Solidão

Foto de Sirlei Passolongo

Por Você!

Por você
Chorei em segredo
Sufoquei meus medos
Em vão, senti você
Fugir entre meus dedos.

Por você
Esqueci de mim
Sonhos, deixei de lado
Lugares, não freqüentei
Só a você me dediquei
Você e você era sagrado
Agora, vejo você partir
Assim.

Por você
Escondi meu pranto
Fingi meu riso
Sufoquei meu grito
Agora, triste em meu canto
Chora meu peito aflito.

Por você
Fiz o impossível
Só queria ver seu sorriso
Doce e irresistível
Em vão... Você se foi
E levou tudo que era meu
De mim, já não mais sei
Apenas a solidão,
Lembrando o amor que
A gente fez.

(Sirlei L. Passolongo)
.

Foto de Ricardo Barnabé

Enterrado no próprio jardim

Questionas o fim da tua vida
sem sequer teres morrido num dia qualquer
Ficaste despido de todas
as tuas purezas, e refugiaste-te
nas cidades cobertas pelas tuas tristezas,
Rastejando sobre as paginas perdidas
do livro da tua vida, tentando apagar
cada palavra escrita pela tua vivência
cruel adormecida pelas chagas de todos
os que fizeste sofrer. Queres redigir
um novo viver, em cada pagina da tua vida,
mas no teu passado, sempre voltaste
as costas ao futuro, e agora, esse livro, fechado está
porque glorificaste-te com o sangue que foi derramado por ti,
por um mundo inteiro a teus pés, em que
procuraram no teu universo, o amor
que ao qual rejeitaste e transformaste
na sua maior dor, a dor essa, que hoje
se apoderou de ti, a dor de todos, os
que fizeste sofrer, é hoje a dor que te
furtou o perdão e sem pudor, todas
as pétalas caidas das rosas do teu
jardim, transformou-se nas tuas lagrimas de arrependimento que penetraram
sobre o teu corpo, deixando-te marcado
cada rosto tatuado, na tua mente, para
que sempre desejares o verbo
perdoar, de olhos fechados ou abertos, veres
cada traço dos seus corpos desfeitos pelo
muro cruel que abateste sobre as suas vidas
e assim recordares sempre de todos os
que tu não foste capaz nem soubeste amar
Sendo nas tuas mãos desfeitas pelo proprio prazer
a tua felicidade que pelo vento,e sem te aperceberes, a deixaste escapar

Penso que agora, já nao te iras questionar
sobre o fim da tua vida, porque simplesmente
morreste para todos, vives na solidão, enterrado
no jardim do teu rancor, pelas areias do teu mundo cruel

E agora meu amigo (a), simplesmente, é tarde demais,
para voltares atrás...

Ricardo Barnabé

Foto de elcio josé de moraes

ESQUECI DE TE ESQUECER

Eu sei que tudo terminou enfim!
Mas diga o que é que eu posso fazer,
Se este amor impregnou em mim,
E eu não consigo esquecer de te esquecer.

Talvez você já até tenha um outro amor,
Enquanto eu me encontro aqui tão sozinho.
Curtindo esta triste e inconsolável dor,
Esperando ainda ganhar o teu carinho.

Vai saber se você também não esta só!
E que talvez também ainda pensa em mim,
E queira que esta tua solidão tenha um fim.

Quem sabe, talvez, tudo retorne como antes,
E revivermos este nosso amor novamente,
Já que não consigo lhe tirar da minha mente.

Escrito por elciomoraes

Foto de Civana

Eu e Você

A vida passa,
A noite chega,
E eu aqui,
Só...
Somente eu e você.
Você não me aquece,
Você não me alegra,
Você não me preenche.
Engraçado como passa o tempo,
Mas volta o dia em que me encontro com você.
Nós juntos outra vez,
Disputando um espaço,
Pensando em algo,
Querendo alguém.
Alguém que ora perto,
Se encontra tão longe.
Ora longe,
Se faz tão presente!
Não queria ter você como amiga,
Me perdoe!
Mas já que nos encontramos,
Me dê a mão, Solidão...

(Civana)

Foto de ivaneti

Cicatrizes " Escravidão "

Cicatrizes
(Ivaneti Nogueira)

Em meu corpo ainda trago as cicatrizes do passado
Em que naquele tempo a dor estava presente
Um tronco, um preso e o pé acorrentado
Chorava, gritava, gemia e a justiça era ausente!

Na vida... Fome, sede e frio foi o que passei
Por amor enlouqueci! Cheguei a pensar que ia morrer!
Me apaixonei! Embriagado no desejo eu me entreguei
Vi meu mundo cair e minhas lágrimas a correr

Em meu destino não tenho esperança, vejo escravidão!
Fui marcado a ferro! Escravo do amor e do preconceito!
No coração fiquei sozinho chorando junto a solidão!

Ainda recordo, tristemente... A cada sol que nascia
Meus dentes eram forçados a sorrir. Á noite a lua me vestia!
Hoje, ainda cansado, carrego nas mãos a carta de alforria!

Foto de Elias Dall Agnol

Tua Falta...!!!

Vazio frio da solidão
Presente na minha essência
Agora mais do que nunca
Sombras espessas do desespero
Inundam meus olhos cansados
Melancolia profunda
Torna-se plena em meu coração
Olhando o poente deslumbrante
Sinto a tua falta, sinto falta
Do teu cheiro adocicado
Impregnado em meu corpo
Delírio alucinado
Em estar ao teu lado
Desespero perene, que vai e que vem
Tênue linha, frágil sanidade
Quase prestes a romper-se
Estou perdido em desmandos
Ardente volúpia, torna meu pranto
Em desejo impetuoso, voraz
Olhar torpe, chamando teu nome
Sinto saudade do contato delicado
Pele macia, feito pétala suave, rosa graciosa
Dor maldita, atassalhou meu coração
Sua falta, sentida agora, viva, latente
Estou perdido, pois é grande o castigo
De não ter você aqui, comigo...

Foto de Maria Flor e Rabiscos

Vinho e Solidão...

Uma taça de vinho,
um brinde a solidão,
nesta madrugada insone.
No equinócio do outono
brindo com vinho a vida...

Mas vida também é solidão!
Vida vazia,
onde tudo passa
pouco fica,
escorre entre os dedos,
explode e vira vento...

Estou ébria de vinho
e paixão...

Paixão vermelha,
paixão ardente,
paixão queima,
paixão rascante,
como vinho frisante...

Mais um brinde...
a paixão e a solidão...

O sol nasce,
o dia acontece,
eu ébria de solidão
e paixão...

Novo brinde,
a vida que recomeça!

No último gole
festejo, comemoro,
sobrevivi a mais
uma madrugada
com vinho e solidão...

Foto de Elias Dall Agnol

Ausência

Pressuponho que a ausência seja a não existência e não o afastamento...
Ausência se confunde, muitas vezes, com melancolia...
A não existência provoca vazio, atormenta a alma...
Por maior que seja a distância, se existe um alguém, jamais haverá ausência...
Pois a saudade acontece, mas quando fecha-se os olhos, lembra-se que existe alguém...
O calor desta presença percorre o corpo acalentando a alma...
A tormenta da ausência se dissipa, a saudade acalma-se e o amor floresce transformando qualquer resquício de ausência em presença de espírito...
Se não houver a lembrança, a saudade, aí sim haverá ausência, vazio frio da solidão...
Não há vitalidade teimosa que resista a falta de saudade...
Apenas persiste, uma esperança triste e distante de, quem sabe um dia, sentir a saudade de alguém...
Pobre do ser, que mesmo sem querer, não sabe amar...

Foto de Maria Flor e Rabiscos

"Maktub"

Estava escrito que um dia seria assim:
- Viria de tempos remotos,
de tempos passados,
de terra distante...
Te encontraria nas esquinas da vida.
Nos olharíamos e o universo conspiraria
a nosso favor...

Um roçar de pele,
um olho no olho,
um sorriso,
uma lágrima,
a saudade,

E o amor nasceria...

Seriam desencontros,
encontros,
sorrisos,
promessas,
Palavras soltas ao vento...
Um querer e não poder,
presente, ausente...
O sol que energiza
a terra
A lua que embeleza
a noite...

Entraria em erupção
como um vulcão.
Sereno como as
águas do lago...
Noites repletas de amor.
Noites de longa ausência, solidão...
Seria no raio de sol,
na tempestade.

No delírio das horas mortas,
nos encantos e nas essências,
que nos encontraríamos.
Seriam breves momentos
de pura felicidade,
longas horas de tortura.

Mas estava escrito.
É assim que espero.
É assim que quero amar,
e ser amada,
Sempre mais...

Foto de Civana

Série Meus Ídolos: Abajur Cor de Carne

Não poderia deixar de homenagear alguém que me fez sonhar com um "abajur cor de carne, cortinas de seda e seu corpo nu...” Ai ai ai Ritchie, você pegou pesado na minha imaginação dos 20 e poucos anos. Nessa época trabalhava no Duty Free Shop do Aeroporto Internacional e essa música estava em todos os lugares, lembro que uma vez olhava os aviões pousando, decolando, taxiando e "Menina Veneno" tocando, que confusão entorpecente, dá pra imaginar a cena? Não? Tudo bem, mas eu viajei literalmente! ;)

Até hoje não vi definição melhor, simples, direta e intensa:
"Seu corpo inteiro é um prazer
do princípio ao "sim"

Aliás, acredito que muitas pessoas imaginaram esses passos na escada. E não minto em dizer que também sonharam com o próprio Ritchie cantando ao ouvido, como se fossem as próprias Meninas Veneno, rs.

Como tudo que faz sucesso permanece, muitos regravam antigos sucessos, alguns na verdade assassinam o original, como a regravação de Menina Veneno, feita por Zezé Di Camargo e Luciano. Eles que me perdoem, mas não dá tesão engolir o abajur cor de carne deles!

Engraçado que uma vez ouvi tocando na TV do quarto do meu filho, era a abertura de um programa da MTV, eu nem sabia, mas comecei a cantar no meu quarto, ele veio olhar rindo e perguntou como que eu já sabia a letra dessa música. Tive que explicar de "quando" era essa música, assim como muitas outras maravilhosas que estão sendo regravadas pelas bandas de hoje em dia.

Enfim, voltando ao motivo principal desse texto, criei, com títulos de músicas, uma homenagem a quem entorpeceu meus pensamentos nos anos 80.

"A vida tem dessas coisas", alguém misteriosamente surge em nossas vidas e nos transforma em "menina veneno". Fantasia, sonho, delírio? Talvez. Mas quem não gostaria de ter um "Casanova" e suas maravilhosas e misteriosas "transas"?
É só pedir aos céus para a solidão parar, já foram "lágrimas demais"! Sonhar sim, sempre e quem sabe, essa nuvem de cristal "sopra o vento" e transforma em realidade "tudo que eu quero"!

(Civana - 07/03/2004)

OBS: Vejam a versão original com música no blog http://civana.spaceblog.com.br/85070/Abajur-Cor-de-Carne/

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