Sangue

Foto de Aparecida Apaixonada Melo

INFINITA SAUDADE

A solidão me faz pensar em você
O sentimento me impulsiona a viver
E através do que não volta atrás: o tempo
Minhas angústias passeiam com o vento

Sinto falta... sua ausência me incomoda
E, embora pareça uma tola, romântica fora de moda
Queria poder dizer a toda hora
O que esbraveja silencioso meu coração agora

Meu coração sonha estar ao seu lado
Vibra, canta, chora e quando pensa em você sorrir
Pois dentro dele você me faz sentir...

O sangue ferve e jamais minha verve
Conseguirá atingir a perfeição do que sinto
Pois, para mim, você assume as dimensões do infinito!

Foto de onil

SANGUE DE POETA

DE POETA TENHO A FAMA
E NÃO CONSIGO ESQUECER
ESTA FORÇA DE QUEM AMA
CANTAR O FADO E ESCREVER

OS SONHOS NÃO TEM FIM
E ÁS VEZES SÃO A RAZÃO
DO POETA QUE HÁ EM MIM
SONHAR COM NOVA CANÇÃO

E ESCREVER BEM A PRECEITO
O QUE A MINHA ALMA SENTE
TUDO O QUE ME VAI NO PEITO
DO PASSADO E DO PRESENTE

SONHAR ENTÃO EM CANTAR
ELEVANDO A VOZ AO MUNDO
PODER ASSIM REALIZAR
ESTE DESEJO PROFUNDO

E ATRAVÉZ DO CORPO MEU
DE UMA FORMA BEM LIBERTA
CORRE O SANGUE ONDE NASCEU
A FORÇA DE SER POETA

POETA DOS FADOS MEUS
ONDE EU ESCREVO O DESEJADO
DA FORÇA QUE ME DÁ DEUS
NESTA VIDA QUE É MEU FADO

COMECEI DE TER PAIXÃO
A PRIMEIRA VEZ QUE OUVI
NA VOZ TIMBRADA A CANÇÃO
DO FADO E NÃO RESISTI

DESDE ENTÃO ME DEDIQUEI
EM ESCREVER O FADO Á VIDA
COM QUE GARRA ME LIGUEI
A ESTA PAIXÃO SENTIDA

E TUDO NA VIDA É FORMA
DE VIVER OU REALIZAR
É A POESIA QUE ME CONFORMA
CADA VEZ QUE OUÇO CANTAR

SEREI POETA A VALER
SE INSPIRAÇÃO NÃO FALTAR
E O FADO IREI ESCREVER
ATÉ MEU DEUS ME CHAMAR

O FADO POR COMPANHIA
DEUS ME DÊ DE BOM AGRADO
POIS SÓ ELE É A ALEGRIA
QUE EM MEU PEITO ESTÁ GRAVADO

ESCREVER FADO E A RIMAR
CADA POEMA QUE ME ENCANTA
EIS A FORMA DE MOSTRAR
O MEU SANGUE DE POETA.

19.3.93
ONIL

Foto de onil

GUITARRA

QUANDO OIÇO FICO PRESO AO SOM TRINADO
DA GUITARRA ESSE GEMIDO QUE ME ENCANTA
E AO OUVIR A DOCE VOZ QUE ENTOA O FADO
A MINHA ALMA OUTRO VERSO JÁ INVENTA

EU DEIXO-ME EMBALAR EM FANTAZIA
POIS FADO E ALEGRIA É MEU SONHAR
CANTO BAIXINHO UMA NOVA MELODIA
ENQUANTO ESCUTO DA GUITARRA O SEU TRINAR

SÃO NOTAS QUE ME ENCHEM O PENSAMENTO
E A MINHA ALMA FICA PRESA E ENCANTADA
DAQUELE SOM TÃO PROFUNDO QUE É O LAMENTO
DO GEMIDO DA GUITARRA APAIXONADA

GEMIDO QUE EMBALA MINHA VIDA
POIS SEMPRE A IMAGINAR SOU EU QUE CANTO
COM QUE FORÇA NO MEU PEITO É SENTIDA
TODA A TERNURA PELO SOM QUE É MEU ENCANTO

JAMAIS FICAREI ALHEIO AO FADO
NAS MINHAS VEIAS CORRE SANGUE DE ARTISTA
QUE ESCREVE FADO DE ALEGRIA OU MAGUADO
MAS COM PAIXÃO SENTE SEMPRE QUE É FADISTA

QUANDO ESCUTO AQUELE DOCE TRINAR
DA GUITARRA ESSE SOM NOBRE E ALTIVO
DEIXO ENTÃO MINHA MENTE LIVRE PENSAR
COM TERNURA QUE DO FADO SOU CATIVO

E SONHO ESCREVER CADA POEMA
LEMBRANDO O DEDILHAR NUMA GUITARRA
ACOMPANHADA DA VIOLA EM VOZ SERENA
NO FADO QUE SE CANTA ENTÃO COM GARRA

ENTRA EM MIM ESTE SOM QUE ALIMENTA
CADA POEMA QUE SERÁ NOVA CANÇÃO
É A GUITARRA QUE NA MINHA ALMA SUSTENTA
O AMOR PELO FADO MINHA PAIXÃO

O FADO SEM GUITARRA POUCO EXISTE
É O TRINAR QUE DÁ VIDA A QUALQUER FADO
A VOZ QUE CANTA SEM GUITARRA JÁ É TRISTE
O QUE SERIA DO FADO SEM SEU TRINADO

QUE SOEM AS GUITARRAS COMO UM HINO
DE PAZ E HARMONIA ENTRE OS ARTISTAS
POIS EU SONHO JÁ OUVIR DESDE MENINO
“A GUITARRA” QUE É A ALMA DOS FADISTAS.

18.3.93
ONIL

Foto de Romulo Rodriguez

Doce emoção

Doce emoção
Que lindas são a declarações de amor...

Mais lindo ainda e a doce emoção de te olhar nos olhos e dizer-te te amo

A pressão sobe,o coração começa a bater mais forte ,o sangue bombeia
Tudo isso faz com que eu me cinta emocionado ao dizer que te amo.

Como descrever o que realmente cinto?o que é essa doce emoção? que toma conta de mim na hora de me declara pra você.

Só sei descrever que o que cinto e puro , que todas a palavras que saem da minha boca são tiradas do fundo do meu coração .

E por isso que eu te faço essa declaração de amor feito com esse sentimento puro que se chama “DOCE EMOÇÃO”!

Romulo Rodriguez!

Foto de Romulo Rodriguez

Doce emoção

Doce emoção
Que lindas são a declarações de amor...

Mais lindo ainda e a doce emoção de te olhar nos olhos e dizer-te te amo

A pressão sobe,o coração começa a bater mais forte ,o sangue bombeia
Tudo isso faz com que eu me cinta emocionado ao dizer que te amo.

Como descrever o que realmente cinto?o que é essa doce emoção? que toma conta de mim na hora de me declara pra você.

Só sei descrever que o que cinto e puro , que todas a palavras que saem da minha boca são tiradas do fundo do meu coração .

E por isso que eu te faço essa declaração de amor feito com esse sentimento puro que se chama “DOCE EMOÇÃO”!

Romulo Rodriguez !

Foto de Lou Poulit

UM INCENTIVO À REFLEXÃO DE TODOS OS PROSADORES TÍMIDOS

Continuando uma conversa, esquecida noutro lugar...

Dei-me conta de um outro conceito integrante do curso, que também tem tudo a ver com essa reflexão sobre os nossos personagens na vida. E avança sobre fazer arte, sobre percorrer um trajeto evolutivo, lucidamente. O que inclui escrever prosa (a arte da palavra fluída) de modo mais artisticamente pretensioso, e não exatamente presunçoso...

Depois de entrar no ateliê, com a coragem e a desenvoltura de quem entrasse no castelo de Drácula, e tentar compreender alguma coisa da parafernália que havia ali, que equivalia a uma avalanche de informações visuais e olfativas nem sempre esperada, pinturas e esculturas por toda a parte, rascunhos espalhados como que por alguma ventania, uma infinidade de miudezas, coisas difíceis de imaginar e fáceis de fazer perguntar "pra que serve isso?"... O aluno iniciante dizia, como se ainda procurasse reencaixar a própria língua: eu não sei desenhar nada, sou uma negação, um zero à esquerda, nem sei direito o que estou fazendo aqui...

Eu tentava ser simpático, e sorria sem caninos, para provar que não era o Drácula. Depois pedia ao rapaz espinhento (convenhamos que o fosse neste momento) que desenhasse aquilo que melhor soubesse desenhar, entregando-lhe uma prancha em formato A2 e um lápis. A velha senhora (agora convenhamos assim) procurava uma mesa como se houvesse esquecido a sua bússula, e a muito custo conseguia fazer a maior flor que já fizera, de uns 15 cm numa prancha daquele tamanhão, e muito distante do centro da prancha. Claro, eu não conseguia evitar de interromper, se deixasse ela passaria a tarde toda ali improdutivamente. Aquele desenho já era o bastante para que eu pudesse explicar o que pretendia.

O executivo que arrancara o paletó e a gravata para a primeira aula, depois do expediente, com a gana de quem subiria num ringue para enfrentar um Mike Tison no maior barato e cheio de sangue no álcool, olhava pra mim, a interrompê-lo, como quem implorasse deixá-lo continuar! Queria mostrar talvez que eu deveria investir nele, que estava disposto a tudo, e que ele estava ali para que eu fizesse com ele o que bem quisesse. E eu finalmente explicava: não é necessário, já vi que você pode fazer. Me diga, quantas vezes você estima que já tenha desenhado esse mesmo Homem-Aranha que acabou de rascunhar?... Ah, não contei, mestre... Claro que não, mas talvez possa fazer uma estimativa, em ordem de grandeza. Uma vez? Uma dezena? Uma centena? Mil vezes?...

O velhote, com jeitão de militar reformado, pôs a mão no queixo. Mas em vez de estar fazendo alguma conta para responder, na verdade tentava avaliar (com a astúcia que custa tantos cabelos brancos) que imagem a sua resposta produziria, na cabeça do jovem mestre. Afastou as pernas uma da outra e naquele momento eu pensei que ele pretendia bater continência para mim, mas não, aquilo era um código comportamental. Sempre fui antimilitarista, mas procurei entender o seu personagem íntimo. Afinal, ele resolveu arriscar: Mais para mil vezes... Alguém poderia acreditar nisso – perguntei a mim mesmo? Se o velhote houvesse desenhado Marilyn Monroe, vá lá que fosse. Ou a bandeira do Brasil, um obuz, uma bomba atômica, ao menos um pequeno porém honroso canivete suíço!... Mas não. Um militar que estimava ter desenhado quase mil vezes o Papa-Léguas – antigo personagem de quadrinhos e desenhos de televisão – ou tinha algum grave desvio (talvez culpa do canivete) ou estava construindo naquele momento um personagem específico para a sua insegurança, o que mais convinha deduzir. Antes que ele dissesse “Bip-bip” e tentasse correr pelo ateliê, eu tratei de prosseguir com a minha aula.

Mas qualquer que fosse o aluno, eu pedia então que sentasse nas almofadas que ficavam pelos cantos do espaço, e em seguida me sentava no chão, sem almofada. E perguntava: você já ouviu falar no Maurício de Souza, o “pai” da Mônica?... Sim, das revistas... Isso mesmo. Sabe que ele é capaz de desenhar a Mônica (mas talvez não outro dos vários personagens que assina) de olhos vendados?... O aluno tentava refletir, mas eu não esperava pela resposta. Garanto a você que ele faz isso. Sabe por que?... Acho que não, assim de surpres... Por um motivo muito simples e óbvio: ele já fez tantos desenhos semelhantes, que não precisa mais se preocupar em construir nenhuma imagem do desenhista que ele é. Muito menos com o desenho que vai fazer.

Eu não estou pretendendo estabelecer nenhuma comparação com a sua pessoa, mas somente adiantando para você uma espécie de chave para quase todas as perguntas inerentes a aprendizados. Você pode achar até que é um zero à esquerda, quer diga isso ou não. Não é. Mas a sua memória técnica é. E essa seria a principal razão de você achar que não sabe desenhar, ou não ser capaz de ver-se como artista. Todo mundo nasce com alguma sensibilidade, percepção para o belo, capacidade de fazer associações psíquicas, afetivas, emocionais e tal. Isso tudo é inato, intrínseco à natureza humana. Contudo para transpor o que está dentro de você (imaterial) para fora, de modo que outros, além de você próprio, possam compreender através de alguma sensorialidade, é preciso usar um meio físico, também chamado de veículo. Para fazer essa materialização você terá que lançar mão de uma técnica, e a técnica não é inata (salvo em raros casos).

Essa é razão mais elementar pela qual está me pagando. Mas eu não fabrico desenhistas. Apenas, com base na minha própria experiência e na minha memória técnica, vou traçar um atalho para você chegar ao que definiu como suas preferências, na nossa conversa inicial. Bastará que você faça apenas algumas coisas simples, mas que podem exigir alguma disciplina: que não faça os exercícios como faria um robô, que preste atenção com intuito de memorizar o que vou lhe dizer (como se fôsse um robô!) e que não jogue fora nem mesmo o pior dos seus resultados, pelo menos até que termine o curso. Os seus resultados de exercício, em ordem cronológica ou pelo menos lógica, por mais que pareça entulhar a sua vida, serão como os frames de um filme que só existe na sua memória, e que serve para estruturar a sua memória sensorial. Será a mais eficiente forma de avaliar o processo de aprendizado, e poderá estar sempre disponível para reavaliações.

Sua verdadeira obra, será construir um arcabouço de informações técnicas. Muito naturalmente e sem começar pelo fim ou pelo meio, você irá armazenando o conjunto da sua sensorialidade ao exercitar. Não irá memorizar tão somente o desenho em si, mas a interação entre os materiais, os sons, o cheiro, a impressão tátil de manusear e pressionar, enfim, tudo será memorizado, e a partir de certo ponto, além de saber, você estará compreendendo o que faz. Contudo, não tem que esperar o fim do curso para estabelecer uma relação mais madura consigo próprio, enquanto artista. Poderá começar a amadurecer (e reorientar) desde logo o seu foco preferencial, a sua linguagem e estilo próprios, seus conceitos e o seu próprio personagem de artista...

Isso mesmo, o artista, seja pintor, músico ou escritor, tem um personagem próprio. Para as pessoas que só podem conhecer a sua arte a partir do veículo e não a sua pessoa, será inevitável eleger atributos para agregar referencialmente ao seu nome, ou para humanizar o seu nome, e torná-lo mais compreensível. As pessoas “tocam” o produto artístico como se tocassem a pessoa do artista subconscientemente. Por isso, se você não quiser criar lucidamente o seu personagem e torná-lo compreensível para eles, os admiradores da sua arte o farão instintivamente e você só saberá depois, ou talvez passe pela vida sem saber como é visto, ou pior ainda, imaginando o que não corresponda nem de longe à realidade.

Não importa muito a linguagem artística que se escolhe. O processo evolutivo é muito semelhante. E todo aquele que reluta em mostrar seu trabalho e predispor-se a um julgamento que não se submete ao seu próprio, apenas retarda a sua própria evolução.

Foto de onil

MORTE DO CRUZADO

DESCANSA Á SOMBRA DOS ACIPRESTES
Ó GUERREIRO VALOROSO E FIEL
NAS TUAS JORNADAS AGRESTES
COMBATESTE OS INFIEIS SOB O AZUL DOS CÉUS
NUMA LUTA FEROZ E CRUEL
MAS AGORA TUA ALMA ESTÁ COM DEUS

TUA ESPADA DE SANGUE MANCHADA
SOBRE O TEU PEITO DESCANSA DA LUTA
CONTRA OS INFIEIS NA TERRA SAGRADA
A PAZ PORQUE TANTO LUTASTE
E QUE TORNOU TUA VIDA TÃO CURTA
AO LADO DE DEUS NO CÉU ENCONTRASTE.

2.02.92
ONIL

Foto de onil

SINTRA

NO ALTO FLUTUA A BANDEIRA
SIMBOLO E ORGULHO DA NAÇÃO
EXÉRCITOS DE EL-REI SUBIRAM A LADEIRA
PARA ACABAR DOS MOUROS A OCUPAÇÃO

SANGUE SE VERTEU NESTAS ENCOSTAS
DE MIL GUERREIROS ORGULHOSOS
QUE NUNCA VOLTARAM Á LUTA AS COSTAS
E FICARAM NA HISTÓRIA VALOROSOS

TUAS AMEIAS NO ALTO OPONENTES
FORAM POR EL-REI CONQUISTADAS
E AO LONGO DA HISTÓRIA RESISTENTES
SIMBOLO DE LUTAS TRAVADAS

FOI DAS MAIS DIFICEIS CONQUISTAS
DE RUDE BATALHA TRAVADA
SINTRA PAIXÃO DE ARTISTAS
EM POEMAS E PINTURAS GRAVADA

SEUS CAMINHOS ESTREITOS SINUOSOS
POR ENTRE MATAS DE ARVORES CENTENÁRIAS
ONDE VIVERAM HISTÓRIAS LENDÁRIAS
GUERREIROS DE PORTUGAL DESDITOSOS

TENS PALACIOS NAS MATAS ESCONDIDOS
OUTROS Á VISTA QUE MOSTRAVAM PODER
DE REIS QUE NUNCA FORAM VENCIDOS
E FIZERAM PORTUGAL LIVRE E CRESCER

VEJO NO ALTO ORGULHOSA A FLUTUAR
A BANDEIRA DA NAÇÃO QUE ME É AMADA
COMO POETA NÃO PODERIA DEIXAR
DE LEMBRAR SINTRA VILA AFAMADA

ILUSTRES REIS EM TI SE ACOITARAM
EM NOME DA PÁTRIA GOVERNARAM AFINAL
HOMENS POR TI O SANGUE DERRAMARAM
PORQUE ÉS SINTRA UM SIMBOLO DE PORTUGAL.

29/8/02
ONIL

Foto de Carmen Vervloet

Lamento

Esta tontura que de mim se apossou
Que gira mundo em pálidos matizes
Qual vinho tinto que ao destino embebedou
Quebrando a taça das minhas raízes.

Estilhaços pontiagudos espalhados no chão
Cortando a esperança envolta em mortalha
Ferindo de morte qualquer compreensão
Desfazendo laços com o fio da navalha.

Meu coração em três pedaços partido
Esvai-se em sangue de pungente dor
Dois pedaços morreram... o outro é ator!

O que me resta dessa vida sem sentido
A não ser um corpo que vivo agoniza,
Um lamento em versos de uma triste poetisa?!

Carmen Vervloet

Foto de Graciele Gessner

As Revelações Genealógicas. (Graciele_Gessner)




O sangue que corre em suas veias é o mesmo que percorre o meu corpo. Sou sangue do seu sangue. Mesmo que a possibilidade pudesse ser mínima, nasci com o seu tipo sanguíneo. Parece impossível de acreditar, mas eu sou fragmento de você. Faço parte da sua existência, da sua história.


05.02.2010

Escrito por Graciele Gessner.


*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!

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