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Foto de fabricioadriel

Ser amado

Como é bom ser amado,
saber que quem amo
esta do meu lado.

Estendendo sua mão
e também seu abraço,
me apoiando nas decisões
no quer que eu faço.

É mais que namorada,
pois quando estamos juntos o tempo para
que não percebemos mais nada.

É como se o nosso tempo
a contagem fosse diferente,
pois cada vez que estamos juntos
aumenta o sentimento entre a gente.

Não é apenas um amor
é pra vida inteira,
te amo pois sempre é verdadeira.

Sempre me olha nos olhos
e fala o que sente,
você é especial
pois é diferente.

Te amo demais,
se antes os momentos foram difíceis
agora serão de paz.

Sempre vou te apoiar,
pois quero ver sua felicidade,
é tão bom te amar
e sentir que amor é liberdade.

Pra olhar pra o presente
e fazer planos pra o futuro,
e cada vez que nos amamos
nos sentimos mais seguros.

Do que realmente queremos,
viver juntos e sermos felizes,
e de uma vez por todas
curar todas essas cicatrizes.

Que ainda sentimos
é tão bom estar por perto
pois juntos choramos e sorrimos.

Mas não é chorar de tristeza,
mas de alegria,
pois Deus tinha um plano
que estaríamos juntos um dia.

Foto de Priscila Maia

Sonho ou realidade

Roxo, enferrujo-me em um carrossel de lágrimas
Aflitos sentidos desnorteados
encorajo-a-te me desafiar
No leito da morte
No vislumbre da noite
No horizonte a clarear
Sua face sombria
Nos arredores do quarto
Escondido, entre tantos prejuízos...
Grita! Chora! Se joga!
Não mate a esperança
Desapareça ou dispa-me
Realce-me, coragem!
Enfraqueço-me e enlouqueço
Vertentes...oscila perambulando
Dentro de um corpo
Cujo uma alma esconde tantos segredos
Obscuros, seguros, impuros
versa sobre versos escritos, rescritos, lançados aos cantos
Promessas quebradas... corrompidas
Lembranças machucam,
Palavras afundam...
Naufrago, afogo-me
Esqueço-me...enrubesço
Acordeons despertam-me de um sonho que jamais quero acordar
Preciso te contar, essa realidade, que vive a me inquietar
Desafio a me desafiar, aguardo-te em pleno luar
Diga-me se vais, estou a te esperar

Foto de Francis Raposo Ferreira

Conquistar a Felicidade

Felicidade

Tal como tanta outra gente, também já me vi, diversas vezes, confrontado com esta pergunta que nos provoca desconforto e para a qual nem sempre tenho conseguido encontrar resposta: “O que é a Felicidade?”
Umas vezes pensei ter encontrado resposta, quando sentia aflorar um sorriso motivado por um qualquer acto, ou atitude, quantas vezes espontâneo. Outras vezes pensava que a felicidade residia no facto de verificar como um gesto meu, por mais simples que possa ser, provoca o sorriso de outro alguém. Não nego que se tratam, efectivamente, de momentos de Felicidade, só que, permitam-mo, penso tratar-se de um 1º estágio da Felicidade, isto é, uma Felicidade momentânea, mesmo que possamos argumentar que a Felicidade plena não existe, que o que existe é uma sucessão de momentos de Felicidade.
Noutros momentos de reflexão, pensava ter descoberto o verdadeiro significado da palavra Felicidade, quando revisitava a minha vida e ia identificando os vários objectivos, pessoais, familiares, profissionais, sociais, etc., que já conseguira concretizar e contribuir na concretização de Alguns objectivos daqueles que fazem parte desse mesmo percurso de vida, mas chegava, novamente, à conclusão de que ainda não descobrira o verdadeiro significado dessa palavra mágica que é a Felicidade, quando muito poderia ter identificado aquilo a que chamarei de 2º estágio da Felicidade, isto é, a conquista de um espaço onde a Felicidade passa de momentânea a mais consistente, um espaço onde podemos definir objectivos pessoais e sociais mais abrangentes.
Foi um destes dias, muito recentemente, quando ao chegar a casa, em plena solidão, que penso ter conseguido identificar o significado da palavra Felicidade, ou talvez seja só mais um estágio desse mesmo sentimento. É curioso dizer-vos, e concluir, que foi em pleno estado de solidão que dei mais este, significativo, passo, ou talvez até nem seja assim tão curioso, basta aceitar-mos o facto de que não há contexto melhor para a reflexão do que um pleno estado de solidão, pelo menos solidão espiritual, como que um vazio da nossa consciência, que nos permita uma viagem, sem enviesamentos, ao nosso subconsciente. Estava eu no tal estado de solidão, quando dei comigo a olhar não para tudo já consegui concretizar, mas sim para aquilo que poderá ser o meu, acompanhado de quem faz parte desta corrida, futuro. É verdade, foi como que uma viagem ao futuro, um futuro onde nunca estive, mas onde me senti bem, um futuro onde não senti preocupações de maior, um futuro que se me afigurou de estabilidade, emocional, sentimental, familiar, social, profissional, enfim, um futuro onde gostei de estar. Foi deixando-me ficar neste futuro que me fui apercebendo do estado de Felicidade, permanente e não momentânea, em que vivo, isto é, foi olhando o futuro de todos aqueles que hoje consigo identificar na minha vida, incluindo o meu, e só assim, de olhos no futuro, é que penso ter dado mais este passo.
Este 3º estágio da Felicidade, a que chamarei de horizontal, quando conseguimos identificar indicadores seguros de que todos os momentos de Felicidade momentânea se solidificaram e se transformaram em verdadeiros, e fixos, suportes para um futuro de estável desenvolvimento do tão desejado estado de alteridade.

Francis Raposo Ferreira

Foto de Carmen Lúcia

Sinais da vida

Pulei as reticências ...
Me prendi nas lembranças de um passado distante
que me trouxe até aqui, ofegante.
Que me fez, me refez...
Por que pensar num futuro que pode nem vir?
Então desprezei as reticências,
acontecimentos não vividos,
momentos contidos no incontido da vida.

Marquei com asteriscos
os passos seguros que andei
e me levaram a ancorar portos seguros
(anjos que, de repente, suavizam os caminhos).
Desviei dos que caminhei entre falsos atalhos
e causaram tantos transtornos e retornos.

Gravei nas entrelinhas
os bastidores por onde passei,
onde os suores se intensificam
e a espera justifica a lição que sempre fica,
enfatizando o aprendizado, refazendo cada ato,
deixando apto a conquistar o palco
onde a vida representa a arte
ou a arte é a própria vida.

Risquei as interrogações
das perguntas que não mais farei,
respostas que jamais vieram
e se vierem, não serão as que busquei...
Tanta demora não mais vigora
num tempo que anseia pelo agora.
Abastar-me-ei de exclamações;
a perplexidade comanda a humanidade.

Após as vírgulas, pequenas pausas ,
tão necessárias para o recomeço,
recobrar o fôlego, respiração precisa,
concisa , antes de novo arremesso .
De sonhos preencher lacunas,
apagando marcas de esmorecimento.
Estar feliz comigo mesma
no momento certo do ponto final.

(Carmen Lúcia)

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Setembro - Capítulo 9

Por três exatos milésimos, simultâneos, milimétricos, Dimas e a torta, seguros de toda a sorte, sentiam-se maiores que a morte. Mas então a dona Clarisse, e ela é escrita assim mesmo com dois "ésses", para que exista um ar mais nacional-socialista ao texto, interrompeu a alegria. O erro é proposital e sempre foi. Esse texto é um erro. Ele começou como uma história de amor, passou ao gênero fantástico, ameaçou ser sociológico, ou até mesmo filosófico. Meu aviso, aos que aguardaram um final para isso, é que essa estória ao menos não terá um desfecho religioso. Deus, e Ele fez os judeus, os cristãos, os muçulmanos, Deus não me orientou em que época situar os acontecimentos aqui descritos, se são verdadeiros, falsos, se é em primeira, segunda ou terceira pessoa. Mas assim segue. Eis o fogo em seu rosto, meu amigo.
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- Antes de a gente morrer, vou lhe dar o maior presente que se dá.

A torta se torna bonita por um instante.

- O maior presente que uma pessoa pode receber é um nome. Um nome é a identidade de um ser, é a sua alma expressa em um tempo. Um nome, e qualquer nome serve, desde que seja um nome, confere para a pessoa aquilo que há de mais sagrado, que é a sua consciência em fazer parte do mundo, que é se definir, que é ter valor, dignidade, no meio do lixo ou no meio da abastança. Eu vou te dizer o meu nome, Dimas. A única prova do meu amor por você é o meu nome, pois o seu eu já tive o prazer de ter nos meus lábios passageiros.

A vilã interrompe a sequência brechtiana.

- Chega. É hora de morrer.

- Não é.

- É.

- Não é.

- É.

- Então morra primeiro.

A infantilidade da disputa entre as duas meninas tornou uma grave situação de pavor em uma briguinha idiota por razão e sentimento. Mas os presentes e principalmente o autor não se importam com tanto. As mulheres serão sempre reducionistas. Sempre vão turvar as palavras em seu favor, na sua fragilidade superior, na sua sinceridade que nunca menciona tudo. A mulher é o tipo mais fascinante de ser humano, pois nunca em momento nenhum de suas vidas vão reconhecer que são um. Dimas era sonso e manipulável. O perfeito exemplo do que idealizaram Sade e Masoc, ainda que não os tenha lido, bem como os cinquenta tons do cinza, Dimas representa o herbivorismo, o verme que carregamos e nos faz sobreviver em um planeta de falsidades e maravilhas inigualáveis. Ele toma a oportunidade, para se tornar o homem que sempre quis e nunca teve forças para alcançar.

- Lasque-se. Ou foda-se. Vamos sair daqui.

Os capachos se tornavam capachos até segunda ordem. O líder agora mudou de cara.
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E a guerra tomou a tudo e a todos, como já fora imaginado. Não vou descrever o ocorrido, já escrevi oito capítulos, imagine o grande espetáculo, você pode fazer muito melhor que eu. A trama saiu totalmente do meu controle, e o prazer de quando isso acontece é surreal, arcadiano, barroco. Bombas aéreas, pessoas espatifando, "epitafiando", bacanais, como na época da peste negra, uma fila em frente a um campo de concentrações, de lamentações. Músicas ressoavam, vidas tomando e perdendo forma. Tudo dentro de si, da sua cabeça pensante, dos dez por cento que a sua alma declara que usa para a sua consciência, aquilo que você esconde de si mesmo, que não se lembra para a sua própria segurança. Os seus antepassados clamam por serem recordados, os seus antecessores clamam para sentir o calor do nosso Sol. Não se sinta culpado. Você é só uma pessoa, uma pessoa com os complexos e desejos, eu também, não se cobre perfeição alguma, eu vou repetir a palavra pessoa e aquelas que forem necessárias quantas vezes forem necessárias, ainda que não acrescente nada na sua vida. Voltarei agora ao diálogo, compreenda você ou não.
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- Corram, carreguem os que puderem, mexam-se todos, continuem a passagem!

Dimas resplandecia em utilidade.

- O meu nome é Tânia e eu te amo. Eu te amo e sempre vou te amar. Nunca se esqueça que eu te amo. Eu te amo e quero você, vou te prender se for preciso, e vou te prender se não for.

Os corpos seguiam no jogo do trabalho e na dança das mãos.

- O meu nome é Tânia, podia ser outro, mas agora é Tânia. Escute-o. É o que eu tenho pra te dar agora. Pode ser que mude, pode ser que se torne outra coisa com os anos. Mas é o amor que eu tenho para o momento.

Clarisse fugiu com seus olhos laranjas, seu nariz de porco, suas pernas de bode. Ela ficou feia e sem brilho. Talvez o anonimato deveria recuperá-lo.

A torta tinha uma aura que lhe cobria a pele. Era uma linda monstra, uma linda e esplendorosa monstra.

- Dimas, eu te quero para até depois do último dos seus dias.

Não havia tempo hábil para a recíproca.

- Corram, corram todos os que puderem...
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O texto não se define nem erudito nem popular. E ele acabou dessa maneira.

- Eu voltarei, pois só é forte aquele que subjuga o outrem, aquele que tem o poder e o tenta até o último suspiro, aquele luta com o destino na ansiedade de ser imortal definitivamente.

Clarisse dá margem para mais um capítulo, distanciando-se completamente da jovem na qual foi inspirada.

Foto de betimartins

Na luz desse teu olhar

Na luz desse teu olhar

Foi na luz do teu olhar que eu me perdi
Não sei explicar como nasceu este amor
Nem mesmo decifrar a luz que vi em ti
Apenas sei que ela aprisionou para sempre...

Na luz do teu olhar eu vi tanto, mas tanto amor
Que abri o meu coração a ti, feliz e apaixonado
Na alegria de festejar o nosso amor do teu lado
Enfrentando tempestades, lutando sempre seguros...

E na luz do teu olhar eu vi os mais belos jardins
Onde as almas se reúnem, descansando, felizes
Foi nesse belo jardim que tu fizeste-me mulher...

Na luz do teu olhar, vi as tuas promessas de amor
Não tive medo dos perigos que estavam para vir
Mesmo que seja uma multidão, venceremos no amor...

Foto de Carmen Lúcia

Sonhos de todos os tempos

Pensei que seria fácil realizar os sonhos,
que em cada fase da vida iriam desabrochar
com a mesma intensidade em cada uma...
bastava a vida me chamar...

Sonhos de criança, uma brincadeira,
era só sonhar e correr atrás...
alcançar um a um , torná-los realidade
como se fossem balões de gás
presos com cuidado num barbante
seguros em cada mão
pra que não seguissem adiante
levando a infância inflada de ilusão.

Adolescência, sonhos de amor...
Alguns se enroscam em galhos secos,
outros se perdem na roda do tempo
que o próprio tempo se incumbe de engolir;
os que restam, vestem lágrimas e alegria
ultrapassam a emoção do amor primeiro,
titubeiam entre chorar e rir, fazem estripulias
e escrevem as primeiras linhas do amor verdadeiro.

E os sonhos vão se esvaindo com o passar do tempo,
tornam-se esmiuçados, capítulos mais aprofundados
de um livro onde o epílogo aguarda, amarelado...
Revelam a realidade, fazem-nos compreender
que os segredos guardados nos sonhos de outrora
perdem o viço e o encantamento, agora...
mostram que tudo tem seu tempo;
o de sonhar voando nas asas da ilusão
e o de sonhar sem retirar os pés do chão.

_Carmen Lúcia_

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Setembro - Capítulo 3

Ficção é ficção. Arte é arte. Coincidências são coincidências. Na nossa realidade, chegava enfim o mês de setembro, a primavera dos campos e das pessoas, o dia mais claro, a aura que sopra possibilidades inéditas. Os parvos, de sangue quente e mente fraca, suspiravam por uma chance de perverterem a ordem quase natural onde estavam brutamente inseridos e sufocados. Seu fracasso era óbvio e evidente.
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A troca de peles é um ritual intrínseco aos seres de sangue frio. A cada três meses, ou seja, a cada ano em nossa realidade, isso ocorria uma vez. Trocar de pele, como quem troca de nome ou identidade, é tão repulsivo, tão nojento que nem mesmo os que o fazem suportam a manutenção dessa necessidade. Cabem em tarefas, aos engolidores, os maiores submetidos da sociedade vigente instaurada, dar cabo de sumir com os restos dessa sujeira, cabe aos engolidores auxiliarem e obliterarem quaisquer problemas que aflijam seus patrões e superiores, e cabe aos engolidores viver na miséria para não morrer a míngua, cabe aos engolidores sustentar o lucro e o luxo ao custo da própria dignidade ofuscada pela rapidez das coisas, a cópia de novidades, os valores em bolsas. Cabe aos pobres sustentar aos ricos, por motivos desconhecidos talvez justificados apenas pela ganância e pela sede de poder daqueles que mais podem, numa hipocrisia em tom que de tão cômico chega a ser trágico, um retrato de tantas realidades, inclusive as mais familiares. Política? Filosofia? A resposta é negativa. Trato de humanidade mesmo, de sentimentos, de coisas concretas na sua energia que teimam que colocar como abstratas. Trato de paixão, de suor, de um grito que irrompe da alma e que se afirma acima das expectativas conformistas dos ditos vitoriosos. Trato de algo que não se explica com palavras, do viver com simplicidade, de modo leve e até ingênuo. Trato do amor pelo amor, pelo sentir bem, pelo querer, pelo conciliar. É uma pena não haver o triunfo da paz sobre a guerra, da tranqüilidade sobre o conflito. É uma pena que a evolução carregue essa destruição, dita como inevitável.

É uma pena não encontrarmos o que tanto procuramos, tanto os frágeis como privilegiados.
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- Somos seguros. Temos tudo o que queremos. Pois então qual a causa de achar-nos tristes?

- Olha dona Clarisse...

- Dona? Dona, não. Somos amigos.

- Pois bem, Clarisse... Isso não sou eu quem tem que saber. Não tenho que saber e pronto! Mas que vocês me parecem tristes, me parecem.

- Você está certo... Mas precisamos dessa infelicidade... A vida é assim, o Luís me falou... Ele tem razão...

- Isso é você quem está dizendo.

- Ah, mas é verdade...

Meu coração batia como nunca antes apesar de eu não estar apaixonado.
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Desabafar por vezes faz bem.

- Clarisse, eu te trato tão bem, te dou tudo... Eu te compreendo... Mas você tem que entender que os meus atos são apenas vendo o seu melhor... Não fique assim tão pra baixo, eu te amo...
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Desabafar por vezes faz bem.

- Escuta aqui seu miserável, se eu ficar sabendo que você falou uma só palavra com a minha mulher eu vou te quebrar no meio, mato você, e ela nem vai ficar sabendo, e se você ou ela der qualquer sinal de que estão me passando pra trás eu arranco suas tripas e piso em cima delas, eu taco fogo em você, está me escutando?

Achei justa e aceitável a forma como o patrão me advertiu.
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- Dimas, você é muito resignado. Dimas, não é assim que se vive! Tenha vontade! Eu me preocupo contigo. É verdade. Você é uma das poucas pessoas em que eu confio de verdade. Eu sei que você não tem o melhor, mas o que você tem é muito bom. Você é uma boa pessoa, Dimas! Eu acredito que você pode ser feliz!

Continue calado, e agora com raiva.

- Dimas... Que mal eu te fiz...?

Senti ódio. Continue firme.

- Dimas... Fala alguma coisa...!

Jurei por dentro que nunca iria abrir a boca.

- Dimas... Por favor...!

- Meu problema é que eu te amo e nunca vou ter você.

Agora não tem mais volta. Vou morrer.
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No escuro do silêncio, chorando em um canto, esperei até que meu patrão surgisse e enfim me matasse da forma que eu merecia ou ele pensava, eu tremia o medo dos impotentes, o medo mais humano possível que se sente em vida, que é o medo da morte, o medo de ter existido em vão, ou melhor, ou pior, o medo de não ter existido de fato, o pânico dos julgamentos divinos contrários e da falta de um paraíso, o medo da verdade, mostrada por seres falsos e oportunistas.

Mas quando se abriu a porta não era o Luís Maurício.

Uma mulher linda e negra se confundia com a quase escuridão do quarto.

Foto de Pedro Rodrigues1969

Abraço amigo

Abraço amigo

Desenho-te como um abraço
Precisamos do abraço um do outro
Então que esses abraços sejam mágicos
Com magia para nos unir mais

Que tenham calor
Seja envolventes e seguros
Que transmitam tranquilidade
Que afaste angustia

Que sejam poemas de alegria
Que traduzam
Amizade e amor

A emoção
De cada vez mais
Ter vontade de abraçar

Que esta a espera
Da cá esse abraço

Autor
Pedro Rodrigues

Foto de augusto cedric

Saudades do Futuro

No despertar de minha vida,
Verei as mais belas cantigas escritas em meu passado,
Descobrirei que os caminhos mais longos sempre foram os mais seguros,
Sentirei a solidão do amor e o medo da companhia...

No despertar de minha vida,
Sentirei o vento em meu rosto a acalentar o Outono florido,
Sentirei o cheiro de tua paz nas aguas quentes de teus braços....

No despertar de minha vida,
Regressarei aos campos verdejantes de meus sonhos,
Reencontrarei os velhos amigos a quem deixei um breve tardar....

No despertar de minha vida,
Sentirei falta do que nunca consegui realizar,
Das pessoas que nunca conheci,
Das cantigas de roda feita pelos amigos em noites serenas....

Tal vez ao despertar de minha vida,
Verei um sol diferente ou um luar eterno,
Não terei velas, nem gritos pelos bosques,
Não sentirei frio no corpo aquecido pelo frio ártico,
Mas sentirei falta de minha pequenina Letícia Karielly,
Que me trouxe em um doce novembro,
As mais belas verdades e o único sentimento de amor verdadeiro já mais vivido,
O amor incondicional, sem espera nada em troca apena a palavra,
“Papai!”.

Ao despertar de minha vida,
Verei as coisas mais belas de meu caminho,
A bela e amada esposa que tanto repousa ao meu lado tão amada,
A minha parte frágil do crivo espirito...

Quando eu despertar de minha vida,
Sentirei quão perto estamos sempre de DEUS,
O quão sego vivemos pela pressa e pelo medo...
Porem, quando eu despertar não terei, a chance de dizer novamente a minha esposa e filha o quanto o tenho amor por elas.

Quando o meu despertar chegar,
Farei o ultimo pedido aos anjos,
Que ilumine você que dedica um momento para me entender,
E Que para sempre saberá que eu nasci para uma nova vida...

No meu despertar terei que recomeçar...
Desta vez a te olhar pelo caminho.
Que Deus em sua infinita bondade te ilumine minha filha.

Autor: Augusto Cedric
Nascido em 18.12.1982, Recife

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