Solidão

Foto de Peter

Tu...!?

Tu…?

Quando vejo o teu reflexo
Fico perplexo
Como uma alma fica assim…?
Um mero ser a deambular
Sem um coração para amar…

Neste mundo tão cruel
Esse teu sabor a fel
Apenas te destrói
Afinal amar dói
Mas não amar
É apenas definhar!
Desaparecer num mar gelado…
Numa onda morrer afogado…

Sem sentido
Assim ficas perdido
Sem emoção
Ficas assim na solidão
Sem amor
Assim ficas nessa dor

Nestes dias complicados
Poucos aqueles são amados
Menos ainda aqueles que amam
Entre os sentimentos que queimam
Há que acreditar
No sentimento de amar!

Pedro Gomes

Foto de BRUCE ALEX

Desviado

Se a liberdade for uma prisão
Se no primeiro e no último minuto do seu dia
Se a felicidade termina quando a saudade inicia
Se a ilusão tornou-se solidão
Pare!

Foto de Deni Píàia

Conto de Natal: Menino simples

Era um menino simples, tão simples que não conhecia o Natal. Não sabia seu significado, sua origem, sua intenção, mas vivia feliz mesmo sem jamais ter ganhado um presente, um brinquedo. Sem escola, sem igreja, sem cultura. Seus brinquedos, na roça longínqua, eram o ribeirão, as árvores, as frutas, os animais silvestres, os irmãos. A esperança era o sorriso da mãe, o suor do pai, a comida no prato. A fé vinha do amanhecer, do anoitecer, do segredo das estrelas. Nunca precisou mais que isso. Um dia, a cidade. A família veio pra ficar. Na favela, com amigos, com asfalto, com shopping center, com vontades, com maldades, mas para ficar.
Cresceu, fez amigos, inimigos, conheceu a escola, as drogas, a frustração, a polícia, a revolta, solidão e o Natal. Data de ganhar presentes, de desejar mais que podia, de cobiçar e invejar o próximo, do supérfluo. Não aprendeu mais que isso sobre o Natal.

Jovem, estava pronto para a data máxima da cristandade e desta vez não passaria em branco. Ajeitou a arma na cintura, fechou o barraco vazio, pais e irmãos já haviam sido mortos pelo tráfico, desceu o morro. Andou muito enquanto planejava. Na avenida beira mar decidiu que não havia mais o que esperar. Sacou a arma, jogou-a sob os cuidados de Netuno, tomou o primeiro ônibus para a rodoviária, outro ônibus e chegou. De volta à roça. Sem Natal, sem shopping center, sem maldades, sem os pais, só. Descobriu que as estrelas ainda guardavam seus segredos, o ribeirão sussurrava amenidades, muito pouco havia mudado. Voltou a ser menino simples. No dia de Natal.

Foto de annytha

PAIXÃO METEÓRICA!!!

Não posso dizer que te perdi, pois não se perde o que não se tem
Não vou pedir-te pra cantares pra mim uma linda canção de amor,por que nada és meu...
Não quero mais ouvir a melodia que sai do teu violão, por que nada mais tem a ver comigo!
Não te amo mais, acho que, na verdade nunca te amei, apenas na minha solidão e diante da minha vulnerabilidade, só por ouvir algumas palavras tuas que me preencheram o ego, achei que havia por ti me apaixonado. Mas hoje, vi que estava enganada!
Pena! Tenho tanto amor guardado dentro de mim e o queria reparti-lo contigo, mas bem a tempo, vi que não o guardo para ti, pois não o mereces! E agora, vejo, o que imaginava ser paixão, era apenas ilusão.. Senti isto, quando estendeste tua mão para mim, num gesto de cumprimento, ao apertá-la, senti, que nada representas para mim e que em nada somos iguais, nem a tua amizade eu a quero, e disso não me arrependo, pois sei que jamais irei sentir saudade, pois também não vale a pena!
Ante tudo isso, senti que foi apenas uma paixão meteórica, nada mais que isso.
E como tudo passa na vida, essa paixão também passou!

Foto de Lefurias

7° Concurso Literário

Uma chance

Ô tristeza,
Solidão,
Que dureza,
Perdi minha paixão,
Agora estou no chão...

Só penso em ter você,
Denovo,
Comigo, aqui.
Só penso em ter você,
Denovo,
Sorrindo, pra mim.

Você é tudo o que eu preciso,
Meu paraíso é com você,
E o presente,
É só início,
De tudo aquilo,
Que tem que ser.

Mas se achar isso estranho,
Toma um banho e se refresca,
Vou mostrar o tamanho,
Do meu amor, na nossa festa!
Me dá uma chance por favor!!!

Foto de Carmen Lúcia

Não digas nada!

Não digas mais nada!

Teus olhos já disseram tudo.

Mudos, fizeram-me entender

o que tuas palavras sonoras

foram incapazes de dizer.

Perderam a força, a elocução

e na indecisão mudaram de rumo,

acovardaram-se perante a missão.

Nelas eu não iria acreditar.

Não me atingiriam tão fortemente

quanto teu olhar.

Esse sim, calou-me fundo...

Tiro certeiro, profundo,

que me fez cambalear,

perder o chão, rodar o mundo,

chorar.

Como descrer da crueza de um olhar?

Final inconsolável para quem ama

e se vê inesperadamente só,

sem mesmo o consolo da ilusão

tendo a presença constante da solidão.

Dor inigualável ao ver fragmentados

os sonhos,

outrora tão sonhados...

Agora, farrapos atirados ao chão.

E os próximos passos

tornar-se-ão pesados, drásticos.

Deixar o tempo passar, tentar esquecer.

Tempo que não passa...

Teima em retroceder!

Achar motivo pra sorrir...

Como? Se a razão de meu riso

não está mais aqui?

Viver por viver.

Ou sobreviver.

É o que tento, o meu intento.

Sentindo na alma um frio gelado,

o coração pulsando fraco.

Vivendo dias sempre iguais

que projetam no ar

um quê de "nunca mais..."

(Carmen Lúcia)

Foto de Carmen Lúcia

7º Concurso Literário- "Adeus, Amor!"

Teria sido a carência afetiva, a solidão que sentia(mesmo rodeada de pessoas, que não a entendiam)que a arrastaram a viver aquele amor proibido?No começo ela recusava incessantemente...Mas foi, aos poucos, perdendo sua força e se entregando.Passou a viver momentos maravilhosos, intensos, inusitados.Não se conheciam pessoalmente, mas a alma os revelava.Palavras inesquecíveis pelo celular e internet.Tudo se transformara num conto de fadas.O mundo lhe sorria.Começou a se cuidar mais, a sorrir mais, a se amar mais.Era mais velha que ele e disso ele sabia.Dizia que não mais conseguiria viver sem ela.Nem ela sem ele.E esse romance arrebatador durou dois anos.Certo dia, a realidade caiu-lhe como o mundo em sua cabeça.Lembrou-se que era casada e que não lhe havia contado ainda.Sentia-se emocionalmente divorciada, já que o divórcio propriamente dito, por motivos alheios a sua vontade, não poderia acontecer agora. E ser casada, naquelas condições, não lhe significava nada.Era apenas um peso em sua vida.Mas como ele encararia o fato?Saberia entender?Claro que sim, pois conhecia, palmo a palmo a sua alma.Sabia do imenso amor que ela lhe dedicava.Sim...ele a compreenderia porque a amava muito também.Temendo perdê-lo, preferiu marcar um encontro, para que, olhos nos olhos, lhe revelasse a verdade.Estava certa de que nada mudaria, porque conhecia a fundo o seu íntimo, sua alma.Era seu aniversário.Dia do encontro. A emoção tomava conta de seu ser.Colocou uma roupa que lhe caía muito bem, ajeitou os cabelos e sorriu para o espelho. Admitiu a si mesma que estava bela.Talvez pelo brilho intenso em seu olhar.Chegou ao lugar combinado.Lá estava ele, dentro de seu carro. Ao vê-la, pelo retrovisor interno, abriu a porta e se aproximou. Ambos tremiam.Chegara o momento.Se ele a compreendesse, ela seria capaz de deixar tudo e partir com ele.Entrou em seu carro.Olharam-se por longos minutos.Então ela falou:-Sou casada!Porém...Ia lhe explicar tudo, mas ao perceber sua transfiguração, seu olhar gelado condenando-a, preferiu se calar. Assim como ele estava:sombrio e calado.De que serviriam palavras naquele momento?Um olhar fala mais alto. Um olhar de condenação é como um punhal fincado no peito, que fere e mata.E ela quis desaparecer, sair correndo daquele lugar, fugir...Ao despedirem-se, ele balbuciou algumas palavras, algo como:-Virei aqui mais vezes, para conhecê-la melhor.Como conhecê-la melhor se ela lhe havia aberto a alma?Ela lhe respondeu:-Não, aqui termina a nossa história.Uma linda história de amor, que me fez crescer, me fez reviver, mas que agora termina...Muito aprendi com você, que devolveu-me a capacidade de amar...e foi uma poesia em minha vida. Beijaram-se...Um beijo triste, com sabor de despedida.E nunca mais se viram.

Foto de nanda gois

POR OLHOS MAIS NEGROS QUE OS MEUS

POR OLHOS MAIS NEGROS QUE OS MEUS.

Foram por olhos que era mais negros, que os meus.
tão negros como a escuridão que abraça a tarde,
Como um açoite,
a gritar na senzala,
no silencio da noite.
Os olhos negros chegaram e te arrancaram,
de mim, era nocivo, aquele olhar,
tinha lascívia em seu pensar.
Era fervente como a lixivia,
ardia em seu peito e te fazia me esquecer.
Trazia em seu olhar a dor da escuridão.
Olhos negros, que me trouxeram a noite,
como um trovão a roncar,
por traz dos montes secos.
olhos enfeitiçados,
lançados sobre os olhos seus.
Assim, como a tempestade que vem perturbar
o silencio da madrugada
os olhos negros chegaram e
lançaram raios e me apartaram de te.
Sonâmbulo seguia os olhos negros. Sem olhar pra trás,
os olhos negros te cegaram e te roubaram de mim.
Esses olhos vieram me furtar os olhos seus,
me trouxeram raios que transpassaram a alma,
como espada, a sofrer por ti, fiquei,
lamentei, chorei, mas logo notei que de ti,
brotou semente, que logo incomodou os olhos negros
que mim torturaram, me obrigaram a fechar os olhos
sem cor da semente, sem mente, que brotou de ti.
malvados olhos, você foi com eles,
assim como a noite troca o vazio,
pelo falso frescor da madrugada.
Assim como o carrasco a bater no escravo fujão,
os olhos negros te levaram de mim.
foi encantado, pelo deslumbre da lua,
que bailava faceira diante dele.
Os olhos negros foram embora e com eles
foi o meu olhar, com você foi a minha visão,
o meu coração, comigo ficou a solidão.
Contigo os olhos negros para sempre ficaram.

Foto de Anderson Maciel

As Vezes

As vezes nós ficamos tão angustiados
a solidão aperta nossa alma como chuva em um verão
e o vazio fica dentro do peito apertando forte
trazendo os rumores de dor e aflição

As vezes a lágrima enche os olhos
a tristeza vem demasiadamente
a lua chega fria, sintida
e a escuridão soa novamente

As vezes o tempo para
e o sol surge na alvorada
e com ele novos rumores
de uma alma apaixonada. Anderson Poeta

Foto de Gui❤Lari

A dor da partida

Você se foi e nem nos despedimos,
No meu pensamento o seu sorriso a me ver
Assola meu coração
Não posso me controlar, começo a chorar.

Lagrimas de saudade
De solidão, pois sem você me sinto só.
Sem ninguém pra conversar
Sigo meus dias lentamente

Ficaram somente os bons momentos,
Que guardarei comigo, enquanto eu existir.
A certeza de que esta em um bom lugar,
Conforta-me.

Não imaginava te perder,
Mais o destino assim o quis.
Descobri do pior jeito a dor mais insuportável do mundo,
A dor da saudade.

Descanse em paz mãezinha querida,
E tão certo de que o sol sempre volta a brilhar,
Após a mais terrível tempestade,
Encontraremos-nos outra vez na casa do Pai.

Beijos,
Te amo de todo meu coração.
Que sangra mais também se alegra.
Com lembranças dos nossos bons momentos

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