de ter podido expressar-me em todos os meus sonhos, que enclausurados continuam estarrecidos ao longo destes inúmeros anos em que vivo.
Terei que redescobrir como o meu "eu", que se tornou nestes imensos anos cerrado em novas descobertas, mas não vou parar para me perguntar se estive esse tempo todo errado.
Terei tão somente que transformar as minhas angustias em novos caminhos e partir de novo à descoberta.
Passei um longo inverno sobre as esterias da alma, li e entendi muito sobre a vida... amei e chorei... redescobri como é bom amar.
A mente é o dilema da reprovação, quando somos obrigados a tal, ou então quando nos jogam os dados calhando-nos sempre a chave do azar.
Mas, podemos e devemos sempre mudar pois o azar é sempre relativo, basta que num dia de sorte mudes tudo do avesso e o agarres com unhas e dentes...
Basta que uses a formula do um mais um igual a três...
Claro que a matemática é uma ciência exacta, mas a mente não!
Um mais um igual a três matemáticamente errado, mentalmente certo!
Se falarmos de números, claro que está errado; mas no entanto se falarmos do individuo, está certo.

Sim porque temos sonhos, porque amamos, porque choramos e sofremos, porque somos uma alma, uma mente e um coração, e nada matemáticamente o pode mudar.
Um individuo é um só "eu", é a mente e todas as suas desilusões, é uma vida em tudo aquilo que construiu e destruiu.
Um individuo é uma analogia que vive quase toda a sua existência em função dos outros, daquilo que os outros possam dizer ou criticar.
Um individuo nunca quer fazer mal fazendo o mal.
Um individuo é um egoísta material.
E os sonhos!

Os sonhos são as aflições da mente, os disturbios da alma e as palpitações do coração.
Os sonhos são as horas acordadas no pensamento de ti.
Os sonhos são aquilo que desejamos.
Então: se eu for o "eu" e tu o "outro", juntos somos UM.
Ou seja, vives a tua vida em função do teu sonho e eu vivo em função do meu sonho, juntos vivemos o nosso sonho; então sonhamos três sonhos... o teu, o meu, e, o nosso.
Mas não se pode pedir ao individuo nada que não queira, nem a sua própria beleza que nos encanta.
" O mar é belo e sempre será, mas mata! ".

Sabes que te escrevo, e, que talvez também alguns o compreendam apesar de estarem apagados, imunes, inertes nos seus sonhos.
Pois nunca te procurei pela beleza nem pelo físico, e ao longo destas inumeras tertúlias onde p'lá noite transfiguramos as horas e acalentamos o espirito, só nós sabiamos o que sentiamos e sentimos.

" Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: - Que tamanho tem o Universo? - Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: - O Universo tem o tamanho do teu mundo.
Perturbado ela indagou novamente: - Que tamanho tem o meu mundo? - O pensador respondeu: - Tem o tamanho dos teus sonhos. "
(Augusto Cury)

Podes ser até um trambolho uma aberração, ou a coisa mais bonita a face do meu mundo.
Amo-te na mesma como se ama um ser, como se quer um sonho.
Não tenho medo de me perder e falhar, não tenho medo de nada.
Sigo o instinto e não me sinto desolado ou deslocado, não te faço nem fiz promessas, não te exigirei absolutamente nada desde que sigas o teu sonho e queiras entrar no meu.
Quero-te complecta na alma, na mente e no coração.
Estou presente quando estou, na falta quando estiver, mas no abraço estarei sempre existente pois descobri o meu sonho: " Viver para te amar ".

Paulo Martins

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