Sussurros

Foto de Márcia de Moraes

Sussurros

Andei ouvindo sussurros
Procurei logo saber
Descobri que era o meu coração
dizendo que ainda ama você

O tempo passa, o tempo passará
E eu aqui vou vivendo a te amar!

Foto de Jardim

chernobyl

1.
sons de violinos quebrados vinham das montanhas,
uivos de lobos noturnos,
varriam as imagens das imaculadas ninfas
enquanto se ouviam as vozes dos náufragos.
o príncipe das trevas desceu disfarçado de clown,
bailava num festim de sorrisos e sussurros.
a nuvem envolvia a cidade com seus círculos febris,
se dissolvia nas ruas em reflexos penetrantes,
coisa alguma nos rios, nada no ar e sua fúria
era como a de um deus rancoroso e vingativo.
a morte com seus remendos, oxítona e afiada,
distribuía cadáveres, penetrava nos ossos, na pele,
nos músculos, qualquer coisa amorfa,
alegoria da inutilidade das horas.
agora este é o reino de hades
os que um dia nasceram e sabiam que iam morrer
vislumbravam o brilho estéril do caos que agora
acontecia através del siglo, de la perpetuidad,
debaixo deste sol que desbota.
o tempo escorre pelos escombros,
o tempo escoa pelos entulhos de chernobyl.

2.
meu olhar percorre as ruas,
meus passos varrem a noite, ouço passos,
há um cheiro de sepultura sobre a terra úmida,
um beijo frio em cada boca, um riso
estéril mostrando os dentes brancos da morte.
não foram necessários fuzis ou metralhadoras.
mas ainda há pássaros
que sobrevoam as flores pútridas.
aqueles que ainda não nasceram são santos,
são anjos ao saudar a vida diante da desolação
sob este céu deus ex machna.
aos que creem no futuro
restaram sombras, arcanos, desejos furtados,
resta fugir.
uma nuvem de medo, ansiedade e incerteza
paira sobre o sarcófago de aço e concreto da usina.
asa silente marcando o tempo
que já não possuímos.
pripyat, natureza morta, vista através das janelas
de vidro dos edifícios abandonados
sob um sol pálido, ecos do que fomos
e do que iremos ser.
pripyat, ponto cego, cidade fantasma,
os bombeiros e suas luvas de borracha e botas
de couro como relojoeiros entre engrenagens
naquela manhã de abril, os corvos
seguem em contraponto seu caminho de cinzas
sob o céu de plutônio de chernobyl.

3.
e se abriram os sete selos e surgiram
os sete chifres da besta,
satélites vasculham este ponto à deriva, seu nome
não será esquecido, queimando em silêncio.
os quatro cavaleiros do apocalipse e seus cavalos
com suas patas de urânio anunciam
o inferno atômico semeando câncer
ou leucemia aos filhos do silêncio.
os cães de guerra ladram no canil
mostrando seus dentes enfileirados, feras famintas,
quimeras mostrando suas garras afiadas,
como aves de rapina, voando alto,
lambendo o horizonte, conquistando o infinito.
eis um mundo malfadado povoado por dragões,
a humanidade está presa numa corrente sem elo,
sem cadeado, enferrujada e consumida pela radiação.
vidas feitas de retalhos levadas pelo vento
como se fossem pó, soltas em um mundo descalço.
vidas errantes, como a luz que se perde no horizonte,
deixam rastros andantes, vidas cobertas de andrajos,
grotescas, vidas famintas e desgastadas,
que dormem
ao relento nas calçadas e que amanhecem úmidas
de orvalho, vidas de pessoas miseráveis,
criaturas infelizes, que só herdaram
seus próprios túmulos em chernobyl.

4.
mortífera substância poluente, complexa,
realeza desgastada que paira nos ares
da pálida, intranquila e fria ucrânia
envolta no redemoinho dos derrotados.
gotas de fel caindo das nuvens da amargura,
sobre a lama do desespero, sobre o vazio
da desilusão, no leito do último moribundo.
cacos, pedras, olhos mortiços, rastros cansados,
inúteis, o sol das estepes murchou as flores
que cultivávamos, descolorindo nossas faces.
seguem os pés árduos pisando a consciência
dos descaminhos emaranhados da estrada,
na balança que pesa a morte.
no peso das lágrimas, que marcaram o início da dor,
restos mortais, ossos ressecados, sem carne,
devorados pela radiação, almas penadas
no beco maldito dos condenados, herdeiros
da abominação, mensageiros da degradação,
horda de náufragos, legião de moribundos.
o crepúsculo trouxe o desalento e as trevas, a vida
agora é cinza do nada, são almas penadas que fazem
a viagem confusa dos vencidos em chernobyl.

5.
ainda ouvimos os gritos daqueles que tombaram,
e os nêutrons sobre a poeira fina dos vales,
os pés descalços sobre pedras pontiagudas,
ainda ouvimos o choro das pálidas crianças,
a fome, a sede e a dor,
o estrôncio-90, o iodo-131, o cesio-137.
vazios, silêncios ocos, perguntas sem respostas,
degraus infernais sobre sombras, rio de águas turvas,
quimera imunda de tanta desgraça,
fantasia desumana sem cor,
transportas tanto mal, conduzes a todos
para a aniquilação neste tempo em que nada sobra,
em que tudo é sombra, é sede, é fome, é regresso,
neste tempo em que tudo são trevas,
onde não há luz.
cruzes no cemitério, uma zona de sacrifício,
sob um céu sem nuvens,
a morte em seu ponto mutante.
no difícil cotidiano de um negro sonho,
restaram a floresta vermelha,
e os javalis radioativos de chernobyl.

Foto de Jardim

nas curvas do teu rosto

nas curvas do teu rosto
o tempo que já não temos.

nas curvas da estrada
a incerteza do caminho.

nos desvãos dos sonhos
o vazio que nos suprime.

no oco de nossos ouvidos
o sussurros das ruas.

nos solavancos do destino
o gosto da noite insone.

no anverso do vivido
a certeza de ninguém.

no horizonte distante
a vida que não temos.

Poema do livro Dois
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Foto de Minha_Historia

Encontros ardentes (Criado dia 12 de julho de 2016)

Acordei ansioso
Esperando por mais um fim de semana maravilhoso
Um misto de saudade e ansiedade tomava conta dos meus pensamentos
Quando te vi meus olhos brilharam e não contive meu sorriso
Logo a teria em meus braços e com certeza de que momentos de magia ficariam registrados em nossos corações
Não contendo a louca vontade de te beijar
Segurei sua cintura, em um beijo demorado revelei o quanto estou apaixonado
Te envolvi no calor do meu corpo e em um abraço apertado senti nossos corações a pulsar
Me entreguei e mais uma vez senti que sou seu homem.
O desejo de te fazer e ser feliz ao seu lado cresce cada vez mais
Sentindo a paz necessária me declarei mais uma vez
Te dei uma aliança, pois aguardo confiante o dia em que te assumirei como minha mulher
Sinto que já isso e muito mais, és minha amiga, amada e companheira
Com quem posso dividir minhas alegrias e tristezas
Sem pensar no amanhã no entregamos
Os carinhos, beijos e abraços se tornaram intensos
E o desejo tomou conta de nossos corpos que se tocavam e queimavam naquela noite de inverno.
Pele na pele e com os lábios enlouquecidos fazíamos amor
Extasiados de prazer e loucos de tesão começamos lentamente a mais uma entrega total
Entre toques e beijos saciávamos o desejo descobrindo novas sensações
Sem vergonha explorávamos cada centímetro de nossos corpos
Seus sussurros e gemidos me enlouqueciam e instintivamente eu aumentava o ritmo
Senti você cada vez mais molhadinha e uma deliciosa sensação de prazer me consumiu.
Em movimentos frenéticos você mostrou todo seu fogo
Com seus beijos e mordidas me arrepiou todo e passando as unhas em meu corpo me deixou louco.
Completamente entregues vi você explodir de prazer e gozou de forma intensa me fazendo enlouquecer, uivar, gemer e gozar muito gostoso.

Foto de Minha_Historia

24 horas de amor

24 horas de amor

As melhores escolhas da vida começam no coração
O ritmo dos batimentos dita a intensidade dos nossos sentimentos
Ouvir a voz do coração
É na maioria das vezes irmos contra a razão
E deixar se levar pela paixão
No calor da emoção descobrimos prazeres inimagináveis

E foi assim que a nossa noite começou
Em pequenas trocas de olhares
Discretos mais envolventes
O entrelaçar de nossos dedos pedia mais
Tinha que olhar nos seus olhos
Que já não conseguem esconder o que sente

Dominados pela paixão
A atração falou mais alto
Nossos corpos em movimentos frenéticos
Completavam-se movidos pelo prazer
Entre gemidos e sussurros nos entregamos
E descobrimos a intensidade do nosso amor

Sem pensar em mais nada seguimos noite adentro
O sono não teve forças pra nos dominar
Nos amávamos intensamente
Explorando nossos corpos milimetricamente
Explodíamos de prazer
A cada nova descoberta

Descobri que o encontro de nossos lábios é mais que um beijo
Ele ascende o desejo e desperta os sentimentos jamais explorados
Dessa forma me entreguei, te amei e fui amado
Extasiados de prazer chegamos há múltiplos orgasmos
E a todo nossos olhares se cruzavam com desejo e paixão
Só queria abraça-la para sentir as batidas do seu coração

Vinte quatro horas de amor
Que nem vimos passar
Mais ficarão para sempre em nossas memorias
O gosto de quero mais ficou em cada lembrança
Desde a primeira taça de vinho ou naquele carinho
Que sentia no brilho do seu olhar

Foto de João Paulo Victor

O Mal de se estar só

O Mal de se estar só, não é o fato de se sentir só...
O Mal de se estar só é poder ouvir com mais clareza a voz do subconsciente... É passar a conviver com o nosso verdadeiro eu, Desmistificando quem fingimos ser.
O Mal de se estar só é Deixar de lado a mascara usada durante todo o cotidiano. Mascara usada para diversos fins; fingir, mentir, sorrir, entre outros.
O Mal de se estar só é Externar de forma incrível quem literalmente somos, onde passamos a viver não mais oculto em nós, mas de maneira explicita, na sina de sermos amigos de nós mesmos, caminhando juntos, lado a lado, de forma que nossos pensamentos pareçam sussurros ditos em nossos ouvidos.
O Mal de se estar só é poder ouvir o estrondoso eco, Daqueles intensos sussurros sempre que nossos atos são mencionados por nossos pensamentos.

João Paulo Victor (JP)

Foto de Joice Lagos

Dedicada ao jovem maikon Willian Pereira Amon (falecido)

Numa madrugada de domingo você disse essa frase " diga para a Joice que eu a amo"
Meu coração teria explodido de tanta alegria, se não fosse pelo simples fato de que foi seu ultimo sopro de vida, seus últimos sussurros.
"Uma linda história de amor" disseram muitos, eu particularmente digo que foi a história de amor mais trágica que já conheci.
E o que mais me dói é que essa história tão triste é minha, e é hoje é a minha lembrança mais doída.
Você foi baleado covardemente naquele domingo , quando saía da danceteria, eu soube somente na hora do almoço, mas confesso que não acreditei, que me pareceu uma brincadeira boba, afinal fiz aniversário naquela semana. mas não, para meu desepero era mais real do meu eu gostaria.
naquela hora meu Mundo desabou, os sonhos que eu tinha se despedaçaram, eu chorei de dor, chorei de desepero, chorei todas as lágrimas que tinha em mim.
Te ver naquele caixão, me fez sentir vontade de soprar vida em seu corpo, de te abraçar e te impedir de ir embora, te impedir de sofrer.
Senti muito por não ter estado com você em seus últimos momentos de vida, senti por termos terminado o namoro um mês antes do incidente.
Pensei naquele instante que a minha vida ia com você. Mas Deus não me abandonou naquele momento, apesar de todas as lágrimas e de toda a dor, eu suportei o vazio e segui em frente, mesmo com o coração partido eu continuei a viver.
E Deus me presenteou, ele me deu outro amor, um homem maravilhoso que tenho certeza que você aprovaria.
Mas não sinta ciúmes meu anjo, porque você sempre será minha lembrança mais doce, ninguém apagará você de mim, ninguém consumirá com as lembranças.
E meu amor se você chegar a ler esta carta não sinta ciúmes do Maikon, não posso impedir que ele seja especial na minha vida, que seja uma lembrança boa, afinal tudo que foi bom no passado a gente guarda na alma e no coração para sempre. e você é meu presente e meu futuro é ao teu lado, e eu te amo muito.
E hoje através desta carta gostaria de desejar que o Maikon esteja em paz, onde quer que esteja.
Dedicada ao jovem Maikon Willian Pereira Amon, baleado covardemente ao sair de uma Danceteria em 09/01/2005.
De sua ex. namorada e grande amiga Joice Lagos

Foto de poetisando

Sonho

Sonhei com esse teu corpo
Que está abraçado ao meu
Beijando-te loucamente
Meu corpo é todo teu
Sentindo o calor do teu corpo
A ti todo eu me entreguei
Como te amei toda a noite
Sonhando como eu te amei
Foi uma noite de tanta loucura
Ouvindo teus sussurros a gemer
Entreguei-me de corpo e alma
A esta nossa noite de prazer
Sonhei com esse teu corpo
Como te fiz de prazer delirar
O teu corpo colado ao meu
Como amei tanto te amar
Amando-te toda a noite
Até que pela manha ao acordar
Pensei que estavas ao meu lado
Nada mais foi que eu a sonhar
Como amei tanto este sonho
Que estava na cama contigo
Que parecia ser tão real
Tu teres feito amor comigo
Estiveste na cama comigo
Eu sentindo bem o teu calor
Apertei-te com força contra
Toda a noite fizemos amor

De: António Candeias

Foto de Bruno Silvano

O Hotel

Eram 19h, a noite a noite começava a chegar, o vento fazia barulhos desconfortáveis que aliados a tempestade que estava chegando dava tons aterrorizantes para aquela pequena e isolada cidade, esquecida no meio do mapa.
Não era dali, mas estava hospedado em dos mais nobres hotéis da região, era bastante antigo e lembra em muito um cortiço, o que reforçava ainda mais o cenário bucólico. Era as férias de julho e chegará ali por um antigo sonho de meu pai, o de viver em um lugar calmo e seguro, ou que ao menos acreditava-se de lá.
Tínhamos mapas antigos e meus pais haviam ido a uma vendinha da região atrás de mapas atualizados quando a tempestade começou. O céu escureceu rápido e estava lá, sozinho, preso naquele fúnebre e bucólico quarto, sentado em uma cadeira que mais parecia um balanço, sendo embalado sorradeiramente pelo vento que se atrevia a abrir a janela, e sendo seduzido pelo barulho ensurdecedor do assobio do vento. As ruas, os campos, o ceú da cidade, ficaram ainda mais desertos, até os menores seres se retiraram. O vento se intensificava cada vez mais, foi quando em um só solavanco a janela se abre por inteira, e mais embaixo vejo vindo do infinito uma bela garota ao meu encontro, se aproximando, e quanto mais ela se aproximava mais vultos se criavam ao meu redor.
A noite acará de possuir por completo o sol e a cidade toda estava sem energia. Havia conseguido arrancar a porta que trancava o quarto, comecei a ouvir sussurros e gemidos, que começavam baixos e iam aumentando, sai desesperadamente em direção a recepção, mas estava tudo trancado, corri em direção a cozinha em busca de velas, mas estava fechada, não havia mais ninguém dentro do hotel. O ar-condicionado havia ligado de repente e consigo começaram a escorrer sangue pela parede. Os gemidos aumentavam e vinham do ultimo andar, fiquei receoso em subir até lá. As escadas haviam suado e estava escorregadias, mas com bastante esforço cheguei até lá em cima, encontrei uma garota bastante pálida e chorando apontando para o quarto 666 – Não era muito ligado a crenças, mas mesmo assim me custei a entrar no quarto -. Ao entrar quase não pude ver nada, achei não ser tratar de nada, até que a porta do quarto bate e se tranca, bati desesperado para abrir, mas os gritos de choro da criança sumiu, e eu estava mais uma vez trancado.
Minha respiração começava a ficar aguniada, sentia cianeto no ar. Não enxergava nada até que duas lâmpadas vermelhas se acenderam rapidamente no quarto, via muitas mariposas, e dois corpos amarrados em pé, totalmente ensangüentados, começaram a sair sanguessugas de dentro deles, até que em um deles solta um grito sorrateiro e acabado batendo na parede e desmaiando.
Fiquei em coma por alguns dias, quando acordei recebi umas das piores noticias da minha vida, que a do meu pai havia sido atacado por sanguessugas e morreu lentamente.
Minha mãe me fazia companhia no hospital, porém teve que sair e fiquei trancado dentro daquele quarto de hospital, esta convencido de que lá era seguro. Quando de repente de algum lugar surge misteriosamente uma enfermeira, com uma espécie de Teres medicinal para mim tomar, dentro dele formaram-se as palavras “Sangue”, “Choro,”Menina”,”Missão”, “Sanguessuga”, “Morte” e “Cemitério Funerário das Capivaras”. Achei ser coisa da minha cabeça, e continuei tomando, até que meus olhos ficaram todo branco e meus dedos todo cortados.
O Tempo passou sem sobre naturalidades, até que tomei coragem pra ir ao cemitério onde meu pai estava, procurei por vários túmulos até eu o achar na lapide de numero 666, e ao seu lado havia três mulheres enterradas, uma menina de aparência pálida, uma adolescente e uma enfermeira, que coincidentemente morreram em ataques de sanguessugas, que foram provocadas por causa do desmatamento ilegal, que meu pai estava comandando na região.

Foto de Diario de uma bruxa

Minha dor

"Esta noite sou apenas uma sombra... Não caminho eu flutuo...
Não choro em soluços, eu choramingo em sussurros que ecoam por entre a densa neblina e no sereno noturno tento encobrir minha dor."

Deby N. M.

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