Rosto

Foto de Carolinapinsilva

Para alguém...(Carolina Silva)

Eu não gostava de você porque você tem um rosto bonitinho, uma boca bem desenhada, um olhar especial e um sorriso perfeito! Era além disso! Eu ficava feliz por apenas te ver... do outro lado da rua! Eu me sentia especial em pensar que você poderia estar pensando em mim! Eu só desejava que você estivesse ao meu lado, porque no meu pensamento você já morava e dominava!


Mas era muito além do seu rostinho bonito, era uma amizade que aos poucos foi virando um amor por ter me conquistado... Com um jeito de me olhar e eu perceber que era verdade, era real! Foi um amor conquistado e não idealizado! Foi um amor real e veradeiro! Foi um amor fiel e companheiro! Foi um amor sensível e delicado! Foi um amor especial e dedicado! Dedicado a você! A você que era maduro e irresistível! A você que era amigo e inesquecível! A você que era companheiro e necessário! A você que era tão inimaginável! Inimaginável por mim! Por mim que tanto eu fiz! Por mim que tanto eu chorei! Por mim que tanto eu te amei! Te amei por você ser um sonho, e sendo um sonho eu quis realizar, tentando isso eu te perdi, no fim, te perdi por tanto te amar!

Carolina Silva

Foto de Kalyxynha

Você (Thaís Caliman)

Você em meu quarto...

Deitado em minha cama...silencioso..

Menino Mau!!Que não me queria..

Me esnobava..me machucava!!

Agora..deitado ali..

Cada vez mais lindo..

Sangue em seu peito fluindo..

Lágrimas fluindo de meu rosto..


Eu te amava..mas você não me deu outra escolha..

Um ultimo beijo e me juntarei a ele..

Em poucos segundos meu sangue ao dele se mistura

Minha cabeça em seu peito está..

Sem dor..sem sofrimento...

Agora somos um só corpo....

Nossos sangues se tornaram um....

Um filete que corre da cama para o chão..

Morro com uma lágrima em meu rosto...

Uma lágrima de felicidade..

Por estar junto do homem que amava!!

Thaís Caliman

Foto de JulianaOlivery

Amor a Distância (Juliana Olivery)

Um amor que chega sem ser esperado...

Que não pede permissão para entrar...

Mas que invade o corpo inteiro...

Como se dono fosse do meu ser...

Um amor que vi aos poucos dentro de mim crescer!

Um amor que a distância não impediu,

De aflorar na minha existência tão sem graça.

Que me trouxe a alegria de estar vivo...

Que despertou a emoção adormecida!

Quando descobri que estavas em minha vida,

Ah esse amor que chega a doer de tanta
saudade...


Que anseia em seus braços um dia ser aconchegado.

Que sonha com seu rosto um dia acariciar.

Em teu corpo os delírios do prazer sentir...

E o seu coração com o meu amor seduzir!

Ah esse amor..., esse amor...

Que deixa meu corpo em brasas.

Quando em sonho muitas vezes acordado.

Sinto o seu corpo sob o meu, e

Assim por ti estar sendo amado.

O que seria de mim se não sonhasse!

Talvez perdesse a esperança....

Mas eu sonho, e tenho esperança.

Que um dia em nossas vidas vou lhe encontrar,

Com meu carinho e meu amor poder dizer,

Que eu nasci para lhe amar e ser amado por você!

Juliana Olivery

Foto de flavia.pontes

Segundos (Flavia Pontes)

Não sabes porque não queres

Ignoras a verdade que, diante dos teus olhos, se revela

Naquele momento, triste segundo em que meu coração se partia,

Tomaste para ti minhas lágrimas

Fizeste do meu sofrimento, tua única dor

Tiraste não apenas o peso dos meus olhos,

Mas a fraqueza que neles surgia

E tu, inocente nos teus gestos,

Tiraste, então, o meu sossego

Inquietaste minha alma

Deste a mim o Sol,

Fonte de luz ofuscada pelo teu brilho,

Porém, num segundo, também tornaste o céu escuro

Nuvens negras agora me cercam

Carregadas, trazendo minhas lágrimas,

Meu sangue...

Escuro vermelho,

Impuro alimento,

Forte veneno

Sem ti...

Infinito segundo

Segundo o mesmo em que levaste minha vida

Em que despertaste meus medos

Já não sei de mais nada...

Não sei se és meu conforto

Ou se és meu tormento

Não faze nada...

Apenas dize de uma vez

Num segundo...

Vieste para me completar,

Ou para me prender ao teu ser?

Dize apenas...

E que, desta vez, não demores...

Se tua resposta for minha alegria,

Enche tuas palavras de doçura,

Faze da tua voz minha nova poesia...

Se tua resposta tiver de partir meu coração,

Enche tuas palavras de frieza,

Faze da tua voz meu pesadelo,

Transforma teu rosto num imenso vazio

E leva contigo o que de mim restar

A que ponto chegamos,

Tu e eu,

Presos nesta incerteza,

Neste segundo...

Longo castigo,

Tempo perdido...

E perdi você...

Para o vento...

E, a mim, para o mundo...

Juro-te agora:

Desisto de tudo,

Me entrego ao infinito...

Se puder abraçar-te

Por um segundo...

Um segundo...

Flavia Pontes

Foto de LEOANDRADE

Navegar (Leonardo Andrade)

Eu sempre soube que jamais deixaria de navegar.

O cais, qualquer cais, sempre foi e sempre será uma pausa, um breve momento de descanso, uma utopia presa pela tênue corda de uma âncora que jamais se fixará.


Não há como fugir do mar, de seus mistérios, de suas aventuras, de suas amplas e irrestritas possibilidades.
Não há como ignorar o eterno canto da sereia chamando, o ritmo imprevisível das ondas e os ciclos sem fim das marés.
O mar faz refluxo em meu sangue e transborda em minha alma.
O chamado é mais forte do que eu, não há como lutar.
Não nasci para viver ancorado, limitado e preso em amarras invisíveis , mas profundamente dolorosas, preciso do cheiro do mar, dos pingos d´agua no meu rosto, do vento nos meus cabelos e da imprevisibilidade das tempestades.
Não sei viver só de calmarias.
Não se despeça de mim, deixe as ondas me levarem e quem sabem um dia me trazem de volta.
Guarde esse ciclo com carinho, lembre de tudo que vivemos com amor e saiba que foi perfeito e delicioso, mas como tudo, teve seu tempo e agora é hora de partir.
Guardo seu cheiro, seu sorriso pós amor e o gosto agridoce de seus beijos cheios de desejo.
Prometo fazer uma tatuagem em sua memória e contar

Foto de Lex

Amor (Lex)

Um poema para o meu amor com nome d´anjo, Rafael...

Cavaleiro eras,
sem rosto
te mostravas,
logo me entreguei...


Cavaleiro foste
e quando a
tua face mostras-te,
logo me apaixonaste...

Cavaleiro és,
com rosto
e nome d´anjo
aos teus beijos me rendi...

Entreguei-me

Foto de Carlos

O teu aroma (Al Mutâmide ibn Baji)

O teu aroma tomou-me conta do olfacto

E o teu rosto lindo preencheu meus olhos:

És minha mesmo depois de me deixares

E só por isso me chamam poderoso.



Al Mutâmide ibn Baji (1040-1095)

Foto de Patrícia

Cantata de Dido (Correia Garção)

Já no roxo oriente branqueando,

As prenhes velas da troiana frota

Entre as vagas azuis do mar dourado

Sobre as asas dos ventos se escondiam.

A misérrima Dido,

Pelos paços reais vaga ululando,

C'os turvos olhos inda em vão procura

O fugitivo Eneias.


Só ermas ruas, só desertas praças

A recente Cartago lhe apresenta;

Com medonho fragor, na praia nua

Fremem de noite as solitárias ondas;

E nas douradas grimpas

Das cúpulas soberbas

Piam nocturnas, agoureiras aves.

Do marmóreo sepulcro

Atónita imagina

Que mil vezes ouviu as frias cinzas

De defunto Siqueu, com débeis vozes,

Suspirando, chamar: - Elisa! Elisa!

D'Orco aos tremendos numens

Sacrifício prepara;

Mas viu esmorecida

Em torno dos turícremos altares,

Negra escuma ferver nas ricas taças,

E o derramado vinho

Em pélagos de sangue converter-se.

Frenética, delira,

Pálido o rosto lindo

A madeixa subtil desentrançada;

Já com trémulo pé entra sem tino

No ditoso aposento,

Onde do infido amante

Ouviu, enternecida,

Magoados suspiros, brandas queixas.

Ali as cruéis Parcas lhe mostraram

As ilíacas roupas que, pendentes

Do tálamo dourado, descobriam

O lustroso pavês, a teucra espada.

Com a convulsa mão súbito arranca

A lâmina fulgente da bainha,

E sobre o duro ferro penetrante

Arroja o tenro, cristalino peito;

E em borbotões de espuma murmurando,

O quente sangue da ferida salta:

De roxas espadanas rociadas,

Tremem da sala as dóricas colunas.

Três vezes tenta erguer-se,

Três vezes desmaiada, sobre o leito

O corpo revolvendo, ao céu levanta

Os macerados olhos.

Depois, atenta na lustrosa malha

Do prófugo dardânio,

Estas últimas vozes repetia,

E os lastimosos, lúgubres acentos,

Pelas áureas abóbadas voando

Longo tempo depois gemer se ouviram:

«Doces despojos,

Tão bem logrados

Dos olhos meus,

Enquanto os fados,

Enquanto Deus

O consentiam,

Da triste Dido

A alma aceitai,

Destes cuidados

Me libertai.

«Dido infelice

Assaz viveu;

D'alta Cartago

O muro ergueu;

Agora, nua,

Já de Caronte,

A sombra sua

Na barca feia,

De Flegetonte

A negra veia

Surcando vai.

Correia Garção (1724-1772)

Foto de Patrícia

Endechas a Bárbara Escrava (Luís de Camões)

Aquela cativa

Que me tem cativo,

Porque nela vivo

Já não quer que viva.

Eu nunca vi rosa

Em suaves molhos,

Que para meus olhos

Fosse mais formosa.



Nem no campo flores,

Nem no céu estrelas

Me parecem belas

Como os meus amores.

Rosto singular,

Olhos sossegados,

Pretos e cansados,

Mas não de matar.

Uma graça viva,

Que neles lhe mora,

Para ser senhora

De quem é cativa.

Pretos os cabelos,

Onde o povo vão

Perde opinião

Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,

Tão doce a figura,

Que a neve lhe jura

Que trocara a cor.

Leda mansidão,

que o siso acompanha;

Bem parece estranha,

Mas bárbara não.

Presença serena

Que a tormenta amansa;

Nela, enfim, descansa

Toda a minha pena.

Esta é a cativa

Que me tem cativo,

E, pois nela vivo,

É força que viva.

Luís de Camões (1524-1580)

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