Sonhos

Foto de aninha wagner

Olha pra mim...

Olha pra mim...

Sou sonhos sem fronteira
Amor de brincadeira
abismo em meio à bruma
fogueira que arde inútil

Olha pra mim...
.
desafiando a sorte
buscando deuses mortos
lutando com meu norte
numa busca fútil

Olha pra mim...

Te quero, te persigo
me pisas, te perdôo
me foges e eu te espero
me tomas e te venero

Olha pra mim...

Tiro flechas de meu peito
cato pedras nos caminhos
para construir meu futuro
com as mãos cheias de espinhos

Ana Wagner

Foto de Neguinhavi

Riscos

Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e ideais diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas devemos correr os riscos, porque o maios perigo é não arriscar nada.
Há pessoa que não correm nenhum risco, não faz nada, não tem nada e não são nada.
Elas poder até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por sua atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente as pessoa que correm risco é livre.

Foto de Neryde

Alma de menina...

Em minh'alma sou uma eterna menina...
Menina moleca...Menina Sapeca...
Que crê em sonhos
E persegue fantasias...
Em busca da felicidade e alegrias!
Menina carente à procura de ti...
Quero colo,carinho e afagos...
Choro quando a emoção me invade,
Faço birra quando a raiva aparece...
E,sendo menina,esqueço depressa
As broncas que de ti ouvi...
Sou rebelde e não ouço conselhos,
Incontrolável não aceito regras.
Sigo a vida despida dos medos...
Às vezes chorando, mas logo sorrindo!
Busco,creio e vivo o amor total...
Hoje venho te confessar,
Foi com esta alma de menina...
Que esta mulher,por ti totalmente perdida
Num lindo dia, aprendeu a te amar!

Foto de Paulo Zamora

Vida vazia

Vou levando uma vida vazia, porque está escondida de mim a alegria; juro que eu queria mudar todos os acontecimentos; o que me resta é tentar vida nova, recomeçar aos poucos a trilhar meus caminhos.
Os dias estão sempre iguais, a rotina tomou conta do que posso ver ou sentir; talvez falte a presença de alguém, disponível a entender que neste estagio da vida sou eu quem preciso de alguém.
Uma vida vazia indo de encontro ao tempo, indo como quem vai pelo relento; ainda há sonhos, ainda há esperanças, ainda existe um lugar nos objetivos a ser alcançado.
Quando terão efeitos as mudanças? A vida vazia prossegue por seu caminho, com seu romantismo, com seu importante sonho de felicidade; mas porque se tornou tudo tão vazio? Eu me dei demais, esqueci de mim, lembrei de todos, cobrei de todos o que eu precisava e de repente vejo muitos levando suas vidas, e eu sem prêmio algum por ter sido usado ao ponto de me sentir esgotado, eu sou o próprio vazio; procuro um preenchimento ainda que eu veja somente sombras em meu caminho...
O cansaço passará, o efeito de quem perdeu as pedras mais valiosas também passará; mas e este vazio? Para onde será levado?
Eu não preciso do vazio, eu preciso de vida própria, de carinho e atenção verdadeira, talvez eu precise simplesmente de alguém que me entenda.
(Escrito por Paulo Zamora em 22 de fevereiro de 2007)
www.pensamentodeamor.zip.net
paulozamoracontato@bol.com.br

Foto de Paulo Zamora

O que ainda resta

Viver após uma tragédia ou qualquer acontecimento vindo do imprevisto, é preciso uma constância; uma permanência de um fixo pensamento positivo. O que não é fácil.
Diante disso nos observarmos perdendo até algumas das nossas qualidades, o tempo corre diante de nós, vindo bater de frente um temporal de conseqüências.
É preciso CORAGEM!
Dentro de nós há sempre algo que exprime certeza de recomeço, o peso de uma luta contra o pensamento nos invalida sem ao menos que percebamos o grau de cada situação. O real passa a ser realidade quando somos a vitíma.
O quanto se sofre por mais que hajam queixas, jamais será sentido por outrem. Você nunca será compreendido como espera ser por aqueles aos quais sua consideração é considerada verdadeira; mas há quem entenderá...
É difícil prosseguir com os mesmos planos, com o mesmo comportamento, o que resta pode ser sempre uma expressão de desabafo emocional. Talvez ninguém o veja traçando seus objetivos, suas lutas, talvez não conseguem ver o quanto você já superou, tolerou e se arrependeu; talvez não notem seus sonhos, não olham com os olhos da verdade dos acontecimentos.
Mesmo assim você necessita de continuar, o mais importante é você sentir e ver o quanto se está lutando e correndo contra o tempo.
Depois de qualquer fatalidade, ainda por mais triste que seja; resta a você uma atitude de CORAGEM...
(Escrito por Paulo Zamora em 03 de março de 2007)
www.pensamentodeamor.zip.net
paulozamoracontato@bol.com.br

Foto de angela lugo

Rosas belas

Lindo é o frescor da manhã
Que desabrocha as rosas mais belas
Que enfeitam as donzelas
Em suas pequenas cidadelas

Uma delas quer destaque entre elas
A cor não importa todas são belas
Mas ela queria mesmo ser rosa amarela
Parecendo entre as cores uma aquarela

Rosas nos roseiras que enfeitam
Jardins da velha estalagem aumentam
O feitiço do poder das rosas alimentam

Enquanto o amor não chega acariciam
As pétalas aveludadas de uma rosa ciam
Esperando viver os sonhos que gostariam

Foto de Lou Poulit

Poulit em Versos

Quando eu era adolescente, meu pai incentivava os filhos a estudarem, para as provas finas, usando uma estratégia muito sedutora: Me diga o que quer ganhar no fim do ano, se for aprovado em lhe dou. Era um tal de estudar como nunca antes. Em certa ocasião meu irmão Aristeu, tratado por Teco, um ano mais novo que eu e hoje arquiteto, pediu um violão, de verdade, e se comprometeu a estudar para passar de ano. O Velho achou que ele poderia ter escolhido uma coisa mais apropriada a um garoto de 12 anos, mas não deixaria de cumprir sua parte no trato. Pois bem, o Teco passou de ano fácil.

Numa noite, chegando das minhas amadas peladas em rua de paralelepípedos, ou das caronas, pendurado nos estribos dos bondes, até hoje tradicionais do bairro Santa Teresa, morro contíguo ao centro do Rio de Janeiro, entrei em casa todo suado e sujo. Eu amava, mas minha mãe detestava isso: Direto pro banho, menino! Não encosta em nada! Como eu adorava esportes. Sentir o corpo suado, o corpo-a-corpo às vezes perigoso das peladas. Gostava de sentir o limite dos músculos, de ser íntimo da dor física controlada. Jogávamos mesmo à noite, a luz tênue dos postes distantes, ainda do tipo incandescente, refletindo nas pedras do calçamento. Que saudade da minha meninice... Bem, então voltando ao violão, entrei em casa e dei de frente com ele em cima da cama do meu irmão.

Fiquei fascinado. Era lindo e novinho em folha, brilhava demais. De boa marca e corpo grande, era até algo desproporcional para meu irmão. O velho não fizera por menos, mas era seu jeito. Era calado, emburrado em casa, gastava dinheiro nas farras, porém nunca foi sovina com os filhos. Não resisti à tentação e peguei o violão para experimentar. O som era bem mais alto do que o dos violões que conhecia, e chamou a atenção do Teco, que logo apareceu. Reconhecendo-me suado, devolvi o instrumento ao seu dono. Afinal de contas, eu também havia passado de ano.

Começaram as aulas de acompanhamento, os primeiros acordes, mas também logo vieram as primeiras bolhas na ponta dos dedos. Meu irmão não superou essa fase e em alguns poucos meses, o violão já havia ganho um lugar escondidinho para ficar, entre o guarda-roupas e a parede, no canto quarto. Ficou ali por vários meses. Um dia, vendo-o ali abandonado, tornei a pegá-lo e me assustei quando ouvi algo cair no chão. Despencado sobre os tacos de madeira clara, estava um livreto que me apressei em pegar do chão. Era um Método Prático Para Violão e Guitarra. Folheando-o compreendi que eram cifras para acompanhamento. Foi um momento mágico. Não pude naquele momento imaginar, que era apenas um pequeno instante, o despertar de um amor que me acompanharia, uma emoção que se repetiria pelo resto da vida.

Lendo o método, exercitando e, principalmente, observando alguns colegas que já sabiam tocar mais que eu, em pouco tempo já sabia o básico de acompanhamento e já me arriscava em solos iniciais. Gostava tanto que suportei as bolhas. Como bom aqüariano, não me contentava em tocar e cantar as músicas da moda. Com pouquíssimo tempo de aprendizado, já fazia minhas primeiras composições, ainda muito simples e com letras ingênuas. Mas era nisso que queria chegar desde o início desse texto: o violão me levou a começar a compor letras. Na escola, minhas notas em Português (na época se dizia Linguagem) eram sempre as mais baixas, detestava. Que ironia, hoje amo escrever.

Embora adolescente, muito novo e sem experiência de vida, quando escrevia letras para as minhas músicas (compunha ambas ao mesmo tempo) tinha a sensação plena de ter domínio sobre o que escrevia. E vivenciava aquelas emoções de verdade, sem tê-las jamais experimentado. Os adultos da família não entendiam bem. Mas nunca me senti inseguro. Era como se eu já soubesse fazer aquilo há muito tempo. Vejam como, com cerca de catorze anos ainda, eu me via “grande”, até pretensioso, nessa letra que pertence à minha primeira composição:

“Vida, vida minha
Não te perdoarei jamais
Por ter levado o molequinho...
Isso não se faz”.

Ora, eu me esqueci de que ainda não era mais que um moleque! Embora já andasse com mania de ralador, não tinha ainda tramas de amor para contar. Mas vejam o tipo de sentimento implícito nessa outra letra, da mesma época ou pouco mais:

“Vou partir
Pra bem longe
Vou-me embora
Deixo aqui meu coração
Minha casa, meu portão.

Ah, se um dia
Eu pudesse voltar
Eu iria ver de novo
Minha terra, meu lugar
E os meus tempos de criança
Poderia recordar”.

Alguns anos depois, pela primeira vez na vida senti a receptividade de pessoas que não eram familiares. Me inscrevi, por exigência de um grupo de amigos, num festival escolar de música. Escolhemos juntos quatro músicas minhas. Aquela que mais gostávamos foi apresentada pelo grupo todo, mas estávamos tremendo demais para tocar e cantar no palco improvisado. Os jurados não ouviram nada e “Santa Terra” foi desclassificada. Vendo minha tristeza, uma jurada, professora de inglês, veio me explicar o critério utilizado diante da dificuldade de julgar. E nesse dia aprendi a amar e odiar os critérios.

Porém, como reaprenderia em muitas outras ocasiões futuras, a tristeza dá sentido à alegria, assim como as sombras à luz. Com as três músicas restantes, que apresentei sozinho, voz e violão, consegui o segundo (Vou Partir), o terceiro e o quinto lugares do festival. Não obtive o primeiro lugar, mas os prêmios foram pagos em dinheiro e voltei pra casa rico, considerando a situação financeira da época. Mais rico do que o vencedor, que tinha uma música belíssima.

Os anos vieram e a vida mudou muitas vezes. Os campeonatos estaduais de vôlei, o trabalho, a faculdade, o casamento e o descasamento, a vida é uma sucessão de sonhos e pesadelos. Mas também uma grande escola e isso se reflete no produto do artista. A poesia seguinte na verdade é letra de uma música, composta no anos noventa. Sempre fui um apaixonado pelas manhãs. Em uma prosa cheguei a afirmar que elas também foram feitas à imagem e semelhança do criador. Tendo que recomeçar minha vida, tornei-me um amante ainda mais apaixonado pelas manhãs, a ponto de amalgamar as minhas amadas e as “Nossas Manhãs”:

“Porque são as manhãs
tão humildes manhãs
Saram o que as noites cortam
Lavam, abortam estrelas vãs
Vem, que me desperta
Essa rosa madura
Sob a renda flerta
Captura o meu instinto, vem
Me joga no orvalho do jardim.

Vem de mim por ruas dormidas
Que dores banidas
Não despertarão tão cedo
E ninguém contará a ninguém
Que ainda tenho medo
Porque são as manhãs
Tão humildes manhãs.

Porque são as manhãs
Tão lúcidas manhãs
No estreito vão da janela
Um corpo que foi meu se esfarela
Num rastro distante
Guardo os pássaros no peito claro
Ardo e perto me declaro amante
Vestindo as chamas
Que restam das velas
Dançando com elas beijo
Beijo e protejo o seu despertar.

São nossas primícias, nossas milícias
Cavalgadas e reconquistas
Quando o sol entrar pelas janelas
Jamais sairá nas revistas
Mas são nossas manhãs
As mais belas manhãs
As mais belas manhãs”.

Não considero que esse texto tenha esgotado o assunto. Gostei da idéia de mostrar poemas e letras de músicas como pedaços pedaçudos de uma sopa auto-biográfica. Creio que aqueles que tenham gostado poderão esperar mais.

Foto de Enise

Não me pergunte...

não me pergunte
se meu estoque de alegria está no fim
se as lágrimas que escorrem lá dentro de mim
ainda inundam minhas fantasias

não me pergunte
se continuo de mãos dadas comigo
ou se ainda de castigo
me privo das emoções à revelia

não me pergunte
se namoro com meus sonhos ou se contigo
se o ontem está tão antigo
mas não me impede de viver

não me pergunte
se minha ilusão ainda arde sobre tua fogueira
se no meu espelho ainda reflete a tua imagem verdadeira
ou só camufla o meu sofrer

não me pergunte
se no meu refrão ainda ecoa eu te amo
se ainda me visto com a tua coroa
ou se a este amor resistirei

não me pergunte
se ainda o quero dentro mim
no momento, sim
depois, não sei...

Foto de Lou Poulit

Soneto Inglês Para Um Sonho

Hoje sonhei com as suas palmas tão preclaras

Roçando esses meus cabelos agrisalhados

Mas lutando em si, para não despetalar

A sã flor lúcida dos meus sonhos escuros.

Com que desespero louco quis despertar

Percorrer com os meus dedos cada linha sua

Onde caminha esse meu amor penitente?

Onde me levará dar-me sem condições?

Porque em sua emoção, meiga, não me acordou

Lamentei não ser meu caminho pertencido

E assim ainda eu pertencer a ele, infindo...

Silêncio das chamas que à noite me devassam.

Quando torpe, enfim me apossei desse meu corpo

Dei-me conta de uma devassidão voraz

Entranhada nos meus pacificados músculos

E emergindo do pântano, qual doce bruma...

Soube porque as suas palmas não me pisaram.

Não vinham, partiam... Para poder voltar.

Foto de Izaura N. Soares

Com Saudades De Você

Izaura N. Soares

Meu lindo amor...
Hoje acordei com saudades de você!
Acordei numa busca insana, vasculhei
gavetas, olhei fotografias, senti o perfume
de onde o seu cheiro pairava no ar para
ver se matava um pouco essa saudade que
invadiu o meu peito transformou minha
vida numa eterna lembrança.
Ah, como é bom te amar...
Não existem datas especiais para eu dizer
que te amo!
Foram tantos momentos felizes, momentos
que passamos juntinhos nos amando
balbuciando palavras de carinho, de amor e
de ternura. Sei que as vezes pareço-me uma
adolescente me entregar a você com tanta
paixão, com tanto desejo.
Hoje sinto sua falta, sinto o gosto dos seus beijos.
Quando imagino suas mãos passeando pelo o
meu corpo eu tremo de tesão.
É uma vontade transloucada de estar contigo
a cada minuto, a cada segundo, sentindo a todo
momento o pulsar do teu coração.
Mas nem tudo meu amor, nem tudo podemos ter.
Nem tudo que sonhamos, que almejamos podemos
realizar. Só me resta curtir essa saudade, essa
vontade louca e a esperança de te ter novamente
em meus braços me chamando; de minha querida...
Me dizendo bem baixinho...
Eu te amo meu amor...
Eu te quero só pra mim!
É um devaneio misturado com os sonhos regado de
magia e sedução!

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