Sorri pra mim
que eu te faço um poema,
do fundo do coração
me dá a mão
que juntos romperemos o infinito,
faz de mim seu fiel escudeiro,
seu poema verdadeiro.
Deixe-me te acompanhar
que eu prometo
nunca te abandonar,
quero ir com você
e presenciar o chegar
da maravilhosa primavera,
deixe-me sentir os cheiros das flores
do seu perfume.
Deixe-me calar a sua voz
com os meus beijos,
eu quero ser seu desejo,
parte do seu “Nós”,
quero a vida toda ao seu lado,
quero estar ao lado de sua vida,
e ser de sua estrada o asfalto,
e de sua porta a saída,
deixe-me segurar sua mão
e chamar-te de minha.
Deixe-me deixar-te livre,
livre no amor,
olha pra mim,
meu poema quer
estar perto do teu ser,
sorri de novo eu quero você.
"Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
P’ro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo ar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar."
( O trenzinho caipira: Heitor Villa Lobos)
***
Eram três crianças de 8, 6 e 4 anos de idade.
Iriam viajar da cidade de sua infância para outra grande metrópole regional.
A viagem de trem:
Enquanto aguardavam na estação a chegada do trem que os levaria para uma cidadezinha próxima, um importante tronco ferroviário que interliga várias ferrovias que vem do interior do estado ao litoral, mais propriamente ao Porto de Santos, o que viam.
Viam as manobras das locomotivas a vapor.
Entre várias, tal como a chamada “jibóia” enorme, gigante, com várias rodas, as “Baldwins”, a que mais chamava a atenção do “menino” era uma “Maria Fumaça” pequenina. Tão pequena que nem tender ela tinha.
Ia para frente apitando, estridentemente:
Piuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuu!
Retornava, repetia os movimentos para frente para trás, tirando alguns dos vagões de várias composições estacionadas nos diversos trilhos da estação ferroviária.
E o Menino sonhava. Queria ser maquinista de trem.
Tanto que ele gostava, que em outras ocasiões, quando levava comida em marmitas para o pai, que trabalhava nas oficinas, permanecia várias horas sentado nos bancos da estação.
Via as manobras das “marias fumaças” e também a passagem das longas composições de carga puxadas por máquinas elétricas, verdes oliva, chamadas “lobas”.
Até que um dia sua mãe resolveu levá-los em uma viagem.
Nesse dia enquanto aguarda o Menino avistou ao oeste um único farol que surgia no horizonte da linha ferroviária, amarelado e a medida que se aproximava ouvia-se o barulho característico daquela famosa locomotiva elétrica, que zumbia como um grande enxame de abelhas: “zuuummmmmmmmmm”
A locomotiva devagar passava do local de aglomeração das pessoas e aos poucos deixavam em posição de acesso os carros de passageiros de segunda classe e lá quase ao final da plataforma um ou dois vagões de primeira classe.
Eram privilegiados, filhos de ferroviários.
O Menino sentia orgulho desse privilégio.
Lembra-se que naquele dia sentou-se no último banco do lado direito.
Dali podia ver que poucas pessoas permaneciam fora da composição. Alguns parentes, que gesticulavam se dirigindo aos parentes acomodados nos carros de passageiros.
Ao longe. Via um senhor uniformizado de terno azul marinho e “quepi”, com o símbolo – EFS.
Aos poucos esse Senhor vem caminhando pela plataforma, desde o primeiro carro até próximo da janela em que o Menino se encontrava.
Para e tira um apito do bolso superior de sua túnica e dá um apito estridente: “piiiiiiiiiiiiiiiirrriiiiiiiii”
Em seguida, a locomotiva apita “Foohhooommmm..”
Novo apito.
A seguir, começam a ouvir-se os sons característicos dos vagões que retirados de sua inércia estrondavam um a um e começavam a se locomover lentamente até que o carro e que o Menino está começa a se locomover, mas, sem fazer o barulho característico, o seja, o “estralo” ao ser acionado, pois os solavancos que se sentem nos primeiros vão diminuindo gradativamente e quando atingem o ultimo praticamente são imperceptíveis.
Justamente, por essa razão é que os vagões de primeira classe são colocados no fim da composição.
Este carro diferia dos demais por ter os bancos revestidos, corrediços, que permitiam serem virados e propiciar as famílias se acomodarem em um espaço particular.
Assim iniciava-se o percurso até a cidadezinha, onde passariam para outra composição, a qual seria tracionada por uma locomotiva a vapor.
Como era linda a paisagem.
Muitos locais dignos de cartões postais, o primeiro, por exemplo, a ponte sobre o rio Sorocaba, que nasce na serra de Itupararanga e desemboca no rio Tietê
Lindos lugares que por muito tempo permaneceram esquecidos, mas que hoje podem ser registrados em fotos e filmes das câmeras digitais.
Fotos que nos fazem afagar a saudade dos dias de outrora.
Mas, além dessas fotos antigas ou digitais, temos a capacidade de guardar no fundo do nosso inconsciente outras imagens e filmes de nossas lembranças.
Revendo tais filmes, verificamos que inconscientemente queremos alcançar trilhar os nossos sonhos, mas, geralmente em razão das dificuldades da lida, não o atingimos, ou então, ultrapassamo-nos e exercemos outras atividades ou profissões que nada tem a ver com aqueles sonhos.
Eu, por exemplo, adoro trens.
Simplesmente, queria ter sido “maquinista de trem”.
Mas termino este conto, simplesmente, para dizer:
À poucos dias, nesta cidade, de onde o Menino iniciou a viagem teve oportunidade de ver, aquele Senhor, em uma comemoração do retorno da “Maria Fumaça” que estava em outra cidade, onde permanecera sob os cuidados da Associação de Preservação Ferroviária, ser chamado entre outros velhos aposentados, pelo Prefeito:
_”Agora para comemorar o retorno de nossa Maria Fumaça - “Maria do Carmo” - chamo o mais velhos dos aposentados.
Puxa! Que felicidade do Menino, ao ver aquele Senhor caminhando pela plataforma da estação.
Sim. Era motivo de felicidade.
Pois o menino, já não é mais tão criança, já é um envelhescente e aquele Senhor continua vivo.
Oitenta e quatro anos.
Era o “Chefe da Estação”.
O mesmo “Chefe de Trem” que vira caminhando a quarenta anos pela plataforma da estação.
Para assistir video - poema relacionado entre em:
http://www.youtube.com/watch?v=7fE5aNx-zQ4
e em
http://www.youtube.com/watch?v=knPPSfHNm2U
Não acredito que isto está a acontecer!
Apesar de tudo não te queria perder
e, muito menos nunca mais te ver!
Amo-te como nunca amei ninguém
e, sem ti não fico bem.
Não vás embora
porque sem ti até o meu coração chora!
Nunca sofri assim,
queria-te só para mim!
Sonhei casar contigo,
queria que ficasses comigo!
És o amor da minha vida,
sem ti fico perdida.
Apesar de não termos tido nada,
sabiaque, por ti, ao menos, era desejada!
Podias não me amar
mas, não te cansavas de me apreciar!
Achavas o meu corpo perfeito,
sem nenhum defeito
e, isso fazia-me sonhar
e achar, que algum dia me ias amar!
Sei que errei,
tu támbém, mas eu já te perdoei.
Só espero que sejas muito feliz
porque ficas ainda mais lindo quando sorris!
Uma só vez amei,
aquele que nunca esquecerei!
A morte o levou
e nesse dia o meu coração desesperou.
Não quero lembrar o que sofri
quando soube que ele já não estava aqui!
Mas, o seu nome não quero dizer...
Hoje tenho a certeza que posso afirmar que sei, melhor que ninguém o que é sofrer!
Sou muito nova para dizer que já amei de verdade
mas, tenho certeza que o vou amar por toda a eternidade.
Ele não me amava
mas, para mim, vê-lo bastava!
Ele era um querido,
isto não devia ter acontecido,
não foi merecido.
Um nome para ele?...Defeito!!!
Mas, para mim ele era perfeito!
Podia ter todos os defeito que existem
mas, era como se não exixtissem!
Passámos momentos bons e maus
porém, agora a minha vida tornou-se um caos!
Não ligo,
ele era o meu porto de abrigo!
Sei que há pessoas que querem o meu bem
e que me querem ver divertir...
mas, sabem melhor que ninguém,
que só uma pessoa me conseguia fazer sorrir!
Nunca ninguém irá preencher o vazio que há em mim,
mas, se ele não tivesse morrido, eu não estaria assim!
Mais não vou dizer,
poque não tenho palavras para descrever o que estou a sofrer!
Enviado por psicomelissa em Qui, 14/02/2008 - 23:12
carta
ADMIRAÇÃO
Admiro o céu e a lua,
Os pássaros e as flores do campo,
O barulho da grande metrópole como
Também aprecio o silencio do meu quarto.
Hum, os opostos disputam meu afeto
Mas aposto que meu desejo eles não sabem
HAHA, meu desejo secreto é que só dele sabe quem cativar meu coração ferido e que precisa de um nobre cavaleiro que se disponha transformar o mundo para que meu ferido coração volte a sorrir.
Cadê você nobre cavaleiro que deixaste a donzela, que lhe fora prometida desde a eternidade, chorando por estar solitária, e que apenas deseja ter alguém pra partilhar o dia – a – dia. Será que pra mim fora destinado apenas zelar pelo outro e nada construir pra me realizar.
Você nobre cavaleiro que não aparece, feliz esta?
Porque esqueceu de vir me buscar?
Onde estás ? Lutando contra os dragões?
Não me deixes só por muito tempo meu coração sofre por estar abandonado, meu futuro amado. Abrevie seus afazeres pra que possas logo vir me buscar para que ambos possamos viver a felicidade em plenitude.
Sei que também almeja isso! E que muitas vezes se vê tentado a aceitar migalhas pra não sentir um nada por não ter lutado pelo que almejou tanto, sonhou e não pode concretizar. Sei como esta situação é tentadora ...
Mas sei também que no final, eu sempre sai rasgada e machucada ...
Hoje fico aqui no silencio da noite admirando a lua e lhe fazendo um pedido pra que traga pra mim meu nobre cavaleiro, pra juntos sermos um.
Meu cavaleiro a quem meu destino já cruzou o seu, sei disto, meu coração intui que você está mais próximo que eu possa imaginar. E que você assim como eu ainda não despertamos pra enxergar o outro como seu companheiro eterno.
Não entendo, porque o destino se mostra tão cruel e não fornece uma dica pra minha vida se tornar completa.
Enviado por Carmen Lúcia em Qui, 14/02/2008 - 22:38
Quero findar nossa história,
Congelar o nosso filme
Me resguardar...
Trocar o nosso enredo
Provar que não tenho medo
Desafiar...
Dar a minha cara à tapa
Encerrar mais uma etapa
Encarar...
Dar-me um tempo de espera
Não mais viver de quimera
Me equilibrar...
Quando a poeira abaixar
E a agitação acalmar
Recomeçar...
Já refeita, de bem com a vida
Alma cicatrizada, sem ferida
Voltar a me apaixonar!
Partí para Lua...
Lá sim, era lá o meu lugar
Era a única que me amava incondicional!
Fui sim à Lua...
Ela abarcou minha tristeza,
Sorriu quando eu disse que seu amor era maternal!
Lá nela mesma,
Percebí que meus olhos não estavam toldados de dissabor
E ela sorrira novamente...
Dizendo que dar-me-ia seu amor!
Cheguei à Lua desolado,
O mundo que vivera era rebelde e irado
Pensei em voltar mas 'tava ilhado!
Olhei a Terra de um cinza-azulado
Não percebí sua presença...
E como estrela cadente sentí vontade dos seus braços.
A Lua chorara muito ao perceber que não ficaria
Queria uma vida alegre, sem monotonia
Fiz-me um verme lá dentro dela...
E em frações de segundos voltei da minha utopia!
Se te tivesse sonhado... dado um nome e idealizado....
Não serias tão perfeita... mas igualmente amada...
Estando contigo estou sempre bem, sinto-me realizado
Esqueço o cansaço, as lutas, revivo nos teus braços,
beijos e carícias, murmurando-te ternas palavras de amor
quase sussurradas, como se fossemos eternos namorados.
És a minha companheira, amiga, amante, minha confidente
minha fonte de água fresca e cristalina, onde bebo o teu amor
e refresco a minha alma, porque tú sabes sempre o que penso,
conheces os meus estados de alma, por um olhar, um silêncio.
Fazes parte de mim, do meu ser, és minha e eu sou teu.
Amo-te meu amor, minha brisa matinal, meu rebento de primavera
Por ti abraço a vida, vivo-a intensamente,
sonhando contigo quando estás ausente
e esgotando o nosso amor se estou ao teu lado...
Adoro cada linha do teu rosto, o modo doce como ris e dizes o meu nome.
Sem ti não seria mais eu, mas uma pálida imagem de mim mesmo,
reflexo desbotado, cinzento e frio, desfalecido e sem chama...
Porque se sou assim a ti o devo... quero ser barro nas tuas mãos
e deixar-me ser modelado, amado, reinventado...
Porque tú és minha e eu serei teu...
Enquanto respirar quero sempre ter-te ao meu lado
Amo-te desde sempre e para todo o sempre