Sentimentos

Foto de Ana Rita Viegas

Amanhã, um outro dia

Amanhã, um outro dia
Amanhã a minha dor vai passar
Afogo esta dor tão profunda
no silêncio, no interior mais longinquo da minha alma
Choro sem fim
Doí
Não havisto o fim da minha dor
A tua omição feriu-me
As lágrimas permanecem em meu olhar
Entalo meu grito
Sustenho o meu grito
A dor ferve tanto que até me queima
Queima os sentimentos que tenho por ti.

Foto de Diario de uma bruxa

É todo seu este meu coração

Hoje olhei para o céu
Vi as estrelas e lembrei-me de você
De todas as noites que passamos juntos
Dos momentos gostosos
Que principalmente quando durmo
Vem à tona em minha mente

A saudade bateu tão forte
Senti vontade de te procurar
Reviver os momentos
Reacender os sentimentos que ainda há
Em nosso coração

Expor todo o meu amor
Dizer tudo que me sufocou durante todo este tempo
Fazer do meu corpo o teu reino
Acendendo a chama de dentro
Fazendo explodir de paixão

As estrelas falam por mim
Elas são o espelho de minha alma
Que clama sua atenção
Não preciso de mais nada
Se ao meu lado você estiver
Volte meu amor
É todo seu este meu coração.

Poema as Bruxas

Foto de Nailde Barreto

"Diário de um estranho".

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Diário de um estranho.

Debruçado na instabilidade dos sentimentos, sinto a constância equivocada das lágrimas, quentes, expelidas do seu olhar. Enquanto, na verdade aparente do que chamo de também amor, vejo teatro e óscar... Então, paro e penso:
_ O que realmente sinto? Já que, entre o vazio e a inundação, tudo que tenho é o timbre rouco da sua voz e a lembrança de momentos marcantes naquele quarto do hotel fulano de tal. E, no fim das contas, quem é você, diante do exagero dos frívolos da paixão por um estranho?
Diante das não-respostas, arranho minha vontade, não consigo aceitar que isso pode ser verdade. Eu não te amo, mas, o que tanto há em você que me atrai e me chama, provocando em mim um imenso desejo de tê-la por perto? Confusão plausível diante de um coração dividido.
A sua criatividade me seduz, me causa impacto, e, em tempo, registro que ficaria com a ligeira sensação de perda, caso ficasse sabendo que existe outro em sua vida.
Com você, a quebra de regras me conduz à loucura. Confesso, tenho medo!
Isso me conduz à particular dúvida:
_ Te esquecer e entediar-me com uma vida fugaz, rotineira, com a incerteza do que poderia ter sido, sabendo que, ao longe, choras! Ou, doar-me para ti e deixar que me ensines a amá-la, e, não deixar que chores, e, se chorar, que eu esteja por perto para enxugá-las e, em tempo, te amar.

Nailde Barreto
20/03/11

Foto de Willie-wincky

Um admirador das belezas intransponíveis do coração

Como a vida gira em torno dos acontecimentos
Como os nosso corações são frageis a certos sentimentos
Agente se apaixona, se odeia e denovo volta a se apaixonar
As vezes me pergunto, o que seria melhor: viver num mundo real cheio de incertezas ou mergulhar-me nas fantasias de um mundo sonhador?
As vezes quando agente faz um balanço de tudo o que ja nos aconteceu, vemos que a vida não é aquilo que agente sempre sonhou
Muito menos é um conto de fadas ou uma jornada no seu apogeu...

Moçambique, minha terra mãe

Foto de Jessik Vlinder

Juventude

(Para um amigo)

Tu deves saber que por horas falas como se tivesse sessenta anos. Essa coisa toda de armadura, de maturidade... A verdade é que sempre seremos sedentos por novas emoções. O inusitado, o diferente, o novo sempre nos atrairá perturbadoramente. Aí é onde entra a tal maturidade que nos faz pensar duas vezes e não permite que nos arrisquemos tanto. Mas a vida fica tão gostosa quando corremos esses riscos. E eu sei sim que é coisa de jovem (Sendo assim existem mesmo quantos jovens na terceira idade?). Acho que uma característica forte da juventude é essa "inconsequência" que nos leva a descobrir o desconhecido, que nos faz aprender e a ter momentos únicos. Inconsequência que também nos fere, nos castiga e maltrata de vez enquando, mas que geralmente faz valer a pena. Eu sei que é inevitável não cuidar cada vez mais das nossas defesas à medida que vamos vivendo. Como se cada nova experiência dolorosa se transformasse num pequeno trauma, e de traumas em traumas deixamos nossa armadura pesada, inflexível e bem resistente, infelizmente resistente a coisas boas também. De traumas em traumas vamos envelhecendo porque perdemos a ânsia de viver coisas fantásticas por causa do medo. Por compararmos inevitavelmente com o que já passou, com o que já doeu e acabou. O problema é que às vezes esquecemos de que mesmo em situações, lugares e circunstâncias iguais, as pessoas mudam e principalmente nós mudamos. Talvez pensar assim me faça ser tão impulsiva. Me faça ser precipitada. Me faça cometer certas loucuras vez por outra...
Olha, eu não tô descartando nada que falastes. Afinal, precisamos do equilíbrio! É preciso sabedoria, sensatez e bom senso até para fazer loucuras não é mesmo? Deve ser por isso que tantos dizem "Como eu queria ter meus 20 com a cabeça de hoje...". Só não acho que precisemos ser tão relutantes, receosos e pessimistas, principalmente quando estamos ficando mais velhos. Porque se estamos amadurecendo juntamente com a idade é muito mais fácil de "guiar" nossos sentimentos. Nem sempre temos o controle destes e das emoções, sentimos muitas vezes mesmo sem querer. Mas diferente dos adolescentes imaturos, podemos domar nossas feras não nos tornando reféns daquilo que não deveríamos sentir. A diferença é que conseguimos gritar com nosso coração e fazê-lo nos obedecer quando ele estiver teimando demais. Podemos ter o controle e com menos dor e mais tranquilidade mudar nossos caminhos.

Foto de Marilene Anacleto

Desvendar Mistérios - 9 - Porque o Homem Fala?

Não sabe sentir no toque,
No sorriso, não amou.
O compartilhar esqueceu.
Sua expressão transformou.

Não sente no tom da voz,
Melodias não mais ouviu.
O vento sopra e não ouve,
No som mecânico dormiu.

Não consegue ler, nos olhos,
Paz, alegrias e amores.
Enquanto o universo canta,
Vive imerso em dores.

Não aprende a ver corações
E seus sentimentos profundos.
Nos olhares vazios das tevês,
Sai em busca de outros mundos.

Por não saber se encontrar
E, perder a alegria de sentir,
Por não amar pelos olhos
E, a si mesmo, não ouvir,

Inventou palavras, o homem,
Para o interno traduzir.
Oculta a chama divina
Com medo de assumir.

Ao esconder-se de si mesmo,
Assusta-se com seu coração.
Ao viver com outros termos,
Teme o olhar do irmão.

Esqueceu que existe Deus,
Deixa para depois, a família,
Luta por interesses seus,
Em nada vê poesia.

Não sabe sentir no toque,
Não sente no tom da voz,
Não consegue ler nos olhos,
Não aprende a ver corações.
O homem fala para devanear ilusões.

Marilene Anacleto
01/06/01

Foto de Carmen Lúcia

Amanhã...talvez!

Acordei apática, amortecida,
nem disse bom dia ao dia,
nem fiz a oração a Deus
bendizendo o dom da vida.

Não quis falar de poesia,
nem relembrar sonhos meus.
Senti a alma vazia...
Onde deixei os sentimentos
nesses estranhos e tristes momentos?

A dor em meu peito ardia
e por mais que a rebatesse,
não se desfazia.
Sequer abri a janela,
pra deixar o sol entrar...
A luz transpassada por ela
fez meu olhar se fechar...

Perto dali eu ouvia
um alegre bem-te-vi
fazendo homenagem ao dia...
Tapei os ouvidos, fingi
que não o ouvia...
Mal-te-vi!

Deixei que as horas passassem,
malditos minutos incontáveis...
Por que existem manhãs?
E todo frescor matinal?
Por que a poesia lá fora
quer me falar logo agora?

Por que existe tristeza
em contraste com tanta beleza?
Por que não consigo chorar
pra minh’alma aliviar?

Hoje não estou para nada!
Sinto-me inanimada.
Dormirei outra vez...
Amanhã, quem sabe?
Talvez...

_Carmen Lúcia_
21/10/2007

Foto de betimartins

Paz!

Paz!

Onde, estás tu? Oh Paz!
Procuro-te e não encontro
Os meus sonhos foram roubados
As aves encarceradas na caverna
Os mares foram poluídos, sujos
Gaivotas choram a liberdade perdida
A terra sacudiu como ela, tremeu na dor
O mar revoltou-se, engoliu e desbastou
Tudo que estava a sua frente, feroz
Matou como ele matou e cobrou
O pobre mortal, nada é teu, nada!
Foste tu. Que plantaste aqui a destruição
Colheita é certa e desmedida, mas só tua
Não esperes a piedade, colo e afagos
Como uma criança que errou, tu sabes!
Pois Deus é justo, na hora dos acertos
Tratem de caminhar junto da paz
Renovarem o vosso coração
Em sentimentos nobres e amor
Despirem a maldade, ganância e a inveja
Pois somos todos exatamente iguais
Corre o mesmo sangue nas veias
Temos os mesmos órgãos
Dentro de nós, saudáveis ou não!
Entre olhos coloridos, as lágrimas
Correm transparentes e salgadas
As gargalhadas são variadas
Os corações batem igualmente
È urgente despertar a paz, a real paz
Dentro de ti e de mim, rápido e agora
Soltar as amarras da escuridão
Trazer a luz dentro de cada um de nós
Para juntos, unidos, em massa
Poder mudar a vibração do mundo
Que esta agonizando, morrendo
Por Seres sem amor, sem dó
Que não se importam...
Nem da criança, nem do velho
Sequer do doente e do desprotegido
Apenas importa seus interesses
Mas eu te suplico... Oh Paz! Volta...

Betimartins
www.betimartins.prosaverso.net

17 de Março de 2011

Foto de Amy Cris

A verdade

Mais uma vez meus sentimentos me trouxeram a dor

Você, a pessoa que mais amei, era apenas mais uma ilusão

Tolice minha pensar que poderia ser feliz

Não serei feliz com ninguém, e agora, muito menos com você

Eu te amei e você me enganou

Essa é a vida, a maldita e inútil vida

Mas estou bem, conformada

Não posso me matar por você

Tenha a felicidade que nunca terei

Ainda te amo...

Foto de Flávia Simplicio

A revolta do poeta

"O dia da poesia é sem dúvida o dia do poeta.
Que viva o poeta... que floresça a poesia..."

A revolda do poeta

Como alguém,
cujos os sentimentos,
não esconde,
não restringe,
teria mágoas?

A revolta do poeta,
é involuntária,
repentina,
previsível,
forçada.

O poeta toma as dores de todos.
Essa é sua revolta.
O que os outros negam,
ele expõe,
O que os outros sussurram,
ele grita.
O que os outros temem,
ele chora por eles.

O que poucos percebem,
ele sabe de cor,
O que poucos sentem,
vem a tona no poeta.
Viva os poetas!

Viva as palavras de lágrimas por eles choradas
Viva, todo fingimento e toda realidade.
Viva quem se expõe e quem se solta.
Viva o poeta e sua eterna revolta

Flavia Simplicio

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