Vez

Foto de Sonia Delsin

ESTÁS TÃO CALADO

ESTÁS TÃO CALADO

Me peguei... olhando o celular.
Pedindo.
Toque, toque, toque.
Me peguei... o telefone fixo olhando.
Esperando.
Tua voz, amor.
E ela não me chega.
Estás tão calado.
Já te refugiaste de novo neste teu mundo reservado?
Me peguei... uns papéis antigos examinando.
Poemas que me escreveste.
Me peguei... sonhando...
Desejando.
O tempo que ficou guardado.
Noutro dia ainda falamos disso.
Do nosso sonho mais dourado.
Por quanto tempo desta vez ficarás isolado?

Foto de psicomelissa

vale a pena ?

O PREÇO DAS ESCOLHAS SÁBIAS

Maria Eduarda hoje sentiu intensamente a dor e o vazio que sua escolha extremamente recheada de sabedoria, permanecer solteira para apenas investir em alguém que tenha as mesmas intenções que ela.
Mas o vazio invadiu o ser de Duda que fez com que ela se questionasse sobre o fato de não ser mais muleta afetiva de ninguém e nem permitir –se receber apenas migalhas de afeto.
Porém quando Duda tomou esta sábia decisão jamais imaginou que o fato de permanecer solteira e sem rolos, para elevar seu ego até as nuvens, teria uma conseqüência antes não avaliada: o preço alto a ser pago, solidão.
Curioso, o Sr. Café até compadeceu por sua amada amiga, pois está nítida a dor e o vazio presente no EU de Duda, ela uma mulher tão especial, onde busca ser cada vez mais perfeita, mantendo o equilíbrio entre as tradições antigas e os hábitos modernos, despida de preconceitos.
Uma mulher rara, especial, não deseja ser uma madame, que se submete a ser mantida por um homem e conseqüentemente ter sua liberdade tolhida. Tamanha ousadia e dedicação infelizmente não a fazem ser plenamente feliz , porque sua vida afetiva anda anestesiada.
Não por ser simplesmente uma escolha de permanecer solteira, mas por exigir qualidade , por almejar ter um relacionamento sincero e onde o compromisso não seja um problema ,mas um desejo mútuo.
Cumplicidade e crescimento estão subentendidos , mas o Sr. Café sabe como o que Maria Eduarda almeja também é raro como ela, o que dificulta a conquista da sua felicidade plena.
Sabemos que Duda vive uma fase linda , onde sua vida profissional está no caminho do auge desejado por ela. Sua maturidade como mulher e como pessoa está cada dia melhor.
O Sr. Café ousa dizer: o que dependia dela foi praticamente tudo feito, porém seu companheiro ideal parece que tomou chá de sumiço. Por onde andará este príncipe desaparecido, será que está trancado numa torre como Rapunzel.
Sr. Café sempre diz pra Duda que o sofrimento vivido por ela , também é vivido por este homem tão especial e que anda pedindo pra ser resgatado , ele vive a clamar por sua companheira que lhe completará.
Sua esperança provavelmente também anda oscilando, afinal ele observa a vulgaridade e futilidade que muitas mulheres hoje em dia se submetem pra não ficar sem seu macho, rebaixando um relacionamento belo e singelo em algo animalesco e vulgar.
Pessoas raras, diria o Sr. Café ,com suas manias e excentricidades convivem no mundo atual mas sempre sentem –se deslocadas , pois sabemos que respeitar o outro já é difícil quanto mais o desejo /ou gosto diferente que seu semelhante possa ter.
Oxalá ... Este vazio de Duda possa vir a remi –lá de todos os seus defeitos e falhas.
Tudo está nas mãos do Sr. Destino e seu amigo, Sr. Tempo. Só resta aguardar e torcer para que Maria Eduarda não perca a esperança e permaneça fiel ao que se propôs independente do preço a ser pago.

Foto de CarmenCecilia

FOTOGRAFIA VÍDEO POEMA NARRATIVA

VÍDEO POEMA FOTOGRAFIA

POESIA
CARMEN CECILIA

EDIÇÃO
CARMEN CECILIA

NARRATIVA
CARMEN CECILIA

MÚSICA
FOTOGRAFIA

AUTOR
TOM JOBIM

INTÉRPRETE
GAL GOSTA

FOTOGRAFIA

FILMEI VOCÊ NA MEMÓRIA...
DEI UM CLOSE NO CORAÇÃO...
E ME VI SEM AÇÃO...
A CADA REVELAÇÃO...

TANTA COR...
E CADA VEZ MAIS AMOR...
TANTO BRILHO.
E MAIS NITIDEZ AINDA...
NA SUA IMAGEM REFLETIDA...

TANTA LUZ...
NO MOVIMENTO QUE ME SEDUZ...
EM CADA CONTORNO TEU...
SOU TUA...

E NESSES MATIZES TODOS...
CADA MOMENTO REGISTRADO...
VOU MINGUANDO...
ÀS VEZES RINDO...
OUTRAS CHORANDO...
POIS A EMOÇÃO VAI ME TOMANDO...

FICO INDO E VINDO...
DO PASSADO PARA O PRESENTE...
NO QUARTO ESCURO
EM QUE ESTÁS AUSENTE...
MAIS UMA FOTOGRAFIA
DE REPENTE...

MESCLANDO LUGARES...
INSTANTES DE FELICIDADE ÍMPAR...
O SONHO, O SORRISO,
O DEVANEIO, O DESEJO...
E É ASSIM QUE AGORA TE VEJO...

AH !!! ANTES QUE ME ESQUEÇA...
EMBORA ESTEJA TUDO NA LEMBRANÇA...
TODOS OS NUANCES...
TODO ENLAÇE...
SOPRO-TE MAIS UM BEIJO QUERENDO QUE UMA VEZ MAIS
ME ABRAÇE!

Carmen Cecilia

Foto de Dirceu Marcelino

NÃO CHORES II - Homenagem a Sempre viva

*
* Homenagem a Sempre-viva"
*

"Sai à rua...grito preso na garganta..
coração apressado.....desesperado...
esperando pelo momento da chegada...
daquele ser que amava tanto...
braços abertos, a suplicar......
me ame outra vez,
me reprima o pranto......" (Sempre-viva)

*********************************

NÃO CHORES e NÃO SE DESESPERE

Não se desespere minha amiga,
Não chores e não grite de pranto
Mas se chorares, sim guarida
Darei e a cobrirei com meu manto.

Não um manto de rei, mas de amigo,
Que aprendeu a ter querer tanto,
Tanto como que agora me intrigo
Com o que sofres, mas se, entretanto,

Chorares, como o beija-flor eu farei,
O que ele faz ao aspirar néctar e o mel
Das flores e tuas lágrimas eu sugarei,

És que tu mereces viver no céu
E com minha atitude eu evitarei
Que sintas o amargor do gosto de fel.

Foto de Paulo Gondim

Janelas da alma

JANELAS DA ALMA
Paulo Gondim
15/03/2008

Eu me vejo preso no meu pensamento
Enclausurado nos meus dias de tormento
Envolto em névoa fria, fosca, espessa
Que me expõe as entranhas, nesse padecer
Do lamentar diário, desse calvário
Que é minha vida sem você

E tento escapar pelas janelas da alma
Dou voltas pelo quarto, perco a calma
Olho mais uma vez a rua, a rua escura
A mesma rua que me viu crescer
Que já não é a mesma, envelheceu
Como eu, que perdi anos, sem te ver

E continuo preso, inerte, sem saída
Na expiação de minha culpa tão doída
Escapar dessa agonia é o que me importa
Antes que se torne em mim obsessão
Que já se avizinha, que já se prenuncia
Como castigo de viver só esta paixão

E aí, mais uma vez, nas janelas da alma
Olho para fora e vejo amarelada palma
Do velho coqueiro em frente à porta
Nele, vejo tuas mãos, agitando os dedos
Como sonho, que vagamente me conforta
E que ouve, calado, meus segredos

Foto de Gideon

A mulher do Metrô

Dias desses consegui viajar sentado no metrô. Abri o livro do Wittgeinstein, e comecei a ler.

Em alguma estação à frente entrou uma mulher pobre, morena, cabelos molhados provavelmente do banho da manhã, meio ondulados e soltos. Parte caindo pela frente dos ombros, parte por trás. Braços musculosos e as veias das mãos bem salientes sugerindo trabalho árduo. O semblante era rígido. Não percebi qualquer vestígio de maquiagem. Lábios soltos e frequentemente mordidos pelos dentes inferiores. O vestido era simples com flores estampadas de baixa qualidade. O formato dos seios era sugerido pela falta de sutiã, contudo nada indecente. A barriga um pouco maior que o normal para uma pessoa magra. Diria que era meio barrigudinha, mesmo assim ligeiramente sexy.

O vestido descia até próximo os joelhos. Não tinha qualquer enfeite. Os pés rugosos com as veias também à mostra. Os dedos enfileirados, mas indecentemente separados do maior pela tira da sandália rosa. Unhas dos pés pintadas de gelo, única vaidade que notei. Uma bolsa de plástico aparentando falso couro estava pendurada pela alça, bem acomodada em seu ombro esquerdo, que por sua vez estava à mostra.

Parei de ler Wittgeinstein para observá-la atentamente. Ela estava recostada entre o final do banco à minha frente, do outro lado do vagão, e a beira da porta do trem. O ombro cuidava em manter o resto do corpo um pouco distanciado da parede do trem. Devia ter não mais que vinte e sete anos. Bonita mulher, rosto bem desenhado, mas sem brilho e expressão. Fiquei tentando adivinhar a sua profissão. Julguei que fosse uma empregada doméstica, mas pela hora, quase nove da manhã, percebi que não devia ser.

Enfim, fiquei imaginando aquele corpo por baixo da roupa. A sua barriguinha protuberante formando um colo acolhedor. Como disse, os seios bem formados e provavelmente um umbigo discreto.. Vez outra, pelo balançar do trem, ela mudava a posição dos pés me chamando a atenção os seus dedos enfileirados sobre a sandália. O trem estava cheio e tive dificuldade em continuar reparando-a. Talvez isto tenha-me feito forçar o olhar, e ela percebeu-me. Me olhou naturalmente. Apertou mais uma vez os lábios e desviou logo o olhar. Outra vez trocou a posição do pé de apoio e passou a mão direita sobre o cabelo. Aproveitou, ainda, para arrumar a alça da bolsa, que teimava em escorregar de seu ombro esquerdo.
Voltei a leitura de meu livro. Quando tornei olhar para ela, não mais a encontrei. Descera em alguma estação. Fiquei meio frustrado. Me ajeitei no banco, curvei um pouco mais a cabeça e voltei à minha leitura.

Bem, não a perdi, claro. A descrevi aqui.

Foto de Gideon

O Mar e o Seu olhar

Amanhã tenho trabalho,
Ufa! Que vida... Mas deixa estar...
Vou pela praia olhando o mar...

Quem sabe encontro lá o seu olhar,
Não no mar, mas olhando o mar,
E lembrando do seu olhar carinhoso.

Tomara sejas feliz
Pra poder me contar
Como é este troço de felicidade...

Respondi você,
Mas não esqueci do seu olhar
Entre as mechas de seu cabelo...

Li os seus olhos pelos seus dedos...
Vi a sua alma
E cheguei aos seus sonhos.

Mas o Mar lembra o seu olhar
Que vez outra respinga em minh'alma
Como querendo debochar
Do meu caminhar desatento

Olhando o Mar,
E pensando em seu olhar.
Que Mar...

Foto de Gideon

Um Abismo de Amor

De que é feito um homem, senão da esperança de ter uma grande mulher?
No entanto quando estamos diante de uma grande mulher sentimos-nos pequenos, dependentes.

Muitas mulheres passam, no dia-a-dia, por nós homens.
Diante de algumas delas postamo-nos como superiores, sabichões e até mesmo, às vezes, arrogantes.
Mas quando meio sem esperar nos deparamos com uma grande mulher tudo desmorona, tudo é posto aos pés.
Se falávamos bem e impostadamente agora falamos baixinho, rouco e gaguejantes.
Se tínhamos tantas "conquistas" e vitórias para nos gabar, agora achamo-nos vazios de palavras
e buscamos desesperadamente na memória fatos que possam impressioná-la e nada, nada surge de importante.
E aí, quando pior, desandamos em falar besteiras e baboseiras como verdadeiros idiotas diante de uma grande mulher...

Se sabíamos tantos galanteios e palavras de efeitos, agora não nos atrevemos em tentar pronunciar um elogio sequer.
Ele sai meio avexado e logo baixamos o nosso olhar para não ver a possível reação de desprezo no rosto dela... Enfim, sabemos claramente quando estamos diante de uma grande mulher.

Dias destes estive diante desta grande mulher.
Além de tudo o que escrevi acima tinha vontade de ficar olhando-a infinitamente, reparando em cada detalhe que forma o seu belíssimo rosto, semblante, corpo, mãos...
Ah, as mãos, estas ela me ofereceu como um presente que rápido e sabiamente agarrei-as, e pus-me a acariciá-las. Tentei desesperadamente armazenar na memória do amor cada sentido do contato que experimentei.

Depois das mãos veio o corpo procurando o carinho e o contato acolhedor impulsionado pelo bendito frio do teatro João Caetano.
Senti-me um rei, um super-homem, um feliz-homem, um sei-lá-o-que-homem, mas muita coisa de homem quando a tive em meu ombro algemada às minhas mãos agora sôfregas e impacientes... (sei que ela notou).
A cada frase da Fernanda Torres, que seria meramente uma pronúncia do monólogo frenético que se desenrolava na peça, transformava-se pelos meus dedos em afagos urgentes de carinhos sinceros, de prazer, de vida, de esperança...

O olhar da grande mulher é penetrante, mas paciente.
Entrecortado por um piscar em câmera lenta sem, contudo, desviar o foco do alvo, o pobre e pequeno homem, que tenta encolher-se, esconder-se de diante de tamanha grandeza.

Claro, ela talvez não perceba que seja grande, penetrante, impostadora, perturbadora...
Por outro lado não sou e nem me sinto pequenino e frágil, mas diante da grande mulher cá estou eu meio desequilibrado, trôpego e louco para ser sua vítima mais uma vez.
Vítima talvez do seu amor...

Aonde iria mergulhar? Penso. Será profundo este abismo de amor ou seria apenas um reflexo de uma imagem distorcida pela inflexão da imagem no abismo?

Vou apressar-me em arranjar um pára-quedas para me proteger e tentar pousar suave neste inevitável precipício da paixão, que talvez eu esteja prestes a cair.

Foto de Sirlei Passolongo

Eu só sei te olhar

.

Tenho tanto pra dizer
Mas quando se aproxima
minha boca emudece
as palavras
viram adrenalina
e eu só sei te olhar

Então, o chão se abre
embaixo dos meus pés
em meu peito
o amor não cabe
e mais uma vez...
Deixo tudo pra depois
eu só sei te olhar...

E não falo dos planos
que fiz pra nós dois
que todos esses anos
o teu nome eu chamo
antes de dormir...

Com um riso amarelo
vejo você partir...
E sem dizer que te quero
eu só sei te olhar.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

.

Foto de Sandra Ferreira

Furacão..

Chegou, arrombou

Fez me acordar

Deste pesadelo

Onde tenho permanecido

Sem vontade, sem vida

Furacão

Que tudo mudou

Tudo agitou

Desejou me, tocou me,

Fez me dormir nua

Pela primeira vez

Em busca de um carinho

Esquisito, talvez

Cada amanhecer

É um novo renascer

Ansiedade de o ler

É uma constante

O querer desvendar

Todos seus mistérios

Querer entrar

Deslumbrar o mundo

Pelo seu olhar .

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