Tempo

Foto de betimartins

Musica para o meu coração

Musica para o meu coração

Escuto leves dedos nos toques mágicos do piano
Que pelo tempo foi esquecido, acumulando pó
A musa da musica, inspirada pelo amor
Deixa confusos os toques da harpa divina
Que no céu são melodias sagradas, nascidas
No confuso toque do batuque, dos nossos ancestrais
Nas suas místicas visões, ensinamentos e lições de vida
O toque da viola, entre cantos dos trovadores da vida
Que entre encantos e desencantos, deixam alguém a suspirar
Escuto as serenatas na noite ainda meio adormecida,
Com o olhar matreiro da lua, entre o código das estrelas
Piscam ao som dos cantares dos grilos, sapos, da coruja
Que se encanta com os vaga-lumes dançando na noite
Escuto o som das águas batendo levemente na praia
Como gemidos, breves lamentos com o canto majestoso
Das belas sereias encantadas, escondidas na profundeza do mar
Escuto a brisa acariciar as flores que estão na pradaria, soltando
Belas fragrâncias de aromas ao som do vento inconsolável
Levando recados ao tempo, do tempo as suas sementes
Espalhando como notas de musica a leveza da vida
No toque do radio na casa sombria, cheia de tanta tralha
Onde a graça vira desgraça, nos toques dos ratos enfurecidos
Onde a pomba namora arteira, fazendo na trave o seu ninho
Mas o toque que escuto agora dentro do meu coração é amor
Bate leve, muito levemente, cheio de segredos, de novidades
E bate descompassada mente ao som do amor, sem regras
As notas são sem rima e nem sequer arrima, mas são as notas
Notas de amor do compositor esquecido, nas pautas escondidas
As canções de amor que somente é musica para o meu coração...

Betimartins

www.betimartins.prosaeverso.net

Foto de betimartins

É tempo de amar

É tempo de amar

Vesti as vestes do amor, deixei-me sonhar
Entre teus abraços, teus beijos, tuas promessas
Eu deixe-me desabrochar de novo, feliz
Como um belo botão de rosa branca, florindo...

Entre sorrisos e quimeras, nos sonhos coloridos
Somos únicos naquele momento que só tu e eu
Tomas-me como tua esposa e reforçamos nosso amor
Saciados naquele momento, mas nunca do amor...

Aquele amor que nem o tempo apaga, nem o fogo
Consegue acalmar meu peito da minha ansiedade
Nem a água refresca e nem terra aquieta sequer
A falta que tu sempre me fazes, neste momento...

Escuto as horas de o relógio bater com afinco
Meus olhos procuram entreter a mente com banalidades
Mas sempre deságuam no bater das horas infinitas
Que nem o tempo assemelha ao amor que sinto por ti...

Sento cansada de esperar, pois o tempo não passa
Quero escrever, mas meu pensamento deságua a ti
Fico pensando nos nossos momentos, momentos de amor
Mas como passam ai os momentos, rápidos como um trem...

O trem do tempo de amar, rasgando a montanha
Entre duvidas e o medo dos novos momentos
Entre imposições da vida e do sentido da perda
É neste trem que quero embarcar, sem medo de amar...

Betimartins

www.betimartins.prosaeverso.net

Foto de KAUE DUARTE

A rosa e o espinho

Se na vida tudo é rosa
Quero ser o espinho
E ficar o tempo todo colado

Se tudo é prosa
Quero ser a rima
Pra dar sequencia na história

Se tudo é fogo
Quero ser a brasa
Encandescente por consequência

Se tudo é real
Quero ser a fantasia
Que inunda de sonhos e desejos

Se tudo é vida
Quero aproveitar sem tempo de partida
Sem pensar na ida

Se tudo é amor
Quero ser o combustivel
Que explode de tanto amar

Não nasci pra ser sozinho
Você é a rosa eu sou o espinho.

.............Kaue Jessé,,,,,,,,,,21.01.2011 //*

Foto de gizela silva

DOI DEMAIS

Hoje está uma noite quente!
mas os reflexos de uma noite revoltada, eu observo!
o ruído dos raios a bater um no outro
è o som das palavras que me disseste hoje!
dói tanto saber que me odeias!
dói demais que não percebas a minha dor!
maldito dia,
maldito dia que te conheci!
maldito dia que te amei!
pensas que sou uma criança!
sim sou uma criança perdida sem o teu amor!
o meu coração ouviu a voz revoltada dos céus!
hoje eles obrigam-me a percorrer uma nova estrada!
uma estrada que não tem a tua presença!
dói tanto ser obrigada a esquecer-te!
dói demais ver a noite a chorar
da mesma maneira que os meus olhos choram por ti!
sei que nunca vais voltar!
sei que nunca mais me dedicarás o teu tempo!
sei que nunca mais irei ter o teu sorriso!
dói tanto estar sentada neste banco
dói demais ser a mulher
a quem esta noite
dedica a sua tempestade!
tenho medo
muito medo que me odeies!
dói tanto estas saudades!
dói demais não ser tua!
dói demais o meu mundo desaparecer!
dói tanto fugir!
dói ir e não puder voltar!

AUTORA: GIZELA SILVA

Foto de João Alberto Nogueira de Castro

De Jânio Quadros à Dilma Rousseff: o cinquentenário do desaparecimento de Dana de Teffé.

Corria o ano de 1961 quando Dana Edita Fischerova de Teffé desapareceu misteriosamente. A esse tempo, o Brasil vivia o governo de Jânio Quadros, período de polêmicas e instabilidade político-administrativa. O desaparecimento de Dana de Teffé causou rebuliços nas áreas policial e judicial do país, repercutindo de modo estrondoso na mídia nacional. Até o início da década de 1970, este caso, vez por outra, vinha à tona nos meios de comunicação. Um caso intrigante, controverso e insolúvel que, até hoje, reclama por justiça.
Nos meios jurídicos, o misterioso desaparecimento de Dana de Teffé e toda a conjuntura que o envolve, têm sido permanentemente, objeto de discussões acadêmicas, inclusive gerando uma infinidade de pesquisas e artigos. Não raro, o “Caso Dana de Teffé” é citado em peças jurídicas e na literatura especializada, tornando-se referência em razão dos diversos crimes que o envolve.
Neste ano de 2011, quando Dilma Roussef é a primeira mulher a presidir a Nação brasileira, completar-se-á 50 anos do desaparecimento de Dana de Teffé. É fabuloso perceber que, às vésperas do cinquentenário deste crime insolúvel, as referências à Dana retorne à mídia com o caso Elisa Samúdio, ambos os crimes perpetrados contra mulheres indefesas, envolvendo dinheiro e, coincidentemente, “crime sem corpo” de vítima. Aliás, crime sem corpo, parece ser para alguns a inexistência de vítima. Mas, se corpo havia, e neste a vida, não há o que se questionar. O aparato jurídico brasileiro precisa incorporar dispositivos legais que venham suprir, com eficácia, a lacuna que os corpos ocultados por criminosos deixam em aberto, como que a gerar supostas dúvidas em assassinatos consumados.
Há uma outra vinculação entre os casos Elisa e Dana: uma criança. Desaparecida, Elisa deixou uma criança em vida. Quando sumiu, Dana estava grávida. Essa criança teria nascido? Teria sobrevivido? Mais um mistério e meio século de dúvidas.
O advento da Internet, com seu abrangente poder comunicativo, incorporou definitivamente o nome de Dana de Teffé que, espantosamente, é citado em centenas de páginas da rede.
Ainda hoje, o cronista Carlos Heitor Cony indaga “onde estão os ossos de Dana de Teffé?” numa alusão as coisas insolúveis no País.
O Brasil, acredito, vem trilhando o caminho para a solução de seus graves problemas. Oxalá seja em 2011 o tempo para o Brasil descobrir o que fizeram aos ossos de Elisa Samúdio desaparecida desde 2010. E, talvez, seja o tempo de descobrir o paradeiro dos ossos de Dana. Nada é impossível.
Mas o Brasil mudou. É bem verdade que ainda enfrenta os desafios de um longo período de hibernação social. Desde a eleição de Lula como Presidente até Dilma Roussef se tornar a Primeira Mandatária, a Chefe do Estado Brasileiro, muita coisa vem sendo transformada em benefício da maioria do povo brasileiro.
Não é fácil ser um país democrático e é complicado o sistema de leis em um país onde a ordem vigente é o império do poder econômico. Entretanto, como que a acreditar no novo e a esperar a mudança, ainda espero que o Brasil levante o manto obscuro do mistério que enconbre o paradeiro dos corpos de Dana de Teffé e Elisa Samúdio.
Eu acredito no Brasil porque tenho uma crença infinita na decência e no elevado espírito de justiça de seu povo.

Foto de vino silva

Acabou

Acabou
Já não quero mais encher,
meus olhas de água.
Sei que o peito e o coração chora.
Não quero juntar pedaços,
das nossas coisa
ou tentar aliviar- me com,
um beijo de improviso

Acabou
Já sei que acabou é a dura realidade,
só ficou a saudade.
Mas o tempo que te dediquei ,
foi com paixão e ternura,
com entrega e candura,
enchendo o nosso quarto de emoção e quentura

Acabou
E quando te vejo,
já não sinto as minhas impressões,
digitais em tua pele sedosa
E se a ferida cicatrizar, sara
E desaparece até dos nossos traços,

Acabou
Acabou a inocência que nos trocava os passos,
que nos fazia agir de forma irreflectida.
Vamos recolher todos caquinhos deste amor,
e deixar em paz o vazio de um sonho á dois,
que partiu, em fuga para longe!

Foto de Isabeluxis

Tudo Passou

Perante dias de angústia de indecisões
Um amor perdido com o tempo e discussões
Faltava -me ar, energia e muito mais
Tiras-te me a vida com coisas casuais

Passei alegrias mas também tormentos
Agora terei de me achar, em mim pensar
Tentar esquecer certos momentos
Fiquei doente pelos meus pensamentos
Débil ,fraca, frágil, sem mais argumentos
Não valeu a pena lutar pelo nosso amor
Pois este já tinha morrido, de tanta dor

Agora voltei a mim , agora renasci
Das cinzas voltei e em fogo me tornei
Do ódio cresceu revolta e força voltei a ter
Para te dizer, foste uma nuvem escura
Que do céu caiu e me molhou, água pura
Mas tudo agora é passado quero é viver

Tomei um partido, uma certa posição
Pois ainda está a sarar a ferida no coração
Mas de tudo isto há uma conclusão
Por muito que possamos dar e amar
Nunca devemos deixar venha prejudicar
Pois a vida já é curta , problemática
Quando nós permitimos alguém com ela brincar

Foto de KAUE DUARTE

Pra que pensar na vida?

Pensar na vida...
Diga pra mim se não é a pior tolice que uma pessoa faz
Com a vida tão ampla, cheia de diversidades
Pensar na vida é uma virtude?
Digo que sim, mais para aqueles que só fojem
De sua realidade, de seus defeitos
A vida foi feita pra ser vivida e não pensada
Em quanto pensas a vida passa
E logo nem tempo de pensar vai ter porque gastou pensando
Parece louco mais é a vida
É uma corrida
Viva.

Foto de Carmen Lúcia

Babilônia

Difícil conviver imune de pecados
ou conviver, simplesmente,
em meio a essa Babilônia que se espelha
e se prostra a minha frente
tentando dominar corpo e mente,
impondo um sol brilhante, ilusório,
que cega e se apaga de repente
priorizando decretos humanos
acima dos humanamente divinos...

Desfilando por tortuosos caminhos
uma verdade anacrônica, desgastada,
deteriorando-se passo a passo
num confronto irreversível com meu tempo,
com o que penso, com o que faço...

Vestes escarlates e púrpuras bailam
convidando para uma dança sensual
onde a razão e o bom senso
se desequilibram nesse ritual
e se afastam dos princípios certos da moral.
Impossível beber do cálice sagrado
e conciliá-lo ao pecado mortal.

Procuro outros jardins que não sejam os da Babilônia,
onde as sementes plantadas gerem frutos do bem,
onde a vida transcorra simples como os rios,
embora chorem o que o homem deflora
maculando suas águas límpidas que cristianizam
navegadas pelo amor, luz e serenidade
numa trajetória imaculada.

_Carmen Lúcia_

Foto de MorumySawá

MINHAS VISITAS AO INFERNO

Já visitei o inferno em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada tem a ver com o "Hades" mencionado na bíblia e nos estudos teológicos que são dados por religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa aqui. O inferno que já conheci e que me machuca fica mesmo na terra dos viventes.
Já estive no inferno do engano. Há algum tempo debato com um cenário surreal e dantesco que aconteceu dentro de minha mente. Vomito e sujeira, mau cheiro e loucura atolava meu filho no submundo dos tóxicos. Ali não existem humanos, apenas carcaças ambulantes. Sempre que tenho este pesadelo desejo dormir profundamente só para fugir do que testemunhei imaginando no futuro um cenário tão real que aflige não só a minha mente, mas, também a minha alma. Vivo a me perguntar por que os jovens se revoltam contra o sistema a sua volta. Tentam ser livres e acabam criando uma masmorra para si mesmo. Constroem o inferno com suas próprias mãos.

Sempre que desperto deste pesadelo um Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um dos jovens perdidos neste mundo tem uma mãe e um pai. Pais que choram como eu. Choram por não saber como apagar as labaredas medonhas que teimam em alcança-los.
Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido que corrói. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto.

Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e prazer, omissão e loucura. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar a iniciativa, a criatividade e a esperança. Recordo quando no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra.

Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos, mulheres perdidas em sentimentos da inveja. Sentei-me na roda de escarnecedores. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi pastores alçando o voo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespearianas eu própria senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeada por suspeitas e boatos. Com o nome jogado aos quatro cantos, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos de ministério. E eu sem saber como reagir.

Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito, eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros em meio às drogas. Inferno é a negligencia de pessoas que se acomodam em seu mundo particular e que se danem os que estão lá fora. Inferno é o corredor do hospital público na periferia de Brasília e em outros estados brasileiros. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é a luta que meu filho enfrenta todos os dias quando acorda dizendo que não vai mais ser escravo do vicio.

Um dia, aceitei lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça um dia se beijará.

Cleusa de Souza Klein

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