Vida

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"QUANDO O PASSADO VOLTA"

“QUANDO O PASSADO VOLTA”

Estava a viver a vida...
Quando ele voltou...
Disfarçado de atualidade...
Meu passado me afrontou!!!

Me fez lembrar os maus feitos...
Que infantilmente realizei...
E sem perdoar os erros...
Que sem maldade eu pratiquei!!!

Colocou-me frente a frente...
Com as mentiras que eu preguei...
E sem esquecer uma sequer...
Fez-me resolver uma a uma, todas as mentiras que eu contei!!!

Até as aulas que por brincadeira eu cabulei...
Este passado irônico...
Colocou-me a provas as matérias que não estudei!!!

Aquela moça chatinha que por sacanagem eu enganei...
Este monstro que é o meu passado achou e trouxe de novo...
E eu culpado me apaixonei!!!

Todas as preocupações que aos meus pais eu outorguei...
Voltaram todas acrescidas com os juros,
E eu sentindo-me culpado, não resisti, paguei!!!

Por isso meus amigos...
Prestem atenção em seus atos...
Pois o passado não dorme em serviço...
Não esquece nenhum de nossos maus feitos...
E nos remete ao sacrifício!!!

Foto de Stacarca

Amores, do amor....

Amores, do amor....

Quando amava eu ingênuo chorava
Nas tristezas d'uma vida surgindo,
Vinham beijos amargos, e sentindo...

Os lábios róseos que encostava,
Quando te amava ingênuo chorava.

Quando amo, ergo os olhos sorrindo
Na b'leza da vida que imaginava,
Os doces beijos que sempre mirava...

Nos lábios seus, róseos e lindos,
Quando t'amo, ergo os olhos sorrindo.

Foto de Sonia Delsin

SOMOS TÃO APAIXONADOS

SOMOS TÃO APAIXONADOS

Somos tão apaixonados.
Nos encontramos
num destes trechos da vida que desacreditamos.
Nos esbarramos.
E nos descobrimos abertos e receptivos ao amor.
E ele se instalou.
Os anos passam e nos mantemos puros neste sentimento pleno.
Somos lindos...
Como colibris num belo jardim cruzando vivemos nos encontrando.
Nosso amor tem a leveza de um momento.
Nem por isso é feito de sofrimento.
Seguimos pela vida com a ternura que brotou do primeiro instante.
Com o carinho e o desejo.
Tudo de uma forma tão especial.
Porque entre nós tudo é bom, tudo é natural.

Foto de Sonia Delsin

DE BORBOLETAS E ESTRELAS

DE BORBOLETAS E ESTRELAS

É feito de tanta coisa o meu dia.
Não posso falar que minha vida é vazia.
É feito de borboletas meu tempo...
... E de estrelas...
E de noites pra sonhar.
Aliás, posso sempre sonhar.
Posso voar... divagar... viajar.
Se tenho borboletas e estrelas na minha vida habitando,
tenho todo o direito de viver sonhando...
Nos meus sonhos encontro tanta alegria.
Existe em meu mundo tanta poesia.
Sim. Definitivamente tenho tanto pra me preencher.
Adoro viver.
Adoro ser este ser que sou.
Este ser deslumbrado.
Tenho sim o meu mundo encantado.

Foto de rosacally

VOCÊ ,MINHA RAZÃO

Eu tive você enquanto pude.
Unifiquei meus caprichos por você.

Tentei caminhar junto
Elevar pensamento em sua direção.
Velejei sobre sonhos
Enquanto pensava dormir em seus braços.

Vaguei noites sem sono esperando por você.
Ornamentei minha vida de poesias.
Catei fragmentos de esperanças
Enquanto esperava você.

Embriaguei-me em seu perfume
Nada temi, venci meus medos e solidão.
Quebrei barreiras, pulei obstáculos.
Unindo força a essa paixão.
Aniquilei desilusões e sofrimentos.
Na realidade, na saudade,
Tentei configurar minha pagina, na certeza
Orgulhosa de ter você aqui.

Parei no meu tempo criando expectativas
Unindo sonhos e desejos
Despi-me da incerteza
Encontrei minha razão, na minha própria razão de viver.

Zanne Murray

Foto de Gideon

Chico Buarque e o "sempre"

Sempre! – As vezes esta palavra soa irônica. Eu a uso sempre (viu só?), e muitas vezes, sempre (de novo)! Certa vez achei que estava sendo pouco criativo quando terminava um verso com o sempre.

Sábado, cinco da tarde, entre um afazer e outro, puxei o Segundo Caderno do jornal O Globo, de 19 de março de 2006, que guardara para ler no futuro. Observando a matéria sobre o lançamento do filme de Cacá Dieguez “O maior amor do mundo”, chamou-me a atenção a letra da trilha sonora escrita por Chico Buarque para esse filme. Letra inédita que passo a transcrever aqui:

Sempre

Eu te contemplava sempre.
Te mirei de mil mirantes,
Mesmo em sonho estive atento
Pra poder lembrar-te sempre,
Como olhando o firmamento
Vejo estrelas cintilantes
Que se forma para sempre.

O teu corpo em movimento,
Os teus lábios em flagrante,
O teu riso, teu silêncio,
Serão meus, ainda e sempre.
Dura a vida alguns instantes,
Porém mais do que o bastante
Quando cada instante
É sempre.

Letra inédita de Chico Buarque para a canção-tema de “O maior amor do mundo” – Jornal O Globo – Segundo Caderno de 19/03/2006

Pois é, cá está o grande Chico se safando no apelo do sempre. Engraçado, percebi já há algum tempo, que quando estamos em estado do que chamo transe poética, a eternidade parece se lançar à nossa mente como a realidade preponderante e que norteia toda a nossa poesia. Mais ainda quando o sentimento em questão é o amor. Nesse caso a eternidade parece construir em nossa mente uma estrada para o amor caminhar (que poético, não acham?).

O destino dessa estrada seria o sempre. Talvez isto fosse um desejo subconsciente de que aquilo que é tão bom e tão almejado, como é o amor, nunca se acabe. O sempre surge, então, como aquela palavra que representa muito bem e completamente a idéia deste estado de transe poético que me referi anteriormente.

Bem, depois de ler esta poesia, do Chico Buarque, senti-me mais aliviado, e já não vou mais rejeitar de pronto o sempre, que, aliás, fica tão bem quando acompanhado com umas reticências em forma de pontinhos: sempre...

Claro que não ouso me comparar ao Chico, mas confesso que me senti meio vingado com o meu lado chato e questionador, aquela personalidade, dentre tantas outras que os psicólogos dizem termos, e que vez outra me aborda acusando-me de ousado, metido e sem senso do ridículo, quando escrevo as minhas poesias, ensaios, etc...

Imagino o que não passava na cabeça do Chico Buarque, que de tão treinado em poetizar, deve, ao conversar, espontaneamente falar todas as palavras em metáforas. Agora, no entanto, quando escreveu esta poesia, parece tão simples e ingênuo ao ponto de aparentemente não ter incomodado-se em recorrer aos antigos clichês poéticos, contudo válidos ainda, que a natureza nos empresta: “sonho”, “firmamento”, “estrelas cintilantes”, “corpo”, “lábios”, “riso”, “silêncio”, “instantes”, e o, claro, “sempre”, que, aliás, termina a sua poesia como que caminhando pela tal estrada que me referi poeticamente.
Só faltaram as reticências...

As poesias do Chico, claro, são para sempre...

Foto de Gideon

A Arte de Gabriela

Estou envolto em um mundo de pensamentos. Aqueles que nos assaltam parecendo ninjas insurgentes da escuridão. Livros, um após o outro, um junto ao outro, um por cima do outro. Estava lendo Exegese Bíblica, um livro maravilhoso e profundo sobre interpretação bíblica, mais ainda, sobre a interpretação do Cristianismo. De repente após o almoço, caminhando incertamente pelo Centro do meu maravilhoso Rio de Janeiro com a intenção de fazer a digestão do almoço, encaminhei-me para a charmosa Livraria Imperial, no Paço Imperial. Entrei e vaguei de um lado para o outro observando os livros sem pretensão e disposição financeira de comprar qualquer um deles, os quais eu olhava displicentemente. Como sempre faço, caminhei para a estante de Artes para ver alguma coisa sobre música e pintura. Deparei-me, então, com dois imensos, pesados e envelhecidos volumes de Arte em perfeito estado de conservação. Dois "tomos" com pinturas famosas desde a Renascença até a publicação dos livros, que se deu em 1932. O texto, com aquele português antigo e regra de acentuação diferentes da atual, me cativou profundamente. As pinturas são coladas nas páginas conforme aqueles álbuns de fotografias da época de nossos avós. Meus olhos brilharam. Me apressei e comprei os dois volumes. No caminho para o caixa, casualmente olhei para o lado e vi um outro livro: "Eu, mulher da vida" de Gabriela Silva leite. Alcancei-o instintivamente e folheei-o rapidamente. Resolvi também comprá-lo. Cheguei ao caixa, paguei-os e os enfiei em duas sacolas grandes. Saí saí e apressei os passos de volta para o trabalho.

Imediatamente quando cheguei em casa, comecei a ler os livros. Ora, eu iniciei este escrito falando dos diferentes livros lidos ao mesmo tempo, lembram-se! Pois é, assuntos contradizentes, conflitantes, etc. Mas não é assim a nossa imaginação, o nosso pensamento? Náo é tudo misturado mesmo? Nossos pensamentos parecem preemptivos e compartilhados. Folheei com atenção e curiosidade os livros de Arte. Realmente muito bonitos. As obras são fotografias autênticas, ou seja algumas tiradas pelo autor e outras reunidas e organizadas por ele diretamente de onde estavam expostas. O livro inicia com obras do século XIII. Para cada pintura o autor descreve as situações que as envolvem etc. Vou usá-los para decorar a minha sala e o meu quarto no futuro. Ficarão expostos, abertos ao acaso... Bem, mas o que me impressionou muitíssimo mesmo foi a Gabriela. Isso mesmo. O tal livro que veio como de brinde junto aos de Arte. Trata-se de uma prostituta que se tornou líder de todas as outras prostituas. Ela hoje deve ter uns 54 anos, mas na época em que escreveu o livro tinha 40. O livro foi editado em 1992. Devorei-o em 3 dias, dando descanso para o de Exegese.

(...) O Lula estava no palanque com o Gabeira, que fez questão que eu
falasse...
Não tive dúvida quando me deram a palavra. Contei a história,
dizendo mais ou menos assim: "Ao conhecer pessoalmente o cara que eu via de
longe falando em São Bernardo do Campo, como sindicalista, a sensação que
eu tive foi uma baita raiva porque ele me molhou de suor quando me abraçou. É
que isso me fazia lembrar dos homens na zona, no verão, e uma coisa que eu
detestava era quando eles iam transar com o corpo suado e ficavam pingando o
suor em cima de mim.
Senti que o povo se assustou um pouco, os
políticos mais ainda ( a não ser o Gabeira, que dava um sorrisinho
cúmplice), aí acrescentei: "Depois que a raiva passou, eu fiquei pensando.
Então, ele é um homem igual aos outros, porque ele também sua. É igual aos
homens que iam na zona e transavam comigo nas tardes de
verão."

Continua ela:

Quando desci do palanque, tinha um
monte de gente chorando, querendo me abraçar. Era gente comum, que eu nunca
havia visto na vida. Mas vieram também meus companheiros católicos do PT, (...),
esbravejando comigo, que aquilo não era discurso para se fazer em comício. (...)
Quando foi à noite, estava ainda bastante confusa, achando que no fundo tinha
feito mesmo algo errado. Envergonhada do meu discurso, fui à Churrascaria
Majórica, no centro de Friburgo.
Ainda na porta, o Lula me chamou meio de
lado, e me disse com aquele vozeirão rouco:
“Gabriela, eu queria fazer uma
perguntinha a você. Minha mulher sempre me disse para eu usar desodorante, mas
eu não gosto. Ela diz que eu transpiro demais e que meu suor fede. E hoje você
falou disso no seu discurso. Me fala com sinceridade, não precisa mentir: eu
estava fedendo muito naquele dia? Foi por isso que você ficou com
raiva?”

Imaginem que este livro foi escrito muito antes do Lula ganhar as eleições presidenciais.
O mais interessante do livro é uma coisa que ficou clara para mim. A Gabriela era prostituta e não queria deixar de sê-la. As pessoas e instituições que tentaram ajudá-la o faziam com a intenção de que ela deixasse a sua vida indigna. Ela sempre afirmou que gostava de ser prostituta e mesmo assim ser útil para a sociedade e para as outras pessoas que precisassem dela. Por aí vai o livro.

É uma visão realmente chocante. Confesso que me chocou também. São os nossos preconceitos que são revolucionados com situações que ela conta no livro. Achei bom ler este livro. De fato fez-me ver um pouco o outro lado da moeda, apesar de achar que existem formas de vida muito mais saudáveis e que nos fazem infinitamente mais felizes que a que ela optou, ou seja, a prostituição. A felicidade da família é algo inigualável.
Impossível não associar o estilo de vida de Gabriela com uma obra de Arte. Seria a Arte da Vida? Os lugares que ela freqüentou, as pessoas que ela conheceu em situações e momentos singulares parecem todos tons das tintas de uma palheta de aquarela. Eu aqui, lendo o seu livro e paralelamente pintando na imaginação um quadro!

No início achei Gabriela meio grosseira, mas a medida em que fui passando as páginas fui descobrindo uma erudição espontânea e, talvez, inconsciente. A erudição de Gabriela é especial por não permitir que a sua narrativa tome forma clássica e torne-se comum. Ela pincela, vez outra, doses de “grosseria” na linguagem coloquial que nos faz lembrar a sua origem e forma de vida. Isso é deliberado e me fascinou na leitura, pela sutileza e inteligência que ela demonstrou.

A Arte, pelo menos no meu ponto de vista, não tem de ser necessariamente materializada. Tem de ser sentida. Que seja por uma só pessoa, e isto, de alguma forma é uma característica da Arte, de nos dar a liberdade de subjetivamente vivê-la, experimentá-la. O livro de Gabriela fechado, é como uma partitura na estante. Lido, torna-se uma música executada, com todas as suas componentes, melodia, harmonia e ritmo. Ou seja, a sua Arte somente é sentida quando entramos em seu mundo, quando a ouvimos, quando nos chocamos com a sua firmeza em ser chamada de prostituta. Talvez pelo seu deboche da sociedade careta e hipócrita, como ela repetidamente declara.. Desesperadamente procuro referências nas formas de Arte existentes, como a música, a pintura, para decifrar Gabriela. Mas deveria? Ou seria a prostituição a própria Arte de Gabriela? Gabriela não é prostituta. Gabriela é artista! Não, com certeza, ela gritaria ao ler essa abominação à sua maneira de viver:

- Mais um idiota tentando me redimir para o seu mundo!

E assim segue Gabriela, pintando na vida a arte da prostituição, e com isto me chocando e fazendo-me mais sensível à Arte, a mãe de todas as Artes. A vida!.

Enfim, vou voltar para o meu livro de Exegese que por sua vez está também mexendo profundamente com a minha maneira de encarar o Cristianismo.

É a leitura, os livros, transformando-nos. Viva aos livros! Viva às pessoas!

Foto de Gideon

O Nascedouro de Pedras

Bicuda Pequena. Lugar mágico nas montanhas da minha vida...
Escalo-a sem planejar. A minha vida me surpreende. Mas tem também a Bicuda Grande. Dizem ser irmã mais imponente que a Pequena... Não importa, o que vale é que estou feliz... Sorrindo das pedrinhas bicudas ao pé da montanha imponente...
Mete medo olhar o cume, parece que vai despencar, mas claro que não vai, é só impressão.
É que somos pequenos mesmo, percebo isto olhando admirado a enorme pedra. Me surpreendo com a música tocada pelo vento nos foles do vale... Ninguém parece ouvi-la, mas ela está lá nos meus ouvidos. Não sei o modo tonal, se maior ou menor, talvez nenhuma nem outro outro... Mas ainda sorrio, encantado com este milagre...

Ofegante quero parar de subir, mas não posso. A montanha não deixa. Parece que a gravidade lá funciona ao contrário... Tenho de chegar ao redil, na laje. Ovelha guiada pelo pastor...

O Nascedouro

De repente um sobressalto! Um nascedouro de pedras... Surpreendo-me e quase me precipito sobre ele. Equilibro-me no vento e me delicio com a visão. Centenas de pedras pontudas, lá em baixo, no vale. Combinam comigo, e com a música que ouço no vale...
Agora, queria ter uma montanha à minha destra, penso, para me proteger da vida... mas elas estão lá, esperando milênios para crescerem... Sinto-me um pássaro pousado na colina a olhar o vale... Que vontade voar, pular, quem sabe me tornar uma pedra, também do nascedouro...

As pessoas da montanha

Volto-me e vejo o redil... Ovelhas simples, rodeando seu pastor... Vou tocar hoje, uma música qualquer, que gosto muito... para as pedras do nascedouro ouvirem...
Toco na sua direção. As ovelhas ouvem-na primeiro, Mas a música é para as pedras do nascedouro, juro, e que se movem, suavemente, de um lado para o outro no ritmo e direção do som...

Olhos vivos, vestidos de chitas, corações despojados... Vida, muita vida ali, à beira do nascedouro. As ovelhas cantam, mostram-se com o seu belo que é belo. Gosto. Extasio-me, me delicio com a vida à beira do nascedouro.

O Som no Nascedouro

Meu som ecoa deslizando montanha adentro, vertendo os vales, fincando-se nas grutas.
Visitando as rochas, rios, cachoeiras... Mistura-se com a vida da montanha... As pedras do nascedouro dançam ao novo som... Divertem-se ao pé de sua imponente mãe...
Deixo o som lá. Ele se perde fugindo montanha a dentro como um cão fugidio, feliz... Importa não. O que vale mesmo é que vi o vale, o vale da minha vida, e percebi que sempre ao lado de um vale existe uma montanha imponente...

Mas na Bicuda, tem mais...

Tem também um nascedouro de pedras, que esmaga o meu coração, de pedra...

Foto de Gideon

Amor, Uma Mistura de Sentimentos

Firmei o compromisso de escrever sobre nós.
Deparei-me com tantas coisas boas para falar que assustei-me, mas insisti, pensei: hoje é o dia dos namorados,
Tenho de dizer o quanto sou feliz por tê-la.

Aí me vieram as palavras, somente palavras, como saltitantes na mente, meio que atropelando umas às outras: Felicidade, liberdade, não... liberdade não... ainda não...

Lembrei da voz doce e inocente... e então veio-me a palavra inocente... Não... inocente não... não mais, já fostes apresentada ao prazer...
Mas então me veio essa palavra... o prazer. Pois é, que prazer? Não houve o carnal, mas é prazer assim mesmo. Claro que é, ora, pois pois...

Tantas palavras... São tantas que brotam da mente meio que de frente para trás, de lado, trepadas umas nas outras. Torrentes, pois é, me veio a idéia de torrente., como foi e tem sido o nosso amor, atropelado, que nos faz amar, cantar, sorrir e chorar.
Tudo ao mesmo tempo.

Mas não seria isto mesmo o amor? Todos os tipos de sentimentos misturados?
Mistério... a vida é um permanente e profundo mistério, mas é gostoso amar . Tê-la todas as noites. A minha rotina já conta com a sua voz. Com o seu carinho... Com a sua aparente inocência.

Vontade ver você... De ter você... De estar com você... sei lá.
É tão grande que me faz delirar, às vezes... Tudo passa, o tempo, a idade, a beleza,
Mas as lembranças, essas quando carimbadas no coração justamente no lugar certo,
Jamais apagam... jamais passam.

A cada dia sinto meu coração arder com o impacto do carimbo de você nele.
O carimbo do seu amor, do seu jeito de ser... Tanto já fizemos nesta nossa agonia... Já cantamos, já choramos, já sorrimos, já lemos poesias, enfim... Já tudo... pois é...

A palavra tudo me veio à mente... Seria o nosso amor tudo? Por isto veio-me esta palavra, difícil de dizer e viver...

As músicas que me oferecestes... As fitas que colecionas com dizeres...
Citações de amor... Você é romântica.... Feliz e sonhadora...
Vou guardar no meu coração... Os seus sonhos... sempre...

Foto de psicomelissa

viver não é fácil

VIVER NÃO É FÁCIL

Muitas vezes conquistamos nossos ideais e objetivos antes do esperado, e além de deixar o dono do sonho surpreso e muito encantado por suas conquistas. Mas tolice do homem que acredita que a vida não pode ser plena, ora o individuo se realiza profissionalmente, ora emocionalmente e assim por diante.
Sr. Café está chocado pois isso mostra uma falta gigantesca de esperança, como a pessoa pode realizar–se plenamente senão acredita que possa alcançar seus sonhos por mais ousados e difíceis que possam ser.
Essa foi uma brecha que o Sr. Café teve para poder chamar a atenção de Maria Eduarda, com o intuito de que ela saia deste torpor anestésico, onde parece que sua vida afetiva ficou estagnada desde que rompeu drasticamente com seu último namorado.
Mas agora é só aguardar pra ver quais serão as próximas reações e atitudes de Duda frente a dificuldade de encontrar o companheiro ideal.

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