Solidão

Foto de Vanessa Cavalcante.

Solidão

Numa noite dessas
de lua cheia e o céu estrelado,
A alma pedinte de um conforto seguro.´
querendo que encontre alguém pra se amar...
Cansativa à solidão! Espera pelo coração,
dar uma solução;
Deseja um amor concreto, pra sair dessa solidão
profunda. Que dilacera a alma, e faz com que o coração
quase se apague...
Estranhas senssações...Impotência e fragilidade.
Deixando-a desarmada, sem saber por onde começar;
Em fim... A noite se acaba e em nada mudou.
Mas uma vez se deita desanimada com a alma dilacerada
pois por seu amor esperou.

Vanessa Cavalcante, 6 de julho 2010.

Foto de carlos loures

inverno

Eu sempre gostei do inverno
As pessoas bem vestidas, elegantes
E mesmo depois do trabalho
Perfumadas como antes

Esta época que eu sempre esperei com alegria
Desta vez chegou diferente
Não me lembrava da noite ser tão fria

Desta vez o inverno veio junto com a solidão
Quase conseguiu esfriar meu coração
Isso já aconteceu antes
Mas desta vez é diferente
Esta incomodando, doendo

Por isso resolvi escrever
como se escrever eu soubesse
Mesmo sabendo que não vai parar de doer

Mas o inverno é isso, frio
Tantas vezes impessoal
Desta vez me atingiu de forma legítima
O pior é saber que não sou vitima

Sou na verdade culpado
Culpado por ter andado errado
Por falar quando deveria ter calado
Por calar quando deveria ter falado

E por estranho que pareça
Culpado por alem da conta ter amado
Mais a vida é assim
Uma hora esquenta outra esfria
E talvez outro dia
Eu possa sobre o inverno
Novamente escrever com alegria

carlos loures
29/06/10

Foto de Paulo Gondim

Vida interior

VIDA INTERIOR
Paulo Gondim
26/06/2010

Faço de minha solidão terapia
Antídoto contra tanta hipocrisia
Eis que assim que sinto e vejo
Mesmo que contarie o desejo
Ande na contra mão dos fatos
Vislumbre de longe um ex-amor
Desafie o cansaço
Limite meu espaço
Busco força e vida interior

O solo de um piano pode ser vulgar
Para almas que apenas penam
No caminhar diário, de simples penar
Mas a vida pode ser bonita e serena
E até a solidão pode ser pequena
E o frio do inverno ter menos rigor
Se há, em cada um, vida interior

Foto de BRUCE ALEX

Cavalheiro Amador

Quando perceberes que terminou
Pode ser tarde, as vezes é noite!
Talvez nem sinta falta daquele amor
Que acabou!

Fui jogado de um abismo, a luz apagou
Mas, subi ate o topo. Percebi sua mão pedindo perdão
Não podia confiar, foi suicídio....
Suas mãos se abrindo eu caindo
Sabia que não podia voar
Foi ali, que assassinou quem tanto te amava.

Não peça perdão
Como perdoar quem joga, larga e abandona!
Já não me restam mais moedas, como posso a valorizar?
Ou será que aceitas, como eu, trocar ouro em pedra!

Onde estou ?
Naquele abismo já não vai mais me encontrar.
Não desça, lá sentirá a solidão de quem quis muito e hoje não tem nada!

Sei como sou
Não a deixarei naquele escuro
Estarei lá sempre como uma luz no fim do túnel
Grite meu nome, nem precisa
Sem mesmo me querer será sempre minha querida

Por você ressuscito, tenho várias vidas
Crio assas e voou
Faço fogo com gravetos, me aqueço
Enxergo luz quando há tanto breu
Alimento-me de sonhos, recordações
Trasformo pedra em ouro
Até vivo ilusões.

Posso estar errado, dando murros em pontas de facas
Ou estar simplesmente amando.
Sendo um guerreiro que mesmo perdendo várias batalhas
Luta incrivelmente para vencer a guerra
Com várias espadadas de amor
Podendo ter ferido o coração da mais bela donzela.

Foi atos inocentes
De um cavalheiro amador
Um pequeno guerreiro
Lutando por um grande amor!

Foto de Carmen Lúcia

Apesar de...

Apesar dos caminhos truncados
e dos sonhos não alcançados;
apesar dos estilhaços, tropeços e fracassos;
das derrocadas inesperadas e cruentas,
das lutas consigo mesmo, sangrentas,
dos embates com as incoerências
impostas em nosso cotidiano;

apesar das ingratidões marcadas pelo pranto
que desaba mesmo sem querer,
visto a dimensão do desengano;
amores aos quais nos demos tanto
e que se foram ...e que perdoamos;
dos torpedos lançados à queima-roupa,
covardemente, sem aviso, de improviso
a arrancar-nos o chão... a alma e o coração...

apesar das perdas irreparáveis
de entes queridos, amigos admiráveis,
apesar do cansaço, da fria solidão, da ausência de abraços,
das dores mescladas com sorrisos
amargos e sofridos, escancarados e corrompidos;
ainda assim há o lado bom da vida,
de portas abertas a nos acolher.
Nem precisa bater...
Basta crer que vale a pena viver...

Carmen Lúcia

Carmen Lúcia Carvalho de Souza
25/02/2010

Foto de Derik Vieira

Degradação Despercebida

A vida se degrada a cada calçada
A cada dia, noite, a cada balada
Fumamos, bebemos, beijamos bocas anônimas
E só depois de dias, aparecem os sintomas

A solidão, o vazio e a saúde pedindo socorro
Não apenas pelos cigarros e bebidas
E sim por conta de seu ser, seu corpo,
Estar se contaminando com a boêmia

Com a luxuria disfarçada de alegria
Buscamos sentido no nosso dinheiro
Mas fazer o que se o ouro não da alergia
E a lata não brilha

Pensamentos sem moral
Ou moralista demais
Mas quando a cerveja desce
Todos os pré-conceitos se desfazem

Assim a vida vai se dissolvendo:
Baladas, bares, haves, festas
Cigarros, bebidas, amnésia
E enquanto isso eu não vivo,
Vou sobrevivendo

Foto de raziasantos

A cabana.

O outono esta terminando as folhas amareladas no chão, sentada a beira do pequeno rio com os pés na água o olhar perdido no nada: Não sei por quanto tempo permaneci ali.
O vento espalhava as folhas secas que batiam em meu rosto, a água fria do pequeno rio estava cristalina, era um lugar ermo distante de tudo... Um lugar lindo e solitário a pequena cabana cercada por um lindo jardim, na sala um lareira que permanecia sempre acessa, pois fora construída entre duas montanhas, por isso era fria mesmo no verão.
Estava casada há três anos meu marido era diplomata e vivia viajando por vezes me levava com ele, mas a maior parte dos dias eu ficava em casa.
A montanha era meu refúgio, os pássaros me faziam companhia.
Todos os dias eu acordava cedo, o nevoeiro era intenso, na parte da manhã para não me sentir tão solitária eu ocupava meu tempo pintando era um lugar ideal para inspirações pintava lindas paisagens flores, e pássaros.
Meu marido chegava há ficar um mês fora ou mais, quando voltava das viagens ia direto para montanha, mas logo voltava, nos amávamos ele era carinhoso, não sei se eu não me importava com sua ausência dele ou se estava resignada.
Eu sempre quis ter filhos, mas ele achava que devíamos esperar um pouco mais então...
O inverno estava chegando e a montanha era muito fria eu resolvi ir a cidade fazer umas compras de cobertores, e suprimento para resistir o inverno, eu tentei ligar o carro, mas o carro não pegou então tentei o radio, mas nunca aprendi usá-lo então eu desisti: Resolvi esperar meu marido voltar de viagem, ele traria o suprimento necessário: os dias estavam ficando longos e com a chegada do inverno o nevoeiro aumentava tornado o lugar triste minha solidão aumentava cada dia.
Eu esperava ansiosa a volta do meu esposo então enquanto ele não vinha eu pintava, e em cada quadro que pintava procurava colocar um pouco de vida assim as cores, fortes o brilho da luz retratado em meus quadros me alegrava um pouco.
Embora estas cores e luz fossem imaginaria, pois o lugar era sem vida e cinzento.
Em uma tarde eu estava passeando ao redor da cabana as flores estava cobertas por gelo, mal dava para ver as árvores devido o forte nevoeiro, o sol era tão tímido que só se via uma pequena fresta de luz que vinha do alto da montanha.
De repente eu ouço risos vindos da direção do rio era a voz de uma criança eu corri em direção ao som da risada, o nevoeiro me impede de ver, eu sigo em frente e pergunto quem esta ai?
Oi! Responda quem esta ai?
Chamei por varias vezes e nada de resposta logo o riso parou então eu pensei deve ser o som de algum pássaro fiquei curiosa, mas como o barulho parou, eu voltei para cabana estava tão frio que sentei ao lado da lareira peguei um livro e fiquei ali até adormecer.
Dormi direto até o dia amanhecer.
Quando acordei o frio estavam mais intenso os vidros das janelas estavam tão embaçados que não se via nada.
Levantei abri a porta e a cabana foi invadida pelo nevoeiro que entrava casa adentro cheguei até me assustar:
No meio daquela fumaça cinza e fria surge uma pequena luz vinda em direção à cabana eu tento ver quem esta chegando até que surge um rosto era meu marido que voltava para casa eu corro ao seu encontro e o abraço fortemente ele esta gelado seu casaco esta úmido então de mãos dadas entramos em casa ele senta em uma poltrona em frente à lareira flexiona as mãos, acende um cigarro, e com um sorriso tímido diz te amo meu amor.
Ele levanta vai abre a porta, e vai até o carro, pega um lindo buque de flores entra novamente pega o nosso retrato de casamento em cima da lareira e coloca as flores ao lado, e diz flores para meu jardim.
Ele toma um chocolate quente e vamos nos deitar ele esta calado seu olhar distante me acaricia olha em meus olhos e diz estou tão cansado preciso descansar então vira para o lado, em seus olhos a lagrimas ele chora eu fico sem entender, afinal já faz tanto tempo que não nos vemos e ele volta assim...
Penso comigo mesma amanhã conversaremos, ele vai estar melhor ai vou querer saber tudo que esta acontecendo.
O dia amanhece e quando abro os olhos ele já esta acordado sentado ao lado da cama me observando, tem em seus lindos lábios um sorriso maroto e um olhar doce me olha de um jeito tão lindo que me emociona:
Posso ver em seu olhar muita ternura e muito amor, então eu o abraço ele se deita lentamente e ficamos ali abraçados nos aquecendo, o coração dele bate forte nossos corpos se encaixam com tanta perfeição como uma forma sob medida.
Sem dizer nada ele levanta pega a chave do carro e sai, eu penso que ele vai pegar algo no carro, mas ele liga o carro e vai embora eu saio correndo em meio ao nevoeiro gritando por ele, mas ele não ouve, segue em frente até desaparecer na cinzenta fumaça: Me desespero caio de joelho entra as folhas molhadas pelo orvalho e choro copiosamente, naquele estande eu me vejo tão só sinto uma angustia tão grande que nunca sentira antes, em um lugar tão deserto em meio o forte inverno até os pássaros sumiram para se aquecer deixando-me na mais profunda solidão.
Neste instante eu ouço novamente o riso da criança agora esta perto de mim... Abro os olhos em meio o nevoeiro surge uma linda menina de cabelos loiro tão branca como a neve, ela esta na minha frente eu me surpreendo não tínhamos vizinhos então pergunto de onde você vem?
Quem é você, onde você mora? Ela sorrir e diz moro aqui, venha ver eu moro aqui!
Ela segura minha mão e me ajuda a levantar ela me puxa rápido sempre sorrindo diz vem, vem logo!
De repente para em frente um monte de folhas secas, então eu pergunto onde mora? Ela responde aqui com você, eu fico confusa e penso-a deve ser filha de alguém que mora perto da montanha tenho que encontrar sua família.
Eu olho para o rostinho dela e passo a mãos em seu rosto gelado, pergunto novamente, vamos meu anjo diga-me onde você mora? Entenda, está muito frio, seus pais devem estar preocupados com você, então ela me olha e diz não estão não, minha casa é aqui, a sua também: Neste instante eu sinto um frio subir na minha costa, ela começa a remover o monte de folhas, e vai surgindo algo branco ela olha par mim e diz vamos mamãe! Vamos para casa, logo surge um tumulo branco em cima um lapide escrito aqui descansa minha querida esposa e nossa filha que partiram em um terrível acidente de carro.

Foto de BRUNO_REDFIELD

SAUDADES

"A DESPEDIDA NAO É O FIM DE UMA GRANDE AMIZADE,
MAIS O COMEÇO DE UMA GRANDE SAUDADE.
O MOMENTO NAO PODE SER TUDO ,
MAIS VC PODE SER TUDO EM UM SÓ MOMENTO.
NENHUM CORAÇÃO JAMAIS SOFREU QUANDO
FOI EM BUSCA DE SEUS SONHOS E FELICIDADES.
SOLIDÃO NÃO É ESTAR SOZINHO ,
EU ESTOU ENTRE MIL PESSOAS E
SINTO FALTA DE APENAS UMA VOÇÊ".

Foto de BRUNO_REDFIELD

A despedida não quer dizer FIM...

"A DESPEDIDA NAO É O FIM DE UMA GRANDE AMIZADE,
MAIS O COMEÇO DE UMA GRANDE SAUDADE.
O MOMENTO NAO PODE SER TUDO ,
MAIS VC PODE SER TUDO EM UM SÓ MOMENTO.
NENHUM CORAÇÃO JAMAIS SOFREU QUANDO
FOI EM BUSCA DE SEUS SONHOS E FELICIDADES.
SOLIDÃO NÃO É ESTAR SOZINHO ,
EU ESTOU ENTRE MIL PESSOAS E
SINTO FALTA DE APENAS UMA VOÇÊ".

Foto de Osmar Fernandes

D E S P R E Z O

O choro chora envergonhadamente.
A lágrima lamenta a ponte sem ter onde cair.
O coro se faz como numa Igreja crente...
A solidão a sós não tem para aonde ir.
É grito engasgado no peito sem alma.
Sem destino, como um homem sem o seu Éden...
Com um pé sem planta e uma mão sem palma.
Os arrogantes fedem!
Não há maior castigo que o desprezo.
Feri de morte... é pior que apodrecer no asilo.
É morrer sem ter morrido...
É ser condenado para sempre neste aterro.
O choro chora lastimavelmente.
Sem ter o direito de lacrimejar as pestanas.
É lágrima sem olho, sem corpo, infinitamente.
É solidão soberana!
Se quer matar verdadeiramente, atire o desprezo.
Não tem nada pior que esse sentimento.
É suportar essa pressão em hectopiezo...
É maldição, feitiço, praga, sem poder inventariar.
É carregar pra sempre este sofrimento.
É ser crucificado sem ter o direito de ressuscitar.

Osmar Soares Fernandes

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