Trigo

Foto de Sonia Delsin

PÁGINA VIRADA

PÁGINA VIRADA

Escorre. Água escorre.
Lava-me toda.
Escorre feito cascata sobre meu corpo...
deste meu tempo de agora.
Escolhi um tempo para esta chuva.
Escolhi este campo de trigo onde me deito.
E sinto esta chuva a escorrer por todos os tempos passados.
Por este tempo que não existe.

Esta chuva me purifica.
Me lava a alma.
Mesmo que ela não exista.
Que não exista este campo.
Nem esta exposição de minha nudez à chuva.
Mesmo que este meu corpo não exista.
Minha alma lá está e escorre tanta água.
Estou purificada... mesmo que o campo de trigo seja tão só...
uma estória contada.
Tão só uma página virada.

Foto de Joaninhavoa

LAVRAS DE UM CORAÇÃO.

LAVRAS DE UM CORAÇÃO.

Ah meu amor quando te vi a primeira vez
Eu não sabia quem eras nem o que ia acontecer
Vi-te com os olhos do coração e num amanhecer
Encontrei-te!
Entre o trigo e o joio o sorriso mais lindo
do mundo
Plantava-se à minha frente! Pr`a ser
desbravado
Como um condado.

Fizeste-me guerreira de meus sonhos
e fantasias
Lutei contra meus medos em tempos de sombras
afiadas
Percorri caminhos de labirintos sem flores
torneadas
Gritei de meus Ais! Ah como chorei
envolta de cúrias
Conquistar o teu abraço foi cultivar
em pedaços
Lavras desdobradas.

Joaninhavoa
(helenafarias)
29/06/2009

Foto de Osmar Fernandes

A vida

A vida
Obrigado senhor meu Deus por ter me concedido nascer e viver.
Agradecido estou por ter nascido de um ato de amor.
Aprendi o segredo da vida com Teus ensinamentos.
Nasci, cresci... fui filho, fui pai e hoje sou avô.
Sou um eterno aprendiz do querer e do poder.
Sou comandante dos meus sentimentos e pensamentos.

Já plantei muitas árvores, tenho seis filhos, escrevi livros,
Vivo com minha paixão de amor e sou vencedor.
Realizei sonhos, venci etapas de desejos e sou merecedor.
Na minha mesa nunca faltou pão e mel, feijão e trigo.
Tenho o meu destino em minhas mãos.
Vivo a felicidade com imensa paixão.

Obrigado Senhor por eu ter aprendido a viver.
A vida é tudo que a alma pode querer...
Eu tenho muito a realizar ainda.
Meu sonho é meu grito.
Minha vida é tão linda!
Meu desejo é infinito.

Osmar Soares Fernandes

Foto de HELDER-DUARTE

REINO DE TÁRSIS

E olhei e vi um ser e ouvi uma voz!
E me disse: Filho meu…
Vai! Porque o reino é teu!
Vais ao reino, atroz!
Vai por terras Hispânicas,
Vai de Sevilha a Tui…
E vai ao reino de Portucalen.
Então! Eu fui, fui, fui…
Fui ao Porto, Coimbra,
Monchique, Alvor, Monção,
A Évora, Portel e a Lisboa ainda.
A Lamego, Messines, Cádis e a Valença.
Em Monte do Trigo, fiz oração.
E aos ceifeiros cantei uma canção.
Fui a São Marcos da Serra,
Onde fiz ao rei, do sul guerra.
E ao rei de Portimão, mostrei, minha crença,
Mas fui, também à Cadarroeira.
A Viana do Castelo e Roças da Gavieira.
E meu amor, mostrei e me mataram,
E me matei, me mataram e me enterraram.
Chorei! Pequei! E me sujei!
Porque, assim Deus, o quis…
E por isso, eu o fiz…
Sim! Aquele que falou e me enviou!
Sujar, também me mandou! Sim! Tal ele ordenou!
E fui ao reino de Társis…
E o rei de Társis, eu enfrentei.
E contra mim., também investiu.
Me resistiu e não desistiu…
De me matar e de me acusar.
Mas eis que do norte,
Veio o rei eterno, o de Apocalipse…
O do espaço e do além…
Pois é o rei de Salém.
Melquisedeque, o que vem…
E por ele venci, o rei em luta de elipse.
E ambos vencemos, o mal…
Que estava nas terras do reino de Társis.
Mal, que nunca em tal reino, o bem, encontrara.
Do bem, nunca tais terras, conhecimento, houveram.
Nem de tal o mau, rei, tal conhecimento, trazer, foi capaz.
Mas o rei de Salém e Jerusalém...
A mim e aos filhos dos filhos de Jafé
Que nele teem muita fé...
A estas terras, deu a eterna, paz!...

Foto de HELDER-DUARTE

Monchique

E vi um tempo, sem tempo.
Tempo de eternidade, sem cansaço!
O vento parou. Não há mais fracasso,
Para todo o sempre...
Porque as amendoeiras, do Algarve, voltaram.
E há flores, nelas lá!...
E os laranjais floresceram!...
Também em Leiria, os desaparecidos, pinheiros voltaram.
Em Monchique, o jardim da Portela do Cano, floresce.
As açucenas, já perfumam!...
Na roseira, a rosa cresce.
E no Vale do Linho,
Como em Monção, nos canteiros e socalcos,
Há lírios, que crescem...
Os campos de cevada e trigo,
São grandes e muitos,
Como no tempo, do tempo, antigo...

Foto de Joaninhavoa

UM POUCO DE MIM...

*
UM POUCO DE MIM...
*
Ofereço-vos...

Meus poemas falam de mim de ti de nós
do mundo e dos que dele fazem parte
Falam um pouco de tudo à nossa volta
Enfim! Falam do mundo que nos rodeia

E os versos saíem-me das entranhas
Alguns são frutos dos momentos
de boa disposição...
Sou risota por natureza
Peço-vos! Não me levem a mal

Tenho um sentido aguçado
Capto com um olhar um sentir
O valor intrínseco...
Do que ainda vale a pena
Garanto! Não é para me enaltecer...

Mas separo o trigo do joio
A seu tempo! Forma discreta
Às vezes pode até nem parecer
Emíscuo-me...
E sem ser nem querer ser juíz
Faço juízo de valores
Deixando sempre margens
Para possíveis mudanças
O que raramente acontece...

Não desisto em vão
Nem que me prejudique
Só se eu achar que minha hora
Chegou! E depois...

Joaninhavoa
(helenafarias)
22/02/2009

Foto de Rosinéri

Duplo silêncio

Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta tremenda à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo... À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:
- Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu.
Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu... Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conseguia dormir, pensando:
- Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter.
Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.
Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a intenção um do outro.
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro, sai em seu auxilio mesmo sem saber o que o outro precisa..

Foto de pttuii

Fugir

Fugir, mas sem fazer com que me aperceba de cobardias adstritas. Aliás, sempre vi nas imposições de limites ao bater de asas, uma forma de conter abismos deleitados. Quase como se derrubasse uma ponte estreita, de palhota, entre o quase e o consumado, o impossível e a medalha de ouro, o escuro e a alva.
Conheci-me numa fase em que desdenhava que teria alguma vez futuro. Sentia-me surdo, e se alguma vez falei com o devir, tornei-me capaz de ignorar a lição de métodos que porventura tenha sido proferida. Vesti-me antes de sonolência, com um xaile de xadrez fortuito, que nem sequer já conseguia aquecer. Passaste por mim sem que eu te compreendesse, e frustrei em mim mesmo o que me pareceu um pedido.
Ainda vais a tempo de traduzir o refastelamento sintáctico que me pareceu ter percebido. Se calhar foi ladaínha. Provavelmente nem foi nada. O que restou? Sou incapaz de me dar de mãos vazias. Prefiro longos campos de trigo, com um vento inquiridor que, de sorriso de criança em riste, deixa na terra uma fenda igual a amor ensanguentado. Sobram pequenos resquícios de um conflito benemérito. Galhos de árvores sucedâneas do limbo, ninhos de pássaros que, indiscretos, explicam em linguagem pré-românica a diferença entre um segundo, e o outro.
Dá para ponderar a pouca estima que existe entre as pessoas que guardaram o passado em meias rasgadas. Envolve-as um fumo azul, medíocre, que eu nunca tive por nunca ter querido fazer da lealdade uma nódoa de pequenas dimensões, no quadro resoluto da existência.
Acabei. Fico-me pelo suficiente das coisas simples. Sem necessidade de fugir.

Foto de Maycon Nait

Amor sem limites

Pq eu sinto ciumes de vc,
Ñ era pra ter, mais tenho,
tbm ha quanto tempo nos conhecemos,
Ha quanto tempo vc faz parte d minha vida,
Ta certo q ja nos magoamos,,
ficamos sem nos falar, mais por pouco tempo.
O q eu ñ entendo, é essa vontade d ter vc so pra mim,
ter sua atençao voltada pra mim,
seus pensamentos focados em mim,
vc ñ imagina o medo q tenho d perder vc,
vc é tao essencial na minha vida,
assim como o vinho e o pao,
como o trigo e a sevada,
feito o leite e o cafe,
feito a maça e a seduçao,
vc tem um significado importante no meu cotidiano,
é o meu sol ao raiar do dia,
é a luz q me guia na escuridao,
vc é como se fosse minha estrela guia,
ñ posso negar vc é um presente dos ceus,
adoro sua cia,
adoro qdo ao meu lado esta,
adoro seu jeito,
tua voz,
amo teu sorriso,
seu jeito meigo de menina,
o teu olhar penetrante de mulher,
q muitas vezes me arrepia,
vc tem a essencia da vida,
q coisa ñ,
estranho,
eu falando tantas qualidades de vc Leticia,
deixa eu parar por aki,
pois ñ caberia aki falar de vc,
o bom é viver vc bjs te amo!
te amo!!
te amo!!!
te...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Foto de Carmen Lúcia

Um olhar para si...

Esperanças crescem das derrotas;
são respostas aos silêncios da vida...
Ouvir a voz dos acontecimentos
e saber discerni-los...Grandes desafios!
Calar perguntas desnecessárias, abafá-las...
Nunca perder o poder de ouvir...Refletir!
Respostas imbuídas no interior dos fatos...
Pior do que caladas é não poder sentir
a essência que prevalece aos atos.

Perseguir o silêncio é buscar sabedoria...
Percorrer distâncias, ser capaz de ouvir mais,
sem pressa de nomear realidades
ao separar do trigo, o joio...
Saber apreciá-las no olhar devagar;
E divagar...
Preconceitos nascem de olhares apressados,
Um ver sem mesmo nunca ter visto...
É olhar o diamante sem ter visto a pedra bruta,
olhar o pecador sem imaginá-lo na luta,
em seu arrependimento, em sua dor...
Olhar o covarde sem enxergar o vencedor,
sem um olhar detalhado, julgando-o perdedor.

E quando voltar os olhos pra si mesmo
não deixar que se percam a esmo!

(Carmen Lúcia)

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