Vida

Foto de Sonia Delsin

FERIDA EXPOSTA

FERIDA EXPOSTA

Esta noite eu visitei umas ruínas.

Andei descalça entre elas, descalça e seminua.

Eu vi um porta-retrato quebrado.

Quanta lembrança do passado!

Vi um terço, um pedaço de papel...

Vi entre as ruínas um menino.

Lindo, frágil...doce. Um destes anjos do céu.

Um garotinho que sempre tocou muito fundo meu coração.

Um menino que se fez tão forte pela vida afora que se tornou um campeão.

Meu filho tão bom.

Entre as ruínas encontrei flores.

Meu peito se fez em dores...

A ferida ficou maior. Sangrou...

A casca que se formava descolou.

Ficou exposta a ferida.

E eu ali.

Entre as ruínas do que foi minha vida.

Chorei.

Claro.

Chorar lava a alma.

Não podemos represar as emoções.

Deixei que as lágrimas lavassem...escorressem.

Eram tantas as sensações.

Esta noite eu andei onde não se anda mais.

Onde não se volta jamais.

Andei no que já se foi... no que o tempo guardou.

Mas se fez chorar também foi bom lembrar.

Porque entre as lágrimas encontrei um sorriso teu.

Então pensei.

Tu me amaste, eu muito te amei.

Se nos perdemos um do outro.

Muita coisa guardaste.

Muita coisa guardei.

Sonia Maria Delsin

Foto de Carmen Lúcia

Amanhã...talvez!

Acordei estática, sem vida...
Nem disse bom-dia ao dia,
Nem mesmo agradeci a Deus...
Não quis falar de poesia,
Nem relembrar os sonhos meus...
Senti a alma vazia,
Não quis chorar outra vez...
Com a dor que em meu peito havia
Eu nem relutei e ela se refez...
Sequer abri a janela,
Não deixei o sol entrar...
A luz transpassada por ela
Fez meu olhar se fechar...
Perto dali só ouvia
Um alegre bem-te-vi...
Fazendo homenagem ao dia...
Tapei os ouvidos, fingi
Que não o ouvi ... Mal-te-vi!
Deixei que as horas passassem,
Malditos minutos incontáveis,
Por que existem manhãs?
E todo frescor matinal?
Por que a poesia lá fora
Quer me falar logo agora?
Por que existe tristeza
Em contraste com tanta beleza?
Por que não consigo chorar
Para minh’alma aliviar?
Hoje não estou pra nada,
Sinto-me inanimada...
Dormirei outra vez...
Amanhã, quem sabe?
.....talvez....

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"DESTINO"

DESTINO

A mãe natureza em tudo pensou
A todos uniu a todos dotou
E nos mais longínquos lugares
A paz proporcionou.

Entre vales e caminhos
Cada um procurou
Traçou seu próprio destino
E o amor semeou.

Cada um dos habitantes
Uma historia criou
E para todos semelhantes
Um lugarzinho reservou.

Quem se queixa de seu destino
É por que o do vizinho observou
Mas fez mal para sua vida
Quando de outra tarefa se apoderou.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"INTOLERANCIA"

INTOLERANCIA

De gestos agressivos
E conduta inconveniente
Entrastes neste recinto
Como se eu não estivesse presente

Ignorando as pessoas
Nossa vida desfraldou
Desfilando como rainha
Sua intolerância demonstrou.

E já na hora de ir embora
Ao invés de se desculpar
Ainda me colocou pra fora
Querendo me humilhar.

Mas sabes que em pouco tempo
Seu reinado vai acabar
Por isso estas desesperada
Não da mais tempo para consertar.

Foto de Dennel

Efêmero

Nas efemérides da vida
Em sintonia com a beleza
Utilizaria asas multicoloridas
E voaria com toda leveza

Em evoluções brilhantes
Encantaria as multidões
Luminosa e radiante
Traria paz aos corações

Seria aquela borboleta
Que pousaria nos cabelos
Que te servem de moldura
Que enfeitaria de cores
A tua doce figura

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Carmen Lúcia

Ainda há tempo...

Ainda há tempo...

De realizar o que ainda não fiz...
Atitudes certas ou erradas
Que para sempre fiquem marcadas
No livro da vida, que hoje refiz...

Afinal, o que é o certo e o errado?
Em qual livro estará registrado
Que errei quando quis ser feliz,
Se acertei no que ainda não fiz?

Ainda há tempo...
De andar na contra-mão do tempo
De sorrir vendo a vida passar
E suavemente deixar-me levar
Sem correntes, sem querer relutar...
De morder a maçã proibida
E sentir sensação esquisita
Aguardar no que irá resultar...

Ainda há tempo...

De olhar violetas na janela,
Ver o raio de sol bater nelas
E num “insight”suas cores enxergar...
E quando me decepcionar,
Numa rede deitar, balançar
Ver no céu estrelas a piscar
Onde a lua me pede, atrevida
Que me apaixone de novo pela vida.

Ainda há tempo...

De me olhar ao espelho de frente
Desnudar minh’alma que a ele não mente,
Dilacerar a dor, livrar-me de um dilema
Ser poeta, escrever aquele poema
Onde os versos são todos de amor
Que mantive guardado em meu peito
E que não consigo mais segurar...

Ainda há tempo...
De querer ter um tempo de paz,
Amanhã poderá ser tarde demais...

Foto de Liperrrr

É Verdade

O provável de existir coisas,
provávelmente Verdade onde existe sentimento,

o coração da palavra nos lugares onde elas cabem,
o cuidado ao falar que te Amo nas imperfeições da vida.

Tome cuidado com os olhos cabelo e cores,
as vezes dirão algu improvável
mais no respectivo momento em que te amo Paloma,
é verdade o meu amor provável a voce.
Filipe Ribeiro

Foto de Angelo Carniello

Nada Tenho

Não tenho nada
Mas tudo que quero
Se faz presente
Aquecendo minha alma
Alimentando meu dia
Mesmo que meus bolsos
Continuem vazios...

Meus amores se perdem
Em meio há multidão
Alguns dividem sonhos
Outros apenas deixam
O amargo sabor da desilusão
Sempre me entrego inteiro
Sem mirar o abandono.

Sofro... com o coração mudo
Espero o tempo amenizar a dor
Se perdôo ou não...
Não paro para analisar
Só não me deixo despencar
No precipício, que a mente
Cria, para suicidar a alma.

E assim passo os dias
No calendário do meu viver
Uns são desérticos, silenciosos
Outros, imperam ruídos de espectros
Alguns explodem em luz e cores
Mas, todos tem momentos de paz
Pra renovar a alma!

Apenas me deixo viajar
Neste comboio pela vida
Onde episódios correm soltos
Por corredores, ora sombrios
Ora iluminados...
Deixando rastros invisíveis
Aos olhos de meros mortais!

Autor desconhecido

Foto de Sonia Delsin

PARA LER COM O CORAÇÃO

PARA LER COM O CORAÇÃO

Eu te envio este poema.
Guarde como uma recordação.
É para ler com o coração.
Eu o escrevi numa tarde quente.
Quando nem a menor brisa me chegava.
Triste eu estava.
E tão sozinha.
Era uma tarde tão minha.
Me coloquei a pensar.
Num tempo distante.
Num tempo em que nós dois conjugávamos o verbo amar.
Será que a vida consegue apagar?
Será que apenas cinzas podem sobrar?
Tanto fogo, tanta paixão não podem simplesmente acabar.
Nunca vou me conformar.

Foto de Cecília Santos

VÍDEO POEMA (BRILHO FALSO)

BRILHO FALSO

Houve um tempo em minha vida.
Em que os sonhos eram dourados.
Onde minha voz chegava até você.
Onde nossos braços se encontravam.
Houve um tempo em que seu calor
me aquecia a alma.
Seus lábios me beijavam.
Sua alegria era minha felicidade.
Mas hoje somos vidas separadas.
Caminho longo sem volta.
Hoje somos sonhos vagueando
no tempo da saudade.
Somos vozes sem eco algum.
Somos um tempo de dor e vazio.
Somos distâncias infindáveis.
Onde o caminhar se torna lento.
Onde as quimeras se escondem.
Onde me perco num labirinto de ausência.
Entre nós há uma historia de amor eterno.
Entre nós existe a soma do tempo.
Que eu fui juntando dia após dia.
De saudade em saudade.
De lembrança em lembrança.
Desse pranto de dor só restou
O brilho falso de uma lágrima
Que derramo de saudade.

Direitos reservados*
Cecília-10/2007*
Vídeo de Vanessa Brandão

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