Tempo

Foto de Marilene Anacleto

Homoafetivos. Polêmica.

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Sem com o amor se importar,
Corações feitos de neve,
Encobrem crimes e maldades,
Sem que o olhar se eleve.

Maltratar animais é crime.
É crime derrubar árvores.
E, para os homossexuais,
Sem lei, só as almas de aço.

São eles, menos que um animal?
Ou menores que uma planta?
Onde anda o amor dos cristãos,
Que em todo tempo se ora e se canta?

E se tivermos algum filho
Com esse “tal terceiro sexo”?
Iremos também excluí-lo,
E então fechar os braços,
Para tantas pessoas abertos?

O que diria Jesus Cristo
Ao ver tamanho anoitecer?
Para os corações em gelo,
Respeito, agora necessita de lei?

Mortos ou marginalizados
Professores, arquitetos, poetas,
Excluí-los seria missão
Dos verdadeiros profetas?

Marilene Anacleto

Foto de betimartins

Faz-me bem! Amigo.

Olhei o céu cheio de estrelas reluzindo
Em seu manto brilhante, eu vi amor
No ar que respiro, eu respirei, amor
Na terra que eu piso, eu sinto, amor...

Recordar os tempos que passaram
Onde os amigos foram flores, derramadas
Outros, espinhos cravados em minha alma
Mas que serviram para minha aprendizagem...

Hoje resta pouco dos amigos, somente amigos
Aqueles que eu acreditava serem amigos
Já viajaram através do tempo e da vontade
E hoje aqueles que surpreenderam, ficaram...

Bem gravados dentro do meu pobre coração
Que ama sem precedentes, sem magoa e dor
Hoje ele alberga montanhas de lembranças
Que ficaram perfumando a minha vida...

Hoje eu sou grata aos que passaram por mim
Sou grata ao Pai Maior, Deus de todas as coisas
Por ter dado a faculdade de agir e sentir e escutar
O que é a palavra amiga e ser-se verdadeiramente amigo...

Foto de Melquizedeque

Poetiza

Certa lembrança rasgou dentro de mim os meus diários indeléveis
Vi nas ruas o reflexo de cães melancólicos que vagavam em infinita jornada
Fui banhado por ondas catastróficas de águas salgadas, ao sentar na sarjeta de sua rua
Lembrei de tempos passados em que me recolhia no calor de seus seios
E um bilhete rabiscado recebi de um mensageiro indecifrável

Olhei o papel envelhecido pelo tempo, e sua letra ali estava quase recém escrita
A dor da morte em meu peito apertava e aquela lembrança me remoia
Pensar no tempo em que te amava, mesmo um amor não consumado
Refazia minhas fábulas e cada personagem que eu vivia
Sempre herói tu me fizeste ainda que tão fraco e impotente

Aquela manhã jamais esquecerei... Quando acordei com imensuráveis sentimentos
Não havia forma alguma que minha mente entendesse, mas fui tomado de energia
Corri enlouquecido sem saber o rumo que tomara, não parei em nenhuma esquina
Não sei dizer se cheguei dormindo ou acordado, mas vi você na calçada caída
Na frente de sua casa uma multidão lhe rodeava. Fui banido de ver o que ali ocorrera

Eu sabia muito bem do que se tratava. Percebi que seu respirar eu já não mais sentia
Sua ida foi acompanhada de um crepúsculo fulgurante. Minha poetiza havia partido
Sem haver despedida, nem último beijo foi-se para o reduto onde nascem as palavras
Talvez um dia eu me torne eterno como tu, ou eu seja enterrado no olhar daqueles cães
O escuro hoje é meu aposento que resguardo meu lamento junto com a melancolia.

(Melquizedeque de M. Alemão, 26 de maio de 2011)

Foto de Marilene Anacleto

Poesia do Tempo

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O tempo canta a alma por inteiro.
A vida louva o amor que está aí.
A poesia surge na breve estrada.
Feito canção, surge lentamente a rosa rara,
A bailar ao vento, no coração que ora ri.

Marilene Anacleto

Foto de Carmen Lúcia

Alegria de outrora

O tempo passou e eu fiquei.
Permiti que levasse apenas a matéria
e tudo o que com ela se degenera.
Dos sonhos, os mais torpes, me desvencilhei,
fantasias narcóticas que me viciavam,
fazendo-me crer que iriam acontecer.

Preferi ficar no passado...
Em alma, sentimento, coração.
Lá onde guardei, num cofre sagrado,
todas as emoções profanas da noite e do dia,
todos os risos dos instantes de euforia,
toda a luz da manhã que amanhecia,
e a certeza de um amor que jamais oscila.

Então escolhi o melhor tempo,
aquele registrado nos momentos de elucidação,
onde vivi meus melhores dias, sem utopia,
e a realidade era um sonho de não se acordar,
onde eu corria solta e a felicidade vinha
de braços abertos me abraçar.

O tempo passou e minh’alma não quis ir embora,
enroscada na alegria de outrora.

_Carmen Lúcia_

Foto de betimartins

Neste rio que é só teu...

Neste coração jorra um rio,
completo de amor sadio,
brilha tanto como as estrelas
na noite que está para vir.
Reflete de amor, as águas cristalinas,
como cristais em pura harmonia,
leves e com muita energia
corre este rio só para ti...
Como ele corre, repleto em amor,
canta em hinos de harpas angelicais,
em tons suaves e sublimes acordes,
deste meu rio que e só teu...
Logo, eu semeio flores neste rio,
onde as rego de puro amor,
vêem em suaves aromas
só para te embriagar no amor.
Deixa-te banhar neste teu rio,
onde amor jamais te vai faltar,
amor sem limites e de tempo
que jorra nesse teu rio de amor.
Correm os dois rios contentes,
para além do tempo e dos séculos,
correm sempre juntinhos, os dois,
com o amor sem parar jorrar....

Betimartins

Foto de Marilene Anacleto

O Poeta Canta

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Os dias correm feito raios pelo céu
E tudo o segue: borboletas, mariposas,
Árvores, flores, frutas, montanhas e animais.
Sob os olhos dos raios nascem filhos,
E sob os olhares do sol abrem-se brotos
E flores, amadurecem os frutos e os filhos.

Os dias correm sem ter nenhum propósito.
E o homem, geme o realejo das lembranças,
Prende-se ao passado, já sem distâncias.
Pensa o futuro nas ondas que não vieram
Perde-se nos dias sem nenhum prognóstico
E a si mesmo faz espera pelo vento que o leva.

Mas o poeta, o poeta canta tudo o que vive,
E o que não vive, faz viver em suas letras.
Feito o rio, cuja água sempre nova traz o broto,
Feito a sombra que espreita o sol que tudo louva,
O poeta canta o rio que se avoluma em utopias
Na dimensão do tempo do infinito sem rotinas.

Marilene Anacleto

Foto de Carmen Lúcia

Qualquer dia...

Qualquer dia desses eu vou virar a mesa,
vou chutar o balde e mudar meu texto,
sair desse cenário tão fora de contexto,
dessa mesmice mórbida que só me retesa.

Qualquer dia desses eu ponho o pé na estrada,
mudo a jornada, faço diferente,
tomo novo rumo , descubro outro mundo,
bato em outras portas, vejo novas gentes.

Qualquer dia desses eu quebro a rotina,
me ponho a dançar tango, à moda argentina,
e se o inusitado prostrar-se a minha frente
a ele dou o braço e sigo irreverente.

Qualquer dia desses...e ele se aproxima,
quebro o marasmo, vou de encontro ao vento
levada pelo encanto do surpreendente,
vivendo as emoções que traz um novo tempo.

_Carmen Lúcia_

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Muito Além da Rede Globo – Capítulo 11

Vou começar este texto por uma anedota. O filho chegou ao pai e pediu para que o deixasse trabalhar como cabeleireiro. O pai falou-lhe que era serviço para gay e o proibiu. Depois, o filho pediu para ser costureiro, e o pai desaprovou a idéia também. Depois o filho pediu para ser decorador, e o pai novamente deu-lhe a mesma resposta. Resultado: o filho tornou-se gay e não aprendeu a fazer nada.

Os mais perspicazes já sabem de quem estou falando. Por questão de fazer o texto mais charmoso não citarei o nome da Nossa Excelência. O pretenso fundador do Partido Nazista do Brasil, o elo perdido entre a época do telex e a das redes sociais. Parou no tempo, o “progressista”. Estacionou numa época de inquisição e repressão que de fato, nunca existiu.

Gente, a homossexualidade sempre existiu. Não estou defendendo aquele pensamento de que o mundo é gay e todos deveriam sê-lo. Longe disso. Mas esse negócio de que é novidade é a maior mentira. As instituições foram criadas depois de milênios de selvageria evolutiva. Lá, valia tudo. Nunca existiu Adão de roupa, pecado original, carruagem de fogo. O povo fazia suas lendas para aplacar o medo do desconhecido, criava deuses para explicar o que a mente ainda não podia ou não queria discernir. E lá, se uma pessoa desejava sexo com a outra, não tinha essa história de consentimento, as coisas podiam se resolver na violência. O mundo sempre foi dos mais fortes, mesmo após a consolidação da civilização.

Hoje, nos países um pouco mais livres, como é o caso do Brasil, as relações se dão com aceitação de ambas as partes. Se uma pessoa força a outra ao sexo, vai, na teoria, para a cadeia. A não ser que tenha muito dinheiro, mas isso fica para outra crônica. Se um político confunde homossexualidade com pedofilia, é no mínimo mal intencionado, ou está escondendo algo. É evidente, é só observar um pouco para ver que não há laços diretos entre as práticas. Ouso duvidar de seus propósitos.

Nossa sociedade tida como tão pacífica está repleta de violência. Ou seja, vamos ponderar: melhor dois homens se beijando do que trocando tiros. Se no paraíso que o deputado acha construir não há lugar para os gays, ou para os negros, que ele parece imaginar em uma nova situação de apartheid, está completamente equivocado. Vale lembrar que a representação mais famosa de Cristo que temos é a de Da Vinci. Uma mulher de barba, um anjo feito por um dos tantos artistas homossexuais que misturavam sua condição a sua obra, desde sempre. Uma criação para a qual todos nós os cristãos se ajoelham. Larga a mão de ser hipócrita, meu irmão.

Foto de betimartins

Páginas da vida.

Páginas da vida.

Uma a uma minhas páginas se esfumam com o tempo
Entre o passado já tão esquecido e o real presente
Do que vivi, ainda viverei, ainda poderei vir aprender
Apenas Deus saberá, quando encerra este meu livro...

Entre sentimentos, que me fazem chorar de emoção
Entre pensamentos de amor que aqui, aprendi amar
Nos meus braços aqueles seres tão pequeninos
Por mim, tão amados são pedaços de minhas páginas...

Eu cresci, cresci escrevendo desenhando as páginas
Uma a uma entre dores, entre alegrias, apenas caminhando
Não importando com a dor que sentia dentro deste coração
Eram as páginas mais coloridas a vermelho, escritas a sangue...

Foram tantas páginas escritas repletas de memórias e recordações
Onde eu fui princesa, criança, fada, bruxa má e apenas mulher
Mas as páginas que mais amei escrever foram as de uma mãe
E aquelas que eu dividi e foi uma guerreira constante por amor...

Hoje ainda tenho uma pequeninha parte da pagina por escrever
Sei que vou a escrever com muito amor, ajudada por quem
Um dia tomou conta do meu pobre coração, o curando da dor
Apenas me amando sem precedentes e acima de si mesmo...

E as minhas páginas se preenchem uma a uma, sem limites
Escrevendo sobre o amor, a partilha, a perseverança e paciência
Claro que também elas foram escritas na humildade do tempo
O tempo que foi o meu melhor mestre depois de Deus meu pai...

As páginas da minha vida tiveram anjos, os belos anjos do amor
Também passaram os diabinhos para dar uma boa e forte sacudidela
Entre o certo e o errado, entre alegria e a tristeza e apenas aprender...

Estas são apenas as minhas simples páginas da vida vivida aqui
Que por muitos elas sempre foram invisíveis, sem importância
Mas que aos meus olhos e de Deus elas são a minha aprendizagem....

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